Cidade goiana tem o maior trecho de rafting do brasil dentro de um fantástico paraíso do cerrado escondido na Chapada dos Veadeiros

 São João d'Aliança é um verdadeiro paraíso natural dentro do estado de Goiás.

Fernanda Cappellesso
Por Fernanda Cappellesso
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A Chapada dos Veadeiros é um roteiro turístico conhecido, admirado e desejado em todo mundo. Quando se fala na Chapada lembramos do global e poucas vezes distinguimos quais são as maravilhosas cidades que integram a região.

São João d’Aliança é uma dessas cidades. Ela fica a 356,2 km de Goiânia e a 154 km de Brasília.   A cidade é conhecida como  “O portal da Chapada dos Veadeiros”. 

A principal via de acesso à cidade é pela BR-020 a partir de Brasília sentido Planaltina. No trevo para Formosa, vira-se à esquerda na DF-345 até a fronteira com Goiás, onde a estrada passa a se chamar GO-118 ou BR-010 (Rodovia Belém-Brasília).

A cidade é cortada pela Serra Geral do Paranã . Desta maneira, tem parte de sua área no Vale do Paranã,  que, de topografia plana, que se diferencia em vários aspectos da Chapada dos Veadeiros. 

A Chapada dos Veadeiros em si é dividida em três grupos de rochas: Paranoá, Bambuí e Araí, permitindo altitudes variantes entre 600 m a 1.200 m. São João d’Aliança está situado nas dobraduras do Grupo Paranoá que corta Brasília até Alto Paraíso de Goiás

Há milhões de anos um choque intercontinental provocou um soerguimento de rochas deixando um legado de morros, vales, encostas, rachaduras e trincas, além de mirantes de 440 m com uma vista panorâmica para o Vale do Paranã.

Dois rios abastecem o município: o Rio das Brancas e o Tocantinzinho.  

 

Corredeira no Rio das Brancas. Crédito: Overtor.com.br

O Rio das Brancas, também é  chamado Capetinga. Ela faz a divisa oeste do município. O Rio é o maior  com o maior trecho de Rafting do Brasil. São  73 km de muitas corredeiras.

O acesso se dá pela Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Parque do Capetinga. Criada pela Portaria do Ibama nº 73 de 13 de outubro de 2005, a RPPN Parque do Capetinga está localizada no município de São João d’Aliança e estava originalmente abrigada na fazenda Bela Vista ou Mingau. 

Com 1.584,2607 hectares, o Parque do Capetinga recebeu este nome devido ao ribeirão de mesmo nome que percorre o limite norte da propriedade.São João da Capetinga foi também o primeiro nome de São João d’Aliança, antes de se tornar município emancipado.

 

Tocantinzinho – Crédito: Prefeitura Municipal

 O Tocantinzinho é a nascente do Rio Tocantins e forma a Lagoa Serra da Mesa. Ao  sul  da cidade está Brasília, no Planalto Central, onde nascem as Águas Emendadas, formadoras de três das cinco importantes bacias hidrográficas brasileiras.

 Este lugar, que já foi chamado de Olhos d’Água, é repleto de nascentes. E todas essas águas saem de São João d’Aliança e se espalham pelo Brasil

A principal via de acesso à cidade é pela BR-020 a partir de Brasília sentido Planaltina. No trevo para Formosa, vira-se à esquerda na DF-345 até a fronteira com Goiás, onde a estrada passa a se chamar GO-118 ou BR-010 (Rodovia Belém-Brasília).

 

O município é cortado pela Serra Geral do Paranã e, assim, tem parte de sua área no Vale do Paranã, de topografia plana, que se diferencia em vários aspectos da Chapada dos Veadeiros. A Chapada dos Veadeiros em si é dividida em três grupos de rochas: Paranoá, Bambuí e Araí, permitindo altitudes variantes entre 600 m a 1.200 m. São João d’Aliança está situado nas dobraduras do Grupo Paranoá que corta Brasília até Alto Paraíso de Goiás. Há milhões de anos um choque intercontinental provocou um soerguimento de rochas deixando um legado de morros, vales, encostas, rachaduras e trincas, além de mirantes de 440 m com uma vista panorâmica para o Vale do Paranã.

Dois rios abastecem o município: o Rio das Brancas, também chamado Capetinga, faz a divisa oeste do município; e o Tocantinzinho, que é a nascente do Rio Tocantins e forma a Lagoa Serra da Mesa. A divisa leste do município é feita pelo Rio Paranã, recebendo seus afluentes que se juntam mais adiante formando a Bacia do Tocantins. E ao sul está Brasília, no Planalto Central, onde nascem as Águas Emendadas, formadoras de três das cinco importantes bacias hidrográficas brasileiras. Este lugar, que já foi chamado de Olhos d’Água, é repleto de nascentes, águas que saem de São João d’Aliança e se espalham pelo Brasil.

Clima e Vegetação

São João d’Aliança possui um clima bastante ameno, com temperatura sofrendo pouca variação, entre 15 °C e 28 °C. Intercalam-se períodos bem definidos de chuvas entre outubro e maio e de seca entre junho e setembro. Em decorrência desses períodos bem definidos, a umidade relativa do ar possui diferenças extremas entre 100% e 13%, dependendo do período do ano. A visibilidade é perfeitamente límpida no período chuvoso e pouco embaçada no período seco.

A vegetação é o Cerrado, com formações florestais, savânicas e campestres. Onze fisionomias diferentes formam um mosaico misterioso e envolvente, permitindo a existência de mais de dez mil espécies de plantas que são fonte de remédios fitoterápicos, alimento e madeira. Uma faixa significativa do Cerrado nas escarpas da Serra Geral do Paraná é pré-amazônica, sendo uma importante área de transição. A fauna é outro fator de importância, e ainda é possível avistar diversas espécies silvestres, desde pequenos roedores até a onça pintada. A avifauna é riquíssima, com variantes entre o menor pica-pau do mundo e bandos de emas soltas e em liberdade.

A cultura são-joanense tem característica bem peculiar em decorrência de grandes períodos de isolamento do urbanismo. Seus costumes foram forjando-se ao longo do tempo com costumes bem ruralistas, misturando índios, negros e brancos poloneses. 

Dessa mistura nasce a religiosidade, as danças folclóricas (curraleira, lundu, catira, sapateados, trovas, versos, poesias, rezas, ladainhas em latim) e as festas religiosas (Caçada da Rainha, Santo Reis, São Sebastião, Nossa Senhora do Rosário, Romaria Nossa Senhora da Abadia do Muquém, Nossa Senhora dos Verdes, Santa Luzia, Divino Espírito Santo, Divino Pai Eterno). 

O calendário às vezes é ajustado às datas comemorativas nacionais. Das raízes culturais nasceram muitos artistas, poetas, trovadores, repentistas, contadores de causo, pintores, escultores, raizeiros fitoterápicos, parteiras, rezadeiras, benzedeiros e outros.

Entre seus principais atrativos ecoturísticos, destacam-se:

Cachoeira das Andorinhas 

Cachoeira das Andorinhas – Prefeitura de São João d’Aliança

 A Cachoeira das Andorinhas fica na região do Córrego Rodeador, na Serra Geral do Paranã. São 26 km da sede de São João d’Aliança, sendo 10 km de trecho pavimentado e 12 km de trecho não pavimentado. 

Há ainda uma trilha de 4 km, às vezes escorregadia, cuja caminhada leva, em média, uma hora para se realizar, com nível médio de dificuldade. 

A queda possui grande beleza. Em  determinadas épocas do ano, as andorinhas, com seus ninhos por detrás da queda d’água, atravessam a cachoeira e a sobrevoam, justificando seu nome.

 Há um poço ideal para o banho na parte superior da cachoeira, antes da queda. De lá, a 997 m de altitude em relação ao nível do mar, tem-se uma bela vista.

 

Cachoeira São Cristóvão 

 É também conhecida como Cachoeira do Pastor e está localizada na região do Chico do Morro, na Serra Geral do Paranã. 

O acesso se dá por via não pavimentada, 14 km distante da sede de São João d’Aliança. 

Do rancho para as cachoeiras do Córrego Veadeiros há uma pequena trilha interna de 800 m, que é realizada em cerca de 30 minutos, com nível médio de dificuldade. 

São duas quedas d’água, uma com 33 m e outra com 55 m. É possível tomar banho no poço da primeira queda. 

Alguns metros adiante, justamente onde começa a segunda queda, tem-se um belo mirante do Vale do Paranã. 

No rancho são servidas refeições típicas da culinária goiana feitas em fogão à lenha, ideal para arrematar um dia de caminhada.

 

Cachoeiras São Pedro 

Cachoeira São Pedro – Prefeitura  Municipal de São João D’Aliança

Localizadas na Fazenda Bela Vista, no Vale do São Pedro, na Serra Geral do Paranã. Estas cachoeiras fazem parte da microbacia do córrego São Pedro. 

São 19 km de trecho não-pavimentado até a trilha. Para a Cachoeira São Pedro I, são 1,5 km de trilha, que leva em média 40 min para serem feitos.

 Já para a cachoeira São Pedro II (de 37 m de altura), a trilha tem 2 km, que levam em média 1h de caminhada para serem completados, e tem um trecho com alto grau de dificuldade.

 

Cachoeira do Label 

Cachoeira do Label, com 187 metros de altura, é a mais alta de Goiás: água cristalina, diversos poços para banho e preservação ambiental – (crédito: Ion David/Travessia Ecoturismo)

 

Com seus 187 Metros de Altura, o Rio Extrema  com suas águas esverdeadas “despenca” da serra do Paranã na borda leste da Chapada, formando a cachoeira e o complexo de piscinas naturais e atrações da reserva Bellatrix. 

A queda está entre os maiores atrativos do Brasil, ocupa a posição de maior cachoeira do Goiás e é a mais alta da Chapada dos Veadeiros.

 A trilha tem uma caminhada de 1800 metros, com nível de dificuldade que vai de médio a alto.

 Os primeiros 1600 metros contém 05 pontos de visitação com grau de dificuldade moderado. Os últimos 200 metros de trilha tem nível de dificuldade alto, caminhada em terreno irregular com obstáculos. 

O  acesso se dá pela estrada da represa do paranã a 26 Km da cidade de São João da Aliança. 

 O nome Label vem de uma comunidade quilombola que se localizava na região do topo da cachoeira.  Ainda existem vestígios da ocupação no local. 

O Nome ficou conhecido como marco de seu povo, que após a expansão agrícola e oportunidades geradas pelos políticos locais se instalaram na cidade. 

Aos poucos esta referência se deu por abrigar o “Povo do Label”, remanescentes de escravos refugiados ainda na época da “fomação do Forte”, que  sediou a comarca dos municípios de Formosa, Cavalcante e região. 

O Forte tornou-se um ponto e marco histórico do Goiás por ter sido durante um período. A  sede do município de Formosa tem este nome por ser protegida pelas paredes intransponíveis da Serra do Paranã. 

A visitação da cachoeira se iniciou nos anos 90, onde fez parte do inventário de cachoeiras e atrações da Chapada. Manteve-se com acesso precário e difícil durante um bom tempo.

 

Cachoeira do Cantinho 

Cachoeira do Cantinho – Prefeitura de São João D’Aliança

Cantinho é a cachoeira com o maior volume de água, e um dos poços mais fundos do município. Está localizada a uma distância de 45 km da cidade, sendo 2 km de asfalto e 43 km de terra. 

É feita uma caminhada de 1 hora em trilha com médio grau de dificuldade. A cachoeira do Cantinho, com seus 30 m de altura, despenca entre as rochas e forma um cortinado de beleza ímpar escolhendo o rio Cachoeirinha como seu leito eterno.

 

Balanço do Mário

Bem pertinho de São João d’Aliança, a apenas 10 km de asfalto, 1,2 km de terra e 100 m de trilha, o Balanço do Mário tem banheiro, comida e rancho de apoio. 

O balanço e o trampolim ficam sobre o Rio das Brancas, onde com medo, coragem e determinação, o visitante se lança num frenesi, passando momentos inesquecíveis.

 

Bocaina do Farias 

Também conhecida como Buraco do Farias ou Cânion do Farias pelos praticantes do canionismo, a região leva o nome de dois rios que ali nascem: Faria e Farinha. 

É uma área peculiar da Serra Geral do Paranã, abrigando cachoeiras, canyons, rios e piscinas naturais. 

Está localizada a uma distância de 65 km da sede do município de São João d’Aliança, sendo 35 km pavimentados e 30 km em estradas de terra. 

Depois do trajeto de carro, caminha-se em uma trilha de aproximadamente 6 km, com médio grau de dificuldade e alguns trechos bastante íngremes.

 

Fazenda Boa Esperança

 Localiza-se na Serra Geral do Paranã, ao norte do córrego Extrema, distante 25 km da sede do município de São João d’Aliança. 

Para chegar até a fazenda é necessário cavalgar por aproximadamente 6 horas, em um caminho muito acidentado que corta a Serra Geral. 

O esforço é recompensado quando se chega à fazenda onde estão localizadas três cachoeiras espetaculares. 

A primeira leva o nome da fazenda e se encontra a aproximadamente 20 minutos de caminhada da sede da propriedade. Tem 10 m de queda d’água e é extremamente bela e intocada. 

A segunda queda d’água se chama Cachoeira do Quintal, tem por volta de 8 m de altura e é um ótimo local para se refrescar sem ter que se deslocar muito.

 A terceira cachoeira, intitulada Véu de Noiva, é a maior delas, com 72 m de altura e duas quedas d’água, uma ao lado da outra.

 

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