Tempo seco e frio elevam risco de doenças respiratórias, explica especialista

Essas práticas são fundamentais para reduzir os impactos das doenças respiratórias durante o tempo frio e seco, protegendo a saúde e evitando complicações

Cris Soares
Por Cris Soares
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Foto: reprodução de internet

Com a chegada do outono e dos meses de clima frio e seco, os riscos de doenças respiratórias aumentam significativamente, alerta  especialista. A combinação de tempo seco e poluição do ar agrava as condições respiratórias, resultando em um aumento de casos de asma, bronquite, bronquiolite, sinusite, rinite e pneumonia.

Durante esta época do ano, a variação de temperatura e a queda da umidade do ar contribuem para o aumento das infecções respiratórias. Vírus como rinovírus, adenovírus e metapneumovírus, além de influenza e coronavírus, são os mais comuns.

A concentração de poeira e poluentes no ar provoca o ressecamento das mucosas das vias aéreas, desencadeando crises de rinite, sinusite, faringite e asma. Pacientes com rinite alérgica enfrentam crises de espirros e coceira no nariz, enquanto o aumento de casos de coqueluche, bronquiolite e pneumonia também é observado nesta estação.

Para minimizar os riscos, a médica pneumologista Roseliane de Souza Araújo recomenda manter a vacinação contra a gripe em dia, beber bastante água para manter as mucosas hidratadas e funcionais, e usar umidificadores de ar ou bacias com água nos cômodos. “Medidas de higiene, como lavar as mãos frequentemente e evitar tocar o rosto, especialmente olhos, nariz e boca, são fundamentais. Em caso de sintomas graves, como gripe forte, crises de asma ou suspeita de pneumonia, é imprescindível procurar atendimento médico imediatamente”, complementa.

O clima frio leva as pessoas a se abrigarem em ambientes fechados e mal ventilados, facilitando a propagação de vírus e bactérias através de gotículas e aerossóis, seja por espirro, tosse ou até mesmo pela respiração e objetos compartilhados.

O clima seco exige um trabalho extra das vias aéreas para umidificar e aquecer o ar respirado. Para pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), este esforço adicional pode precipitar crises respiratórias, resultando em piora da falta de ar, tosse e chiado. “Evitar aglomerações em ambientes mal ventilados, evitar contato com pessoas gripadas e com fumaça, além de manter as medicações para asma e DPOC e as vacinas em dia são métodos eficazes de se proteger de doenças respiratórias no inverno”, recomenda Roseliane.

Manter-se adequadamente hidratado é outra medida preventiva importante. Usar umidificadores no ambiente de dormir, estender toalhas molhadas na janela e dormir agasalhado são cuidados adicionais recomendados. “Umidificadores podem ser ligados no ambiente de dormir por duas horas antes do sono, tendo cuidado de manter limpo e com água filtrada, e desligá-lo após o ambiente estar úmido, não sendo necessário mantê-lo ligado pela noite toda”, orienta Roseliane.

 

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