Pacientes com Parkinson terão acesso inédito a tratamento contra demência pelo SUS

A incorporação medicamento pode garantir mais qualidade de vida aos cerca de 200 mil brasileiros que vivem com a doença

Rafael Vaz
Por Rafael Vaz
SUS autoriza a incorporação da rivastigmina no tratamento da demência para pacientes com Parkinson. (Imagem: Divulgação)
SUS autoriza a incorporação da rivastigmina no tratamento da demência para pacientes com Parkinson. (Imagem: Divulgação)

O Sistema Único de Saúde (SUS) autorizou o uso associado de um medicamento contra demência para tratar o Parkinson. A incorporação do rivastigmina traz esperança de mais qualidade de vida para cerca de 200 mil pessoas que vivem com a doença no País.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30 em cada 100 pessoas com Parkinson desenvolvem demência associada à doença. A expectativa, com o uso do remédio, é de mais resultados positivos, uma vez que o rivastigmina aumenta a quantidade de acetilcolina no cérebro.

Pessoas com demência enfrentam diversos problemas, como lentidão no pensamento, redução da capacidade de memorização e atenção e apatia. Há, ainda, relatos de alucinações e delírios. O uso do rivastigmina é considerado inovador por ser o único medicamento para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson e demência no País.

A recomendação para a incorporação do remédio foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) por avaliar que o rivastigmina demonstra eficácia no controle dos sintomas cognitivos da doença. Atualmente, o SUS oferece tratamentos com remédios, fisioterapêuticos, implantes de eletrodos e geradores de pulsos para estimulação cerebral para pessoas com Parkinson.

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