Chá de hibisco e de cavalinha desincham e reduzem medidas? Descubra a verdade!
Entenda o que a ciência diz sobre esses chás que prometem desinchar e reduzir medidas

Se você já se sentiu “inchado” após um dia de exageros, certamente já ouviu falar nos chás de hibisco (Hibiscus sabdariffa) e cavalinha (Equisetum arvense) como aliados para desinchar e até “secar” medidas. Mas será que funcionam de verdade ou são apenas mitos? Vamos desvendar esse enigma por meio da ciência.
Bom, o efeito diurético desses chás é real. Em um artigo publicado na VeryWell Healthy, a nutricionista Brittany Lubeck aponta que o hibisco contém compostos como antocianinas e flavonoides que estimulam a eliminação de água pelo organismo, resultando em menos retenção hídrica.

A cavalinha, por sua vez, também é reconhecida como diurético natural, promovendo um leve aumento na produção de urina e, com isso, a diminuição do inchaço corporal.
Mas quanto à gordura, os estudos apontam pouca diferença. Uma meta-análise publicada em 2024 avaliou seis estudos clínicos com 339 participantes e concluiu que o hibisco trouxe uma redução média de apenas 0,27 kg, 0,06 kg/m² no IMC e 0,20 cm na circunferência da cintura, estatisticamente insignificantes. Ou seja, nada de medidas desaparecendo por milagre.
No entanto, apesar do hibisco sozinho não reduzir gordura corporal de forma clínica, pode complementar uma rotina saudável ao ajudar no controle de gordura sanguínea, inflamação, e, claro, eliminar líquido retido — o que traz aquela sensação imediata de “leveza”.
Já para a cavalinha, sabe-se que ela possui efeito diurético e antioxidante, que é útil para desinchar, mas faltam estudos clínicos que apontem para redução de gordura.

Chá de Cavalinha
O que isso significa na prática?
Se você busca ter menos inchaço e uma sensação instantânea de leveza, os chás são aliados eficazes. Mas para reduzir gordura corporal real, o ideal é combinar dieta, exercícios regulares e consistência. Então, não espere milagres, eles podem fornecer apoio, especialmente quando combinados com bons hábitos.
E atenção: o uso excessivo pode trazer efeitos adversos, como desequilíbrio eletrolítico, tonturas ou interações com medicamentos para pressão arterial e diuréticos. O hibisco, por exemplo, pode baixar a pressão e potencializar alguns remédios. Então, moderação e orientação profissional são fundamentais.