Transição capilar cresce no Brasil e vira símbolo de autoestima

Hairstylist e visagista Diogo Geovanne revela dicas para conquistar o visual dos cabelos naturais.

Nathalia Vajas
Por Redação Curta Mais
Transição capilar cresce no Brasil e vira símbolo de autoestima

O abandono das químicas de alisamento e o retorno ao cabelo natural, conhecido como transição capilar, tem ganhado cada vez mais espaço entre brasileiras. Profissionais de salões afirmam que a procura aumentou nos últimos anos, em movimento impulsionado também por celebridades como Anitta e Mel Maia.

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A decisão, dizem especialistas, vai além da estética. “O cabelo é uma extensão da identidade. Ele expressa estilo, personalidade e até momentos de vida. A transição permite que a mulher se veja de forma mais autêntica e confiante”, afirma o hairstylist e visagista Diogo Geovanne.

 

Processo lento

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O período costuma ser longo e exige paciência. A convivência entre a parte alisada e a parte natural gera desconforto visual e dificuldade de cuidados. “É comum querer recorrer à chapinha ou à escova, mas o calor quebra os fios e atrapalha a adaptação. O ideal é investir em finalizadores que realcem a textura natural”, explica Geovanne.

Segundo ele, produtos de tratamento profundo, como máscaras hidratantes e nutritivas, ajudam a manter a saúde do fio. Cortes em camadas e repicados também suavizam a diferença de texturas até a decisão final do chamado “big chop” — o grande corte que elimina de vez as partes com química.

 

Big chop sem regra

O momento do corte varia de pessoa para pessoa. “Não existe tempo certo. O big chop deve ser feito quando a mulher se sentir preparada emocionalmente para assumir o cabelo natural”, afirma o cabeleireiro.

Após o corte, os cuidados devem ser mantidos: uso de óleos vegetais e finalizadores adequados, proteção solar e rotina de dormir com touca ou fronha de cetim para evitar ressecamento e frizz.

 

Mudança cultural

Para além dos cuidados práticos, especialistas apontam que a transição capilar é reflexo de uma mudança cultural. O movimento ressignifica padrões de beleza e fortalece o reconhecimento da diversidade de texturas no país.

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