Sinal de Frank: dobra na orelha acende alerta para risco cardíaco após caso de Henrique Maderite

Entenda como a alteração no lóbulo da orelha pode estar ligada a problemas nas artérias e por que ela deve ser analisada dentro do contexto clínico.

Nathalia Vajas
Por Redação Curta Mais
Sinal de Frank: dobra na orelha acende alerta para risco cardíaco após caso de Henrique Maderite

Após o infarto do influenciador Henrique Maderite ganhar repercussão nas redes sociais, um detalhe pouco conhecido do grande público voltou a ser debatido: o chamado Sinal de Frank, uma prega diagonal no lóbulo da orelha que pode estar associada a maior risco de doenças cardiovasculares. A marca funciona como um possível marcador clínico de aterosclerose e doença extensa das artérias coronárias e pode manter relação com risco aumentado de infarto agudo do miocárdio. Especialistas ressaltam que ele não substitui os fatores de risco tradicionais, mas pode representar um componente adicional na estratificação do risco cardiovascular.

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O sinal é identificado por um sulco que atravessa o lóbulo da orelha em direção diagonal e, geralmente, está presente nas duas orelhas, de forma bilateral. Não provoca dor, não causa sintomas e muitas vezes passa despercebido. Ainda assim, em consultórios de cardiologia, pode servir como indício clínico que merece investigação mais aprofundada.

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“O Sinal de Frank não é um diagnóstico e não significa que a pessoa vá infartar. Ele é um possível marcador de maior risco, que precisa ser avaliado dentro de um contexto clínico completo”, explica o cardiologista Dr. Vagner Vinicius Ferreira, do grupo Mantevida.

 

Segundo o especialista, a associação ocorre porque a prega pode refletir alterações na circulação sanguínea. “Existe a hipótese de que essa marca esteja relacionada a mudanças na microvasculatura, a chamada microangiopatia, e na elasticidade dos vasos, algo que também acontece nas artérias do coração quando há processo de aterosclerose”, afirma.

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A aterosclerose é caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura, como o colesterol, nas artérias. Essas placas podem reduzir o calibre dos vasos, sofrer inflamação, romper ou apresentar erosão de sua membrana, favorecendo a formação de coágulos que obstruem o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco e podem levar ao infarto. O processo costuma ser silencioso e progressivo.

 

“O grande problema das doenças cardiovasculares é justamente esse: elas podem evoluir sem sintomas por muitos anos. Por isso, qualquer sinal clínico que levante suspeita deve servir como alerta para investigar fatores como pressão alta, colesterol alterado, glicemia elevada, sobrepeso, tabagismo, histórico familiar de infarto precoce e hábitos de vida”, ressalta Dr. Vagner Vinicius Ferreira.

 

O médico reforça que idade, histórico familiar, sedentarismo, tabagismo e alimentação inadequada continuam sendo os principais fatores de risco. “A prevenção ainda é a ferramenta mais poderosa. Exames periódicos, controle dos fatores de risco e mudança de estilo de vida reduzem de forma significativa a chance de eventos graves”, orienta.

 

Embora o Sinal de Frank não seja um exame formal nem faça parte de protocolos obrigatórios, pode funcionar como alerta visual para que a pessoa procure avaliação médica. Em casos de sintomas como dor no peito, falta de ar, suor frio ou mal-estar súbito, a recomendação é buscar atendimento imediato.

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