Dificuldade para identificar cores pode ser sinal de daltonismo na infância

Identificação precoce e adaptações simples ajudam a reduzir impactos no aprendizado e no desenvolvimento social das crianças

Nathalia Vajas
Por Redação Curta Mais
Dificuldade para identificar cores pode ser sinal de daltonismo na infância

Alterações na percepção das cores podem indicar daltonismo, condição que muitas vezes passa despercebida nos primeiros anos de vida. A atenção de pais e educadores é importante para evitar impactos no aprendizado, na autoestima e na convivência social da criança.

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O daltonismo, também chamado de discromatopsia, é uma alteração na forma como as cores são percebidas e afeta principalmente o público masculino. Estima-se que a condição atinja cerca de 8% dos homens e aproximadamente 0,5% das mulheres em todo o mundo. Quando não identificado precocemente, o problema pode dificultar atividades escolares que dependem da diferenciação de cores.

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De acordo com a oftalmologista Dra. Isabela Porto, do CBV – Hospital de Olhos, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação. “Os pais devem ficar atentos quando a criança apresenta dificuldade para diferenciar cores básicas, troca frequentemente as cores em desenhos ou demonstra erros recorrentes em atividades que envolvem identificação de tons”, explica.

 

Outro ponto de atenção é o comportamento no dia a dia. “Em alguns casos, a criança evita tarefas que envolvem cores ou demonstra frustração durante atividades escolares, o que pode ser interpretado de forma equivocada como falta de interesse ou de atenção”, alerta a especialista.

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*Diagnóstico e acompanhamento*

 

A confirmação do daltonismo é feita em consulta oftalmológica, com a aplicação de testes específicos, como as pranchas de Ishihara, que avaliam a percepção das cores. Embora a condição não tenha cura, o diagnóstico precoce permite a adoção de estratégias que facilitam a rotina.

 

“O reconhecimento precoce permite orientar a família e a escola sobre adaptações simples, como o uso de materiais com maior contraste e recursos que auxiliem a criança no processo de aprendizagem”, destaca a médica.

 

A recomendação é que, ao notar dificuldades persistentes relacionadas à identificação de cores, os responsáveis procurem avaliação especializada. O acompanhamento adequado contribui para reduzir barreiras no ambiente escolar e garantir melhores condições para o desenvolvimento da criança.

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