Eletroestimulação ganha espaço no esporte de alto rendimento

Paula Baldini e Marccelo Tuccio, da Action 360, falam sobre tecnologia usada na recuperação muscular de atletas

Nathalia Vajas
Por Redação Curta Mais
Eletroestimulação ganha espaço no esporte de alto rendimento

A eletroestimulação muscular vem conquistando cada vez mais espaço no esporte de alto rendimento. Utilizada por atletas profissionais, clubes, seleções e equipes multidisciplinares de saúde, a tecnologia passou a integrar estratégias modernas de recuperação muscular, prevenção de lesões e melhora de performance física.

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Conhecida também como eletroestimulação neuromuscular (NMES), a técnica utiliza impulsos elétricos controlados para provocar contrações musculares semelhantes às realizadas durante o exercício físico. Embora não substitua o treinamento convencional, especialistas apontam que ela pode potencializar processos importantes da preparação esportiva quando aplicada de forma adequada e acompanhada por profissionais capacitados.

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Estudos recentes indicam que a eletroestimulação pode contribuir para a recuperação muscular após sessões intensas de treino e competições, principalmente em períodos com pouco tempo de descanso entre uma atividade e outra. Pesquisas publicadas em plataformas científicas internacionais mostram que a tecnologia vem sendo cada vez mais utilizada no futebol, atletismo, ciclismo, basquete e esportes de combate.

 

Segundo Paula Baldini, presidente da Action 360, a eletroestimulação deixou de ser vista apenas como uma ferramenta voltada à estética ou reabilitação e passou a integrar estratégias ligadas à alta performance esportiva.

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“Hoje vemos uma procura crescente por parte de atletas e praticantes de atividades físicas que buscam melhorar a recuperação muscular, otimizar o desempenho e reduzir o risco de lesões. A eletroestimulação se tornou uma importante aliada dentro de um planejamento completo de treinamento”, afirma.

 

No futebol, modalidade que exige alta intensidade física e calendário cada vez mais apertado, a tecnologia vem ganhando destaque especialmente nos protocolos de recuperação muscular. Revisões científicas recentes apontam que a eletroestimulação pode auxiliar na redução da fadiga e no retorno mais eficiente entre treinos e partidas.

 

Com a Copa do Mundo 2026 e o aumento das discussões sobre calendário esportivo, prevenção de lesões e desgaste físico dos atletas, recursos tecnológicos como a eletroestimulação passaram a ser observados com ainda mais atenção por equipes médicas e departamentos de performance.

 

Para Marccelo Tuccio, CEO da Action 360, um dos principais diferenciais da tecnologia está na capacidade de ativar fibras musculares de maneira intensa e controlada, contribuindo para diferentes objetivos dentro do treinamento esportivo.

 

“O esporte de alto rendimento exige cada vez mais eficiência na recuperação. Em modalidades como futebol, corrida, ciclismo e esportes de quadra, onde o calendário é intenso, qualquer recurso capaz de acelerar esse processo ganha relevância. A eletroestimulação não substitui o treinamento tradicional, mas pode potencializar resultados quando utilizada de forma estratégica”, explica.

 

Além da recuperação muscular, a eletroestimulação também vem sendo estudada como ferramenta complementar para ganho de força e manutenção muscular. Algumas pesquisas indicam benefícios relacionados ao aumento da circulação sanguínea local, melhora da ativação muscular e redução da sensação de dor após exercícios intensos.

 

Outro ponto que chama atenção é a utilização da tecnologia durante os períodos de recuperação passiva, viagens e intervalos curtos entre competições. Em esportes com grande desgaste físico e alta frequência de jogos, o controle da recuperação se tornou um dos fatores mais importantes para manutenção do desempenho ao longo da temporada.

 

Apesar dos benefícios apontados em estudos e experiências práticas, especialistas reforçam que a eletroestimulação deve fazer parte de um conjunto de estratégias que envolvem sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação, fisioterapia e treinamento individualizado.

 

De acordo com Paula Baldini, o crescimento da tecnologia acompanha uma mudança no próprio perfil do esporte moderno, que passou a investir cada vez mais em recuperação e longevidade esportiva.

 

“A evolução do esporte passa também pela evolução dos métodos de recuperação. O atleta moderno precisa treinar bem, recuperar bem e prevenir lesões. A eletroestimulação se encaixa justamente nesse cenário de busca por performance com segurança”, destaca.

 

Marccelo Tuccio acredita que a tendência é que a tecnologia esteja cada vez mais presente nos centros de treinamento e no dia a dia de atletas profissionais e amadores.

 

“A preparação para grandes competições envolve diversos recursos tecnológicos. A eletroestimulação vem ganhando espaço exatamente porque ajuda a preservar a capacidade física dos atletas durante temporadas extremamente exigentes”, conclui.

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