Como evitar os acidentes mais comuns com crianças durante as férias

As férias escolares chegaram. E, com elas, uma mudança completa na rotina das famílias. Brincadeiras até mais tarde. Mais tempo dentro de casa. Passeios frequentes. E, inevitavelmente, mais riscos quando o assunto é segurança infantil. Segundo dados do Ministério da Saúde, os atendimentos por acidentes domésticos com crianças cresceram até 21% em julho de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A estimativa aponta para um aumento que pode chegar a 25% nesse período.

Crianças pequenas, abaixo de 2 anos, não podem ter acesso a objetos pequenos e redondos, como amendoim, miçangas, baterias, bolinhas de isopor, entre outros, pelo risco de aspiração”, alerta a médica Juliana Caixeta. Foto: Tua Saúde
Os acidentes mais comuns nas férias envolvem quedas, afogamentos e queimaduras. Além disso, especialistas alertam para situações silenciosas, como engasgos e intoxicações. Ou seja, o perigo nem sempre é visível.
A otorrinolaringologista pediátrica Juliana Caixeta explica que os atendimentos mais frequentes durante as férias envolvem corpos estranhos no ouvido ou nariz, cortes com objetos pontiagudos e acidentes com animais domésticos. Segundo ela, o tempo maior em casa expõe a criança a perigos que normalmente não fariam parte da rotina escolar.

Médica otorrinolaringologista pediátrica Juliana Caixeta. Foto: Karen Tondato
Casa segura começa com pequenos ajustes
Antes de tudo, os adultos precisam olhar a casa com olhos de criança. Fios expostos, tomadas abertas, objetos pontiagudos e produtos de limpeza ao alcance viram riscos reais em poucos segundos. Além disso, crianças menores de dois anos não devem ter acesso a objetos pequenos e redondos, como pilhas, miçangas, bolinhas de isopor e amendoins.
Banheiras, baldes e bacias com água merecem atenção redobrada. Mesmo uma lâmina de água pode provocar afogamentos. Cozinhas também se tornam áreas sensíveis. Fogão, forno e ferro de passar roupa exigem distância segura das crianças.
Manter medicamentos fora de alcance, guardar ferramentas e utilizar protetores de tomada são atitudes simples, mas que fazem diferença.
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Viagens com crianças exigem planejamento cuidadoso
Durante passeios e viagens, o cuidado começa ainda na mala. Levar um estojo básico de medicamentos é fundamental. Analgésicos, antialérgicos, pomadas e remédios para cólicas estão entre os mais recomendados. Além disso, roupas adequadas ao clima do destino, protetor solar, repelente e hidratantes para pele e lábios são itens indispensáveis.
Outro ponto essencial envolve a documentação. Ter cópia dos documentos da criança, físico ou digital, evita transtornos. Em viagens longas ou internacionais, também é importante levar receitas médicas de remédios de uso contínuo.
O detalhe que muitos pais esquecem
Um dos riscos mais comuns em lugares públicos é o desaparecimento momentâneo da criança. Pulseiras de identificação com nome e telefone dos responsáveis ajudam muito. Em ambientes com água, como praias, rios e piscinas, a regra é simples: um adulto deve permanecer no máximo a um braço de distância.
Essas medidas podem parecer pequenas, mas funcionam como a diferença entre um susto e uma tragédia.

Especialistas orientam como proteger crianças nas férias. Foto: Divulgação
Como prevenir os acidentes mais comuns nas férias
Entre as orientações mais importantes estão:
- Nunca deixar crianças sozinhas em ambientes de risco.
- Instalar grades e redes de proteção em janelas e escadas.
- Manter produtos de limpeza e medicamentos guardados.
- Usar sempre as bocas traseiras do fogão.
- Evitar cabos de panela para fora.
- Esvaziar baldes e banheiras após o uso.
- Respeitar a faixa etária indicada nos brinquedos.
Com atenção e planejamento, as férias podem ser leves, seguras e cheias de boas memórias.
