Nova regra permite ‘adotar’ praças em Goiânia; veja como funciona

Cuidar de uma praça pública pode parecer responsabilidade exclusiva do poder público. No entanto, em Goiânia, essa lógica começa a mudar. A prefeitura regulamentou novas regras que permitem que empresas e cidadãos adotem espaços urbanos, assumindo parte da conservação e até promovendo melhorias.
A medida foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Município. A princípio, a proposta busca organizar e tornar mais eficiente o Programa Adote uma Praça. Além disso, a iniciativa pretende ampliar a participação da sociedade na manutenção de áreas públicas.

Foto: Divulgação
Na prática, o modelo cria um caminho mais claro para quem deseja contribuir com a cidade. Ou seja, moradores, empresas e organizações agora têm regras definidas para cuidar de praças, jardins e outros espaços urbanos. Sendo assim, o objetivo é fortalecer a conservação e, ao mesmo tempo, estimular o senso de pertencimento da população.
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Como funciona a adoção de praças em Goiânia
Para participar, o interessado precisa apresentar uma solicitação formal à prefeitura. Em seguida, o pedido passa por análise técnica. Esse processo considera critérios como interesse coletivo e viabilidade da proposta.

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Caso mais de um interessado dispute o mesmo espaço, a escolha será feita com base no benefício público. Portanto, a decisão não é aleatória. Ela segue parâmetros definidos para garantir que a melhor proposta seja executada.
Outro ponto importante é que os espaços continuam sendo públicos. Ou seja, mesmo adotados, eles não podem ter o acesso restrito. Além disso, a função original da praça deve ser preservada.

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Publicidade e limites definidos
A nova regulamentação também permite que adotantes utilizem o espaço para fins publicitários. No entanto, há regras. Toda publicidade deve respeitar normas urbanísticas e precisa de autorização prévia do município.
Além disso, existem restrições claras. Não são permitidos conteúdos relacionados a bebidas alcoólicas, cigarros ou substâncias que causem dependência. Da mesma forma, mensagens políticas, discriminatórias ou que comprometam a segurança no trânsito também estão proibidas.

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Portanto, o modelo busca equilibrar interesse público e retorno para quem investe no espaço.
Prazo e responsabilidades
Os contratos de adoção terão duração inicial de até três anos. Entretanto, podem ser renovados, conforme previsto em lei. Caso haja descumprimento das regras, o acordo pode ser encerrado.
Por outro lado, o adotante também pode desistir a qualquer momento. Ainda assim, todas as ações devem seguir o que foi previamente acordado com a prefeitura.
Entre as responsabilidades, está a manutenção do espaço. Além disso, melhorias podem ser realizadas, desde que respeitem atividades já existentes e autorizadas.

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Impacto urbano e participação social
Com a nova regulamentação, a prefeitura tenta dar mais segurança jurídica ao programa. Ao mesmo tempo, busca tornar o processo mais transparente e acessível.
Na prática, a medida pode transformar a paisagem urbana. Praças mais cuidadas tendem a atrair mais pessoas. Consequentemente, fortalecem a convivência e a ocupação dos espaços públicos.
Além disso, a iniciativa estimula uma relação mais próxima entre a população e a cidade. Ou seja, não se trata apenas de manutenção. Trata-se de criar vínculos.
Por fim, o programa reforça uma tendência crescente nas cidades brasileiras: a colaboração entre poder público e sociedade para melhorar a qualidade de vida urbana.

