Do cemitério aos gramados: conheça o ídolo do futebol brasileiro que já foi coveiro

Fernanda Cappellesso
Por Fernanda Cappellesso
Do cemitério aos gramados: conheça o ídolo do futebol brasileiro que já foi coveiro
Amaral, ex-jogador e conhecido como "O Coveiro", traz em sua trajetória de superação e autenticidade uma das histórias mais singulares do futebol brasileiro, com passagens marcantes pelo Palmeiras, Corinthians e Seleção Brasileira.

Alexandre da Silva Mariano, mais conhecido como Amaral, é uma figura singular no futebol brasileiro, marcado por uma trajetória inusitada. Nascido em Capivari, São Paulo, em 28 de fevereiro de 1973, Amaral ficou conhecido como “O Coveiro” por seu trabalho antes do futebol, quando realizava serviços de jardinagem e preparação de corpos em uma funerária. Esse apelido o acompanhou e simbolizou sua origem humilde e o caminho de superação até se tornar um dos jogadores mais carismáticos do futebol brasileiro.

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Primeiros passos: Do cemitério ao Palmeiras

Amaral começou sua jornada nas categorias de base do Palmeiras. Desde o início, ele se destacou por sua resistência e disposição física, características fundamentais para um volante. Com talento e muita garra, Amaral conquistou o carinho da torcida. Sua dedicação o levou a integrar a equipe campeã do Campeonato Paulista em 1993 e do Campeonato Brasileiro em 1994, encerrando um jejum de títulos do clube. Ao lado de craques como Edmundo e Evair, Amaral foi essencial para o sucesso do Palmeiras, o que lhe rendeu grande visibilidade.

Amaral, o "Coveiro" que superou desafios e conquistou seu espaço no futebol brasileiro. De origem humilde, ele brilhou nos gramados do Palmeiras, Corinthians e na Seleção Brasileira, tornando-se um ícone de garra e autenticidade.

Amaral, o “Coveiro” que superou desafios e conquistou seu espaço no futebol brasileiro. De origem humilde, ele brilhou nos gramados do Palmeiras, Corinthians e na Seleção Brasileira, tornando-se um ícone de garra e autenticidade.

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Amaral na Seleção Brasileira: Atlanta 1996

Com o desempenho consistente, Amaral conquistou espaço na Seleção Brasileira, representando o país nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Ele integrou a equipe que conquistou a medalha de bronze, em uma fase de transição para o futebol brasileiro. Durante as Olimpíadas, Amaral destacou-se pela mesma garra que demonstrava nos gramados brasileiros, o que lhe trouxe ainda mais respeito e abriu portas para sua carreira internacional.

Carreira internacional: Itália e Portugal

Depois das Olimpíadas, Amaral recebeu propostas para jogar na Europa, onde deu início a uma fase de sucesso e novos desafios. Jogou pelo Parma e pela Fiorentina, clubes italianos de tradição. Na Itália, conhecida por exigir muita técnica e força, Amaral destacou-se por sua capacidade de adaptação. Em seguida, foi contratado pelo Benfica, em Portugal, onde sua versatilidade e habilidade tática brilharam. Essas passagens enriqueceram seu currículo e proporcionaram uma experiência internacional que Amaral trouxe de volta ao Brasil.

De volta ao Brasil e a presença na mídia

Após o período na Europa, Amaral voltou ao futebol brasileiro com passagens marcantes em clubes como Corinthians e Vasco da Gama, onde continuou a jogar com a mesma intensidade que o caracterizava. Sua personalidade divertida conquistava torcedores, e ele logo se tornou conhecido por sua simpatia e autenticidade. Mesmo depois de encerrar a carreira nos campos, Amaral continuou a fazer parte do imaginário popular, desta vez por sua participação em reality shows e programas de TV. O carisma de Amaral fez dele uma presença constante nas mídias, sempre pronto para compartilhar histórias de sua trajetória como “O Coveiro”.

A imagem do Coveiro e a trajetória de superação

O apelido “Coveiro” reflete uma parte fundamental da vida de Amaral. Antes de se tornar um ícone do futebol, ele enfrentou desafios trabalhando na funerária. Longe de ser um fardo, ele sempre viu nessa fase um ponto de orgulho, algo que marcou sua humildade e resiliência. Esse apelido, longe de ser apenas uma curiosidade, tornou-se um símbolo da capacidade de superação e da autenticidade do jogador, que sempre se manteve fiel às próprias origens.

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O impacto e o legado de O Coveiro

A história de Amaral é inspiradora, especialmente para os jovens jogadores que enfrentam dificuldades para entrar no futebol. Amaral mostrou que, com esforço e humildade, é possível conquistar espaço e sucesso, mantendo a autenticidade. Como volante, ajudou a valorizar a posição, mostrando a importância de jogadores aguerridos e comprometidos com o time. Mesmo fora dos gramados, ele continua sendo lembrado com carinho por torcedores, que enxergam nele um exemplo de persistência e bom humor.

Além dos gramados: uma figura popular

Hoje, Amaral é lembrado não apenas pelos títulos conquistados, mas pelo bom humor e pela simpatia que sempre demonstrou. Ele é frequentemente convidado para eventos e entrevistas, onde sua história cativa o público. Sua participação em reality shows revelou ainda mais seu lado humano e acessível, consolidando sua imagem de “Coveiro” que se transformou em um dos ídolos mais queridos do futebol brasileiro. Com autenticidade, ele provou que o sucesso pode ser alcançado, desde que se mantenha fiel às raízes.

A trajetória de Amaral, do cemitério ao gramado, é uma história que inspira e encanta. O legado de “O Coveiro” segue como um símbolo de que a verdadeira vitória está em superar desafios com autenticidade e alegria, mesmo nas situações mais adversas. Amaral é, sem dúvida, um exemplo vivo da paixão e da resiliência que caracterizam o futebol brasileiro.

Para mais detalhes sobre a trajetória de Amaral, confira o vídeo.

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