Comédia romântica da Netflix mostra um casamento caótico e conquista o público

Do sonho de um “sim” perfeito nos arredores de Gotland às trapalhadas familiares, descubra o equilíbrio (ou desequilíbrio) entre amor, tradição e expectativa

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
Comédia romântica da Netflix mostra um casamento caótico e conquista o público

Se você está procurando uma comédia romântica leve para ver na Netflix, “Os Altos e Baixos do Amor” entra nesse time com charme e suas pequenas bagagens — algumas divertidas, outras que incomodam um pouco.

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O filme sueco estreou no catálogo em 14 de fevereiro de 2025, o Dia dos Namorados internacional, como quem chega dizendo: “vamos embarcar nessa festa (às vezes meio torta) da cerimônia de casamento perfeita”.

A produção é de Staffan Lindberg, que também assina o roteiro, e traz em seu centro Hanna (Matilda Källström) e Samuel (Charlie Gustafsson), um casal que quer celebrar o amor longe da correria de Estocolmo, na paradisíaca ilha de Gotland.

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Caos à vista – da cerimônia ideal aos imprevistos inevitáveis

A ideia inicial é simples e até cogita um tipo de romantismo clichê, porém agradável: Hanna e Samuel planejam um casamento íntimo, apenas com pessoas especiais, em Gotland. Mas nem tudo sai como planejado — familiares aparecem de surpresa, expectativas destoam, tradições entram em conflito, e o que seria um fim de semana romântico vira palco de tensões, confusões de gostos e dilemas culturais.

Samuel é chef, Hanna jornalista, eles moram na cidade grande e têm um estilo de vida moderno — que choca com os costumes mais simples da família dele na ilha. Da parte da noiva, há o pai Martin (Kjell Bergqvist), mais controlador, com reservas em relação ao noivo, além de outros parentes cujas expectativas são demais para aquilo que Hanna e Samuel haviam desenhado.

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Pontos que brilham — e os que tropeçam

Apesar de muitos comentários negativos de público, Os Altos e Baixos do Amor consegue entregar bons momentos. A ambientação é linda: Gotland aparece como cenário genuinamente apaixonante, com paisagens que dão vontade de respirar fundo, de se desligar do trânsito, dos barulhos da cidade. O elenco consegue, em muitos momentos, carregar a comédia com personalidade: Matilda Källström como Hanna transmite bem a ansiedade, a vontade de agradar mas sem perder o prumo; Charlie Gustafsson como Samuel se mostra firme, mesmo quando se vê esmagado pelas expectativas dos outros.

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Mas há defeitos — e eles incomodam quem espera algo mais profundo. Um dos principais é a previsibilidade: muitos dos conflitos são os mesmos de outras comédias românticas de casamento (o sogro difícil, a noiva nervosa, os choques culturais, o exagero nos detalhes). Outro problema é que o filme às vezes fica na superfície dos problemas emocionais — em vez de mergulhar, ele passa rápido por momentos promissores, sempre voltando para o humor ou para cenas de “bagunça” familiar. Além disso, alguns personagens ficam meio de lado — não têm arcos bem definidos, não crescem muito durante a história, o que reduz o impacto de certas decisões dramáticas.

Vale a pena?

Se fosse colocar numa balança: Os Altos e Baixos do Amor funciona muito bem para quem quer algo leve, que dá pra assistir relaxando no sofá, sem grandes expectativas de revolução narrativa. Se você gosta de ver cenários bonitos, situações de família que causam identificação — quem nunca lidou com sogros, com tradições que você nem entende direito, com tentativas de agradar todo mundo? — esse filme acerta. Ele diverte, às vezes irrita, mas cumpre o papel de entreter.

Veja o trailer abaixo:

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