Descubra a história por trás dos anos bissextos

A cada quatro anos, uma peculiaridade marca nosso calendário: o ano bissexto, com seus 366 dias. Mas de onde vem essa tradição de acrescentar um dia extra a cada quatro anos?

Cris Soares
Por Cris Soares
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De quatro em quatro anos o calendário ganha um dia a mais, o ano bissexto e suas peculiaridades/Foto: divulgação

Remontando à antiga Roma, durante a ditadura de Júlio César, por volta de 50 a.C., encontramos as raízes desse costume. Naquela época, o calendário romano, criado por Rômulo e posteriormente modificado por Numa Pompílio, precisava ser ajustado para sincronizá-lo com o movimento de translação da Terra em torno do Sol. Assim, a cada quatro anos, o dia 29 de fevereiro nos lembra da complexa história por trás da contagem do tempo e da incessante busca pela precisão no calendário.

A lenda conta que o primeiro calendário romano, atribuído a Rômulo, tinha apenas 304 dias divididos em 10 meses. Mas com o passar do tempo, Numa Pompílio adicionou dois meses à contagem, tornando o ano composto por 355 dias. Esse calendário luni-solar incluía um mês extra a cada dois anos para manter a sincronia com o ano solar, iniciando em março e terminando em fevereiro.

Mais tarde, o ditador romano Júlio César, ciente da disparidade entre o calendário romano e o ano solar, encomendou ao astrônomo Sosígenes a tarefa de corrigir essa discrepância. Inspirado no método egípcio, Sosígenes propôs um calendário com 365 dias regulares e um dia adicional a cada quatro anos, dando origem ao calendário juliano.

No entanto, a inclusão deste dia extra gerou a necessidade de ajustes. Como a contagem dos dias era feita de forma regressiva, a decisão foi acrescentar o dia adicional no final de fevereiro, originando o termo “bissexto”, que faz referência à repetição do sexto dia antes das calendas de março.

Mas por que fevereiro tem menos dias? Essa peculiaridade remonta à história do Império Romano. Após a morte de Júlio César, o senado romano decidiu renomear um mês em sua homenagem, o que levou a um desequilíbrio na contagem de dias entre os meses. Para equalizar as homenagens aos imperadores Júlio César e César Augusto, um dia foi retirado de fevereiro e adicionado a agosto.

O calendário juliano, embora tenha sido um avanço, ainda apresentava uma diferença em relação ao ano solar. Para resolver esse problema, o Papa Gregório XIII introduziu o calendário gregoriano em 1582, ajustando as datas e estabelecendo novas regras para os anos bissextos. Agora, além de serem divisíveis por quatro anos, os anos terminados em 00 só seriam bissextos se fossem divisíveis por 400.

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