Artistas independentes de Goiás criam ‘Tiny Desk’ do Cerrado

Sessões intimistas transformam encontros musicais em vitrine da cena urbana goiana

Thiago Alonso
Por Redação Curta Mais
Artistas independentes de Goiás criam ‘Tiny Desk’ do Cerrado
Pequitown Sessions Vol. 01 está disponível. - Foto: Reprodução

Quem já se pegou assistindo a apresentações intimistas na internet vai reconhecer o clima. Mas, desta vez, o cenário muda e o som vem do Cerrado. O Pequitown Sessions Vol. 01 surge como uma espécie de “Tiny Desk do Cerrado”, reunindo artistas independentes de Goiás em sessões musicais que valorizam proximidade, identidade e diversidade sonora.

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A proposta é simples e ao mesmo tempo potente: criar um espaço de encontro entre artistas da cena urbana goiana e registrar performances que traduzem o que está sendo produzido fora do circuito comercial tradicional. Rap, hip hop, pagode e estética urbana se misturam em arranjos que carregam melodias marcantes e referências da cultura brasileira, tudo com a cara de Goiás.

Na estreia do projeto, os holofotes se voltam para JG (Sem Miguel), Bia Torres e Silvr, nomes que representam diferentes caminhos dentro da música independente local. O encontro revela a pluralidade artística do estado e reforça como a colaboração é parte central da proposta do Pequitown Sessions.

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Com trajetória iniciada em 2012, JG (Sem Miguel) transita entre o sertanejo e o rap, explorando diferentes linguagens ao longo da carreira. Bia Torres aparece como um dos novos nomes da cena urbana goiana, com reconhecimento crescente do público e experiências em projetos de alcance nacional, como o The Voice Kids e o BFF Girls. Já Silvr, cantor, compositor e produtor, traz para o projeto a bagagem construída nas batalhas de rima e a forte conexão com as periferias.

Por trás das câmeras, o Pequitown Sessions é conduzido pelo 7Meia2, ao lado de Bujo e Antonini, profissionais que acumulam passagens por eventos como Tim Music Festival, Bananada e Cerrado Mix. A produção aposta em um formato colaborativo, no qual artistas e equipe criativa dividem decisões e protagonismo.

Mais do que reproduzir um formato conhecido, o projeto adapta a ideia ao contexto local e ajuda a construir um registro audiovisual da música urbana feita em Goiás. Ao transformar encontros em sessões intimistas, o Pequitown Sessions amplia a visibilidade de artistas independentes e fortalece a cena cultural do estado.

Com o primeiro volume no ar, a expectativa é que novas edições continuem abrindo espaço para diferentes vozes e estilos, consolidando o projeto como uma vitrine da música urbana goiana com sotaque do Cerrado.

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