Mulheres podem ganhar assentos prioritários nos ônibus de Goiânia

Projeto em análise pela Prefeitura prevê prioridade para mulheres em bancos próximos às janelas e amplia medidas contra assédio no ónibus coletivo

Felipe Fernandes
Por Felipe Fernandes
Mulheres podem ganhar assentos prioritários nos ônibus de Goiânia
Divulgação

A Prefeitura de Goiânia avalia um projeto de lei que pode mudar a rotina do transporte coletivo na capital. A proposta prevê prioridade para mulheres nos assentos localizados ao lado das janelas dentro dos ônibus, como forma de ampliar a segurança das passageiras e combater casos de assédio.

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O texto, de autoria do vereador Denício Trindade, foi aprovado em segunda votação na Câmara Municipal no último dia 6 de maio e agora aguarda decisão do prefeito Sandro Mabel, que poderá sancionar ou vetar a medida.

Pela proposta, os assentos próximos às janelas deverão ter prioridade para mulheres durante todo o período de circulação dos ônibus. Passageiros que estiverem ocupando os lugares deverão cedê-los quando houver solicitação, com exceção das pessoas que já possuem prioridade garantida por lei, como idosos, gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e passageiros com mobilidade reduzida.

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MotoGP em Goiânia terá transporte especial por R$ 25 Cartão exclusivo permitirá que fãs utilizem ônibus especiais até o Autódromo Internacional Ayrton Senna durante os dias do evento Quem pretende acompanhar de perto o retorno da MotoGP ao Brasil terá uma alternativa prática para chegar ao circuito. Durante o evento em Goiânia, o público poderá utilizar um transporte especial de ônibus com cartão exclusivo no valor de R$ 25, criado para facilitar o acesso ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, onde acontecem as corridas. A iniciativa foi planejada para atender a grande quantidade de visitantes esperados para o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP 2026, que acontece entre os dias 20 e 22 de março. A estratégia também busca reduzir congestionamentos nas imediações do autódromo e incentivar o uso do transporte coletivo. Como funcionará o cartão especial O cartão especial custará R$ 25 e permitirá que os fãs utilizem linhas de ônibus específicas criadas para o evento, que farão o transporte direto até o autódromo. O passe será válido durante os dias do MotoGP e permitirá até duas viagens por dia, exclusivamente nas linhas destinadas ao público das corridas. A expectativa é que o sistema facilite o deslocamento antes e depois das provas, momentos de maior movimento na região. Retorno da MotoGP ao Brasil A realização da etapa em Goiânia marca o retorno da MotoGP ao Brasil após mais de duas décadas fora do calendário da principal categoria do motociclismo mundial. O MotoGP volta ao país com a expectativa de atrair milhares de fãs e movimentar setores como turismo, hotelaria e gastronomia na capital goiana.

(Foto: SGG)

Além da prioridade nos assentos, o projeto também estabelece novas obrigações para as empresas concessionárias do transporte coletivo. Entre as medidas previstas estão a instalação de identificação visual nos bancos prioritários, avisos informativos sobre canais de denúncia em ônibus e terminais e treinamento específico para funcionários do sistema.

Outro ponto do texto prevê atendimento para denúncias de assédio durante 24 horas por dia, inclusive por telefone e aplicativos de mensagens, além da divulgação de relatórios trimestrais sobre ocorrências registradas no transporte coletivo.

Justificativa dos assentos prioritários nos ónibus

Na justificativa do projeto, o vereador cita dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que apontam que 56% das mulheres brasileiras já sofreram assédio no transporte público. O texto também menciona a pesquisa “Viver nas Cidades: Mulheres”, segundo a qual 76% das mulheres em Goiânia afirmaram já ter sofrido assédio em espaços urbanos. Desse total, 51% relataram que os casos ocorreram dentro do transporte coletivo.

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A discussão sobre medidas voltadas à segurança das mulheres no transporte público não é inédita em Goiânia. Em 2018, a Câmara Municipal aprovou o chamado “Ônibus Rosa”, proposta que previa parte da frota destinada exclusivamente às mulheres. O projeto, porém, acabou vetado pela prefeitura na época.

Caso seja sancionada, a nova lei deverá valer em toda a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), que atende Goiânia e cidades da Região Metropolitana diariamente.

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