Taxas de condomínios em Goiânia chegam perto de R$ 1 mil; saiba quais são os bairros mais caros
Estudo analisou milhares de imóveis na capital e apontou os bairros com os maiores custos mensais para moradores de prédios residenciais

Você já se perguntou por que as taxas de condomínios pesam tanto no fim do mês? Em alguns bairros de Goiânia, esse valor pode surpreender — e até ultrapassar o aluguel em imóveis menores. Um levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltada para o setor imobiliário, revelou quais são as regiões onde morar custa mais caro quando o assunto é condomínio.
A pesquisa considerou 11 mil anúncios de imóveis residenciais publicados em abril de 2025 em plataformas digitais. Para entrar na análise, o bairro precisava ter ao menos 50 unidades disponíveis. Entre todos, Nova Suíça, Setor Oeste e Residencial Goiânia Golfe Clube aparecem no topo do ranking, com valores médios de R$ 980, R$ 850 e R$ 848, respectivamente.
Segundo o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, o padrão do imóvel e os serviços oferecidos no condomínio são fatores que mais influenciam no valor mensal. “É comum que condomínios que contem com sauna, academia, gerador, portaria 24h e áreas gourmet elevem o valor médio do local. Esses itens elevam o custo mensal e refletem no valor cobrado”, explicou em entrevista para o portal Diário de Goiás.
Além da estrutura física, Takahashi reforça que o valor do condomínio é um fator decisivo para muitos consumidores: “É um dos três itens que os compradores mais levam em consideração, atrás apenas das características da unidade e da localização. Mesmo imóveis mais acessíveis podem se tornar inviáveis quando a taxa de condomínio é alta”.
Custo por metro quadrado também chama atenção
Outro ponto analisado pela Loft foi o custo da taxa de condomínio por metro quadrado, o que permite avaliar o peso desse gasto em imóveis menores. Nesse ranking, quem lidera é o Residencial Eldorado, com R$ 7,53/m², seguido por Alto da Glória (R$ 7,27/m²) e Setor Bela Vista (R$ 6,39/m²).
“Nesses casos, os imóveis podem ter metragens reduzidas, mas o valor por metro quadrado é mais alto devido à localização e à valorização da região”, explica Takahashi.
A diferença no valor por metro pode ter impacto direto no orçamento mensal, especialmente para quem busca imóveis compactos em regiões mais valorizadas da capital.
Confira os 10 bairros com as maiores taxas médias de condomínios em abril de 2025:
- Nova Suíça – R$ 980,00
- Setor Oeste – R$ 850,00
- Goiânia Golfe Clube – R$ 848,00
- Jardim Madri – R$ 783,00
- Setor Marista – R$ 780,00
- Jardim Goiás – R$ 750,00
- Alto da Glória – R$ 692,00
- Setor Bela Vista – R$ 650,00
- Setor Bueno – R$ 650,00
- Park Lozandes – R$ 650,00

Nova Suíça possui a taxa de condomínio mais cara de Goiânia
Já os bairros com as maiores taxas de condomínio por metro quadrado são:
- Residencial Eldorado – R$ 7,53
- Alto da Glória – R$ 7,27
- Setor Bela Vista – R$ 6,39
- Jardim Goiás – R$ 6,05
- Nova Suíça – R$ 5,84
- Setor Pedro Ludovico – R$ 5,43
- Setor Aeroporto – R$ 5,16
- Negrão de Lima – R$ 5,11
- Setor Oeste – R$ 5,11
- Village Veneza – R$ 5,00
O que pode encarecer a taxa de condomínio
Além da infraestrutura e da valorização da região, outros fatores influenciam diretamente o valor cobrado mensalmente dos moradores. Entre os principais, segundo a Loft:
- Número de unidades no prédio: edifícios com poucos apartamentos dividem os custos entre menos pessoas, elevando a taxa individual;
- Serviços e conforto: piscinas, academias, portaria 24h e áreas de lazer exigem manutenção constante;
- Folha de pagamento: porteiros, faxineiros, zeladores e outros funcionários são parte do custo fixo do condomínio;
- Idade do imóvel: prédios antigos tendem a demandar mais reparos;
- Inadimplência: quando muitos moradores deixam de pagar, os que pagam em dia acabam arcando com valores mais altos.
