Carnaval com o celular na mão? 7 dicas para evitar dor de cabeça depois
Coordenador do Senac Goiás orienta foliões sobre como proteger dados pessoais e bancários e evitar prejuízos em meio à folia

Blocos cheios, festas de rua e muita gente circulando com o celular na mão. Em meio à música e ao movimento intenso, o Carnaval também exige atenção com a segurança digital. Pequenos descuidos podem resultar em compras indevidas ou acesso a dados pessoais e bancários.
Quem faz o alerta é o coordenador de Tecnologia da Informação do Senac Goiás e especialista em segurança da informação, Stéfany Mendes Souza, que reuniu orientações para ajudar foliões a reduzirem riscos durante o período.
Duplo fator deve ser prioridade
De acordo com Souza, uma das medidas mais importantes é ativar a autenticação de dois fatores. Segundo ele, o recurso ainda é negligenciado por muitos usuários.
O especialista orienta que o duplo fator seja configurado não apenas em contas de e-mail e aplicativos bancários, mas também em redes sociais como Instagram, Facebook, X, LinkedIn e TikTok. Ele também reforça a necessidade de manter uma senha forte no smartphone, evitando padrões simples ou fáceis de adivinhar.
Celular desbloqueado aumenta o risco de fraude
Outro ponto destacado por Souza é o hábito de guardar o aparelho sem bloqueá-lo. Em ambientes com grande circulação de pessoas, isso pode abrir espaço para golpes.
Ele explica que, quando o celular está desbloqueado, pagamentos por aproximação via NFC podem ser realizados em valores menores sem exigência de senha adicional. Manter o aparelho travado impede esse tipo de uso.
IMEI deve estar anotado antes de sair de casa
Souza também recomenda que o usuário anote e guarde o número do IMEI do aparelho. O código pode ser encontrado na caixa original do celular ou ao digitar *#06# no teclado.
Segundo ele, em caso de roubo ou furto, o IMEI é essencial para registrar o boletim de ocorrência e solicitar o bloqueio junto à operadora, o que inutiliza o aparelho mesmo com a troca do chip.
Rastreamento e funções antifurto precisam estar ativados
Souza orienta que os foliões verifiquem se as funções de rastreamento estão ativas. No sistema Android, o recurso é vinculado à conta Google. No iPhone, à conta Apple.
Ele destaca que, com essas ferramentas, é possível localizar o aparelho, bloqueá-lo ou apagar os dados remotamente caso seja necessário.
Película de privacidade e App Locker são aliados
Entre as recomendações, Souza também cita o uso de película de privacidade para dificultar a visualização da tela por terceiros ao digitar senhas em locais públicos.
Outra ferramenta mencionada por ele é o App Locker, que permite bloquear o acesso a outros aplicativos enquanto um app específico está aberto. A funcionalidade pode impedir que alguém navegue pelo celular caso o aparelho seja entregue momentaneamente a outra pessoa.
Ajustar limite do cartão reduz prejuízos
Na área financeira, a orientação é reduzir temporariamente o limite do cartão de crédito, tanto físico quanto virtual, antes de sair para a folia.
Segundo Souza, essa medida ajuda a minimizar perdas em caso de furto ou roubo. O limite pode ser reajustado posteriormente pelo aplicativo do banco.
Boletim de ocorrência é fundamental
Em qualquer situação de roubo ou furto, Stéfany Mendes Souza reforça a importância de registrar o boletim de ocorrência o mais rápido possível. O procedimento pode ser feito inclusive de forma online.
Ele explica que o documento é fundamental para comprovar que eventuais transações não foram realizadas pelo titular e para garantir respaldo legal na contestação junto às instituições financeiras.
Com medidas simples e orientação adequada, o especialista destaca que é possível aproveitar o Carnaval com mais tranquilidade, protegendo o celular e os dados pessoais durante a folia.
