Após a ceia: como armazenar alimentos e evitar intoxicações

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Após a ceia: como armazenar alimentos e evitar intoxicações
Após a ceia: cuidados simples evitam problemas de saúde nos dias seguintes. Foto: Divulgação

Para muitos brasileiros, as festas de fim de ano são sinônimo de mesa farta, reencontros e momentos de celebração. No entanto, junto com o clima de confraternização, surge também um cuidado que costuma passar despercebido: a segurança dos alimentos consumidos na ceia. O aumento do volume de preparos, o tempo prolongado fora da geladeira e a manipulação por várias pessoas elevam o risco de contaminações alimentares.

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Doenças de transmissão hídrica e alimentar, como salmonelose, botulismo e outras infecções intestinais, podem surgir justamente nesse período. E o alerta não é pequeno. A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada dez pessoas no mundo adoece após consumir alimentos contaminados todos os anos.

Por isso, o cuidado começa bem antes da ceia chegar à mesa.

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Após a ceia: como armazenar alimentos e evitar intoxicações. Foto: Divulgação

Antes de cozinhar, atenção redobrada nas compras

Tudo começa no supermercado, na feira ou no açougue. Verificar prazos de validade, integridade das embalagens e condições de armazenamento é essencial. Produtos congelados, por exemplo, não devem apresentar sinais de descongelamento, embalagens estufadas ou excesso de gelo solto.

Outro ponto importante é observar se carnes, aves e laticínios possuem selos de inspeção, como o do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Esses detalhes ajudam a reduzir riscos invisíveis, mas reais.

Carnes e derivados devem estar sempre refrigerados a temperaturas seguras ou congelados adequadamente. Fora disso, o perigo aumenta.

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Durante o preparo, higiene e temperatura fazem diferença

Na cozinha, atitudes simples protegem toda a família. Lavar bem as mãos, manter unhas limpas, prender o cabelo e higienizar utensílios antes do uso são cuidados básicos, mas fundamentais.

Além disso, a temperatura dos alimentos precisa ser respeitada. Preparações quentes devem permanecer bem aquecidas, enquanto pratos frios precisam ficar refrigerados até o momento de servir. Carnes nunca devem ser descongeladas fora da geladeira.

Já frutas, verduras e legumes exigem uma higienização cuidadosa, com lavagem em água corrente e uso correto de soluções sanitizantes, sempre seguindo as orientações de diluição e tempo.

Separar alimentos crus dos cozidos também evita a chamada contaminação cruzada, um dos principais vilões das intoxicações alimentares.

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Foto: Divulgação

Durante a ceia, cuidado com o tempo fora da geladeira

Na hora de servir, o relógio também conta. Quanto mais tempo os alimentos ficam fora da temperatura segura, maior é o risco de multiplicação de bactérias. Por isso, vale organizar a mesa de forma prática, evitando deixar pratos expostos por muitas horas.

Depois da festa, atenção às sobras

As sobras da ceia merecem tanto cuidado quanto o preparo. O ideal é armazená-las na geladeira em até duas horas após o término da refeição, de preferência em porções menores, para facilitar o resfriamento.

Pratos como salpicão, maionese, cremes, aves recheadas e preparações com ovos são mais sensíveis e devem ser consumidos rapidamente. Qualquer alteração de cheiro, cor ou textura é sinal de alerta.

Uma dica simples, mas eficaz, é etiquetar os recipientes com a data de preparo. Assim, fica mais fácil controlar o consumo seguro nos dias seguintes.

Cuidar da alimentação também é uma forma de cuidar de quem está à mesa. Com atenção e informação, a ceia segue sendo motivo de alegria — e não de preocupação.

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