Novo estudo revela que comer mais de um ovo por semana reduz o risco de Alzheimer em 47%

Pesquisa recente mostra que o consumo regular de ovo pode estar ligado à proteção do cérebro contra o temido Alzheimer

Thaís Muniz
Por Redação Curta Mais
Novo estudo revela que comer mais de um ovo por semana reduz o risco de Alzheimer em 47%
Foto: diarioprime

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Você já parou para pensar que algo tão comum na sua cozinha pode ajudar a cuidar do seu cérebro? Pois é. Um novo estudo científico descobriu que comer mais de um ovo por semana pode reduzir o risco de Alzheimer em até 47%. Essa é uma daquelas notícias que fazem a gente olhar o café da manhã com outros olhos, não é? Afinal, quem diria que um alimento tão acessível e presente no dia a dia poderia estar ligado à proteção da nossa memória?

A Doença de Alzheimer é uma das principais causas de demência no mundo. Ela afeta principalmente pessoas mais velhas e traz desafios não só para quem é diagnosticado, mas também para toda a família. Ainda não existe cura, e por isso, entender o que pode ajudar na prevenção tem sido um dos grandes objetivos da ciência.

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E foi pensando nisso que um grupo de pesquisadores decidiu investigar a relação entre o consumo de ovos e o risco de desenvolver a doença. O resultado chamou a atenção e vem ganhando espaço nas conversas sobre alimentação e saúde mental.

O que os cientistas descobriram

O estudo, publicado em 2024 no The Journal of Nutrition, acompanhou 1.024 pessoas idosas durante cerca de 6,7 anos. A idade média dos participantes era de 81 anos. Os pesquisadores observaram os hábitos alimentares e compararam a saúde cerebral de quem comia mais de um ovo por semana com a de quem quase não consumia o alimento, ou seja, menos de um por mês.

O resultado foi surpreendente: aqueles que mantinham o ovo com mais frequência no cardápio apresentaram 47% menos risco de desenvolver Alzheimer. E o mais interessante é que essa diferença continuou significativa mesmo quando foram considerados fatores como idade, estilo de vida e presença de doenças crônicas.

Para entender melhor o que estava por trás dessa associação, os cientistas também analisaram o cérebro de alguns participantes após o falecimento. Eles descobriram que quem comia mais de um ovo por semana tinha menos sinais típicos do Alzheimer, como o acúmulo das chamadas placas beta-amiloides e das proteínas tau, que estão ligadas à perda de memória e ao declínio cognitivo.

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Esses achados apontam que o ovo pode, de alguma forma, ajudar o cérebro a se manter saudável por mais tempo, embora o estudo não prove que o consumo seja a causa direta dessa proteção.

O segredo está nos nutrientes do ovo

Mas afinal, o que o ovo tem de tão especial? A resposta está em seus nutrientes. Ele é uma das fontes mais completas e equilibradas de proteínas, além de oferecer colina, um nutriente essencial para o funcionamento do cérebro.

A colina é importante porque participa da produção da acetilcolina, uma substância que atua diretamente na memória e na comunicação entre os neurônios. Pessoas que consomem boas quantidades de colina tendem a ter melhor desempenho cognitivo e menor risco de doenças relacionadas à degeneração cerebral.

Além disso, o ovo é rico em luteína, vitaminas do complexo B, vitamina D e, quando enriquecido, até ômega-3, todos reconhecidos por seu papel na saúde neural. Esses nutrientes ajudam a combater a inflamação e o estresse oxidativo, dois fatores que podem prejudicar o cérebro com o passar do tempo.

Ou seja, incluir o ovo no cardápio pode ser uma maneira simples de dar uma força à mente. E o melhor: é um alimento acessível, fácil de preparar e que combina com quase tudo. Dá para usar em sanduíches, saladas, bolos, omeletes e até naquela receita de família que sempre traz boas lembranças.

Comer com equilíbrio faz toda a diferença

Os cientistas reforçam que o estudo é observacional, ou seja, mostra uma relação, mas não prova que o ovo seja a causa direta da redução do risco de Alzheimer. Mesmo assim, os resultados estão alinhados com outras pesquisas que apontam benefícios de manter uma alimentação equilibrada, variada e rica em nutrientes.

Vale lembrar que o excesso também não é indicado. O segredo é o equilíbrio. Seguir uma dieta balanceada, com frutas, legumes, cereais integrais e fontes de proteína de qualidade, pode contribuir para uma vida mais saudável e uma mente mais ativa.

E quando se fala em equilíbrio, comer mais de um ovo por semana parece ser uma escolha simples e possível para muita gente. Essa prática, dentro de um estilo de vida saudável, pode se tornar uma aliada importante na manutenção da memória e na redução de riscos associados ao envelhecimento cerebral.

O que fica de lição

Essa descoberta traz uma mensagem animadora: pequenas mudanças na rotina alimentar podem fazer diferença na saúde mental. Não se trata de buscar milagres, e sim de entender que o cuidado com o corpo e com a mente começa nas escolhas do dia a dia.

Adotar o hábito de comer mais de um ovo por semana, junto de outras boas práticas, pode ser um passo interessante nesse caminho. E se a ciência continuar avançando nessa direção, quem sabe o simples ovo continue mostrando que, além de versátil, também pode ser um grande amigo do cérebro.

Fontes:

Pan, Y. et al., 2024. The Journal of Nutrition. PMID: 38782209.

Zamora-Ros, R. et al., 2022. Frontiers in Nutrition.

Johnson, E. J. et al., 2019. Nutritional Neuroscience.

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