Condomínio pode barrar Airbnb? Justiça já deu um sinal – e ele pode mudar tudo

Afinal, o condomínio pode ou não proibir o uso de plataformas como Airbnb? A resposta, hoje, é: sim, pode. No entanto, essa permissão não é automática. E, além disso, ainda pode mudar.
O tema ganhou força nos últimos anos. Sobretudo com o avanço das locações por curta duração. Ao mesmo tempo, moradores passaram a questionar a presença constante de pessoas desconhecidas nos prédios. Por outro lado, proprietários defendem o direito de usar seus imóveis como quiserem.
Diante desse impasse, a Justiça brasileira já começou a desenhar um caminho sobre essa questão do Airbnb.

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O que diz o entendimento atual
Atualmente, prevalece o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte entende que condomínios podem, sim, restringir ou até proibir locações por aplicativos.
No entanto, há uma regra importante. A regra precisa estar prevista na convenção do condomínio ou ser aprovada em assembleia. Ou seja, não é uma decisão individual do síndico sobre Airbnb.
Além disso, o STJ diferencia esse tipo de locação do aluguel tradicional. Segundo o entendimento, a alta rotatividade de hóspedes aproxima a prática de um serviço de hospedagem. Sendo assim, o uso deixa de ser estritamente residencial.

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Esse ponto é central. Afinal, condomínios residenciais têm finalidade específica. E mudanças nesse padrão podem afetar diretamente a convivência.
Por que a restrição com Airbnb acontece?
A discussão não é apenas jurídica. Ela também envolve o cotidiano dos moradores.
Em muitos casos, a circulação frequente de pessoas desconhecidas levanta preocupações com segurança. Além disso, surgem questões relacionadas ao uso de áreas comuns e ao sossego.

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Portanto, o debate gira em torno de equilíbrio. De um lado, o direito de propriedade. De outro, o direito coletivo à tranquilidade.
STF e Congresso ainda vão decidir
Apesar do entendimento já consolidado pelo STJ, a palavra final ainda não foi dada. O tema está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).
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A Corte vai avaliar pontos sensíveis. Entre eles, a livre iniciativa, o direito de propriedade e a autonomia dos condomínios. Ou seja, a decisão pode redefinir completamente o cenário.
Enquanto isso, o Congresso Nacional também discute o assunto. Um projeto de lei propõe regras mais claras. Entre elas, a possibilidade de proibição como padrão, com liberação apenas mediante aprovação de dois terços dos moradores.

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Além disso, a proposta prevê que o proprietário seja responsável por danos causados por hóspedes. O objetivo é reduzir conflitos e dar mais segurança jurídica.
O que vale, na prática, hoje
Por enquanto, a regra é clara. Se o condomínio proíbe, e essa proibição está formalizada, ela deve ser respeitada.
Por isso, antes de anunciar um imóvel em plataformas digitais, como o Airbnb, o ideal é verificar a convenção. E, claro, buscar informações com a administração do prédio.

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Essa cautela sobre Airbnb evita problemas. Evita multas. E, principalmente, evita conflitos entre vizinhos.
No fim das contas, o tema reflete uma mudança no jeito de morar e usar os espaços urbanos. E, como toda mudança, exige adaptação.