Uma história pessoal de cura ganhou dimensão coletiva em Goiânia. E, além disso, virou movimento. Neste domingo, o Centro Cultural Martim Cererê recebe a primeira edição da Feira Raiz Feminina, evento que nasce da trajetória de superação de Reila Miranda e se transforma em um espaço de empreendedorismo, inclusão e gratidão pública ao Sistema Único de Saúde. A entrada é solidária. Basta levar 1 quilo de alimento não perecível.
A feira reúne 80 expositoras. Portanto, amplia oportunidades de renda e visibilidade para mulheres que atuam na economia criativa. Ao mesmo tempo, promove um gesto simbólico de reconhecimento à ciência e às equipes de saúde. A iniciativa surgiu após Reila concluir o tratamento contra um câncer no intestino. Desde então, ela decidiu canalizar a experiência em um projeto que conectasse cuidado coletivo e autonomia financeira.

De gratidão ao SUS a projeto coletivo: feira reúne 80 mulheres em Goiânia. Foto: Divulgação
Superação que vira rede de apoio
“Depois da cura, entendi que minha vida precisava servir a algo maior”, afirma a idealizadora. Assim, o evento deixa de ser apenas uma exposição de produtos. Ele se consolida como uma rede de apoio. Ele também estimula conexões. E, sobretudo, cria pontes entre histórias de vida e oportunidades reais.
Capacitação e autonomia feminina
Além da comercialização de itens artesanais, roupas e serviços, a proposta inclui capacitação continuada. A organização firmou parcerias com instituições como Sebrae Delas e HUB Goiás. Dessa forma, as participantes terão acesso a formações em gestão, sustentabilidade e empreendedorismo. O objetivo é manter o projeto ativo durante todo o ano. Ou seja, não se trata de uma ação isolada. É um ciclo.
Solidariedade e impacto social
Outro ponto de destaque é o compromisso ambiental. As expositoras recebem orientações sobre práticas sustentáveis. A logística do evento também busca reduzir impactos. Enquanto isso, os alimentos arrecadados serão destinados ao Centro de Valorização da Mulher, instituição que acolhe mulheres em situação de violência. Portanto, cada visitante participa diretamente de uma corrente de apoio social.

Foto: Divulgação
O momento de abertura terá um gesto simbólico de agradecimento ao SUS e ao Hospital Araújo Jorge. Profissionais de saúde estarão presentes. A ação reforça o papel do atendimento público como instrumento de transformação. Além disso, amplia o debate sobre equidade de gênero e justiça social. A expectativa é receber um público diverso ao longo do dia. Famílias, jovens e empreendedoras encontram ali um ambiente cultural e acolhedor.
Mais do que uma feira, o encontro se apresenta como um espaço de reconstrução coletiva. Cultura, renda e solidariedade caminham juntas. E, por fim, mostram que experiências pessoais podem gerar impactos duradouros na comunidade.