5 papéis memoráveis de Fernanda Montenegro que encantam o público

Atriz brasileira comemora 95 anos de vida

Julia Macedo
Por Redação Curta Mais
5 papéis memoráveis de Fernanda Montenegro que encantam o público

Conhecida como a “grande dama da dramaturgia brasileira”, Fernanda Montenegro se tornou um símbolo de excelência e orgulho nacional, uma prova viva de que, tanto no cinema, quanto no teatro ou televisão, o Brasil guarda um verdadeiro baú de talentos.

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Nascida em 16 de outubro de 1929, a atriz celebra 95 anos de vida e 80 anos de dedicação à arte e à cultura, com uma carreira decorada por papéis memoráveis, que para sempre estarão gravados na memória e no coração dos brasileiros.

Sua interpretação da arte em vida lhe rendeu o título de única atriz do Brasil a concorrer ao principal prêmio da indústria do cinema norte-americano – o Oscar, por sua atuação em Central do Brasil (1998).

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Fernanda Montenegro foi a primeira atriz contratada pela antiga TV Tupi no Rio de Janeiro, em 1951, conhecida como pioneira da teledramaturgia brasileira.

Na Globo, participou de mais de 30 produções, incluindo novelas, minisséries e especiais, e conquistou o Emmy de Melhor Atriz pelo seriado “Doce de Mãe” (2012).

“Minha principal preocupação é trabalhar em estado de aleluia. É me pôr em estado de alegria, no sentido grego. Não é rir à toa. É ter entusiasmo, estar disposta a ser feliz”, conta Montenegro.

Para comemorar essa trajetória de um grande símbolo da cultura brasileira, o Curta Mais listou 10 papéis da grande dama para você. Confira:

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  1. Central do Brasil (1998) – Netflix, Prime Video, Globoplay

Na obra, Montenegro dá vida à Dora, uma professora aposentada que trabalha escrevendo cartas na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro, onde conhece Josué, um menino que tenta encontrar o pai que nunca conheceu.

A obra recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim, foi indicada ao Globo de Ouro e transformou Montenegro na primeira atriz brasileira a ser indicada ao Oscar.

  1. O Auto da Compadecida (2000) – Prime Video e Globoplay

A atriz já foi heroína, vilã e até mesmo Virgem Maria, personagem a quem interpreta nessa obra adaptação de Ariano Suassuna.

O longa retrata as aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens.

  1. Casa de Areia (2005) – Globoplay

Em Casa de Areia, o português Vasco (Ruy Guerra) leva sua esposa grávida Áurea (Fernanda Torres) e a mãe dela, Dona Maria (Fernanda Montenegro), em busca de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente compradas por ele.

O sonho se transforma em pesadelo quando, após uma longa e cansativa viagem junto a uma caravana, o trio descobre que as terras estão em um lugar totalmente inóspito, rodeado de areia por todos os lados e sem nenhum indício de civilização por perto.

A obra interpretada por atrizes mãe e filha, levou ambas à diferentes indicações a prêmios internacionais.

  1. Doce de Mãe (2012-2014) – Globoplay

O que deveria ser apenas um especial de fim de ano, levou Fernanda Montenegro a garantir um Emmy Internacional como melhor atriz.

Na obra, acompanhamos a história de Picucha (Fernanda Montenegro), uma octogenária que é viúva e quer aproveitar sua vida. Ela gosta de ouvir música e cozinhar, mas mesmo sem admitir, tem lapsos de memória. Por isso, ela espalha pela casa vários bilhetes para lembrar de suas atividades diárias.

  1. A vida Invisível (2019) – Globoplay

Com estreia mundial no Festival de Cannes, a obra do alemão Karim Aïnouz ganhou o prêmio da Mostra Um Certo Olhar. Em seguida, foi escolhido como representante do Brasil no Oscar de melhor filme estrangeiro.

A produção é descrita como um retrato doloroso inspirado na vida de milhões de mulheres.

Bônus: Ainda Estou Aqui (2024) – Chega aos cinemas em 7 de novembro

Ao lado de sua filha Fernanda Torres, Montenegro volta às telonas em 2025 com participação especial no longa de Walter Salles, “Ainda Estou Aqui”. Após ser aclamado em Veneza, o filme foi premiado no Festival de cinema de Vancouver, no Canadá.

Ambientado no Brasil de 1971, a obra mostra um país em crise e sob o controle cada vez maior da ditadura militar, seguindo uma mãe de cinco filhos que é obrigada a se reinventar como ativista quando seu marido é sequestrado pela Polícia Militar e desaparece sob sua custódia.

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