Quase ninguém conhece, mas essa fruta “curiosa” do Cerrado está surpreendendo cientistas
Rica em antioxidantes, fibras e pró-vitamina A, a mama-cadela — fruta típica do Cerrado — começa a ganhar destaque em estudos científicos e pode se tornar um novo superalimento brasileiro.

No coração do Cerrado brasileiro, especialmente em áreas como a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, uma fruta de nome inusitado começa a ganhar os holofotes da ciência: a mama-cadela. Nativa desse bioma e presente na região, ela ainda é pouco conhecida fora das comunidades locais, mas vem despertando interesse de pesquisadores por reunir uma combinação relevante de nutrientes e compostos bioativos.
Também chamada de “chicletinho-do-cerrado”, a fruta se destaca por conter pró-vitamina A, fibras e antioxidantes naturais. Esses componentes estão associados ao bom funcionamento do organismo, contribuindo para a saúde da visão, do sistema imunológico e para a proteção das células contra os efeitos dos radicais livres.
O que dizem os estudos
Pesquisas indicam que a mama-cadela apresenta carotenoides importantes, como o betacaroteno, substância que o corpo pode converter em vitamina A — nutriente essencial para a saúde da pele, dos olhos e para funções imunológicas.
Além disso, a presença de compostos antioxidantes e fibras tem levado pesquisadores a investigar o potencial da fruta como um alimento funcional do Cerrado, embora ainda sejam necessários mais estudos para confirmar plenamente seus efeitos.

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Fruta que virou ciência
Muito antes de chamar a atenção dos laboratórios, a mama-cadela já era conhecida na medicina popular. Comunidades tradicionais utilizam partes da planta, especialmente as raízes, em práticas associadas ao cuidado de problemas de pele.
Esse conhecimento tradicional tem motivado estudos científicos, ampliando o interesse pela espécie nas áreas de saúde e farmacologia, ainda em fase de investigação.
Potencial ainda pouco explorado
Apesar das propriedades nutricionais, a mama-cadela ainda é pouco explorada comercialmente. Seu sabor doce e textura característica permitem o preparo de doces, geleias e compotas, abrindo possibilidades para uso gastronômico e geração de renda em regiões do Cerrado.
Especialistas também alertam para a importância do uso sustentável da planta, já que a extração inadequada — principalmente das raízes — pode comprometer sua preservação.
Um tesouro escondido
A trajetória da mama-cadela reforça a riqueza ainda pouco conhecida do Cerrado, um dos biomas mais biodiversos do país. Presente em regiões como a Chapada dos Veadeiros, ela simboliza o potencial de espécies nativas que começam, aos poucos, a ganhar visibilidade.
Enquanto novas pesquisas avançam, a fruta de nome curioso deixa de ser apenas um segredo regional e passa a ocupar espaço nas discussões sobre alimentação, biodiversidade e inovação.
