Goiânia inaugura o primeiro terminal de cargas 100% refrigerado do Brasil

Com investimento de R$ 25 milhões, o novo espaço para cargas do Aeroporto de Goiânia atende exclusivamente à cadeia farmacêutica e posiciona Goiás como hub logístico estratégico

Felipe Fernandes
Por Felipe Fernandes
Goiânia inaugura o primeiro terminal de cargas 100% refrigerado do Brasil
Divulgação

O Aeroporto de Goiânia acaba de dar início às operações do primeiro Terminal de Cargas 100% refrigerado do Brasil. Dedicado exclusivamente ao armazenamento de produtos farmacêuticos, químicos e hospitalares, o novo espaço representa um avanço significativo na infraestrutura logística do país, atendendo aos mais rigorosos padrões de controle de temperatura e qualidade.

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Com 2.133,31 m² de área construída e capacidade de armazenamento de 1.531,8 m³ em câmaras frias, o terminal foi projetado para garantir a integridade de cargas sensíveis desde o momento do desembarque até a entrega final. O local já está em operação e autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para receber voos cargueiros com aeronaves de grande porte, como o Boeing 767.

Equipado com duas câmaras frias, o terminal mantém cargas em temperaturas controladas entre -18°C e 25°C, com estrutura totalmente climatizada, inclusive nas áreas de recebimento, armazenamento e docas. Isso evita qualquer exposição das cargas a variações externas, assegurando a manutenção da cadeia de frio e a qualidade dos produtos transportados.

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Investimento terminal de cargas

O projeto, que exigiu um investimento de cerca de R$ 25 milhões, foi desenvolvido com foco em inovação e segurança operacional. “É um projeto que reforça nosso papel como promotores do desenvolvimento regional”, afirma Monique Henriques, Diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos. “A indústria farmacêutica deve crescer acima da média nacional nos próximos anos e este terminal contribuirá para uma maior eficiência da cadeia logística deste segmento.”

A escolha de Goiânia para sediar essa estrutura pioneira não foi por acaso. Goiás é hoje um dos principais polos farmacêuticos do país, com destaque para o eixo Anápolis–Goiânia–Aparecida de Goiânia, onde estão instaladas 17 indústrias e mais de 20 laboratórios.

Somente em Anápolis, no Distrito Agroindustrial (DAIA), são produzidas anualmente entre 7 e 8 bilhões de unidades de medicamentos, incluindo genéricos, similares, dermocosméticos e injetáveis. O estado responde por 60% da produção dos medicamentos mais consumidos no Brasil, consolidando-se como centro estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica e de saúde.

Com o novo terminal, o Aeroporto de Goiânia passa a oferecer condições ideais para o transporte e armazenamento de produtos sensíveis, agregando valor à cadeia logística nacional e garantindo segurança, rastreabilidade e eficiência em um dos setores mais críticos para a saúde pública.

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A iniciativa reforça o papel de Goiás como hub logístico nacional, com impacto direto no desenvolvimento econômico regional e no fortalecimento da indústria farmacêutica brasileira.

Goiânia inaugura o primeiro terminal de cargas 100% refrigerado do Brasil

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Sobre o Aeroporto de Goiânia

Fundado em 1955, conecta Goiás a diversos destinos. Conta com infraestrutura moderna, transporta anualmente cerca de 3,5 milhões de passageiros (com base no ano de 2024) e está entre os 10 mais movimentados do Brasil em Aviação Executiva. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

Envolvido pelo crescimento da malha urbana, tornou-se necessário um novo sítio aeroportuário, com infraestrutura que atendesse às aeronaves mais modernas e à crescente demanda de passageiros e cargas. Este novo local, situado na região nordeste da cidade, distante oito quilômetros do Setor Central, foi disponibilizado oficialmente em 1955.

Curiosidade: A origem do nome Santa Genoveva – que é também o nome do bairro onde está localizado o aeroporto – vem da homenagem que um dos doadores do terreno, o médico, farmacêutico, escritor e empresário, Altamiro de Moura Pacheco, prestou à sua mãe, Dona Maria Genoveva de Moura Pacheco, que levava o mesmo nome da santa.

Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

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