Arte com cortes reais de espada japonesa chega em Goiânia com experiência inédita

O que acontece quando um golpe de espada vira pincel em Goiânia? Quando o corte deixa de ser destruição e se transforma em criação artística? A resposta chega nesta quinta-feira (27/11), no Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS), com a exposição “Ichi-go Ichi-e: um momento, um encontro”, que propõe um diálogo raro entre pintura contemporânea e artes marciais japonesas.
A princípio, o visitante pode pensar que está diante de telas comuns. No entanto, basta observar mais de perto para perceber: cada obra carrega marcas reais de cortes feitos com técnicas de kenjutsu e iaijutsu, artes ancestrais da espada japonesa. Ou seja, aqui o gesto não é simulado. Ele acontece de verdade. E ele deixa rastro.
A mostra é idealizada pelo artista visual Rafael Abdala, em colaboração com o artista marcial e visual Bruno Alcantara (Hogosha), praticante do estilo Aizu Muso Ryu – Misawa Hā. Além disso, o projeto contou com a coordenação técnica de Kenjiro Sensei, grão-mestre do estilo. Cada pintura nasce do encontro entre disciplina, respiração, técnica e silêncio.

Projeto inédito une artistas visuais e mestres do kenjutsu em Goiânia. Foto: Divulgação/ SECOM
O significado por trás do nome
“Ichi-go Ichi-e” é uma expressão japonesa que significa “um momento, um encontro”. Ou seja, algo único, irrepetível, que nunca será vivido da mesma forma novamente. Esse conceito atravessa toda a exposição. Nenhuma obra pode ser refeita. Cada golpe foi executado uma única vez. Cada tela carrega o registro daquele segundo exato, daquele gesto, daquela presença.
Além disso, os artistas bebem em referências importantes das artes visuais, como Lucio Fontana, Fabienne Verdier, Kazuo Shiraga, Manabu Mabe e Tomie Ohtake. Porém, o trabalho vai além da inspiração estética. Ele se ancora no gesto, na ação zen e na experiência corporal como linguagem.

Divulgação/ SECOM
Experiência que vai além da pintura em Goiânia
A exposição também oferece atividades paralelas. Em meados de dezembro, o público poderá participar de oficinas criativas, unindo práticas marciais e pintura/caligrafia. Elas acontecerão nos dias 10 e 12, na Escola de Artes Visuais do Centro Cultural Octo Marques.
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Além disso, no dia 17, o MIS recebe uma mediação especial com os artistas, curadoria e mestres do Aizu Muso Ryu, das 19h às 21h, com entrada gratuita e vagas limitadas a 80 pessoas em Goiânia.
A exposição segue em cartaz até 22 de janeiro de 2026.

Divulgação/ SECOM
Por que essa mostra importa agora?
Em uma época marcada pelo excesso de estímulos, ruído digital e velocidade, “Ichi-go Ichi-e” propõe exatamente o oposto: presença, silêncio e atenção. Um convite para desacelerar. Sentir. Observar. E entender que, assim como o gesto do corte, cada momento também é único.
Serviço
Exposição: Ichi-go Ichi-e: um momento, um encontro
Abertura: Quinta-feira (27/11), às 16h
Período: Até 22 de janeiro de 2026
Local: Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS/GO)
Praça Cívica, 2 – St. Central, Goiânia
Funcionamento:
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Segunda a sexta: 9h às 16h
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Sábado: 9h às 13h
Entrada gratuita
Oficinas
- 10 e 12/12 – 19h às 21h
- Escola de Artes Visuais – Centro Cultural Octo Marques
- 20 vagas por turma
- Inscrição: canais da EAV do Centro Cultural Octo Marques
Visita mediada
- 17/12 – 19h às 21h
- MIS/GO
- 80 vagas
- Sem necessidade de inscrição prévia

Escola de Artes Visuais do Centro Cultural Octo Marques. Foto: Divulgação
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