Goiânia se prepara para receber até 150 mil turistas com a volta do MotoGP

Evento mundial deve impulsionar turismo, gerar empregos e movimentar setores como hotelaria, bares e comércio

Thiago Alonso
Por Redação Curta Mais
Goiânia se prepara para receber até 150 mil turistas com a volta do MotoGP
MotoGP chega à Goiânia. - Foto: Reprodução

Goiânia entra no centro das atenções enquanto se aproxima a etapa brasileira da MotoGP, principal categoria do motociclismo mundial, prevista para acontecer entre 20 e 22 de março no Autódromo Internacional Ayrton Senna. A capital goiana espera receber até 150 mil turistas durante o fim de semana da corrida, entre fãs de velocidade de todo o Brasil e visitantes internacionais, trazendo impacto direto para o turismo, a economia urbana e o setor de serviços.

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A projeção é resultado de estudos do Instituto Mauro Borges (IMB), que também indicam que a realização da MotoGP vai movimentar mais de R$ 868 milhões na economia estadual e gerar cerca de 4 mil empregos entre atividades diretas e indiretas relacionadas ao evento — incluindo turismo, hotelaria, transporte, gastronomia e comércio.

Cidade em clima de corrida

O retorno da MotoGP ao Brasil depois de décadas coloca Goiânia em um novo patamar no calendário esportivo internacional. A etapa no Autódromo Internacional Ayrton Senna, que não recebia a competição desde o fim dos anos 1980, é parte de um contrato que mantém a cidade como sede das etapas brasileiras pelo menos até 2030.

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Os organizadores esperam que 12% dos visitantes sejam estrangeiros e 32% de outros estados brasileiros, ampliando o impacto turístico para além da capital. Essa movimentação se reflete na alta demanda por hospedagem: projeções apontam que cerca de 67 mil turistas precisarão de alojamento, ocupando não apenas hotéis em Goiânia, mas também em cidades próximas como Aparecida de Goiânia, Anápolis e Trindade.

Com a aproximação do evento, a rede hoteleira local já opera próxima da lotação para o período. Relatórios recentes indicam que a demanda por leitos se intensificou ao ponto de muitos estabelecimentos registrarem quase total ocupação e, em alguns casos, diárias com forte alta de preços, reflexo da grande procura.

O estudo do IMB estima que cada visitante deve gastar em média R$ 3,1 mil durante sua estadia, considerando ingressos, hospedagem, alimentação e lazer, o que impulsiona ainda mais o setor de serviços e a arrecadação tributária local. O Governo de Goiás projeta que o evento pode gerar cerca de R$ 130 milhões em impostos relacionados ao consumo e serviços durante o fim de semana da MotoGP.

A perspectiva de grande fluxo de turistas também tem motivado ações de articulação entre o poder público e a iniciativa privada. A Secretaria de Turismo e órgãos municipais e estaduais vêm discutindo preparativos focados em hospitalidade, segurança e infraestrutura para melhorar a experiência de visitantes e moradores.

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O que muda na rotina da cidade

Durante os dias da corrida, a dinâmica urbana de Goiânia deve ser alterada. Setores como bares, restaurantes, comércio de produtos e serviços associados ao turismo já se mobilizam, preparando equipes temporárias, ajustando cardápios e ampliando o atendimento para receber visitantes brasileiros e estrangeiros.

Além disso, o impacto econômico esperado pode estender-se para destinos turísticos próximos, com aumento no fluxo de visitantes antes e depois do evento, especialmente em localidades conhecidas por atrativos naturais ou roteiros de lazer dentro do estado de Goiás.

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