Inteligência artificial no agronegócio busca soluções para problemas logísticos nas safras de Goiás

Com o objetivo de criar estratégias eficientes para um dos pilares da economia goiana, foi protocolado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) uma proposta que prevê diretrizes para o uso da inteligência artificial no agronegócio. O projeto, nomeado de Política de Inovação Logística no Agronegócio por meio da Inteligência Artificial, foca especificamente na melhoria da logística de escoamento de produção. A iniciativa visa utilizar algoritmos avançados e análise de dados em tempo real para solucionar gargalos no transporte e armazenamento de grãos e insumos no estado.
O texto, do deputado estadual Cristóvão Tormin (PRD), leva em consideração a dependência do setor do transporte rodoviário, que aumenta os custos e gera perdas evitáveis da produção. Neste modelo de negócios, quem tem mais prejuízos são os pequenos e médios produtores.
Como a Inteligência Artificial pode se tornar uma aliada do agronegócio
De acordo com o texto da proposta, a utilização da inteligência artificial no agronegócio permitirá o monitoramento inteligente das rotas de transporte, a previsão de condições climáticas adversas que possam afetar as estradas e a otimização da escala de fretes. A ideia é que o poder público e a iniciativa privada possam colaborar no desenvolvimento de plataformas que integrem dados sobre a malha rodoviária e o fluxo de colheita.
Para o deputado estadual Cristóvão Tormin, a inovação tecnológica é o caminho para manter Goiás na vanguarda do setor. “A logística é um dos maiores desafios do produtor. Ao aplicarmos a IA, conseguimos reduzir o desperdício de tempo e combustível, o que impacta diretamente na margem de lucro e no preço final dos alimentos”, destacou o parlamentar.
Para 2025, é esperada uma produção de 33,7 milhões de toneladas de grãos em Goiás. O número representa um aumento de 11% em relação a 2024, dando ao estado a participação em 10,5% na produção nacional.
Impactos no Agronegócio Goiano
A Política de Inovação Logística no Agronegócio por meio da Inteligência Artificial tem por objetivos principais otimizar rotas de escoamento da produção agrícola e pecuária, reduzir custos logísticos e operacionais para produtores rurais, minimizar perdas no transporte de alimentos e insumos, integrar dados de clima, produção e mercado para planejamento logístico inteligente, incentivar parcerias entre universidades, centros de pesquisa, cooperativas e empresas de tecnologia.
O governo do estado também fica autorizado a instituir um conselho consultivo, para monitorar a implementação das políticas do projeto. A medida preza pela representatividade de produtores, sindicatos e cooperativas, que terão acesso a canais permanentes de comunicação.
O texto proposto pelo deputado Cristóvão Tormin (PRD), entretanto, não esclarece diretamente ações para uso de I.A. na redução de emissões de Gases de Efeito Estufa durante o transporte das safras. O texto segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Alego.