Jogos lendários que completam 40 anos em 2026

Quarenta anos é tempo suficiente para atravessar gerações, mudar hábitos e transformar completamente a relação das pessoas com a tecnologia e jogos. Em 2026, alguns dos jogos mais importantes da história dos videogames chegam a essa marca simbólica. Mais do que um aniversário, trata-se de uma celebração cultural. Afinal, poucas mídias conseguiram criar laços afetivos tão duradouros quanto os games.
Lançados em 1986, jogos que hoje são considerados clássicos ajudaram a definir o que significa jogar videogame. Em um cenário dominado por gráficos simples e limitações técnicas, esses jogos apostaram em criatividade, desafio e narrativa. E acertaram em cheio.
Quando os videogames começaram a contar histórias
Um dos maiores símbolos dessa era é The Legend of Zelda, lançado originalmente para o Nintendo Entertainment System (NES). Criado por Shigeru Miyamoto, o jogo apresentou um mundo aberto inovador para a época, incentivando a exploração livre, a curiosidade e a descoberta. Quatro décadas depois, Zelda segue como uma das franquias mais respeitadas da indústria, com lançamentos que continuam a bater recordes de vendas e crítica.

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Atmosfera, mistério e novos caminhos nos games
No mesmo ano, outro título revolucionava a forma de contar histórias nos games. Metroid, também lançado em 1986, trouxe uma atmosfera solitária e quase silenciosa, apostando na imersão e no mistério. A protagonista Samus Aran se tornaria um ícone, e o jogo daria origem a um subgênero inteiro, o famoso “metroidvania”, que segue influenciando produções até hoje.

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Terror, fantasia e identidade visual marcante
Ainda em 1986, o terror gótico ganhou espaço nos consoles com Castlevania. Inspirado em histórias clássicas de vampiros, o jogo misturava ação intensa, dificuldade elevada e uma trilha sonora marcante. O resultado foi uma franquia que atravessou décadas, ganhou animações, relançamentos e permanece viva no imaginário gamer.

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RPG, mitologia e o nascimento de franquias eternas
Enquanto isso, no Japão, Dragon Quest, lançado em 1986, foi responsável por popularizar o RPG no país e estabelecer bases narrativas e mecânicas replicadas até hoje. Já Kid Icarus, também de 1986, ousou ao misturar ação, plataforma e mitologia grega, conquistando um público fiel e se tornando um clássico cult entre os fãs da era 8 bits.

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Celebrar os 40 anos desses jogos é reconhecer que eles ultrapassaram o status de entretenimento. Tornaram-se parte da cultura pop, influenciaram o cinema, a música e até a moda. Hoje, seguem presentes em remakes, coleções especiais, relançamentos digitais e novas gerações de fãs que descobrem essas histórias pela primeira vez.

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Em tempos de gráficos hiper-realistas e mundos gigantescos, revisitar esses títulos é também um convite à memória. Um lembrete de que, antes de tudo, jogar sempre foi sobre imaginar, explorar e se emocionar.

