Pouca gente sabe, mas um jornalista português foi peça-chave para criar o autódromo de Goiânia

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Pouca gente sabe, mas um jornalista português foi peça-chave para criar o autódromo de Goiânia
Foto: Divulgação

Muito antes de Goiânia receber a MotoGP, grandes corridas internacionais e até provas de rua dentro do circuito, um jornalista português já enxergava o potencial do automobilismo goiano. O nome dele era Fernando Campos. E, embora muita gente não saiba, sua atuação foi decisiva para transformar o Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna em realidade.

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Hoje, o autódromo vive uma nova fase. Depois de passar por uma ampla modernização para receber a MotoGP em 2026, o espaço voltou aos holofotes nacionais. Além disso, passou a receber novos projetos esportivos e eventos voltados ao público. Entre as novidades recentes estão corridas de rua dentro do circuito, reformas estruturais e planos de expansão esportiva no complexo.

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Por trás dessa trajetória existe uma história pouco conhecida. E ela começa com um jornalista apaixonado pelo esporte a motor.

autódromo

Foto: (Fernando Campos/Acervo pessoal)

O homem que acreditou no automobilismo goiano antes de todo mundo

Fernando Campos nasceu em Coimbra, Portugal, em 1940. Ainda jovem, mudou-se para o Brasil com a família. Em 1961, chegou a Goiânia. Foi na capital goiana que encontrou não apenas uma profissão, mas também uma missão de vida.

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Influenciado pela mãe, que também trabalhava com jornalismo, Fernando começou a escrever sobre automobilismo no jornal O Popular. Aos poucos, suas colunas ajudaram a aproximar o público goiano das corridas. Mais do que noticiar provas, ele defendia a criação de uma estrutura capaz de colocar Goiás no mapa nacional do esporte.

Foto: (Fernando Campos/Acervo pessoal)

Naquele período, Goiânia ainda não tinha autódromo. As competições aconteciam em ruas improvisadas, circuitos urbanos e eventos adaptados. Mesmo assim, o interesse do público crescia rapidamente. Principalmente após o sucesso de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, que despertou no Brasil inteiro uma verdadeira paixão pelo automobilismo.

Fernando percebeu que Goiânia precisava acompanhar esse movimento.

A luta para tirar o autódromo do papel

Nos anos 70, Fernando Campos passou a usar sua influência no jornalismo para defender publicamente a construção de um autódromo em Goiás. Ele participou de articulações, ajudou a fortalecer o ambiente do esporte a motor na cidade e se tornou um dos principais incentivadores do projeto.

A chegada de Leonino Caiado ao governo estadual ajudou a transformar o sonho em realidade. O Estado começou a investir em grandes obras esportivas. Entre elas, o Serra Dourada, o Ginásio Rio Vermelho e o futuro Autódromo Internacional de Goiânia.

Foto: (Fernando Campos/Acervo pessoal)

Fernando também atuou diretamente na formação de pilotos. Ele ajudou a criar a primeira equipe de cronometragem de Goiânia e participou da fundação de uma escola de kart que revelou talentos locais. Enquanto isso, o automobilismo goiano crescia.

Quando o autódromo finalmente saiu do papel, Fernando já era visto como uma das vozes mais importantes do setor em Goiás.

Do passado ao presente: autódromo vive nova transformação

Décadas depois, o circuito segue em evidência. O Autódromo Internacional Ayrton Senna passou recentemente por uma das maiores reformas de sua história para receber a MotoGP, principal categoria do motociclismo mundial. As obras incluíram ampliação da pista, novos boxes, melhorias na área médica, modernização do paddock e adequações internacionais de segurança.

Foto: (Fernando Campos/Acervo pessoal)

Além disso, Goiânia voltou oficialmente ao calendário mundial da MotoGP após 37 anos. A etapa brasileira aconteceu em março de 2026 e colocou novamente o estado no centro das atenções do esporte internacional.

Foto: Divulgação

O espaço também começou a ampliar sua atuação além do automobilismo tradicional. Recentemente, o autódromo abriu as portas para eventos esportivos voltados ao público geral, incluindo corridas de rua dentro do circuito. A iniciativa reforça uma nova proposta de integração entre esporte, entretenimento e turismo esportivo em Goiás.

Foto: Divulgação

E, enquanto o complexo entra em uma nova era, o legado de Fernando Campos continua vivo em cada curva da pista.

Mais do que um jornalista, ele foi um dos responsáveis por fazer Goiânia acelerar rumo ao protagonismo nacional no esporte a motor.

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