Língua Portuguesa ganha nova palavra; veja qual
Saiba qual a mais nova palavra da Língua Portuguesa e como usá-la em seu vocabulário

Muitas pessoas consideram a Língua Portuguesa uma das mais desafiadoras e difíceis de se aprender. Para facilitar o seu uso e acompanhar as transformações linguísticas, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) é atualizado de tempos em tempos com novas palavras ou modificações. Em sua última revisão, uma palavra bastante curiosa foi incluída após a Academia Brasileira de Letras (ABL), que é a responsável por registrar e documentar as mudanças no idioma, oficializar uma nova palavra no VOLP. Para saber mais, continue lendo essa matéria que o Curta Mais preparou para descobrir.
Sem mais suspense! A nova palavra adicionada ao VOLP é “toquiota”. Ela pode ser utilizada em expressões como “cidadão toquiota” ou “cultura toquiota”. Agora, oficialmente incorporada ao nosso vocabulário, essa palavra reflete a dinamicidade da Língua Portuguesa e sua capacidade de absorver novas influências culturais e linguísticas.

Vista da cidade de Tokyo (foto: reprodução/freepik)

Afinal, o que é “Toquiota”?
A Academia Brasileira de Letras (ABL) em seu dicionário descreve Toquiota da seguinte forma:
Classe gramatical:
adj.2g. s.2g.
Definição:
adj.2g.
- De Tóquio, capital do Japão; próprio dessa cidade ou de seu povo.
s.2g.
- Natural ou habitante de Tóquio.
[Embora haja registro e uso do gentílico toquiota, expressões analíticas como “natural de Tóquio”, “natural da cidade de Tóquio”, “nativo de Tóquio” ou “pessoa de Tóquio”, por exemplo, são bastante difundidas.]
Mas como usar essa nova palavra?
Para a fácil compreensão do uso desse termo, a ABL também cita exemplos de como fazer uso desse novo elemento no nosso vocabulário.
Exemplos de uso:
“Quando estive pela primeira vez em Akihabara, no ano passado, visitei um `maid café`, ou ‘café das criadinhas’. […] Quando estive pela segunda vez em Akihabara, em fevereiro passado, revi as criadinhas que, expostas ao frio e à chuva do inverno, atraem os passantes para uma migalha de calor humano. Estão longe de serem a visão mais insólita que se pode ter nas ruas toquiotas. Há pares de mocinhas fantasiadas de bonecas louras, homens vestidos como personagens de mangás, criaturas andróginas com um rabo de raposa saindo de suas calças jeans… Ninguém liga, ninguém se espanta. Só nós, os jecas ocidentais.”[1]
“Lugar revelador da história toquiota, o museu Edo-Tokyo (www.edo-tokyo-museum.or.jp) recria ambientes de diversas eras, inclusive dos Jogos Olímpicos de 44 anos atrás. Entre os artistas com obras no museu, se sobressai Katsushika Hokusai (1760-1849), mestre da gravura ukiyo-e e precursor das histórias em quadrinhos japonesas, os mangás.”[2]
“Em A valise do professor, ganhador do Prêmio Tanizaki, um dos mais prestigiosos do Japão, a prosa entrecortada e sucinta de Hiromi Kawakami nos revela a mente confusa de uma mulher embaralhando cenas reais com sonhos, lembranças e reflexões no cotidiano amoroso e solitário na megalópole toquiota, tema recorrente da autora.”[3]
Muitas pessoas ainda podem dizer que amam a “cultura toquiota” ou que “as celebrações toquitas refletem a rica herança cultural do Japão” e assim por diante. Pronto, agora você tem mais uma palavra para utilizar no seu vocabulário!
Fonte: Academia Brasileira de Letras (ABL)
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