Mulheres assumem a chefia de mais da metade dos lares em Goiânia, de acordo com IBGE
Censo destaca que, mesmo com a predominância feminina em Goiânia, a cidade ocupa o sexto menor percentual em comparação a outras capitais do Brasil

As mulheres são responsáveis por 50,05% dos lares em Goiânia, conforme os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta sexta-feira (25/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na capital goiana, 275.006 lares são chefiados por mulheres, em contraste com 274.493 lares chefiados por homens.
O Censo abrange 246 municípios goianos e destaca que, mesmo com a predominância feminina em Goiânia, a cidade ocupa o sexto menor percentual de mulheres responsáveis pelos lares em comparação a outras capitais do Brasil.
No estado de Goiás, a população total é de aproximadamente 7 milhões de pessoas. Dentro desse universo, 2,6 milhões são considerados responsáveis pelos domicílios. Deste total, 1,4 milhão são homens, representando 53,3%, e 1,2 milhão são mulheres, que correspondem a 46,7%.
Esses números marcam um crescimento significativo em relação ao Censo de 2010, quando 63,3% dos lares eram chefiados por homens e apenas 36,7% por mulheres. O professor de sociologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Flávio Sofiati, sugere que o aumento no número de mulheres à frente dos lares pode estar relacionado ao crescimento dos divórcios.
Tamanho das famílias e composição de gênero
Um dado importante que chama a atenção é que, em Goiás, quase metade dos lares possui dois ou menos moradores. Em 2022, 29,5% das residências tinham duas pessoas, 23,6% tinham três e 19,7% eram habitadas por apenas uma pessoa. Isso indica que 49,25% dos lares goianos têm dois ou menos moradores.
Em comparação com 2010, nota-se uma diminuição no percentual de casas onde o responsável convivia com um cônjuge de sexo diferente, enquanto houve um leve aumento no percentual de domicílios em que o responsável convive com cônjuge do mesmo sexo, passando de 0,1% para 0,5%.
Diversidade e estrutura racial
Quando analisamos a composição racial dos responsáveis pelos domicílios em Goiás em 2022, observa-se que a maioria é composta por pardos, que representam 53,3%. Os brancos seguem em segundo lugar com 35,3%, e os pretos com 10,9%.
Em comparação com 2010, os pardos já predominavam, com 48%, seguidos por brancos com 41,9% e pretos com 8,1%. Esse perfil demográfico ilustra a diversidade da população goiana e as mudanças nas estruturas sociais ao longo do tempo.
Além disso, a pesquisa revelou uma mudança na faixa etária dos responsáveis pelos lares. Em 2022, 63,7% dos responsáveis tinham mais de 40 anos, um aumento em relação aos 58,1% registrados em 2010. Essa mudança na idade dos chefes de família pode refletir a transição nas dinâmicas familiares e nas responsabilidades relacionadas ao cuidado do lar, com um número crescente de pessoas mais velhas assumindo essa função.
Em termos de configurações familiares, o Censo de 2022 mostra que 64,29% dos lares goianos são nucleares, ou seja, compostos apenas por um casal ou por um casal com filhos. Enquanto isso, 19,75% dos domicílios são unipessoais, ou seja, habitados por apenas um morador, 14,40% são estendidos, com a presença de outros parentes, e 1,56% são compostos por não parentes. Esses dados refletem a variedade nas configurações familiares, que têm se transformado ao longo dos anos.
Destaque para municípios com predominância feminina
No estado, 38 municípios possuem mais mulheres como responsáveis pelos lares. Entre eles, destacam-se Nova Aurora (61,2%), Cachoeira de Goiás (61,0%) e Campo Limpo de Goiás (55,9%). Goiânia e São Luís de Montes Belos possuem o mesmo percentual de 50,05% de mulheres responsáveis, com a diferença em relação aos homens sendo a mais baixa entre as cidades onde as mulheres predominam na função de chefia.
