Tecnomania: o que aconteceu com a criadora da lendária Tekpix?
Saiba como a Tekpix que marcou gerações com campanhas televisivas acabou desaparecendo diante das críticas.

A Tecnomania foi uma das marcas mais comentadas na televisão brasileira nas décadas passadas, conhecida principalmente pela famosa câmera Tekpix e pelo carismático vendedor Juarez Aparecido Pontes Fernandes, o “Juarez da Tekpix”. Com seu bordão icônico “Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Tekpix”, ele se tornou símbolo de uma estratégia de marketing agressiva e inconfundível, que marcou a memória de quem cresceu nos anos 2000.
No seu melhor momento, a Tekpix chegou a vender cerca de 1.300 unidades por dia, totalizando aproximadamente 600 mil câmeras comercializadas e um faturamento estimado em R$ 20 milhões. O segredo do sucesso era uma combinação de apelo emocional, campanhas de televisão que atingiam cidades do interior e parcelamentos facilitados para facilitar a compra por consumidores de diferentes regiões do Brasil.
Apesar da popularidade, a marca enfrentava críticas sérias sobre a qualidade de seus produtos. A Tekpix era, na verdade, produzida na China como um produto genérico (white label) e rebatizada com a marca local. Enquanto no exterior câmeras similares custavam cerca de US$ 70, no Brasil os preços podiam chegar a R$ 3.500, gerando reclamações sobre custo-benefício. Além disso, usuários relatavam imagens de baixa resolução, áudio com ruídos e problemas de durabilidade, o que acabou prejudicando a reputação da marca.

Crédito de imagem: Danilo Berti/Canaltech
Tentativas de reinvenção da Tekpix
A Tecnomania buscou se reinventar lançando modelos aprimorados e acessórios complementares, mas a concorrência crescente de marcas internacionais e a evolução tecnológica do mercado de câmeras digitais dificultaram a manutenção da relevância. A falta de inovação consistente e a má percepção de qualidade fizeram com que a marca gradualmente desaparecesse das prateleiras brasileiras.

