O que define o preço de um imóvel? Advogado imobiliário responde
Especialista explica o que realmente pesa na hora da compra

O que realmente define o preço de um imóvel? Para o advogado especialista em mercado imobiliário Diego Amaral, a resposta está menos dentro do imóvel e mais ao redor dele. Segundo ele, fatores como localização e segurança continuam sendo decisivos na valorização, inclusive no cenário da capital goiana.
“A localização continua sendo o principal ativo de um imóvel. Proximidade com centros comerciais, escolas e serviços essenciais impacta diretamente o preço e a liquidez”, afirma. Ele também destaca a segurança como ponto central. “O comprador busca tranquilidade. Regiões com baixos índices de criminalidade ou com estrutura de segurança consolidada tendem a ter maior valorização ao longo do tempo”, explica.
Em Goiânia, esse movimento fica evidente em bairros com infraestrutura completa, fácil acesso e presença de serviços. Regiões bem localizadas e com boa oferta de comércio, educação e mobilidade tendem a concentrar os imóveis mais valorizados.
Os dados reforçam essa análise. Um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias em parceria com a Brain Inteligência Estratégica mostra que 65% dos compradores apontam a localização como principal fator na definição de preço. Já a segurança aparece logo atrás, com 64%.
A pesquisa indica uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a priorizar qualidade de vida e o entorno do imóvel, deixando em segundo plano itens como acabamento ou tecnologia.
Outros fatores também entram na conta. O fácil acesso, ligado à mobilidade urbana, é citado por 27% dos entrevistados. Em Goiânia, isso se reflete na valorização de regiões próximas a vias importantes e com deslocamento facilitado.
As opções de lazer, como parques e áreas de convivência, aparecem com 22%, o que também influencia diretamente bairros próximos a áreas verdes e espaços públicos.
A valorização da região, considerando crescimento e novos investimentos, soma 21%. Já a exclusividade do empreendimento, com menor densidade ou características diferenciadas, representa 12%.
Serviços agregados, como coworking e facilidades dentro do condomínio, aparecem com 11%. A tecnologia, como automação residencial, fecha a lista com 10%.
Para Diego Amaral, esses itens funcionam como diferenciais, mas não superam os fatores estruturais. “Esses itens são diferenciais competitivos, mas não substituem fatores estruturais. Um imóvel bem localizado e seguro continuará sendo mais valorizado do que um altamente tecnológico em uma área pouco atrativa”, pontua.
A tendência, segundo o especialista, é que esse cenário continue nos próximos anos, com valorização de bairros planejados e regiões com infraestrutura completa na capital.
“O mercado está mais criterioso, e o comprador, mais informado”, afirma.
Para quem pensa em comprar ou investir em Goiânia, entender esses fatores pode fazer diferença no longo prazo. “O imóvel é um ativo de longo prazo. Avaliar esses critérios com atenção pode garantir não só qualidade de vida, mas também retorno financeiro no futuro”, conclui.
