O que quase ninguém verifica antes de fechar seguro predial
Especialista alerta para importância de avaliar coberturas antes da contratação

Em condomínios residenciais e comerciais, o seguro deixou de ser apenas uma obrigação prevista em lei e passou a ocupar papel central na gestão financeira e patrimonial. A contratação adequada da apólice pode evitar prejuízos elevados em casos de incêndio, danos elétricos, vendavais, furtos ou outros imprevistos que afetem áreas comuns.
Segundo a corretora de seguros Samara Siqueira, um dos erros mais frequentes na contratação do seguro condominial é tratá-lo como um produto padronizado, sem considerar as características específicas de cada edifício.
“Cada condomínio tem uma realidade diferente. Por isso, o seguro precisa ser pensado de forma personalizada, com base em uma análise de risco que identifique as necessidades reais do empreendimento”, afirma.
A chamada análise de risco leva em conta fatores como estrutura do prédio, tempo de construção, número de unidades, perfil de uso, existência de elevadores, áreas de lazer e equipamentos compartilhados. A partir desse levantamento técnico, é possível definir quais coberturas são necessárias e quais podem ser ajustadas.

Corretora de seguros Samara Siqueira. – Foto: Reprodução
De acordo com a corretora, outro ponto essencial é compreender exatamente o que está previsto no contrato. “Não basta apenas contratar um seguro. É fundamental entender o que está e o que não está coberto. Essa orientação evita frustrações e garante que o condomínio esteja protegido de verdade”, explica.
O seguro condominial é obrigatório no Brasil, conforme o Código Civil, ao menos para cobertura contra incêndio ou destruição total ou parcial da edificação. No entanto, síndicos podem incluir garantias adicionais, como responsabilidade civil, danos elétricos, quebra de vidros, impacto de veículos e eventos climáticos.
Para Samara Siqueira, a percepção de que o seguro é um custo elevado costuma mudar quando ocorre um sinistro. “As pessoas acham que o seguro é caro, mas caro mesmo é o sinistro. Quando acontece um problema, é o seguro que ajuda a restabelecer o patrimônio com mais rapidez e segurança”, destaca.
A profissional afirma que a especialização no segmento condominial permite oferecer soluções com melhor custo-benefício e vigência anual, além de orientação detalhada sobre cada cobertura contratada.
A recomendação para síndicos e administradoras é revisar periodicamente a apólice, especialmente após reformas ou mudanças estruturais no prédio. A análise técnica prévia e a leitura cuidadosa do contrato são medidas que ajudam a garantir que a proteção escolhida cumpra seu papel quando for necessária.
