Goiás avança na produção de queijo artesanal e cresce interesse pela formalização

Profissionalização da produção de queijo artesanal em Goiás passa por habilitação concedida pela Agrodefesa

vanessapereira
Por vanessapereira
Goiás avança na produção de queijo artesanal e cresce interesse pela formalização
Imagem: Reprodução Ministério da Agricultura e Pecuária

O estado de Goiás tem apresentado alto crescimento no interesse pela formalização dos produtores de queijo artesanal.

advertising

Nesse contexto, é interessante sinalizar que atualmente, 12 pequenas queijarias já estão habilitadas pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) com o Selo Arte, e outras já manifestaram interesse em trilhar o mesmo caminho.

Na prática, a habilitação do Selo Arte e a de Queijo Artesanal conferem autorização ao produto para que seja comercializado em todo o Brasil.

advertising

Selo de Habilitação

Antes de tudo, é interessante saber que o Selo Arte e, mais recentemente, o Selo de Queijo Artesanal são duas habilitações definidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e concedidas em âmbito estadual pelos serviços oficiais de inspeção; no caso goiano, a Agrodefesa.

Dessa forma, obter tais habilitações representa que o produto tem uma receita autoral e genuína, feita de forma artesanal e com características que preservam os aspectos culturais e regionais do produto.

Aliás, Goiás foi um dos primeiros estados a instituir o Selo Arte e estabelecer as normas sanitárias aplicadas aos produtos artesanais por meio da Lei Federal nº 20.361, de 5 de dezembro de 2018.

Então, no último ano, a Instrução Normativa nº 09/2023 definiu o procedimento para concessão do Selo Arte e do Selo de Queijo Artesanal aos produtos alimentícios de origem animal registrados no Serviço de Inspeção Estadual de Goiás.

advertising

Formalização da produção de queijo artesanal

Profissionalização da produção de queijo artesanal

Imagem: Agrodefesa

Importante! Para que um queijo artesanal receba a habilitação do Selo Queijo Artesanal, o produtor deve ter em mente que precisa cumprir determinadas etapas.

Segundo a coordenadora de Estabelecimentos Artesanais e Auditorias da Agrodefesa, Flávia Borges Feliciano, as mesmas estão descritas na Instrução Normativa nº 06/2019.

A saber, o primeiro passo é o envio por e-mail ([email protected]) do requerimento de registro, acompanhado do memorial descritivo, econômico e sanitário e da planta baixa da queijaria.

“Nessa planta baixa devem estar especificados os equipamentos, os fluxos de produção e os pontos de água”, detalha Flávia.

Depois, a Gerência de Inspeção da Agrodefesa inicia o processo de registro da queijaria. Ao serem avaliados os primeiros documentos, é emitido um parecer técnico onde constam possíveis ajustes solicitados pelo órgão fiscalizador, para a adequação da queijaria ou mesmo dos fluxos de produção aos moldes legais.

Então, quando a documentação apresentada tiver a aprovação definitiva pela Agrodefesa, a queijaria recebe a autorização para ser construída, se ainda estiver na fase de projeto, ou recebe o aval para a sua adaptação, no caso de instalações pré-existentes.

Para concluir, quando o empresário sinaliza para a Agrodefesa que concluiu as ações, é realizada uma vistoria para conferir se as instalações estão dentro daquilo que foi determinado no projeto.

Estando tudo dentro das especificações, o produtor recebe o número sequencial do seu Queijo Artesanal que passa a fazer parte do rótulo do produto, sinalizando a autorização de comercialização em todo território nacional.

Monitoramento da qualidade do queijo artesanal

Por fim, é válido mencionar que além das análises mensais de produto que são de responsabilidade do queijeiro, a Agrodefesa também faz quatro coletas anuais de produtos para análise no seu Laboratório de Qualidade (LabQuali), e uma amostra de água por ano.

Ainda mais, esse processo também se estende ao leite, que é enviado pelo produtor uma vez ao mês para análise.

Na prática, são verificadas a composição do leite (gordura, proteína e lactose), a contagem bacteriana total (CBT) e a contagem padrão em placas (CPP).

Além disso, queijarias que trabalham com leite cru, ou seja, sem passar pelo processo da pasteurização, precisam apresentar o atestado de propriedade livre de brucelose e tuberculose, concedido também pela Agrodefesa.

Sendo assim, quando um produto leva o Selo Arte ou de Queijo Artesanal, o consumidor tem a garantia de que todo esse acompanhamento acontece, com o objetivo de assegurar a qualidade do produto.

Com informações da Agrodefesa

Leia mais:

Goiás tem expectativa de vida acima da média nacional do país; veja diferença para homens e mulheres

As 100 melhores grandes cidades para viver no Brasil (três goianas na lista)

Multinacional israelense planeja investir US$ 125 milhões em Goiás

O Curta Mais está no WhatsApp!

Entre no canal e acompanhe notícias e dicas

Siga o Curta Mais no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

★ Seguir

Newsletter

Receba as melhores dicas e notícias da cidade na palma da mão!

    Qual a nota desse conteúdo?

    De 1 a 10, diga o quanto você curtiu essa leitura:

    PublicidadePublicidade