12 frutas que são sabores típicos do Cerrado

Essas frutas não só refletem a diversidade do Cerrado, mas também são parte essencial da cultura e da alimentação local

Kamilly Carvalho
Por Kamilly Carvalho
12 frutas que são sabores típicos do Cerrado
(foto: reprodução/ Lara Martins Advogados)

O Cerrado, cobrindo cerca de 20% do território brasileiro na região do Planalto Central, é um dos biomas mais ricos e biodiversos do país. Com pelo menos cinco ecossistemas distintos, abriga uma enorme variedade de plantas e animais, muitos deles únicos no mundo. Entre suas riquezas naturais, destacam-se as frutas típicas, que carregam sabores e propriedades especiais, muitas vezes pouco conhecidas fora da região. Essas frutas não só refletem a diversidade do Cerrado, mas também são parte essencial da cultura e da alimentação local  e definitivamente valem a pena ser descobertas e valorizadas.

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Confira 12 sabores típicos do cerrado que todo mundo deveria conhecer

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Jatobá

(Foto: Mauro Halpern/CC BY 2.0/Flickr)

A jatobá é uma fruta típica do bioma do Cerrado e da Mata Atlântica, conhecida por seu sabor adocicado e aroma marcante. Originária de uma árvore de grande porte, a jatobá produz frutos com polpa seca e resinosa, utilizada tanto na culinária regional quanto na medicina tradicional, graças às suas propriedades nutritivas e medicinais. Rica em fibras, vitaminas e minerais, a fruta é valorizada por sua versatilidade, podendo ser consumida in natura, em doces, farinhas ou chás. Além disso, a jatobá desempenha papel importante na cultura e economia local, reforçando a biodiversidade e a riqueza do Cerrado brasileiro.

Bacupari-do-Cerrado (Salacia elliptica)

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Foto: Nó de Oito

Nativa do Vale do São Francisco, Pantanal, Planalto Central e partes da Mata Atlântica, o bacupari-do-cerrado possui polpa espessa e consistente, mas com sabor adocicado e agradável. Sua árvore pode atingir até 8 metros de altura e amadurece seus frutos nos meses de novembro e dezembro. Costuma-se consumir o bacupari-do-cerrado in natura.

Pêra do Cerrado(Eugenia klotzschiana)

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Foto: Fruitpedia

Imortalizada na obra de Guimarães Rosa, a pêra-do-campo, conhecida também como cabacinha-do-campo, é uma fruta grande (variando entre 60g e 90g), com casca fina e polpa suculenta de sabor doce azedinho, muito característico. Sua árvore é, na verdade, um arbusto que varia entre 0,5m e 1,5m de altura, e frutifica no verão, a partir de outubro. É normalmente consumida in natura, em geléias ou na célebre “limonada de pêra-do-campo”. Pode ser plantada em vaso e é essencial em projetos de recuperação do cerrado.

Murici (Byrsonima crassifólia)

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Foto: Modo de Emagrecimento Rápido

Muito comum em todo o cerrado e em solos arenosos na região Amazônica, o muricizeiro é uma árvore típica do cerrado, de baixa estatura e tronco todo retorcido. Seu fruto, o murici, tem polpa carnosa com uma semente só. Possui sabor e aroma muito apreciados, sendo consumido de uma infinidade de formas – in natura, em sucos, geléias, compotas, doces, picolés e até como farinha. O murici amadurece principalmente entre fevereiro e maio.

Cagaita (Eugenia dysenterica)

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Foto: Coisas da Roça

A cagaita é uma delícia, mas conforme o próprio nome sugere, não a coma muito madura, aquecida pelo sol, ou em grande quantidade se não quiser passar uma temporada no banheiro. Bastante carnuda e suculenta, a cagaita tem sabor azedinho que lembra o araçá e dá em uma árvore de tronco curto de copa frondosa, que chega a no máximo 8 metros de altura. É muito consumida in natura, em sucos, picolés e sorvetes. Pode ser encontrada no pé entre outubro e novembro.

Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii)

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Foto: Wikipedia

A mama-cadela, também conhecida por diversos nomes populares, é um arbusto típico do Cerrado. Seu fruto enrugado tem polpa fibrosa e suculenta, com sabor semelhante ao coquinho de macaúba. Pode ser consumido in natura ou usado em chás e preparações caseiras, especialmente para o tratamento de vitiligo. No entanto, o uso incorreto pode causar intoxicação hepática e queimaduras. Pesquisas avançam no desenvolvimento de um medicamento à base da planta, atualmente em fase final, mas ainda sem testes em humanos.

Pequi (Caryocar brasiliense)

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Foto: Lorhans

O pequi, conhecido como ouro do Cerrado, é um dos frutos mais tradicionais da região. A árvore que o produz, o pequizeiro, pode atingir até 12 metros de altura e dá frutos entre novembro e janeiro. Com tamanho semelhante ao de uma maçã e casca verde, o pequi possui caroços envoltos por uma polpa macia e rica em vitamina C, protegida por pequenos espinhos. Sob os espinhos está a amêndoa, muito apreciada e consumida de várias formas: torrada, in natura, caramelizada, em licores e até em óleos usados como cosméticos. Na culinária local, o pequi é ingrediente típico, frequentemente cozido junto ao arroz e ao feijão.

Baru (Dipteryx alata)

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Foto: Oh!

O baruzeiro é uma árvore alta e imponente do Cerrado, ameaçada pela extração predatória de sua madeira. Seu fruto, o baru, é uma castanha com sabor parecido ao do amendoim e alto teor proteico. A casca dura torna a abertura difícil, exigindo técnicas como corte ou pressão mecânica. A amêndoa é versátil, consumida in natura, torrada ou em receitas como paçoca, rapadura e farinhas. A polpa também é aproveitada em óleos, manteigas e tortas. Os frutos amadurecem entre setembro e outubro, reforçando a importância da conservação dessa espécie e de seu uso sustentável.

Araticum (Annona coriacea)

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Foto: Mapa da Cachaça

Típica de áreas secas e arenosas do cerrado, o araticum é coberto por uma grossa casca marrom e possui no seu interior um monte de semente lisa e preta com uma polpa delícia ao redor. É consumido principalmente in natura, sucos e doces, e pode ser encontrado no pé de janeiro a março.

Buriti (Mauritia flexuosa)

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Foto: Óleos para tudo

O buriti é uma palmeira não cultivada, mas muito comum em boa parte do país. Alto, chegando até 30m de altura, o buritizeiro dá por volta de cinco cachos de buriti todo ano (cada um deles, com cerca de 400 a 500 frutos) entre abril e agosto, que demoram quase um ano para amadurecer. Quando isso acontece, por volta de fevereiro, a polpa saborosa é consumida in natura, em doces, picolé e até fermentada, como vinho. O óleo da polpa também pode ser usado para frituras.

Cereja-do-cerrado  (Eugenia calycina)

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Foto: Nó de Oito

Para quem gosta de pitangas, a cereja-do-cerrado é considerada o santo graal do gênero. Dando em um arbusto pequeno e muito ornamental, de cerca de 2m de altura, é uma fruta de polpa espessa, muito suculenta, macia e de sabor doce delicioso. Pode ser consumida in natura ou em doces, geléias, gelatinas e sorvetes, e costuma aparecer madura no pé entre os meses de outubro e janeiro.

Mangaba (Hancornia speciosa)

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Foto: Viveiro Ipê

A mangaba é o fruto suculento e levemente azedo da mangabeira, árvore rústica comum na caatinga e no Cerrado. Rica em vitamina C, pode ser consumida in natura, em geleias, compotas, sorvetes e licores. A mangabeira chega a 10 metros de altura e produz um látex conhecido como “leite de mangaba”, usado na medicina popular. O fruto é encontrado durante todo o ano, com maior oferta entre outubro e abril. É apreciado pelo sabor e valor nutricional.

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