‘Sequestro em Cleveland’: chegou à Netflix filme que conta a história real de um sequestro histórico e agonizante que durou uma década
‘Sequestro em Cleveland’ está em destaque na Netflix, porém o filme não é um lançamento. O drama é autobiográfico, foi lançado em 2015 e é baseado em fatos reais.

A Netflix acabou de lançar Sequestro Em Cleveland, filme de drama e biográfico lançado em 2015 baseado em um evento real. Mesmo não sendo um lançamento, o longa – que é um filmão – está entre os mais assistidos da plataforma em todo o mundo.
O roteiro do filme é baseado em sequestros reais, cometidos por Ariel Castro no bairro de Tremont, em Cleveland, entre 2002 e 2004. Os nomes reais das vítimas de Castro – Michelle Knight, Amanda Berry e Gina DeJesus – são todos usados. O filme, por sua vez, é baseado no livro “Finding Me: A Decade of Darkness, a Life Reclaimed” (Me Encontrando: Uma Década de Escuridão, Uma Vida Recuperada). O filme, que é uma produção original da emissora americana Lifetime, acompanha a história real de Michelle Knight
Mas o que tem neste longa que o faz ser sucesso na plataforma de streaming? A primeira coisa é que a história é real e muito impactante. Segundo é que a história, que envolve um sequestro brutal acompanhado de estupro de três meninas, ganhou a mídia internacional. Porém, após o episódio devastador, as três vítimas tentaram reconstruir a vida, no entanto, elas também enfrentaram a tempestade ao falar abertamente sobre a experiência vivida neste crime.
A história deste sequestro é completamente absurda e parece coisa de cinema. Michelle Knight foi a primeira vítima. Ela foi sequestrada em agosto de 2002 aos 21 anos. Na ocasião, ela estava a caminho do tribunal para a audiência de custódia de seu filho Joey. Conforme relatos, a polícia fez muito pouco para localizá-la. Seu nome chegou a ser retirado do banco de dados do National Crime Information Center. Após conquistar a liberdade, ela contou que Castro lhe ofereceu uma carona em uma Dollar Store no dia em que tudo começou.
Já Amanda Marie Berry desapareceu em seu aniversário de 17 anos, em abril de 2003. Ela informou sua irmã que havia conquistado uma para casa do. Ela saía do Burger King, onde trabalhava na época. Sua mãe, junto com outros membros da comunidade e a polícia, iniciaram uma campanha para localizá-la. Uma semana depois, a mãe de Berry recebeu uma ligação do celular de Amanda. Na ocasião, um homem disse que Amanda estava com ele e que ela voltaria para casa em breve.
Georgina “Gina” DeJesus foi a terceira sequestrada. Ela desapareceu em abril de 2004. Tinha 14 anos na época. Arlene, filha do sequestrador Castro, foi a última pessoa a ver Gina antes de convencê-la a voltar para casa por Castro.Gina sabia quem era Castro e não pensava muito nisso, pois era o pai de sua amiga. .
Amanda e Gina apareceram em vários programas de Tv. A comunidade local se moveu por meio de vigílias e grupos de busca, mas sem sucesso. Havia até um esboço composto da pessoa que havia sequestrado Gina.
O final da história acontece em 6 de maio de 2013, 11 anos após o primeiro sequestro. Neste dia, Amanda conseguiu entrar em contato com os vizinhos de Castro e chamar a polícia. Na época, ela já tinha um filha de 6 anos, fruto das violências de Castro.
De acordo com os relatórios da polícia, no dia da fuga, Castro não conseguiu trancar uma porta antes de sair. Ela então estendeu a mão para a tela e começou a gritar por ajuda. Dois dos vizinhos de Castro abriram um buraco na porta. Isso acabou levando Berry a ligar para o 911 de uma das residências do vizinho. A polícia invadiu a residência e libertou as outras duas também.
Quando elas foram libertas, contaram ao mundo a situação em que viveram no cárcere, Os relatos incluem estupros, fome, abusos emocionais, agressões, privação das necessidades básicas. Knight havia engravidado mais de cinco vezes. Além disso, Castro a torturou até que acontecesse um aborto, todas as cinco vezes. Isso a deixou fisicamente incapaz de dar à luz uma criança novamente. Uma conta de ajuda financeira foi criada para as três sobreviventes, para que eles pudessem se reabilitar confortavelmente de volta à sociedade.
O criminoso Ariel Castro foi preso no mesmo dia da fuga das moças e acusado de estupro. O processo montado pela promotoria continha 329 acusações, incluindo duas acusações de homicídio qualificado, relacionadas às gestações abortadas. Castro entrou pegou condenação de prisão perpétua consecutiva, com mais 1000 anos sem liberdade condicional. No entanto, um mês após sua sentença de prisão perpétua, ele se matou na prisão.
Confira o trailer
