Goiânia amplia suporte pedagógico a estudantes com autismo na rede municipal

Prefeitura de Goiânia amplia suporte pedagógico a estudantes com austismo

Redação Curta Mais
Por Redação Curta Mais
Goiânia amplia suporte pedagógico a estudantes com autismo na rede municipal
Foto: Benjamin Bagmanian

A Prefeitura de Goiânia tem intensificado o apoio pedagógico oferecido a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculados na rede municipal de ensino. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), o atendimento segue as diretrizes do Ministério da Educação e adota práticas inclusivas para promover uma aprendizagem equitativa.

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Atualmente, professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) atuam em parceria com docentes do ensino regular, utilizando recursos pedagógicos acessíveis, estratégias diferenciadas e tecnologias assistivas. O objetivo é remover barreiras no processo de ensino-aprendizagem e promover a inclusão efetiva.

A rede conta com 85 Salas de Recursos Multifuncionais e mantém parcerias com instituições como APAE, CRESPA, CORAE e CAE Renascer. Também dispõe de dois Centros Municipais de Apoio à Inclusão (CMAIs), que funcionam como polos de apoio técnico e pedagógico às unidades escolares.

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Além do suporte pedagógico, a SME disponibiliza profissionais de apoio escolar para auxiliar alunos com TEA em atividades como alimentação, higiene e locomoção. A secretaria também realiza uma avaliação inicial no período de ambientação, com a participação da família, para garantir um atendimento alinhado às necessidades de cada estudante.

Formação e novos projetos

Em 2024, a SME ofertou cerca de 15 mil vagas em cursos de formação continuada voltados ao atendimento de estudantes com TEA. A pasta também desenvolve o projeto “TEA Abraça”, que promove encontros e orientações para familiares de alunos.

O número de estudantes com autismo na rede municipal cresceu significativamente nos últimos anos. Em 2019, eram 337 alunos com TEA; em 2024, esse número chegou a 2.561. O levantamento é atualizado semestralmente e serve como base para o desenvolvimento de políticas públicas.

“Esses dados demonstram o crescimento significativo da presença de crianças com TEA na rede e reforçam a necessidade de um atendimento estruturado”, destacou a professora Lianna.

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Entre as ações planejadas, está a criação de um Centro de Referência para Atendimento a Estudantes com TEA. A unidade será voltada à oferta de atendimento pedagógico especializado, produção de materiais acessíveis, capacitação continuada de profissionais e desenvolvimento de práticas inovadoras.

“Nosso compromisso é fortalecer a política de educação inclusiva, garantindo o direito de todas as crianças a uma educação pública, gratuita e de qualidade”, finalizou a gestora.

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