STJ diz que plantar maconha para extrair óleo medicinal não é crime

STJ diz que plantar maconha para extrair óleo medicinal não é crime

Na última quarta-feira (13), a 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), discutiu os termos sobre a plantação da cannabis medicinal. A decisão é que plantar maconha para extrair o óleo medicinal não configura crime de tráfico, como era considerado anteriormente.

Para fazer o cultivo, é necessário passar não só por prescrição médica, mas também receber uma autorização da ANVISA, que liberava somente a importação do canabidiol.

Justamente por não conseguir pagar o valor excessivo que é cobrado na importação, o cultivo da planta em casa é uma solução viável, desde que regularizada e fiscalizada por órgãos responsáveis.

Em paralelo, o STF está julgando a descriminalização do porte da cannabis para uso pessoal. Praticamente já no fim, o placar está em 5×1 para a liberação, que só precisa ser discutida em relação a quantidade.

Uso para fins medicinais
canabis

Com o objetivo de ajudar na área da saúde, o canabidiol é um óleo extremamente medicinal, que auxilia em quase todo tipo de tratamento, desde ansiedade, a enxaquecas e problemas mais graves. Atualmente, quase ninguém possui acesso ao medicamento, precisando recorrer ao uso de outras formas. Portanto, a discussão sobre a liberação envolve temas como a possível diminuição do tráfico.

Além disso, foram tomadas outras decisões judiciais positivas, como os planos de saúde, e farmácias de manipulação, que agora fornecem esses medicamentos.

 

Quer receber nossas dicas e notícias em primeira mão? É só entrar em um dos grupos do Curta Mais. Basta clicar AQUI e escolher.

 

Foto de Capa: FioCruz

Isabella Nardoni: Netflix tenta contar o que realmente aconteceu na noite da tragédia

A propensão do público por mergulhar nos meandros de crimes verdadeiros é uma tendência em constante ascensão. A plataforma de streaming Netflix, ciente desse crescente apetite do espectador, tem ampliado seu catálogo com documentários do gênero true crime, ressuscitando eventos que anteriormente dominaram as manchetes e as rodas de conversas pelo Brasil.

No dia 17 de agosto, repetindo a fórmula de produções que se debruçam sobre tragédias nacionais, a Netflix apresentou ao público “Isabella: o Caso Nardoni”. O documentário reconta a morte brutal da menina de apenas cinco anos, que foi asfixiada e arremessada do sexto andar de um prédio em São Paulo no fatídico dia 29 de março de 2008. Através de depoimentos de diversas fontes envolvidas, incluindo palavras carregadas de emoção da mãe Ana Carolina Oliveira, a produção oferece uma análise penetrante da tragédia que paralisou o país. Mas, mais do que simplesmente recontar, a obra propõe uma reflexão mais profunda, levando o público a questionar algumas das certezas que se formaram ao longo dos anos.

Para aqueles familiarizados com os formatos de documentários sobre crimes, a abordagem da Netflix pode parecer familiar, até previsível. A gigante do streaming optou pela estrutura mais tradicional e amplamente utilizada: mesclando relatos pessoais com imagens perturbadoras de Isabella e do local do crime. Adicionalmente, são incorporados vídeos que dominaram as emissoras de TV na época, assim como a meticulosa reconstituição realizada pela perícia. Embora nada disso possa ser classificado como inovador, é inegável a importância desses elementos para a construção da narrativa.

A tragédia que envolveu Isabella Nardoni ainda hoje reverbera nas mentes de muitos brasileiros. E, apesar de sua abordagem não revolucionar o formato, “Isabella: o Caso Nardoni” consegue, de maneira competente, trazer à tona memórias dolorosas, ao mesmo tempo que instiga o espectador a refletir sobre o papel da mídia, o impacto de conclusões precipitadas e a natureza evasiva da verdade em casos tão complexos.

Para quem deseja aprofundar-se ainda mais no universo de crimes reais, há uma série de outras opções disponíveis, como “10 documentários sobre crimes obscuros e impactantes” e “10 filmes e séries documentais sobre crimes reais brasileiros”. Estas produções, juntamente com “Isabella: o Caso Nardoni”, formam um conjunto de narrativas que, apesar de angustiantes, são imperdíveis para os amantes do gênero.

Goianas que tiveram malas trocadas são liberadas de prisão na Alemanha

Uma viagem dos sonhos que se transformou em pesadelo! O casal de Goiânia, Jeanne Paolini e Kátyna Baía, iriam viajar pela Europa durante 20 dias, mas o passeio acabou em prisão por tráfico internacional de drogas, horas antes de desembarcar em Berlim, na capital da Alemanha, o primeiro país que as goianas queriam conhecer.

A prisão do casal motivou uma operação da Polícia Federal de Goiás para descobrir o que aconteceu com as malas que foram despachadas em Goiânia e nunca chegaram ao país europeu.

Em Frankfurt, a polícia apreendeu no bagageiro do avião duas malas com cocaína, etiquetadas com os nomes de Jeanne e Kátyna. A prisão aconteceu na fila de embarque da escala, no dia 5 de Março, sem que elas pudessem ter visto as malas.

goianas
Kátyna Baía e Jeanne Paolini foram detidas na Alemanha por suposto envolvimento em tráfico internacional de drogas

Segundo apuração da Polícia Federal, ambas saíram do aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (GO), fazendo escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Porém, neste segundo local tiveram as etiquetas trocadas por um grupo criminoso com malas carregadas de drogas.

Ainda segundo a PF, ambas negaram terem cometido o crime. A polícia brasileira aponta uma série de evidências que comprovam que não há envolvimento das brasileiras com o transporte ilegal, pois não correspondem ao padrão usual das chamadas “mulas do tráfico”.

Durante a investigação, os agentes identificaram o grupo que enviou 40 quilos de cocaína para a Alemanha por meio da troca de bagagens de passageiros. A ação do bando consiste em retirar a etiqueta da bagagem despachada e colocar em outra, que está com as drogas.

Liberdade

A advogada das goianas na Alemanha, Chayane Kuss, informou, nesta terça-feira (11), que o Ministério Público da Alemanha já havia autorizado a libertação das duas. “O Ministério das Relações Exteriores recebeu com satisfação a informação de que as cidadãs brasileiras foram liberadas hoje”, diz nota divulgada pelo Itamaraty.

“Ao longo do último mês, o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt realizou visitas consulares, em diferentes ocasiões, às nacionais no presídio, além de ter conduzido gestões junto às autoridades carcerárias e judiciárias locais para acompanhar o trâmite legal. Intermediou, ainda, contatos com familiares e advogados das brasileiras. Representante daquela repartição consular recebeu hoje, no aeroporto de Frankfurt, familiares das brasileiras e os acompanhou ao presídio para o momento da soltura”, completa o texto.

 

 

Quer receber nossas dicas e notícias em primeira mão? É só entrar em um dos grupos do Curta Mais. Basta clicar AQUI e escolher.

Recorde o Caso da Família Mateucci que chocou Goiânia nos anos 50

Na segunda metade dos anos 50, mais precisamente em 1957, o Brasil estava fervilhando de acontecimentos históricos. Em agosto daquele ano, o presidente do Brasil Washington Luiz tinha falecido, a usina hidrelétrica de Três Marias em Minas Gerais estava começando e outros acontecimentos marcaram o país.

Em 1957, também foi a estreia de Pelé na Seleção Brasileira de Futebol, com 16 anos de idade. Além disso, Brasília também tinha começado a ser construída. O ano foi marcante!

E Goiânia? Estava em seu momento de maior impulso econômico e social. Dentro deste contexto, um acontecimento brutal e misterioso, marcou dezembro daquele ano.

Uma cena de violência aconteceu no dia de 6 de dezembro de 1957 e chocou Goiânia. Em uma casa na Rua 74, no antigo Bairro Popular, houve uma cachina de uma família inteira: a Família Matteucci.

O crime está rodeado de mistérios e figura como uma dos crimes mais chocantes do Brasil. Foi um choque para a cidade que era muito pequena e pacata, ainda mais porque naquela época, a maioria das casas dormia de portas abertas.

A família era composta por Wanderley (pai), Lurdes (mãe) e 5 filhos: Walquíria de 6 anos, Wagner de 5 anos, Wolnei de 4 anos, Wânia de 2 anos e Wilma com apenas 9 meses.

Segundo poucos relatos que se tem da vizinhança, Wanderley se mudou com a família para Goiânia em busca de uma vida melhor para sua família. O pai de família abriu uma mercearia chamada Armazém São Mateus e era muito conhecido por todos. Um família “normal”, sem inimigos aparentes.

Eles residiam em uma casa, atrás do comércio da família, que foi invadida por criminosos. Eles mataram todos, com golpes de machado, exceto a pequena Wânia, de 2 anos, além de furtar 51 mil cruzados.

Quem encontrou os corpos foi Siron Franco, que na época tinha cerca de 10 anos. Era amigo das crianças e eles iam a escola juntos. Ao chamar os amigos naquele dia, não obteve resposta e acabou entrando na residência da família, descobrindo a cena de terror.

Após investigação criminal, a polícia chegou a Wilson Mateucci, irmão de Wanderley, que nutria sentimentos de ódio e inveja. Ele confessou ter contratado um matador para executar o crime. Mas a imprensa da época apurou que Wilson confessou, porém, sob tortura.

Em juízo, o irmão do falecido e o suposto assassino, negaram tudo e foram absolvidos. Os outros criminosos acabaram fugindo e somente um foi preso, mas acabou liberado.

Altino, um homem que trabalhava no comércio da família, foi preso após confessar os assassinatos, mas a versão era pouco convincente, já que os motivos alegados por ele não justificariam tamanha crueldade. Após cumprir a pena, ele nunca mais foi visto.

O objetivo, segundo Wilson, era somente roubar a família, mas o pai teria reagido ao assalto. O fato é que, o crime acabou prescrevendo e sua autoria nunca ficou esclarecida.

A casa da família, na rua 74, ficou anos abandonada, quando foi comprada e transformada em uma casa de embalagens. 

A história que chocou os goianienses virou tema de um livro chamado Veias e Vinhos, do autor goiano Miguel Jorge. A obra inspirou o filmes de mesmo nome, lançado em 2006.

Um mistérios que permeia o bairro do Centro em Goiânia é a proximidade entre 3 lugares considerados fantasmagóricos: a casa onde foi o massacre da família Matteucci, a casa onde aconteceu o acidente com Césio 137 e a casa assombrada pelo fantasma do menino Pitibá.

 

Quer receber nossas dicas e notícias em primeira mão? É só entrar em um dos grupos do Curta Mais. Basta clicar AQUI e escolher.

Foto de Capa: Divulgação do Filme Veia e Vinhos

Maurício Sampaio é condenado a 16 anos de prisão pela morte do radialista Valério Luiz

Após três dias de julgamento e dez anos após a morte do radialista Valério Luiz, o júri condenou quatro dos cinco acusados de planejarem e executarem o homicídio. As informações são do G1 Goiás.

Maurício Sampaio, Urbano Malta, Ademá Figueredo e Marcus Vinícius Xavier tiveram a prisão imediata declarada nesta quarta-feira, 9 de novembro.

A motivação do crime foram as críticas feitas pelo jornalista contra a direção do Atlético-GO, da qual o empresário Maurício Borges Sampaio fazia parte.

Dos cinco réus, foram condenados:

– Maurício Sampaio, apontado como mandante: condenado a 16 anos de reclusão;

– Urbano de Carvalho Malta, acusado de contratar o policial militar Ademá Figueredo para cometer o homicídio: condenado a 14 anos de reclusão;

– Ademá Figueredo Aguiar Filho, apontado como autor dos disparos: condenado a 16 anos de reclusão;

– Marcus Vinícius Pereira Xavier, que teria ajudado os demais a planejar o homicídio: condenado a 14 anos de reclusão.

O réu Djalma Gomes da Silva, que foi acusado de ter ajudado no planejamento do assassinato e também atrapalhado as investigações, foi absolvido.

valerio
Da esquerda para direita, os réus Urbano de Carvalho, Maurício Sampaio, Djalma da Silva e Ademá Figueredo; no canto inferior, a vítima, Valério Luiz,Goiás — Foto: Reprodução/Tribunal de Justiça do Estado de Goiás/G1 Goiás

Sentença

A sentença foi decidida pelos votos dos jurados, que foram realizados após a apresentação realizada pela acusação e defesa dos réus. Os votos foram realizados em uma reunião do Conselho de Sentença, de forma anônima. Na votação, os condenados obtiveram 4 votos a 3 para a condenação e o absolvido obteve 4 votos a 3 para a absolvição.

 

Imagem: Paulo Marcos

Acusados da morte do jornalista esportivo Valério Luiz serão julgados nesta segunda

Começou agora a pouco, às 8h30 desta segunda-feira (7/11), o julgamento (adiado por quatro vezes) dos acusados pela morte do cronista esportivo Valério Luiz no plenário do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Sem hora prevista para término, o júri popular será presidido pelo juiz Lourival Machado. 

Serão submetidos ao julgamento o empresário Maurício Sampaio, tido como mandante do crime, que aconteceu em julho de 2012; Ademá Figueredo Aguiar Filho, sargento da Polícia Militar e suposto atirador; Djalma Gomes da Silva, Urbano de Carvalho Malta e Marcus Vinícius Pereira Xavier, apontados como articuladores.

O julgamento do caso foi adiado pela primeira vez em junho de 2020, por causa da pandemia de covid-19. Depois, em março deste ano, quando o advogado de Maurício Sampaio deixou a defesa às vésperas. Já em maio, a nova defesa do acusado de ser o mandante do crime deixou o plenário por alegar imparcialidade do juiz.

O júri havia finalmente iniciado no dia 13 de junho, mas foi novamente adiado para 5 de dezembro porque um dos membros do conselho de sentença passou mal e saiu do hotel onde mantinha o isolamento durante o julgamento. Posteriormente, o juiz antecipou a data para 7 de novembro, pois no dia 5 de dezembro poderá ter jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Homicídio

Valério Luiz foi morto a tiros, aos 49 anos, quando saía da rádio em que trabalhava, no dia 5 de julho de 2012.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, o crime foi motivado pelas críticas constantes de Valério Luiz à diretoria do Atlético Goianiense, da qual Maurício Sampaio, um dos réus, era vice-diretor. Atualmente, ele é vice-presidente do Conselho de Administração.

Ex-ator Guilherme de Pádua morre aos 53 anos

O ex-ator Guilherme de Pádua, que cumpriu pena pelo assassinato da atriz Daniella Perez, morreu neste domingo (6), em Belo Horizonte, aos 53 anos, vítima de um infarto.

A informação foi transmitida pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, em vídeo publicado no Instagram. Segundo o religioso, Pádua faleceu pouco antes das 22h. O velório deve ocorrer a partir das 10h30 desta segunda-feira (7).

Guilherme se converteu à igreja após cumprir pena pela morte da atriz, no qual foi condenado a 19 anos e 6 meses de prisão. Após cumprir um terço da pena, ele ganhou liberdade em 14 de outubro de 1999. Posteriormente, aderiu à Igreja Batista da Lagoinha, na qual tinha um trabalho social com ex-presidiários.

Programa Linha Direta voltará a ser exibido na Globo

Com enorme sucesso entre 1999 e 2007, o programa “Linha Direta” voltará a ser exibido na TV Globo. A informação foi confirmada pela colunista Patrícia Kogut. A jornalista também afirmou que a novidade vem sendo arquitetada em sigilo no núcleo comandado por Mariano Boni, e que a equipe ainda está sendo montada e não há apresentador definido.

Com enorme sucesso entre 1999 e 2007, o programa já foi apresentado pelo falecido Marcelo Rezende entre 1999 e 2000, e na sequência por Domingos Meireles (foto), e retratava crimes sem solução e ajudou a localizar centenas de foragidos da Justiça fazendo uma simulação dos fatos. Além disso, a atração explorava casos famosos, como a morte de Ângela Diniz.

Desde sua estreia, o “Linha Direta”, através das denúncias anônimas, colaborou para a prisão de 431 foragidos da Justiça. As simulações eram feitas por atores profissionais, embora quase sempre desconhecidos.

O programa contava com uma central telefônica disponível 24 horas por dia e, a partir de 2000, com uma página na Internet para receber denúncias de telespectadores, sempre com garantia de sigilo total.

A TV Globo espera que a nova temporada do jornalístico traga o público da internet para impulsionar a atração, que na época em que foi exibido já causava enorme “barulho”, mesmo sem o uso de redes sociais. Sua música de abertura até hoje é lembrada como algo “assustador”.

 

Apresentador Gilberto Barros é condenado à prisão

O apresentador Gilberto Barros, conhecido popularmente como “Leão”, foi condenado a dois anos de prisão pelo crime de homofobia. As informações são do Jornal O Globo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aplicou a pena em forma de trabalho comunitário por se tratar de réu primário.

A condenação foi motivada por um comentário preconceituoso feito pelo comunicador, em setembro de 2020. Na ocasião, ele afirmou durante o programa “Amigos do Leão”, exibido em seu canal do YouTube, que, quando trabalhava na Rádio Globo, ainda na década de 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes”, pois a sede era localizada em frente a uma boate voltada ao público LGBTQIA+.

O famoso continuou e ameaçou partir para a agressão caso presenciasse uma cena dessas. “Não tenho nada contra, mas eu também vomito. Eu sou gente, ainda mais vindo do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”, disse.

Além de prestar serviços à comunidade durante o período de pena, “Leão” deverá pagar cinco salários mínimos que serão revertidos na compra de cestas básicas para organizações sociais. A condenação foi comemorada pelo jornalista William De Lucca, também militante da causa LGBTQIA+, autor da denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

— Eu acho que essa condenação é fundamental, porque ela traz um caráter pedagógico. A homofobia não é aceitável, não importa que espaço você ocupe. As pessoas precisam aprender a respeitar a comunidade LGBTQIA+, infelizmente, através de medidas como essa. A gente queria que a sociedade aprendesse a respeitar naturalmente, mas enquanto nós ainda não temos um país que educa para a diversidade, as pessoas vão aprender a traves da punição. Homofobia é crime, não é jeito de falar, então tem que tratada como tal — diz De Lucca.

A juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, que proferiu a sentença, substituiu a privação de liberdade por medidas restritivas de direito, já que a pena de Gilberto Barros é inferior a quatro anos. Apesar da decisão da Justiça, o apresentador ainda pode recorrer da sentença.

Na decisão, a magistrada ressalta que o uso da palavra “nojo” evidencia uma repreensão à escolha sexual. A juíza também destaca que a fala atingiu a comunidade LGBTQIA+.

A defesa de Gilberto Barros confirmou a fala do apresentador, mas negou as acusações. Os advogados argumentaram que as declarações dele não causaram risco social à comunidade LGBTQIA+, e que “pelo seu sangue italiano ele costuma falar muito”.

Guilherme de Pádua pede perdão pelo assassinato da filha de Glória Perez

Condenado por matar a atriz Daniella Perez em 28 de dezembro de 1992, o ex-ator e pastor da igreja evangélica Guilherme de Pádua, pela primeira vez, pediu perdão à mãe da artista, a novelista Glória Perez, e ao viúvo da vítima, o ator Raul Gazolla. Pádua se dirigiu a ambos por meio de um vídeo publicado nesta terça-feira (2) no Youtube.

Na época com 22 anos, Daniella foi assassinada com 18 perfurações no tórax, a maior parte na região do coração. O corpo da artista foi encontrado em local ermo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Pádua foi solto em 14 de outubro de 1999, após ficar preso por 6 anos e 9 meses, o que significa o cumprimento de um terço da pena.

No vídeo, Pádua começa rebatendo pessoas que não acreditam no seu arrependimento do crime e afirma que há anos sonha com o momento em que pedirá desculpas à autora Glória Perez.

“Pensei em procurar os advogados do Raul Gazolla e da Gloria Perez. Pensei em pedir para alguém que intermediasse esse encontro. Não imaginava uma coisa pela internet e por meio de um vídeo. (…) Talvez eu nunca vá ter uma oportunidade real de pedir perdão”, disse.

“Gloria Perez, eu te peço perdão por todo sofrimento que eu te causei. Eu jamais esqueci daquele encontro na carceragem. Raul Gazolla, eu te peço perdão. Eu nunca esqueci do dia que eu fui chamado na delegacia. Você estava lá e se arrastou até mim. Me abraçou chorando. E ali eu vi que eu era a pior pessoa do mundo”, complementou.

 

‘Pacto brutal: O assassinato de Daniella Perez’

A trágica morte da filha de Glória Perez veio à tona com o lançamento da série “Pacto Brutal: O assassinato de Daniella Perez”, na HBO Max. Composto de cinco episódios, o documentário detalha o crime que chocou o país com depoimentos, autos de processos judiciais, relatos de testemunhas, entre outros elementos.

 

Imagem: Reprodução

 

Caso Valério Luiz: advogados de acusado de mandar matar radialista são multados em R$: 121 mil

 

 Após os advogados que defendem Maurício Sampaio, acusado de mandar matar o radialista Valério Luiz em 2012, abandonarem o  julgamento  na manhã desta segunda-feira, 2 de maio, com intenção de adiá-lo, o  Tribunal de Justiça de Goiás os multou em cem salários mínimos. O valor corresponde a cerca de R$ 121 mil reais.

 

O julgamento foi remarcado para o dia foi remarcado para o dia 13 de junho. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), a  Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) deve representar Maurício Sampaio.  Isso irá acontecer para que o novo julgamento não tenha que ser remarcado mais uma vez.  

 

Esta é a terceira vez que o julgamento do caso é adiado.  A primeira vez foi por conta da pandemia da Covid-19 e outra  por que o advogado de Maurício Sampaio, um dos acusados de encomendar a morte, desistiu da defesa.   No início da manhã, os advogados de defesa disseram á imprensa que iriam solicitar ao juiz o adiamento do julgamento.

 

Entenda 

 

Os advogados que defendem Maurício Sampaio, acusado de mandar cometer o crime, abandonaram o plenário e o  juiz teve que realizar o adiamento. A justificativa dos advogados do acusado é que os jurados deveriam ser do quarto Tribunal do Júri, uma vez que a competência é do local. O Juiz Lourival Machado negou o pedido e os advogados abandonaram a audiência.

 

 O radialista Valério Luiz foi morto a tiros no dia 5 de julho de 2012, na Rua C-38, no Setor Serrinha, em Goiânia. Ele estava dentro do próprio carro, saindo da rádio em que trabalhava, quando foi baleado por um motociclista que passou pelo local.

Estreia na Netflix documentário ‘Elize Matsunaga: Era Uma Vez no Crime’

Caso do assustador crime que chocou o brasil é uma das estreias mais esperadas da Netflix do mês de julho. A partir de hoje, os assinantes da plataforma de streaming podem assistir a série “Elize Matsunaga: Era Uma Vez no Crime’, dividido em quatro episódios e detalha o crime ocorrido em 2012, Elize assassinou o marido Marcos Matsunaga e o esquartejou.

 

Ele era empresário do ramo de alimentos, diretor-executivo da marca Yoki, e ela ex-amante e ex-prostituta com quem ele teve um caso extraconjugal e se casou, depois de se separar da esposa. Eles se conheceram em 2004 e tiveram uma relação durante três anos, e Marcos pediu o divórcio para se casar com Elize em 2009.

 

Relatos dão conta que era uma relação cheia de desconfianças. Aparentemente ela acreditava que ele tinha outra família. Ela até contratou um detetive particular para checar e confirmar essa desconfiança. 

 

O caso se tornou um dos mais famosos do Brasil, por sua brutalidade e frieza. O crime aconteceu na madrugada do dia 20 de maio de 2021. As informações divulgadas pela polícia contam que Marcos saiu de seu apartamento onde morava com Elize para pegar uma pizza. Na volta levou um tiro na cabeça à queima-roupa pela esposa. Dez horas após a morte, ela esquartejou o corpo de Marcos em 6 partes: cabeça, braços, pernas e tórax.

Veja o trailer 

 

Na manhã do dia seguinte câmeras de segurança flagraram Elize saindo do prédio carregando três malas, contendo as partes do marido dentro de sacolas plásticas. Elize deixou o corpo em uma rodovia de Cotia, São Paulo, e as malas foram encontradas após 3 dias.

 

 

O julgamento com condenação e júri, de Elize foi um dos mais longos do Brasil e teve  depoimentos da babá, comprovações da compra de uma serra elétrica, análises de DNA, suposições, entre outras questões que serão abordadas na série documental. Inicialmente ela foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão.

 

 

Leia também no Curta Mais: 

10 receitas de pipocas deliciosas
8 filmes com finais inusitados que vão te deixar de queixo caído 

10 filmes que se passam no frio para assistir debaixo das cobertas
Visite 8 museus incríveis da América Latina sem sair de casa
10 casas incríveis no meio do mato em Goiás disponíveis no AirbNb 

Filmes e séries com personagens idosos que são verdadeiras lições de vida  

8 filmes perfeitos para assistir sem sair debaixo do cobertor  

10 filmes para assistir em 90 minutos na Netflix
6 filmes que você precisa assistir para entender a nova série do ‘Loki’

 

 

 

 

 

 

 

10 regras de ouro (e de sobrevivência no mercado) que todo criador de conteúdo deve saber e obedecer

1. Nunca, jamais, em hipótese alguma, copie ou plagie na íntegra ou parcialmente um conteúdo. O bom produtor cria conteúdo original. Além de ser crime, a prática é antiética, antiprofissional e passível de dispensa sumária. Nem o robozinho do Google perdoa e penaliza o conteúdo e site por esse tipo de prática. Cópia e plágio é crime conforme a Lei 9.610. Ah! E não adianta mudar algumas palavrinhas pra tentar dar uma outra cara a algo já criado. Isso também é pecado capital na arte da criação de conteúdo. Deus tá vendo e o Google também!

2. Pelos mesmos motivos, nunca, jamais e em hipótese alguma, use imagem (foto ou vídeo) sem a devida autorização expressa e, claro, com o respectivo crédito ao autor.

3. Quando usar um trecho de alguma fonte como livro, site ou algum outro veículo, credite a fonte com hiperlinque.

4. Busque e cheque fontes confiáveis para criar seu conteúdo. Ouça sempre todos os lados de uma história. Esse é o único caminho da credibilidade – o maior ativo de um comunicador.

5. Revise seu conteúdo antes de postar. É seu nome e reputação que também estão em jogo. A pressa é inimiga da perfeição e as vezes um erro de digitação coloca tudo a perder. O diabo mora nos detalhes.

6. Dominar a língua portuguesa não é um diferencial de mercado, é obrigação de todo nativo do idioma, especialmente de um contador de história. Se você não aprendeu o básico da nossa língua, não espere isso do mercado de trabalho. Corra contra o tempo e vá fazer um curso ou imersão para resolver esse problema urgente. Quem perdoa é Deus, o mercado de trabalho não.

7. Use o timing e os trends a seu favor. São oportunidades para viralizar um conteúdo criado estrategicamente para pegar carona nos assuntos do momento. Mas, de novo, crie o SEU conteúdo com as suas palavras, feeling e criatividade. Mais uma vez, não imite ou copie!

8. O bom conteúdo tem começo, meio e fim. Planeje com antecedência sua pauta, capriche na escolha do título, fotos, subtitulo e lead. Afinal, a “embalagem” é que chama a atenção e desperta o interesse do click. Otimize também o texto com palavras chaves correlacionadas ao assunto para facilitar o trabalho de buscas e ranquear o conteúdo entre as primeiras notícias.

9. Antes de publicar, pergunte sempre como (e se) você encontraria esse conteúdo no Google. Compreender o comportamento do internauta é o primeiro passo pra conquistar um lugar ao sol no disputado mundo dos cliques. Atenção é a moeda mais valiosa do mercado. O Google, o oráculo da internet, privilegia e destaca conteúdo original, criativo e otimizado. Quer ver seu conteúdo na primeira página de buscas? Conheça as métricas e funcionamento dos algoritmos das principais plataformas e seja original!

10. Repita em voz alta o tópico 1 dessa lista e deixe essa verdade absoluta entrar no seu coração e pautar sua vida de copywriter fodástico ou mude de ramo. Amém?

 

Vítima que teve vídeo de nudez postado por Seu Waldemar fala sobre o caso pela primeira vez

Quatro dias após a publicação do vídeo em que aprece nua no Instagram do humorista Seu Waldemar, a jovem Amanda Faria falou pela primeira sobre o caso que ganhou repercussão nacional durante toda a semana. Ela gravou uma sequência de stories em seu perfil pessoa no Instagram e desabafou sobre a situação aos seus seguidores. “Eu nem queria dar as caras aqui por agora, mas eu preciso agradecer. Eu tô recebendo muita mensagem de homens e mulheres e eu não consigo responder todo mundo, então caso eu não tenha respondido você, muito obrigado pelo apoio”.

Ela também desabafa sobre o momento difícil que toda família está passando. “Não tá sendo fácil pra mim, pro meu pai, pra minha mãe, pra minha irmã, isso me abalou de uma forma que eu não consigo descrever para vocês”.

Amanda aproveita para fazer um apelo: “Quero pedir para vocês que não compartilhe esse vídeo se chegar até vocês porque é uma intimidade minha e eu acho muito triste quem fica repassando esse tipo de coisa… sinto meu coração muito aquecido por todos vocês estarem do meu lado e em breve eu vou aparecer aqui falando mais com vocês mas no momento meu intuito aqui é agradecer todos vocês por tudo que vocês estão fazendo, por vocês estarem me apoiando… tenho fé que tudo vai passar, esse pesadelo logo vai acabar. Em breve eu voltarei.”

Após toda repercussão, o humorista Seu Waldermar foi demitido da TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás, e perdeu vários contratos de publicidade. A Polícia Civil instaurou inquérito policial para investigar o crime de divulgação não autorizada de cena pornográfica, previsto no artigo 218-C do Código Penal Brasileiro. Quem compartilhar esse tipo de material também pode responder pelo crime.

Seu Waldemar se pronunciou sobre o caso e pediu desculpas. “Errei em ter filmado pensando em mandar só para mim. Mas, de forma não intencional acabei publicando e jamais pensando em prejudicá-la e obviamente a mim. Já estou colhendo duras consequências do meu ato. Estou muito envergonhado, triste mesmo, arrependido do que aconteceu e só tenho que pedir desculpas. Primeiro a ela, à família e a todas as pessoas e mulheres que se sentiram ofendidas”.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Guia Curta Mais (@guiacurtamais)

Luisa Mell vai cuidar de pitbulls encontrados em rinha cladestina

A ativista pelos direitos animais Luisa Mell, conhecida por comandar ações fazendo resgate de animais, como a libertação dos Beagles do Instituo Royal em 2013, vai ser responsável pelo tratamento de alguns pitbulls resgatados pelas investigações policiais. A ONG de Luisa, que conta com infraestrutura hospitalar para tratar dos animais vai ser responsável pela recuperação dos bichinhos.

Nessa semana, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, em parceria com autoridades paranaenses, desmontou um esquema de rinha de cães que acontecia em Mairiporã, região metropolitana da capital paulista. 19 pitbulls em grave estado de saúde após sequenciais maus tratos foram resgatados pelas autoridades policiais.

“Foi uma das piores coisas que já presenciei, davam a carcaça dos mortos para eles comerem. Um cenário horroroso. E olha que estou acostumada, infelizmente. Eles foram mortos de tanto lutar para satisfazer o prazer destes doentes. Era uma coisa muito pavorosa”, afirmou Luisa.

A ativista também falou sobre a fama de violência atribuída à raça. “Nenhum cão nasce agressivo. Nenhum cão gosta de brigar. Mas desde filhotes, alguns são submetidos a violência extrema, a surras, ao estresse, a fome e sede. Estimulados a atacar outros cães em disputas por comida, privados de sono, de espaço e de qualquer forma de amor. Antes das lutas, ficam dois ou três dias confinados em caixas. Várias vezes ao dia, apanham sem ver de onde veio a dor”.

No vídeo abaixo, ela faz outro desabafo sobre a soltura dos acusados. “Os criminosos já foram soltos!!!! Eu confesso pra vocês que este caso me abalou profundamente. Não consigo me conformar, acreditar que se divertiam com a dor, com a morte daqueles que chamamos de melhores amigos”.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Luisa mell (@luisamell) em