Crise em Hollywood: atrizes são demitidas por apoio à Palestina

A atriz Melissa Barrera está oficialmente fora de ‘’Pânico 7’’. Após rumores sobre a demissão da atriz por uma postagem em sua rede social, o The Hollywood Reporter confirmou a sua saída do projeto na tarde desta terça-feira (21).

Em seu Instagram, a estrela da nova era da franquia de terror fez algumas postagens sobre a guerra entre Israel e Hamas. “Também venho de um país colonizado [México]. Palestina será livre. ‘Eles tentaram nos enterrar, mal sabiam que éramos sementes.'”, escreveu ela em um de seus stories.

“Gaza está sendo tratada atualmente como um campo de concentração”, também escreveu ela. “Encurralar todos juntos, sem ter para onde ir, sem eletricidade, sem água… As pessoas não aprenderam nada com a nossa história. E assim como nossas histórias, as pessoas ainda assistem silenciosamente a tudo acontecer. ISSO É GENOCÍDIO E LIMPEZA ÉTNICA.”

Em apoio à colega de elenco, a atriz Jenna Ortega, solicitou o encerramento de seu contrato com a franquia Pânico. A informação surgiu logo após a confirmação sobre Melissa Barrera ser demitida da saga de filmes por postagens sobre o conflito entre Israel e Palestina.

Nenhuma fonte oficial se pronunciou até então.

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Melissa Barrera e Jenna Ortega em ”Pânico” (foto: divulgação)

Mais casos

Susan Saradon foi mais um nome em Hollywood excluído de trabalhos por declarar apoio à Palestina. A agência United Talente Agency (UTA) dispensou a ganhadora do Oscar após uma série de discursos, o que foi confirmado pelo site Deadline.

A atriz de “Besouro Azul” esteve presente em várias manifestações pró-Palestina. Uma das declarações dizia: “Há muitas pessoas com medo de serem judias neste momento e elas estão experimentando como é ser muçulmano neste país”.

Ela também compartilhou no X, ex-Twitter, uma publicação pró-Palestina de Roger Waters, do Pink Floyd, que foi criticado ao longo dos anos por suas declarações antissemitas.

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Susan Sarandon é dispensada após apoiar Palestina (foto: divulgação)

 

Tom Cruise também entrou na briga

O ator Tom Cruise impediu que sua agente fosse demitida da agência de representação onde trabalha, a CAA. A preocupação aconteceu depois que a agente, Maha Dakhil, postou uma série de comentários em favor da Palestina durante o conflito entre Israel e o Hamas.

As declarações de Dakhil foram postadas em seu Instagram e incluíam a acusação de genocídio sobre as ações de Israel na Faixa de Gaza. “O que parte mais o coração que testemunhar um genocídio? Testemunhar o negacionismo de que um genocídio esteja acontecendo”, escreveu a agente.

De acordo com a revista Variety, as publicações despertaram reações negativas na CAA, agência onde Dakhil trabalha, que pouco depois a dispensou do cargo de líder do departamento de cinema. A empresa não a demitiu, porém, por conta de uma intervenção de Cruise.

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Tom Cruise impede que sua agente seja demitida por defender a Palestina (foto: divulgação)

 

Outro lado

Em contrapartida, o ator Noah Schnapp, estrela de Stranger Things, viralizou nas redes sociais após o compartilhamento de um vídeo em que aparece com seus amigos em um momento de descontração exibindo adesivos pró-Israel.

Em um story compartilhado no Instagram, em que o ator foi marcado, Schnapp aparece rindo sentado com seus amigos, que expõem adesivos com as frases “Sionismo é sexy” e “Hamas é o ISIS (Estado Islâmico)”.

O artista foi fortemente criticado na internet após a divulgação do vídeo. Parte do público classificou a atitude como desrespeito diante da Guerra entre Israel e o Hamas, que teve início em 7 de outubro deste ano. Desde o começo do conflito, o número de mortos na região já passa de 12 mil.

Uma internauta, em sua conta do “X”, antigo Twitter, escreveu: “me enche de raiva como as figuras públicas palestinas têm que ser tão cuidadosas com suas palavras em apoio a seu próprio povo, mas Noah Schnapp espalha continuamente desinformação e desrespeita pessoas que estão sofrendo, literalmente, um genocídio sem quaisquer consequências”.

Apesar das críticas e posicionamento do ator, ele mantém o seu papel na série confirmado.

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Astro de Stranger Things ironiza e faz piada com a população palestina e seus apoiadores (foto: divulgação)

 

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OMS declara varíola dos macacos como emergência de saúde global

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou neste sábado (23) que a varíola dos macacos como emergência de saúde global. As informações são do G1.

Mais de 16 mil casos já foram relatados em 75 países, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, segundo a BBC. “Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros em entrevista coletiva, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde ele é alto.

Tedros informou ainda que, com as ferramentas disponíveis, será possível controlar o surto e parar a transmissão. Apesar da falta de consenso entre os membros do comitê de emergência da OMS, Tedros tomou a decisão de emitir a declaração – foi a primeira vez que o chefe da agência de saúde da ONU deu tal passo.

A decisão deste sábado pode levar a um maior investimento no tratamento da doença e avançar na luta por vacinas, que estão em falta. Segundo o diretor-geral da OMS, somente metade dos países com casos registrados de varíola dos macacos tem acesso garantido às vacinas. Já o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, diz que ser vacinado não dá proteção instantânea contra a doença.

 

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser:

febre

dor de cabeça

dores musculares

dor nas costas

gânglios (linfonodos) inchados

calafrios

exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

 

Como se proteger:

O uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

 

Casos em Goiás

Goiás passou a ter 10 casos confirmados de varíola dos macacos, segundo um boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) na última quinta-feira (21). De acordo com a pasta, oito casos são de Goiânia e dois de Aparecida de Goiânia.

 

 

Livraria Saraiva encerra suas atividades em Goiânia

A Livraria Saraiva encerrou, neste domingo (5/12), suas atividades em Goiânia. A empresa fechou a loja do Flamboyant Shopping Center.

O fim das atividades das unidades na capital goiana faz parte do processo de recuperação judicial da Saraiva iniciado em 2018. Em janeiro, as dívidas da empresa estavam em R$ 292,5 milhões. A Saraiva tenta evitar que seja preciso decretar falência.

O fechamento de lojas da Livraria Saraiva não ficará só em Goiânia. Outras 21 unidades devem encerrar as atividades em breve. A Saraiva tinha 73 lojas espalhadas pelo Brasil até março de 2020. Foi quando começou o processo de fechar as portas.

De março a novembro do ano passado, 36 unidades deixaram de existir, segundo relatório da consultoria RV3, que administra o processo de recuperação fiscal da empresa. A Saraiva divulgou um prejuízo de R$ 4,9 milhões para o mês de novembro de 2020. No mesmo mês de 2019, o déficit foi de R$ 13,25 milhões.

 

 

*Fonte Jornal A Redação

Imagem: Reprodução

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Restaurante Madero pode fechar as portas em todo Brasil

A rede restaurantes Madero, do empresário Junior Durski, apresentou demonstrações financeiras comprometedoras no fechamento do primeiro trimestre de 2021.  Aparentemente, o dinheiro em caixa da empresa não seria suficiente para pagar as dívidas de curto prazo na data de vencimento sem financiamento adicional. 

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Foram dois materiais de resultados publicados pela empresa desde o início da pandemia e auditores da rede levantaram, em ambos, a existência de ‘incerteza relevante’ e ‘significativa’ relacionada com a continuidade da operação”, informa o jornal Valor Econômico.

 O informe entregue dia 24 indica que as lanchonetes podem fechar. A notícia foi dada pelo portal especializado em economia, Valor.

No início da crise sanitária, Durski minimizou o potencial letal do coronavírus com declarações polêmicas o que tem gerado, também, crise de imagem do seu negócio no Brasil.  

Outra crise enfrentada pelo Madero, refere-se ao caso de março de 2020, quando a Controladoria Geral da União (CGU) multou o restaurante em R$ 442 mil por pagar propina em dinheiro e alimentos a funcionários do Ministério da Agricultura. Os funcionários da pasta eram designados para, supostamente, fiscalizar lojas da rede nas cidades de Balsa Nova e Ponta Grossa, no Paraná.

Mesmo com reabertura, bares e restaurantes de Goiânia perdem 70% dos clientes: ‘medo’

A flexibilização das atividades consideradas não essenciais nesta pandemia foi comemorada por muitos empresários. Mas, na prática, o resultado tem desestimulado muitos comerciantes. O setor de bares e restaurantes, por exemplo, estima que perdeu 70% da clientela desde a reabertura, na última quarta-feira, dia 31 de março. “As pessoas estão com medo de sair”, afirma Fernando Machado, presidente da Abrasel e também dono de bar em Goiânia.

O reflexo da crise tem gerado impacto direto no segmento com o fechamento de vários estabelecimentos, além da demissão em massa de funcionários. Só este ano já foram mais de 10 mil trabalhadores da gastronomia dispensados na capital.

Com a escassez de leitos de UTI para Covid (95,89% ocupados nesta segunda-feira, 5, segundo a Secretaria Estadual de Saúde) e os muitos casos aglomerações, a tendência do governo é fechar novamente o comércio em Goiás. O governo do Estado já deixou claro que irá determinar novo fechamento do comércio caso o índice de leitos não baixe pelo menos para 70%.

“Se fechar mais 14 dias vamos propor um acordo com o Sindicato dos empregados de Bares e Restaurantes para facilitar o acerto com nossos funcionários porque não dá mais para segurar”, afirma o presidente da Abrasel.

Campanha de conscientização

No último fim de semana, foram denunciados flagrantes de aglomerações em bares e destinos turísticos na capital e no interior do Estado. Uma minoria de estabelecimentos, voltados para o público jovem, que tem desgastado a imagem do setor. Abrasel e Sindibares lançaram esta semana a campanha “Reabertura Responsável” com o objetivo de conscientizar empresários do setor e clientes para que sigam rigorosamente os protocolos de segurança.

“A gente entende que tá todo mundo sem dinheiro e precisando pagar as contas, que não param de chegar, mas precisamos redobrar os cuidados agora para não fechar tudo de novo”, diz Fernando Machado.

Água, luz e telefone não serão cortados em Goiás mesmo em caso de inadimplência

O governador Ronaldo Caiado garantiu que a Saneago não cortará o fornecimento de água para quem não puder pagar sua conta na data do vencimento, até passar o período de crise da pandemia do coronavírus (Covid-19). Por meio de suas redes sociais, ele também comunicou que a medida se estende aos serviços de energia e telefonia.

“Desde o começo da pandemia de coronavírus atuei para garantir que os goianos não perdessem o acesso a serviços essenciais. Saneago vai manter a suspensão dos cortes de água. Só lembrando que, por meio do diálogo, conseguimos que a Enel e empresas de telefonia seguissem o exemplo”, explicou.

O governador tem sido enfático ao pedir a compreensão dos goianos para este momento de crise e que tem se esforçado junto ao governo federal para buscar recursos, linhas de crédito e mais benefícios sociais para socorrer as pessoas que mais necessitam nesse momento em que tudo está praticamente paralisado.

Caiado pediu ainda que, aqueles que tem condição de honrar seus compromissos, não deixem de pagar as contas em dia. “Determinei à Saneago que não corte nenhum abastecimento de água. Lógico, que as pessoas que podem quitar continuem quitando. Não é justo também se aproveitar do momento. Solicitei à Enel para que não corte energia. Tive videoconferência com as empresas de telefonia, pedindo a elas que não cortem o sinal das pessoas, que precisam dele inclusive para trabalhar”. 

‘Sigam as recomendações dos governadores’, afirma Ministro da Saúde

Em coletiva nesta segunda-feira (30), o ministro da Saúde, Henrique Mandetta (DEM-MS), disse que ‘por enquanto, mantenham as recomendações dos estados’. ‘Temos dialogado com os secretários dentro do que é técnico, cientifico do que é preciso ter na Saúde para que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não é essa que a gente está’, afirmou.

A orientaçao foi dada um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter feito um passeio pelo comércio de Brasília mesmo em meio ao surto do novo coronavírus. Ele ainda defendeu o “máximo grau de isolamento social”.

“E eu tenho dialogado com os secretários estaduais e municipais – dentro do que é técnico, dentro do que é cientifico, dentro do planejamento – quais seriam as condicionantes, o que a gente precisa ter na Saúde (…) para que que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não seja esta”, disse Mandetta em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30) no Palácio do Planalto, em Brasília.

O ministro afirmou, mais de uma vez, que a pandemia não é um problema que diz respeito apenas ao seu ministério: “Essa briga não é [somente] da Saúde”. De acordo com ele, “esse vírus ataca a economia, a sociedade”, afetando transporte e bolsas de valores.

“Eu vejo o grande divisor é: temos uma onda na saúde, temos uma onda na economia. Parece que é consenso de todos que fazer um lockdown absoluto da sociedade brasileira, neste momento, não é o que a gente tá precisando. Porque a gente vai ter muito problema na frente.”

Mandetta também se desculpou por recentemente ter feito críticas ao trabalho da imprensa na cobertura da pandemia do novo coronavírus, afirmando que os meios de comunicação são sórdidos porque, na visão dele, só vendem se a matéria for ruim.

“Eu peço desculpas. A gente, quando erra, a gente erra. Naquele momento, o que eu quis dizer era o seguinte: leia um livro, procura conversar, nós estamos na Quaresma, procura ler a ‘Bíblia’, e tem outras possibilidades”.

Se antecipando a questionamentos da imprensa, ele minimizou o possível desentendimento com Bolsonaro. “Não vamos mudar nenhum milímetro de nosso foco de proteção à vida”, disse.

 

Um dos restaurantes mais famosos do Jardim Goiás em Goiânia fecha as portas

Um dos endereços mais conhecidos da alta gastronomia goianiense acaba de encerrar as atividades. Especializado na cozinha italiana e contemporânea com opções também de pizzas, o Casa Oliva operava havia três anos na rua 15 do nobre Jardim Goiás, em frente ao parque Flamboyant, um dos principais cartões postais.

A proposta da casa era unir a alta gastronomia com uma bela vista em um ambiente sofisticado, mas segundo o empresário Bruno Oliveira, a crise forçou a difícil decisão. “Além da forte concorrência, o momento econômico não tem sido favorável para empreender, especialmente no ramo gastronômico”, disse Bruno ao Curta Mais.

Apesar do fechamento do restaurante, o empresário, que tem oito anos de experiência no ramo, não descarta abrir uma nova operação no mesmo endereço. As conversas com possíveis parceiros já estão em andamento.

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O belo endereço em frente ao Parque Flamboyant encerrou as atividades esta semana.

Fabricante das lendárias guitarras Gibson declara falência, mas apresenta plano de recuperação

A Gibson Brands, lendária fabricante de guitarras usadas por gênios da música como B.B. King e Elvis Presley, apresentou falência nesta terça-feira, 1 de Maio. A

A empresa, cujas marcas lendárias incluem a Les Paul e a SG, tem 500 milhões de dólares em dívidas ligadas à aquisição dos seus negócios de produtos eletrônicos no exterior, onde as vendas caíram significativamente.

Em uma declaração no Tribunal de Falências dos EUA em Delaware, a Gibson disse que o negócio de produtos eletrônicos no exterior será reduzido, permitindo à empresa voltar a concentrar-se na produção de guitarras.

“Este processo será praticamente invisível para os clientes, que poderão continuar a confiar na Gibson para lhes oferecer produtos e um serviço ao cliente sem paralelo”, afirmou o CEO da Gibson, Henry Juszkiewicz, num comunicado citado pela Reuters. Juszkiewicz comprou a Gibson em 1986.

De acordo com a agência de notícias, o plano de reestruturação prevê que credores sênior, incluindo a Silver Point Capital, a Melody Capital Partners LP e fundos afiliados à KKR Credit Advisors, troquem dívida por uma participação acionista na empresa reorganizada.

A Gibson disse que as vendas das suas guitarras elétricas cresceram 10,5% para 122 milhões de dólares nos 12 meses até Janeiro.

A empresa, fundada em 1894, produz as suas guitarras eléctricas em Nashville e Memphis, Tennessee, e as suas guitarras acústicas em Bozeman, Montana. Vende mais de 170.000 guitarras anualmente em mais de 80 países.

Restaurante Coco Bambu pode fechar as portas em Goiânia

Um dos restaurantes mais bem sucedidos da gastronomia goianiense pode estar com os dias contados na capital. A direção do grupo avalia deixar o estado após a alteração na concessão dos benefícios fiscais anunciada pelo Governo de Goiás que entrou em vigor dia 1º de novembro, com o decreto 9.075/17. A medida também preocupa diversos setores produtivos, em especial, bares e restaurantes. Com a mudança, a alíquota de ICMS, antes de 7%, agora passa a ser de 17% sob itens como refeição, por exemplo.
 
Considerado a principal referência em frutos do mar no país, o Coco Bambu está presente em 15 estados brasileiros e Estados Unidos, gerando cerca de seis mil empregos diretos. A empresa afirma que hoje Goiás apresenta a maior carga tributária entre os seus 29 restaurantes. Comparado à unidade de Brasília (DF), onde o poder de compra dos clientes é mais alto e o ICMS é de 2%. O restaurante localizado no polo gastronômico do Flamboyant Shopping Center, paga atualmente sete vezes mais, para citar apenas uma categoria de imposto, destacam Erico Barreira, Bruno Vasconcelos e Cézar Chehab, sócios-operadores do restaurante.

A unidade em Goiânia tem capacidade para 600 lugares simultâneos e atende mensalmente quase 20.000 clientes.
 
A classe empresarial também alega que o governo não estabeleceu qualquer diálogo com o segmento e não houve tempo para que as empresas buscassem alternativas de compensação para o aumento. O decreto foi divulgado no DOE no dia 26 de outubro de 2017 e passou a vigorar já no dia 1º de novembro de 2017. “A impressão é que o Governo, no desespero de fazer caixa para honrar seus compromissos e terminar o seu ano fiscal dentro do planejado, decide de forma arbitrária por este decreto, ignorando as consequências devastadoras às empresas que geram emprego e impostos à sociedade, que vê seu poder de consumo reduzir a cada instante”, explicam os empresários.
 
A alteração anunciada pelo Governo de Goiás também poderá acarretar em aumento para o consumidor, uma vez que influi diretamente em itens da Cesta Básica.
 
“No nosso caso, repassar os custos para o cliente poderia ser uma alternativa. Porém, não resolve o problema. O fato é que continuaríamos arcando com a maior carga tributária dentre todos os Estados e trabalhando com aumentos em toda a nossa cadeia de fornecedores locais. Em curto prazo, os preços praticados em Goiás poderiam se tornar discrepantes em relação a outros restaurantes do Coco Bambu”, explica Cézar Chehab, um dos sócios-operadores do restaurante.
 
Somado aos inúmeros incentivos oferecidos em outros estados, outro fato que leva a empresa a repensar a operação em Goiás é a elevada carga tributária já existente em itens como Bebidas (17%) e Vinhos e destilados (25%).

Apesar da crise, o grupo abre em média seis novas unidades por ano no Brasil. Somente na Grande Goiânia, o serviço de delivery contempla mais de 35 bairros e inclui um criterioso trabalho de logística, tecnologia e segurança alimentar, que se estende desde a preparação dos pratos a higienização e limpeza dos baús das motos, onde as refeições são acomodadas para entrega. O possível fechamento da operação em Goiás, irá interferir não apenas na cadeia de fornecedores de alimentos, mas em pelo menos 700 postos de trabalhos diretos e indiretos, contabilizando exclusivamente a operação localizada no Shopping Flamboyant.

Lanchonete Araxá encerra as atividades depois de 20 anos na Praça do Ratinho

Um dos lanches mais tradicionais de Goiânia se despediu do público este mês. A Lanchonete Araxá, em frente à praça do Ratinho, e famosa por servir o americano (salgado assado recheado com presunto e queijo) e o biscoito frito feito na hora, não resistiu à crise e entregou o ponto, literalmente. 
A casa funcionava no mesmo local há mais de 20 anos sob o comando do sêo Expedito Tinoco que atendia a cliente cativa com o mesmo sorriso no rosto e a massa feita alí mesmo.
 
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O famoso Americano.
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O biscoito frito de polvilho que servia empresários, políticos e trabalhadores da região.
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O adeus à um ícone dos lanches goianienses, na Praça do Ratinho, Setor Sul.
 

Restaurante e empório Piquiras fecha as portas no Shopping Buena Vista

Depois de 13 anos de funcionamento, a unidade do Empório e Restaurante Piquiras no Buena Vista Shopping vai encerrar as operações. A data do fechamento será no penúltimo dia deste mês, 30/01, uma segunda-feira.

O complexo se despede do público cativo do Setor Bueno e região, como uma das opções mais completas de compras de produtos selecionados no empório e da alta gastronomia no restaurante. Projetado pelo arquiteto Léo Romano, o restaurante todo de vidro foi eleito pelo guia Curta Mais um dos mais bonitos de Goiânia. Apesar do fechamento, a empresa confirma que não está deixando nenhuma dívida em aberto.

É a segunda unidade que a rede fecha em pouco mais de um ano. A mais tradicional, no Setor Marista, encerrou as atividades em novembro de 2015, o imóvel foi negociado para quitar dívidas com o banco. O grupo conta ainda com as lojas dos shoppings Flamboyant e Bougainville, além do buffet de eventos.

Da recuperação judicial aberta no ano passado, no montante de R$ 17 milhões, Marcelo Piquiras diz que falta pouco para quitar a dívida.

A reestruturação faz parte do projeto de enxugar a operação para viabilizar o negócio e tentar enfrentar a crise que atinge o setor. A rede que tinha 400 funcionários, reduziu para menos da metade o quadro (hoje são 180 colaboradores), além dos custos com aluguel, energia, água e demais itens. Antes da crise, o grupo faturava R$ 4 milhões por mês e hoje não chega à metade, além dos custos muito mais altos.

A crise que afetou toda economia atingiu em cheio o segmento de bares e restaurantes. Só em 2016, foram mais de 400 estabelecimentos que fecharam as portas em todo o estado.

“Foi o primeiro empório nesse formato em Goiânia que acabou inspirando novos negócios. Dói fechar uma operação como a do Buena Vista, mas é preciso para sobreviver nessa crise”.

Marcelo Piquiras revelou com exclusividade ao Curta Mais que, apesar da crise, não pretende desistir do ramo. “É o que eu sei fazer”, afirma o empresário com mais de 30 anos de história no segmento e que é reconhecido pelo próprio mercado como um dos grandes responsáveis pelo crescimento da enogastronomia goianiense. Muito bem relacionado na cidade, Marcelo tem convites para abrir uma padaria especializada em pães artesanais no Jardim Goiás e até um empório na região dos condomínios Alphaville e Jardins. Por enquanto ele avalia as possibilidade com prudência. Outra alternativa, seria abrir um bar com pratos fartos e econômicos e resgatar às origens do negócio que se transformou em uma das marcas mais bem sucedidas da história da gastronomia em Goiânia. No momento, o próprio Marcelo dá expediente nas lojas atendendo pessoalmente clientes, fornecedores e prestadores de serviços.

Outra revelação exclusiva feita ao Curta Mais é sobre as demais unidades do grupo, nos shoppings Flamboyant e Bougainville. Marcelo vem tentando negociar custos de aluguel para diminuir o prejuízo e não descarta fechar as demais operações. “Se não conseguir viabilizar os outros negócios, o jeito será fechar e começar tudo de novo”.

O empresário que começou vendendo espetinho em um lava-jato na Avenida 87 no Setor Sul afirma: “Hoje minha vontade é fechar tudo e recomeçar do zero vendendo espetinho como tudo começou”, revela Marcelo, o “Piquirinha”.

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Marcelo Piquiras: “Começar tudo de novo se for preciso”.

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Quasar Cia. de Dança se despede do público com apresentações em Goiânia

Criada há 28 anos em Goiânia, a Quasar Cia. de Dança pode estar com os dias contados. Referência mundial no estilo contemporâneo, a companhia irá cumprir as últimas apresentações agendadas e depois fará uma paralisação por tempo indeterminado. Os 15 integrantes da equipe já estão cumprindo aviso.

Em Goiânia, a despedida será nos dias 9, 10 e 11 de setembro no Teatro Goiânia com o novo espetáculo “A Distância Entre Nós Dois” e no dia 15 de outubro, no Teatro Sesi com o consagrado “Sobre Isto Meu Corpo Não Cansa”. Os ingressos custam R$ 60 (a inteira) e podem ser comprados diretamente na sede da companhia, na Rua T-28, 717, Setor Bueno (Telefone 3251-5580). O grupo cumpre os últimos compromissos agendados em Brasília (16 a 18 de setembro) e na cidade de Guadalajara, no México.

A crise econômica refletiu diretamente na difícil decisão anunciada nesta terça-feira (6) pela direção da Quasar. “É um dia triste e para não acumular mais prejuízos decidimos parar uma vez que os contratos de patrocínio não estão sendo renovados”, lamenta Vera Bocalho, diretora da Quasar. A produtora revela que 85% dos recursos eram de incentivos culturais como a Lei Rouanet (Federal) e Goyazes (Estadual) e o restante com a venda de ingressos e contratos diretos. “A crise refletiu diretamente na área cultural e infelizmente não seremos os únicos a encerrar as atividades”, comenta. A Petrobrás que era a maior patrocinadora da cultura no Brasil não tem renovado contratos desde o começo da crise da empresa.

Nas quase três décadas, a Quasar já se apresentou em 25 países e acumula prêmios e admiração por onde passa. Antes de jogar a toalha em definitivo, a direção da companhia ainda busca outras formas de incentivo como patrocínio de pessoas físicas e de empresas privadas que poderiam ter algumas contrapartidas como mídia e divulgação das marcas. “No momento esta seria a única saída para a Quasar não acabar”, acredita Vera.

Quasar Cia. de Dança – Espetáculo: “Sobre isto, meu corpo não cansa” from Quasar Cia. de Dança on Vimeo.

(Foto: Layza Vasconcelos)

Mercado Livre abre mais de 100 vagas de trabalho

O Mercado Livre busca 103 profissionais para agregar ao seu time de profissionais.

De janeiro a junho já foram 201 profissionais admitidos, número 26,5% maior do que a quantidade de contratações realizadas no mesmo período do ano passado. Isso só tem sido possível porque a matemática também tem sido favorável para o Mercado Livre em termos de receita líquida: 54% de crescimento no primeiro trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano passado.

Os resultados do setor de comércio eletrônico, que tem sentido a crise em menor grau que outras áreas, aliados a investimentos da empresa em suas variadas unidades negócios (são sete no total) para aprimorar os serviços oferecidos pela plataforma contribuem para que os bons ventos soprem.

Perfil das oportunidades

Para profissionais de tecnologia da informação são 16 posições abertas, mas a empresa também está procurando pessoas para reforçar  times comerciais, de operações, de produtos, de marketing, além de preencher cargos administrativos.

Formações voltadas a análise de sistemas, ciências da computação, engenharia de software, administração, marketing e economia são mais comuns. No entanto, segundo Helen, durante o  processo seletivo a área de formação é menos importante do que as competências técnicas e comportamentais do candidato.

Se a técnica varia de uma posição a outra, o perfil comportamental é o mesmo para todos. Empreendedorismo, busca pela inovação e gosto por desafios dão o norte da atitude que é valorizada no Mercado Livre.

A empresa surgiu como um projeto de conclusão de curso de MBA na Universidade de Stanford dos fundadores Hernán Kazah e Marcos Galperin e lá funcionários com veia empreendedora encontram, segundo ela, autonomia e espaço para testar novas soluções. “Importante ter o sentimento de dono de negócio. Nós incentivamos que as pessoas assumam riscos e aprendam com os erros cometidos”, diz a gerente de recursos humanos do Mercado Livre, Helen Menezes em entrevista à Exame. Jovens em início de carreira também são muito bem-vindos.

Para se candidatar, os interessados devem acessar o site do Mercado Livre e fazer a inscrição.

Oi pede recuperação judicial de R$ 65 bi, o maior da história do Brasil

 

A Oi entrou com um pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro nesta segunda (20), após não ter conseguido reestruturar sua dívida de R$ 65,4 bilhões, considerada impagável. Trata-se do maior da história no país superando o de Eike Batista, da OGX, de R$ 11,2 bilhões em 2013. O processo judicial é uma medida para evitar a falência da empresa.

A operadora é a maior em telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes.

Em nota, a operadora diz que “considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi à luz do cronograma de  vencimento  de  suas  dívidas  financeiras , ameaças ao  caixa  das  Empresas  Oi  representadas  por  iminentes  penhoras ou  bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de  proteção das Empresas Oi, a Companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais  adequada,  neste  momento”.

Ainda não se sabe se a Oi terá sucesso em seu pedido de recuperação judicial. Por enquanto, pelo menos, a empresa conseguiu, com acordo assinado em maio e divulgado apenas recentemente, mais 180 dias para renegociar dívidas com credores do BNDES. 

A crise da empresa está afetando a própria cadeia de comando da companhia. No último dia 10, o então diretor-presidente da Oi, Bayard Bontijo, renunciou ao cargo.

Recuperação judicial
A recuperação judicial é o mecanismo pelo qual as empresas em dificuldade financeira tentam reestruturar a dívida com credores. A lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade.

A empresa pretende demitir funcionários?
Ao comunicar o pedido de recuperação judicial, a Oi informou que não prevê fazer mudanças no quadro de funcionários ou de gestão das empresas do grupo em razão da recuperação judicial. “Todas as obrigações trabalhistas da companhia e benefícios atuais serão mantidos  normalmente”, disse a empresa.

Haverá alguma mudança para os clientes da Oi?
Segundo a operadora, o foco em investimentos para melhora de qualidade dos serviços da Oi será mantido mesmo após o pedido de recuperação, “assim como as metas operacionais para 2016”, informou, acrescentando que o pedido visa “garantir a continuidade da ofereta de serviços aos