Cientistas descobrem molécula que pode trazer a cura para a Asma

Uma pesquisa irlandesa pode resolver o problema de pessoas que sofrem com Asma. Cientistas da Escola de Bioquímica e Imunologia do Trinity Biomedical Sciences Institute (TBSI) descobriram uma molécula anti-inflamatória que pode tratar a asma, até mesmo daquelas pessoas com sintomas mais graves. As informações são do Portal Só Notícia Boa.

O principal investigador da pesquisa é o professor Luke O’Neill. Ele conta que a molécula é produzida naturalmente em nosso corpo e pode acabar com eventos asmáticos: “Descobrimos que uma molécula feita por nossos próprios corpos, chamada Itaconate, pode suprimir os principais eventos que promovem a asma, tendo como alvo uma importante proteína imunológica chamada JAK1. Ao desligar o JAK1, mostramos uma eficácia notável em modelos de asma baseados em laboratório”, explica.

Resposta imune

Segundo o professor, a proteína JAK1 é importante na condução da resposta imune do nosso corpo. Só que em alguns casos, essa proteína causa uma reação exagerada, que leva à estimulação excessiva de macrófagos, que são células de defesa que percorrem o corpo à procura de intrusos. Sendo assim, essa estimulação excessiva causa inflamação e é problemática em um conjunto de condições, como a asma.

Novas terapias

A principal autora da pesquisa, Marah Runtsch, acredita que há grandes chances de o instituto desenvolver boas terapias a partir da itaconate, com a função de bloquear a JAK1: “Temos grandes esperanças de que novos medicamentos baseados em Itaconate possam ter potencial como uma abordagem terapêutica totalmente nova para o tratamento de asma grave, onde há uma necessidade premente para novos tratamentos”, explica.

“Testamos uma molécula chamada 4-OI, que é baseada em itaconato, e foi capaz de suprimir a asma grave em um modelo da doença que não responde a esteroides anti-inflamatórios’’, finaliza Marah.

Dados

A asma é uma doença que faz com que as vias aéreas de uma pessoa ficam inflamadas, estreitas e inchadas, além de produzirem muco extra, o que dificulta a respiração. Pode causar dificuldade para respirar, dor no peito, tosse e respiração ofegante. Às vezes, os sintomas podem aparecer repentinamente.

A asma geralmente pode ser controlada com inaladores de resgate, que tratam os sintomas, e inaladores de controle (esteroides), que os previnem. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 235 milhões de pessoas sofrem com a doença no mundo.

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Fruta nativa da Amazônia será utilizada para tratamento contra o câncer

Uma fruta brasileira, já reconhecida por seus efeitos protetores contra obesidade e diabetes, será testada, ainda este mês, contra o câncer, no primeiro ensaio clínico em pacientes com a doença. As informações são do portal Só Notícia Boa.

Pesquisadores canadenses descobriram que a fruta camu-camu (Myrciaria dubia) – que contém castalagina, um polifenol presente no fruto amazônico – aumenta a eficácia da imunoterapia, modificando o microbioma dos pacientes – as pesquisas até agora eram feitas apenas em cobaias.

Para a pesquisa em humanos, os cientistas fizeram o recrutamento de 45 pacientes com câncer de pulmão ou melanoma e o tratamento será combinado a inibidores de pontos de verificação imunológico.

A fruta brasileira

A pequena fruta do camu-camu é originária da Amazônia e cresce nas várzeas dos rios, principalmente na época das cheias. É uma grande fonte de vitamina C, superando o teor da acerola em 20 vezes e o do limão em 100 vezes.

Nenhum brasileiro na pesquisa

Apesar da fruta ser de origem brasileira, a pesquisa não tem cientistas brasileiros envolvidos e está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Montreal.

“Com esta pesquisa, realizada com nossos colegas da Universidade Laval e da Universidade McGill, provamos que a castalagina, um polifenol que atua como prebiótico, modifica o microbioma intestinal e melhora a resposta à imunoterapia, mesmo para cânceres resistentes a esse tipo de tratamento,” disse o Dr. Bertrand Routy, da Universidade de Montreal.

“Nossos resultados abrem caminho para ensaios clínicos que usarão a castalagina como complemento de medicamentos chamados inibidores de pontos de verificação imunológicos em pacientes com câncer,” acrescentou sua colega Meriem Messaoudene.

Tratamento atua no sistema imunológico

Nos últimos anos, os inibidores de pontos de verificação imunológico trouxeram uma esperança renovada de que o sistema imunológico dos pacientes poderia superar a resistência do câncer, revolucionando as terapias direcionadas ao melanoma e ao câncer de pulmão. Esse tipo de imunoterapia ativa o sistema imunológico para matar as células cancerosas.

Apesar dessas esperanças, apenas uma minoria dos pacientes tem respostas duradouras à imunoterapia que se assemelhe a uma cura. Por isso os cientistas voltaram aos laboratórios em busca de novas abordagens terapêuticas.

O objetivo agora é transformar um microbioma não saudável em um saudável, a fim de fortalecer o sistema imunológico. Entre essas estratégias está uma que emprega prebióticos, compostos químicos que podem melhorar a composição do microbioma intestinal.

“Nós descobrimos que a castalagina se liga a uma bactéria intestinal benéfica, a Ruminococcus bromii, e promove uma resposta anticancerígena,” disse o Dr. Routy.

 

 

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Doença de Crohn: entenda porque Evaristo Costa está na UTI

O renomado jornalista e apresentador Evaristo Costa está atualmente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Cambridge, no Reino Unido, enfrentando complicações relacionadas à Doença de Crohn.

O comunicador, que reside no país com a família, tem utilizado suas redes sociais para compartilhar momentos de sua rotina hospitalar desde a última sexta-feira, 12.

Em uma atualização divulgada por sua assessoria nesta segunda-feira, 15, notícias positivas foram compartilhadas sobre a evolução do quadro de Evaristo. Embora tenha havido melhora significativa, ainda não há previsão de alta.

A nota informa que “Evaristo Costa encontra-se em franca recuperação, sem dores e muito bem-humorado. A doença de Crohn entrou em remissão, e a infecção respondeu bem aos antibióticos.”

Apesar das boas notícias, os médicos optaram por continuar o tratamento com medicação intravenosa, mantendo o apresentador sem previsão de alta no momento.

A Doença de Crohn, diagnosticada em Evaristo há quatro anos, é uma condição que afeta o trato gastrointestinal, caracterizando-se como uma Doença Inflamatória Intestinal (DII). Na última sexta-feira, ele relatou intensas dores abdominais, febre, perda de peso e diarreia.

 

Entendendo a Doença de Crohn

A Doença de Crohn é uma DII que provoca inflamação em várias partes do sistema digestório. Trata-se de uma condição autoimune, originada de um ataque do próprio sistema imunológico contra o organismo.

Ainda sem causa definida, a doença envolve fatores como genética, ambiente (incluindo hábitos alimentares, medicações e tabagismo) e microbioma.

 

Sintomas Comuns Incluem:

  • Dores abdominais;
  • Cólicas;
  • Diarreia crônica;
  • Diminuição do apetite;
  • Sangue nas fezes;
  • Perda de peso.

 

O diagnóstico da Doença de Crohn, em média, leva cerca de dois anos desde o surgimento dos primeiros sintomas até a realização de exames, o que pode atrasar o início do tratamento.

Por ser uma condição autoimune, a DII pode desencadear reações em outras partes do organismo, como pele, articulações, olhos, ossos e boca.

 

Tratamento e Perspectivas

A Doença de Crohn, sendo crônica e ainda sem cura, demanda um tratamento contínuo para evitar a recorrência de sintomas e conter possíveis danos. Avanços significativos têm sido alcançados nas últimas décadas, com destaque para medicamentos biológicos que reduzem hospitalizações, cirurgias e morbidade.

Além de aliviar os sintomas, o tratamento visa reduzir a atividade inflamatória e promover a cicatrização da mucosa intestinal, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida do paciente.

Monitorar a adesão ao tratamento é crucial, visando identificar e superar possíveis barreiras, como a falta de acesso a medicamentos essenciais. Evaristo Costa, com seu relato transparente sobre a Doença de Crohn, destaca a importância da conscientização e compreensão sobre essa condição que impacta milhares de pessoas em todo o mundo.

 

Dieta na Doença de Crohn

Apesar de a alimentação não ser a causa dessa doença, é fato que alimentos suaves e brandos agridem menos que os alimentos condimentados ou ricos em fibras, principalmente quando a doença está na fase ativa. Com exceção da restrição ao leite em pacientes com intolerância a lactose, muitos gastroenterologistas tendem a ser liberais nas dietas de pacientes portadores da doença.

Embora seja uma enfermidade crônica, a Doença de Crohn não é considerada doença fatal. Quase todas as pessoas que padecem dessa enfermidade mantêm uma vida útil e produtiva, apesar de algumas delas necessitarem de hospitalização nos períodos de maior atividade da doença. Entre os períodos de exacerbação da moléstia, a maioria dos pacientes sente-se bem e fica relativamente livre de sintomas, levando vida normal.

 

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis no Curta Mais possuem apenas caráter educativo. Acesse mais informações no site do Ministério da Saúde.

 

Fonte:
Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn

Drake anuncia pausa na carreira por tempo indeterminado

O mundo da música foi abalado hoje com o surpreendente anúncio de Drake, o renomado rapper e cantor.  Ele tomou a decisão de fazer uma pausa em sua carreira. Segundo informações do portal “TMZ”, o artista estaria enfrentando sérios problemas gastrointestinais, o que o levou a tomar a difícil decisão de priorizar sua saúde.

A notícia veio à tona após o lançamento do oitavo álbum de Drake, intitulado “For All The Dogs“. O cantor, conhecido por sua dedicação incansável à música, optou por interromper suas atividades profissionais para se concentrar em seu bem-estar pessoal. O anúncio foi feito durante uma participação no programa de rádio da “Sirius XM”, nesta manhã, deixando seus fãs preocupados e ansiosos por atualizações sobre seu estado de saúde.

O impacto da decisão de Drake foi imediato nas redes sociais, onde seu nome rapidamente se tornou o assunto mais comentado. Apenas algumas horas antes do anúncio de sua pausa, o cantor havia compartilhado uma foto em seu Instagram, anunciando a disponibilidade de seu novo álbum.

A reviravolta abrupta deixou os fãs perplexos, enquanto muitos expressavam apoio e desejos de pronta recuperação ao artista.

Além disso, a notícia da pausa de Drake coincidiu com um episódio controverso no Lollapalooza 2023. O cantor estava inicialmente escalado para se apresentar no festival, mas cancelou sua participação no último minuto, sendo substituído pelo renomado DJ Skrillex. O cancelamento causou uma onda de críticas por parte de artistas brasileiros e rapidamente se tornou motivo de piadas e memes nas redes sociais.

Até o fechamento desta matéria, Drake não havia se pronunciado em suas redes sociais, deixando os fãs ansiosos por mais informações sobre sua condição e os planos para o futuro de sua carreira. O mundo da música permanece em suspense, aguardando notícias sobre a saúde do talentoso cantor e torcendo por sua pronta recuperação.

 

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Foto de Capa: Reprodução/Instagram @drake

Faustão precisa de transplante do coração e está na fila do SUS

O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, terá de passar por um transplante cardíaco, segundo informação divulgada na noite deste domingo (20) pelo hospital Albert Einstein. As informações são da CNN Brasil.

Faustão está internado desde o dia 5 de agosto para tratamento de uma insuficiência cardíaca. “Em virtude do agravamento do quadro, há indicação para transplante cardíaco. O paciente está em diálise e necessitando de medicamentos para ajudar na força de bombeamento do coração”, diz nota enviada pelo hospital.

Ainda de acordo com o hospital, o apresentador já foi incluído na fila única de transplantes, que, segundo a instituição, é “regida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que leva em consideração, para definição da priorização, o tempo de espera, a tipagem sanguínea e a gravidade do caso”.

O apresentador, que deixou a Band no fim de maio, é atendido pelo cardiologista Fernando Bacal. A nota sobre o estado de saúde foi assinada também por Miguel Cendoroglo Neto, diretor-médico e de serviços hospitalares do Hospital Israelita Albert Einstein.

Em 2021, ainda na Globo, Faustão passou por uma internação para o tratamento de um edema linfático. O apresentador vem fazendo internações de rotina para combater o déficit de circulação que ocorre nos vasos linfáticos e provoca o acúmulo de líquidos por alguma insuficiência no organismo. No mesmo ano, ele contraiu uma infecção urinária e também precisou ser hospitalizado.

Prêmio Marília Mendonça

Recentemente, Faustão foi confirmado para comandar a apresentar o 1º Prêmio Marília Mendonça de Música Sertaneja, que será realizado no dia 24 de Outubro em Goiânia. Até o momento, não há informações se o apresentador ainda será o host da premiação ou não. 

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Anvisa aprova vacina com eficácia de 80% contra a dengue

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta quinta-feira (2), a 1ª vacina contra a dengue. A eficácia do imunizante é de 80,2% durante os 12 meses seguintes à aplicação.

A nova vacina, chamada a Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma, é o primeiro imunizante liberado no Brasil para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue, mas ele também poderá ser aplicado em quem também já teve a doença.

Portanto, não há distinção entre quem teve ou não a doença. Ela poderá ser aplicada em ambos os casos.

. De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para a faixa etária de 4 a 60 anos;

. É aplicada em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações;

. A vacina é composta por quatro sorotipos diferentes do vírus causador da doença.

. A partir da aprovação da Anvisa, a Qdenga já pode ser comercializada no Brasil na rede privada e no Sistema Único de Saúde (SUS), caso o Ministério da Saúde decida pela sua incorporação.

. Até então, a única vacina contra a dengue disponível no Brasil era a Dengvaxia, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. O imunizante é recomendado somente para quem já foi infectado com o vírus da dengue. Essa vacina protege contra uma possível segunda infecção, que, no caso da dengue, pode se manifestar de forma mais agressiva e levar à morte.

Eficácia da Qdenga

Nos ensaios clínicos, a Qdenga mostrou ter uma eficácia geral de 80,2% contra a dengue causada por qualquer sorotipo após 12 meses da segunda dose. A vacina também reduziu as hospitalizações em 90%.

Em dezembro de 2022, a agência sanitária europeia European Medicines Agency também autorizou o uso do imunizante na União Europeia.

Recorde de mortes

Em 2022, o Brasil registrou 1.016 mortes por dengue em 2022, algo nunca visto desde a década de 1980, quando a doença “ressurgiu” no país e começou a ser mais frequente, com ciclos de maior e menor intensidade.

 

*Com informações G1

 

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Anitta é diagnosticada com vírus que pode causar Esclerose Múltipla

No último sábado (3/12), durante o lançamento do documentário Eu, de Ludmila Dayer, responsável pela direção e produção, Anitta contou que foi diagnosticada com um vírus que pode causar a esclerose múltipla. Mais conhecido por ser o vírus da Mononucleose, o Epstein-Barr (EBV, na sigla em inglês) também é relacionado ao aumento no risco de outras sete doenças, incluindo lúpus eritematoso sistêmico (LES), esclerose múltipla (EM) e diabete do tipo 1.

A estrela revelou ter sido diagnosticada com a doença há dois meses e como a relação com Ludmila foi importante para ela se recuperar. “Quando a gente começou todo esse contato, e saíram os resultados, eu estava com o mesmo vírus da Ludmila em fase inicial. Hoje em dia não existe coincidência.

Por sorte, por destino, por tudo isso eu consegui nem chegar no estágio que a Ludmila chegou. Ela foi uma bênção na minha vida e só alegria. Uma coisa que ela falou é que a gente fica muito mais sensível em perceber pessoas que estão no mesmo caminho. As pessoas só vão no momento delas, no tempo delas”, disse Anitta.

Em outro momento, ela falou sobre as dificuldades que estava sentindo e o medo de não conseguir dar sequência nas suas apresentações. “Eu não estava tendo condição de cantar, de respirar. Pra mim, ontem, foi uma celebração, estávamos comemorando porque eu não sabia se eu ia conseguir cantar e dançar o show inteiro, era um grande mistério, mas eu fui, conseguir cantar e dançar. Teve um trabalho de respiração um pouquinho maior e consegui fazer o show”, compartilhou.

O documentário Eu também conta com a participação especial de Fernanda Souza, a narração de Ludmilla em primeira pessoa e entrevistas com neurocientistas, terapeutas, consteladoras e psiquiatras. A jornada é contada em capítulos e apresenta relatos íntimos da diretora. Anitta estreou como produtora associada do longa.

 

*Agência Estado

Imagem: Divulgação

Brasil começa testes da 1ª vacina contra chikungunya no mundo

O Brasil vai começar os testes em humanos da primeira vacina contra o vírus chikungunya no mundo. O imunizante foi desenvolvido pelo laboratório europeu Valneva em parceria com o Instituto Butantan.

Chamada de VLA1533-101, a vacina foi produzida a partir do vírus chikungunya modificado. Na fase anterior da pesquisa, realizada nos Estados Unidos com 4.115 voluntários adultos, as respostas foram muito satisfatórias. O imunizante produziu anticorpos em 96% dos participantes.

Se os novos testes, que começam nos próximos meses, tiverem os resultados esperados, a vacina se tornará a única forma de prevenir contra a doença. A epidemia da Chikungunya é uma das mais resistentes encontradas no Brasil.

Epidemia resistente

A chikungunya é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo relacionado a dengue, zika e febre amarela.

Entre os sintomas estão febre alta, dores no corpo e na cabeça, manchas avermelhadas e dores nas articulações, que podem ser incapacitantes. Em pessoas com comorbidades, o quadro clínico pode ser ainda pior, levando à imobilização e até a morte.

No país, no último ano, foram registrados 136 mil casos de chikungunya, com maior distribuição nos estados de Pernambuco (40.904), São Paulo (30.112) e Bahia (17.484).

Este ano, nas sete primeiras semanas epidemiológicas, foram registrados cerca de 6.000 casos no país, uma redução de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Ministério da Saúde.

Voluntários para testes

A fase que se inicia agora é a terceira da pesquisa. Desta vez, os cientistas envolvidos no projeto avaliarão a segurança e a capacidade de produzir anticorpos da vacina em adolescentes que já tiveram a doença no passado e naqueles que nunca foram infectados.

Na etapa brasileira, serão incluídos somente adolescentes saudáveis de 12 a 17 anos. Os voluntários interessados em participar nos testes podem se cadastrar em um dos dez centros espalhados no país através do site do estudo do Butantan. A expectativa é que sejam incluídos 750 participantes.

Este próximo passo, trará a utilização da vacina em locais onde há alta circulação do vírus (ou seja, onde ele é endêmico) para avaliar a eficácia em vida real, e o Brasil é um desses países.

Segundo Ana Paula Veiga, médica infectologista e pesquisadora do Emílio Ribas, os resultados obtidos até agora criam uma boa expectativa quanto ao que será observado também nos adolescentes.

“Esperamos que seja uma vacina com uma produção duradoura de anticorpos, não temos ainda como saber qual vai ser a eficácia, mas se for semelhante ao que ocorre com a vacina da febre amarela, é provável que tenha uma proteção em dose única que dure até 10, 15 anos”, diz.

Testar é fundamental

Um dos centros que participarão dos testes é a Unidade de Pesquisa do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O centro teve também papel importante no ensaio clínico da vacina contra Coronavac, contra a Covid-19.

Para Ana Paula, o teste em adolescentes no país é fundamental pois pode levar à aprovação do imunizante pela Anvisa (Agênca Nacional de Vigilância Sanitária).

“A etapa anterior já demonstrou que é uma vacina segura e imunogênica [que gera a produção de anticorpos], e estamos testando a mesma dosagem, mesma vacina que foi aplicada em adultos em adolescentes. O que se espera é que após os resultados e aprovação, essa vacina possa ser fabricada no Instituto Butantan”, diz.

O estudo da vacina vai contar com uma divisão de dois grupos, um recebendo o imunizante e o outro o placebo.

Nem os participantes, pais ou responsáveis nem os profissionais de saúde sabem quem recebeu qual substância (duplo-cego).

Ao final do acompanhamento do estudo, que deve durar de seis meses a um ano, os participantes irão receber um comunicado de qual tipo de injeção receberam.

 

*Fonte: portal Só Notícia Boa

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Anvisa aprova liberação de vacina e de remédio contra a varíola dos macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação para uso da vacina Jynneos/Imvanex contra a varíola dos macacos (monkeypox) e do medicamento tecovirimat para o tratamento da doença no Brasil. As informações são do G1.

Para conceder as aprovações, a agência analisou dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA). A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante já está aprovado nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia. Veja as duas autorizações da Anvisa:

– Tecovirimat: concentração de 200 mg, na forma farmacêutica cápsula dura, uso oral, prazo de validade de 84 meses e indicado para o tratamento de doenças causadas por Ortopoxvírus em adultos, adolescentes e crianças com peso mínimo de 13 kg.

– Vacina Jynneos/Imvanex: imunizante da empresa Bavarian Nordic A/S é fabricado na Dinamarca e Alemanha. Vacina é destinada a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade quando conservada entre -60 a -40°C.

No começo de agosto, Marcelo Queiroga afirmou que o Brasil iria receber o antiviral tecovirimat para combater o surto no país. Uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet Infectious Diseases” apontou que o antiviral se mostrou promissor em reduzir a duração dos sintomas e o tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.

Brasil tem mais de quatro mil casos

A OMS informou na quinta-feira (25) que o número de casos vem caindo após uma tendência de alta que durou um mês. No Brasil, o número de casos confirmados até a noite de quarta-feira era de 4.144, enquanto o número de casos suspeitos era de 4.653, segundo dados do Ministério da Saúde. O país registrou um óbito relacionado à doença.

A OMS disse que as infecções nas Américas mostraram “um aumento contínuo e acentuado” na semana anterior, e a região representou cerca de 60% dos casos no último mês.

Varíola dos Macacos: Goiás entra em estado de emergência em saúde pública

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), informa que Goiás entrou em estado de Emergência de Saúde Pública em casos de varíola dos macacos. Conforme a pasta o estado está no nível III, ou seja, a classificação mais alta de risco da doença quando há confirmação de transmissão local.

Conforme a pasta, a classificação de nível da doença se divide em três. Sendo o nível I, quando entra em estado de alerta nível II, perigo iminente e nível III, estado de Emergência de Saúde pública, ou seja, quando ocorre transmissão local.

Conforme atualização desta segunda-feira (22), em todo estado há 160 casos confirmados da doença, e 297 suspeitos. Ao todo, são 157 casos em homens, e apenas 3 em mulheres.

Só em Goiânia já foram confirmados 123 casos, Aparecida de Goiânia com 15, Inhumas, 4 casos, Luziânia, 2 casos, Planaltina 3 casos e Valparaíso de Goiás, 3 casos. Cidades como Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Bom Jesus de Goiás, Goianira, Itaberaí, Senador Canedo, Novo Gama e Uruaçu, possui 1 caso cada.

Goiás: Número de infectados por ‘Varíola dos Macacos’ chega a 57

O número de pacientes com confirmação de infecção por Varíola de Macaco no estado de Goiás chegou a 57 nesta quinta-feira, 11 de agosto. A informação é do boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO).  No estado todos os pacientes contaminados são homens com idade entre 23 e 43 anos. 

 

Os pacientes estão localizados nas seguintes cidades: Goiânia (44), Aparecida de Goiânia (7), Águas Lindas de Goiás (1), Inhumas (1), Luziânia (1), Itaberaí (1) e Valparaíso (1). Valparaíso, no entorno de Brasília, confirma o primeiro caso da doença. 

 

Projeto cria campanha para doação de cabelo a pessoas com câncer

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (1º) o projeto de lei que cria a campanha nacional para incentivar a doação de cabelo a pessoas carentes em tratamento de câncer ou vítimas de escalpelamento. A proposta segue para o Senado.

De acordo com o autor da proposta, deputado Vinicius Carvalho (Republicanos -SP), a campanha tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de cabelos para a recuperação da autoestima dos pacientes em tratamento de câncer, bem como divulgar os procedimentos e os locais onde podem ser feitas doações.

“A autoestima para um paciente de câncer tratado com quimioterapia é extremamente importante na sua recuperação, o uso de perucas é um instrumento muito utilizado por hospitais para auxiliar em sua recuperação. Muitos hospitais possuem bancos de cabelos para a confecção das perucas que serão utilizadas em seus pacientes, mas é necessário que tenham doações suficientes de cabelos para esse fim. Lembramos que muitas perucas não podem ser adquiridas por aqueles mais carentes”, justificou o autor da proposta.

O texto aprovado prevê que a campanha seja coordenada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com a participação de organizações da sociedade civil. A campanha deve ser realizada anualmente durante a semana do Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro.

 

 

 

*Agência Brasil

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OMS declara varíola dos macacos como emergência de saúde global

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou neste sábado (23) que a varíola dos macacos como emergência de saúde global. As informações são do G1.

Mais de 16 mil casos já foram relatados em 75 países, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, segundo a BBC. “Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros em entrevista coletiva, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde ele é alto.

Tedros informou ainda que, com as ferramentas disponíveis, será possível controlar o surto e parar a transmissão. Apesar da falta de consenso entre os membros do comitê de emergência da OMS, Tedros tomou a decisão de emitir a declaração – foi a primeira vez que o chefe da agência de saúde da ONU deu tal passo.

A decisão deste sábado pode levar a um maior investimento no tratamento da doença e avançar na luta por vacinas, que estão em falta. Segundo o diretor-geral da OMS, somente metade dos países com casos registrados de varíola dos macacos tem acesso garantido às vacinas. Já o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, diz que ser vacinado não dá proteção instantânea contra a doença.

 

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser:

febre

dor de cabeça

dores musculares

dor nas costas

gânglios (linfonodos) inchados

calafrios

exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

 

Como se proteger:

O uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

 

Casos em Goiás

Goiás passou a ter 10 casos confirmados de varíola dos macacos, segundo um boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) na última quinta-feira (21). De acordo com a pasta, oito casos são de Goiânia e dois de Aparecida de Goiânia.

 

 

Cientistas criam exame inédito que identifica Alzheimer em estágio inicial

Um grupo de cientistas do Reino Unido desenvolveu um exame que se mostrou capaz de diagnosticar, com 98% de acerto, casos de doença de Alzheimer, até mesmo aqueles em estágio inicial, que normalmente são mais difíceis de identificar com os procedimentos atualmente usados. As informações são do Portal R7.

O método é relativamente simples e, segundo os autores do trabalho, pode ser adaptado aos hospitais, pois utiliza um equipamento de ressonância magnética que geralmente já está disponível. Os pesquisadores desenvolveram um sistema de aprendizado de máquina (inteligência artificial) para usar os dados obtidos na ressonância magnética tradicional e diagnosticar a doença.

A precisão em diferenciar estágios iniciais e avançados foi considerada alta — 79% dos pacientes. O algoritmo tem como base uma divisão do cérebro em 115 regiões. Foram alocadas 660 características, como tamanho, forma e textura, para diferenciar os padrões de cada área. O sistema foi, então, treinado para identificar onde as mudanças apareciam e quais delas estavam mais comumente associadas ao Alzheimer.

“Atualmente, nenhum outro método simples e amplamente disponível pode prever a doença de Alzheimer com esse nível de precisão, portanto, nossa pesquisa é um importante passo à frente. Muitos pacientes que apresentam Alzheimer em clínicas de memória também têm outras condições neurológicas, mas mesmo dentro desse grupo nosso sistema pode distinguir os pacientes que têm Alzheimer daqueles que não têm”, explica em comunicado o principal autor do estudo, o professor Eric Aboagye, do Imperial College London.

O Alzheimer é uma doença para a qual não há cura, mas o diagnóstico precoce faz uma grande diferença ao permitir que o paciente tenha acesso a tratamentos que ajudam a retardar o avanço dos sintomas. Os métodos usados hoje no diagnóstico de Alzheimer envolvem testes realizados no consultório e alguns exames de imagem, mas normalmente são feitos somente quando o paciente já tem algum nível de comprometimento cognitivo.

“Esperar por um diagnóstico pode ser uma experiência horrível para os pacientes e sua família. Se pudéssemos reduzir o tempo de espera, tornar o diagnóstico um processo mais simples e reduzir um pouco da incerteza, isso ajudaria muito”, complementa o professor. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente 55 milhões de pessoas vivem com demência em todo o planeta, das quais entre 60% e 70% têm Alzheimer.

Com o envelhecimento da população, estima-se que a demência poderá atingir 78 milhões de pessoas daqui a oito anos e 139 milhões até 2050. O Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos lista os seguintes sintomas associados ao Alzheimer inicial:

• Perda de memória
• Dificuldade de julgamento, que leva a más decisões
• Perda de espontaneidade e do senso de iniciativa
• Mais lentidão para completar as tarefas diárias normais
• Perguntas repetidas
• Problemas para lidar com dinheiro e pagar contas
• Ficar vagando e se perder
• Perder coisas ou colocá-las em lugares estranhos
• Mudanças de humor e personalidade
• Aumento da ansiedade e/ou agressividade

Os sintomas em casos moderados envolvem:

• Aumento da perda de memória e confusão
• Incapacidade de aprender coisas novas
• Dificuldade com a linguagem e problemas com leitura, escrita e trabalho com números
• Dificuldade em organizar pensamentos e pensar logicamente
• Tempo de atenção reduzido
• Problemas para lidar com novas situações
• Dificuldade em realizar tarefas de várias etapas, como se vestir
• Problemas para reconhecer familiares e amigos
• Alucinações, delírios e paranoia
• Comportamento impulsivo, como despir-se em momentos ou locais inadequados ou usar linguagem vulgar
• Explosões de raiva inapropriadas
• Inquietação, agitação, ansiedade, choro, perambulação — especialmente no final da tarde ou à noite
• Declarações ou movimentos repetitivos, espasmos musculares ocasionais

Os quadros mais avançados de Alzheimer costumam apresentar:

• Incapacidade de se comunicar
• Perda de peso
• Convulsões
• Infecções de pele
• Dificuldade para engolir
• Gemidos ou grunhidos
• Aumento do sono
• Perda do controle do intestino e da bexiga

 

Imagem: Freepik

Vacina contra Herpes Zóster é lançada no Brasil com alto custo

A vacina contra a herpes zóster, doença conhecida popularmente como “cobreiro”, começou a ser aplicada no Brasil neste mês. O imunizante tem eficácia com duas doses, e o custo por aplicação é de R$ 843 (R$ 1.686 ao todo). As informações foram divulgadas pelo jornal Poder360 nesta segunda-feira (20). As informações são portal Poder 360.

A vacina Shingrix, da farmacêutica GSK, tem o preço mais caro do mercado. A eficácia passa de 90% para pessoas acima dos 50 anos, que sofrem maior influência do vírus. 

O custo das duas doses pode aumentar de acordo com os impostos de cada região do país e conforme o valor estipulado pelas clínicas. A Shingrix custa quase o triplo do preço da Zostavax, vacina da geração anterior, que tem esquema de dose única e o valor de R$ 550. Até o momento nenhuma das duas está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). 

De acordo com a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVac), o preço elevado tem relação com a alta do dólar, o valor do câmbio e as tecnologias recentes, que tornam os imunizantes mais potentes. 

Em janeiro deste ano, as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que estão desenvolvendo a primeira vacina de mRNA contra a herpes zóster. Caso o imunizante seja lançado no Brasil, o custo da Shingrix pode baixar.

Herpes Zóster

A herpes zóster é causada pelo vírus varicella-zoster e tem a primeira manifestação no corpo humano como catapora, que ocorre comumente na infância. Ao contrário de outros microorganismos, a doença permanece no organismo do paciente por toda a vida, podendo se manifestar novamente como a herpes-zóster. 

Os primeiros sinais da doença são dor e hipersensibilidade em alguma região da pele, em seguida surgem vesículas (pequenas bolhas) que podem evoluir para uma crosta dolorosa. Essas lesões podem surgir em qualquer região do corpo, mas é mais comum na barriga, tórax ou nas costas. 

Para tratar o vírus o paciente precisa de auxílio médico para receber o diagnóstico. Os medicamentos usados normalmente são antivirais, sendo o aciclovir o mais comum, além de analgésicos para a dor ou corticóides para auxiliar na contenção da inflamação. 

 

Imagem: Getty Images