Anápolis: mulheres e solteiros formam a maioria do eleitorado do 3º maior colégio eleitoral de Goiás

Com 293.080 eleitores, Anápolis é o terceiro maior colégio eleitoral de Goiás. A maioria do eleitorado anapolino é formada por mulheres: 155.873 (53,18%). Os homens, por sua vez, representam 46,82% do total, ou seja, 137.207 eleitores. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A faixa etária com maior número de eleitores em Anápolis é a de 45 a 59 anos, representando 25,26%. Na sequência, estão os eleitores com idade entre 25 e 34 anos (20,9%) e de 35 a 44 anos (20,3%). Pessoas acima de 60 anos representam 17,71% do total.

Os jovens representam as faixas de idade com menor número de eleitores: 21 a 24 anos (7,69%) e 18 a 20 anos (4,65%). Os eleitores menores de 18 anos somam 0,85% do eleitorado.

Em relação à escolaridade, o grau de ensino com maior número de eleitores na cidade é o ensino médio completo: 30,98%. Em seguida, aparecem os eleitores com ensino fundamental incompleto (19,36%), ensino médio incompleto (16,35%), superior completo (13,01%), superior incompleto (8,26%) e ensino fundamental completo (7,09%). Os eleitores que se declaram analfabetos ou que só conseguem ler e escrever somam 4,96%.

Além de majoritariamente feminino, a maioria do eleitorado de Anápolis é formada por pessoas solteiras, representando 49,60% do total. O grupo dos casados conta com 40,44% do eleitorado, enquanto os divorciados e separados judicialmente totalizam 6,71% e os viúvos 3,25%.

O número de pessoas aptas a votar também é maior do que o registrado nos anos em que ocorreram as últimas três eleições. A cidade contava com 286.946 eleitores em 2022, 269.835 em 2020 e 268.444 em 2018.

Outros colégios eleitorais
O Curta Mais também analisou, nas últimas semanas, o perfil dos eleitores de Goiânia e Aparecida de Goiânia, os dois maiores colégios eleitorais do Estado.

Eleição em Goiânia deve ter esquerda e direita divididas

Faltando menos de quatro meses para o eleitor ir às urnas decidir os próximos prefeitos e vereadores das cidades brasileiras, em Goiânia, a disputa pela prefeitura já é marcada pela divisão nos dois campos ideológicos. Esquerda e direita contam com pré-candidatos distintos, cada um com suas próprias articulações e estratégias com foco nas eleições.

Adriana Accorsi (PT) é o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa. A deputada federal segue em contato com partidos de centro na tentativa de fortalecer sua base, mas também enfrenta o desafio de unir a própria esquerda, uma vez que o PCdoB lançou o ex-deputado estadual Fábio Tokarski para concorrer ao Paço.

Do outro lado do espectro político, a direita têm, até o momento, pelo menos cinco pré-candidatos: Gustavo Gayer (PL), Humberto Teófilo (DC), Leonardo Rizzo (Novo), Sandro Mabel (UB) e Vanderlan Cardoso (PSD).

Gayer é o preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Mabel tem o apoio da base do governador Ronaldo Caiado (UB). Em uma tentativa de fortalecer sua candidatura, Mabel já ofereceu ao PL a vaga de vice em sua chapa, mas o partido de Bolsonaro rejeitou a proposta e reafirmou que terá Gayer como candidato.

Centro
Há, ainda, dois pré-candidatos que não se intitulam nem de direita, nem de esquerda: o jornalista Matheus Ribeiro (PSDB) e o prefeito Rogério Cruz (Solidariedade). O atual chefe do Executivo, inclusive, se autodenominou como “divisor de águas, ou seja, centro”.

Imbróglio
Agenor Mariano Thiago Albernaz são os nomes do MDB para a vice de Sandro Mabel. Falta combinar com o grupo do presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (UB), que articula para indicar um nome para a vaga.

Comparação
Até o momento, nove pré-candidaturas foram apresentadas para a disputa pela prefeitura de Goiânia. Esse número é menor do que o registrado em 2020, quando 14 candidatos concorreram. Vale lembrar que Adriana, Gayer e Vanderlan também concorreram ao cargo nas últimas eleições. Vanderlan chegou ao segundo turno, enfrentando Maguito Vilela (MDB), mas acabou sendo derrotado. Adriana e Gayer, por sua vez, foram eliminados no primeiro turno, ficando em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

Separados
Apesar da reaproximação entre o governador Ronaldo Caiado e o ex-presidente Jair Bolsonaro, União Brasil e PL devem ficar em palanques adversários nos cinco maiores colégios eleitorais de Goiás. Além de Goiânia, os partidos não farão parte da mesma aliança em Aparecida, Anápolis, Rio Verde e Luziânia. Bolsonaro, inclusive, já anunciou que visitará Goiás na próxima semana para impulsionar nomes do seu partido às prefeituras.

Aparecida de Goiânia
A coluna apurou que Caiado, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-prefeito Gustavo Mendanha (MDB) já possuem os resultados de pesquisas qualitativas e quantitativas sobre os pré-candidatos a prefeito. O trio utilizará esses dados para definir quem será o candidato da base governista na cidade.

Suspense
O prazo para que o prefeito Vilmar Mariano (UB) viabilize sua candidatura está se esgotando. Caso não consiga reduzir a diferença de quase 30 pontos em relação a Alcides Ribeiro (PL), o atual chefe do Executivo deve ser retirado da disputa. Nesse cenário, o ex-deputado federal Leandro Vilela (MDB) é apontado como provável substituto.

Legislativo
14 de julho – A Câmara Municipal de Goiânia aprovou o Dia Municipal da Associação dos Hospitais do Estado de Goiás. A inclusão da data no calendário de eventos visa conscientizar a sociedade sobre a relevância da entidade. Autoria do vereador Lucas Kitão (UB).

Cultura – Na Assembleia Legislativa de Goiás, o Plenário deu o primeiro aval ao Plano Estadual de Cultura. A proposta encaminhada pelo Executivo propõe ações de proteção e valorização do patrimônio cultural goiano de 2024 a 2033.

Aparecida de Goiânia: mulheres e solteiros dominam o segundo maior colégio eleitoral de Goiás

Quase 350 mil eleitores de Aparecida de Goiânia estão aptos a votar nas Eleições 2024. Trata-se do segundo maior colégio eleitoral de Goiás, representando 6,75% do total. A maioria é formada por mulheres: 183.473 (53,09%). Os homens, por sua vez, representam 46,91% da totalidade, ou seja, 162.143 eleitores.

Com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também foi possível constatar que, além de majoritariamente feminino, a maioria do eleitorado de Aparecida também é composta por pessoas solteiras, sendo 57,99% do total. O “time dos casados” é o segundo colocado no ranking, com 33,85%, seguido pelos divorciados/separados judicialmente: 6,01%. Os viúvos representam 2,15% dos eleitores.

A faixa etária com maior número de eleitores é a de 45 a 59 anos: 24,74%. Em seguida, estão os eleitores com idade entre 25 e 34 anos (23,33%) e 35 a 44 anos (22,50%). Eleitores acima de 60 anos somam 13,39%.

Os jovens, por sua vez, representam as faixas com menores índices de representação do eleitorado, sendo 21 a 24 anos (8,84%), 18 a 20 anos (5,21%) e 16 a 17 anos (0,84%).

Em relação à escolaridade, o grau de ensino com maior número de eleitores em Aparecida é composto por pessoas que concluíram o ensino médio: 34,03% do total. Em seguida, estão os eleitores com ensino fundamental incompleto (20,88%), ensino médio incompleto (18,86%), superior completo (7,43%), ensino fundamental completo (6,77%) e superior incompleto (4,41%). Pessoas que se declaram analfabetas ou que só conseguem ler e escrever somam 5,70%.

Eleições 2024: a 4 meses da disputa, apenas um pré-candidato já definiu vice em Goiânia

A quatro meses das eleições municipais, somente um pré-candidato já tem nome definido para a posição de vice na capital de Goiás. O deputado federal Gustavo Gayer (PL) já tem a definição desde abril: o ex-deputado estadual Fred Rodrigues (PL).

Entre as outras sete pré-candidaturas, nenhuma tem a definição de vice, posição de importância no pleito goianiense. Adriana Accorsi (PT) tenta conseguir um companheiro de chapa que seja filiado a outro partido. O maior desejo da petista é que o vice seja de alguma legenda de centro ou centro-direita.

O candidato a vice-prefeito na chapa de Sandro Mabel (UB) deve ser indicado pelo bloco liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (UB). Entre os cotados, estão o ex-deputado estadual Thiago Peixoto (MDB) e Luciene Peixoto (Agir), esposa de Bruno. Para compor a chapa de Vanderlan Cardoso (PSD), são cogitados a presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás, Sucena Hummel, e o ex-deputado estadual Vinícius Cerqueira (PSB).

Chapas puras
Leonardo Rizzo (Novo) deve ter concorrer com chapa pura. Sendo assim, o nome do vice deve ser do mesmo partido. O mesmo deve ocorrer com Matheus Ribeiro (PSDB) e Humberto Teófilo (DC). Sem expectativa de formar aliança com outras legendas, os dois devem ter companheiros de chapa de suas respectivas siglas. Por fim, a definição do vice para o prefeito e pré-candidato à reeleição, Rogério Cruz (Solidariedade) deve ocorrer somente nas convenções partidárias.

Histórico
Em Goiânia, dois dos últimos três prefeitos chegaram pela primeira vez ao principal posto do Executivo porque foram eleitos vice. Paulo Garcia (PT) era vice de Iris Rezende (MDB), que resolveu sair candidato a governador de Goiás em 2010. Rogério Cruz, por sua vez, assumiu a prefeitura com a morte de Maguito Vilela (MDB), em 2021, vítima da Covid-19.

Vai concorrer
O prefeito Rogério Cruz assegura que não vai recuar da disputa pela reeleição, mesmo após a operação da Polícia Civil contra a Secretaria Municipal de Infraestrutura. No entanto, crescem as dúvidas entre os aliados do Chefe do Executivo sobre a viabilidade de sua candidatura e o impacto das investigações em sua campanha.

Sinais
As recentes declarações do governador Ronaldo Caiado (UB) e do vice-governador Daniel Vilela (MDB) sugerem que o ex-deputado federal Leandro Vilela (MDB) ainda pode ser o candidato da base governista à prefeitura de Aparecida de Goiânia. Embora o prefeito Vilmar Mariano (UB) garanta que terá o apoio do grupo para concorrer à reeleição, Caiado afirma que vai analisar pesquisas qualitativas antes de definir qualquer nome para a disputa. Daniel, por sua vez, diz que o primo Leandro pode concorrer como candidato a prefeito ou a vice.

Taxa da blusinha
O senador Wilder Morais (PL) foi o único da bancada goiana a votar contra o projeto de lei que propõe a taxação de importação para compras no exterior inferiores a US$ 50, o equivalente a cerca de R$ 250 na cotação atual. O texto retorna à Câmara dos Deputados para apreciação das mudanças realizadas pelo Senado.

Agenda
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aceitou o convite para participar de atividades de campanha de pré-candidatos em alguns municípios goianos. Goiânia, Aparecida, Anápolis e Rio Verde são algumas das cidades que devem receber o ex-capitão.

Legislativo

Orçamento – A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2025 será discutida em audiência pública, no próximo dia 10 de junho, às 13 horas, no Plenário da Câmara de Goiânia. O debate foi convocado pelo relator do texto na Comissão Mista, vereador Igor Franco (MDB).

Ferramenta – A proposição do deputado estadual Veter Martins (UB), que prevê a disponibilização de reconhecimento facial no Cadastro de Pessoas Desaparecidas do Estado de Goiás, passou pelo primeiro crivo do Plenário da Assembleia Legislativa.

Corrida eleitoral em Goiânia passa a contar com 8 pré-candidatos a prefeito

O ex-deputado estadual e delegado da Polícia Civil, Humberto Teófilo (DC), anunciou nesta quarta-feira (05/06), que é pré-candidato a prefeito de Goiânia. O delegado também publicou nas redes sociais que está afastado de suas funções na polícia por 120 dias para concorrer à prefeitura. Com isso, a capital passa a contar com oito pré-candidatos ao Paço Municipal.

Teófilo foi eleito deputado estadual em 2018 com 26.252 votos. Disputou vaga na Câmara Federal em 2022, mas não foi eleito. Atualmente, o delegado estava lotado na Central de Flagrantes de Goiânia.

Nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que “vai debater os problemas de Goiânia para torná-la a capital mais segura do Brasil”. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pré-candidato também se apresentou como “mais uma opção da direita” para as eleições.

Antes do anúncio de Humberto Teófilo, a disputa em Goiânia contava com sete pré-candidatos:  Adriana Accorsi (PT), Gustavo Gayer (PL), Leonardo Rizzo (Novo), Matheus Ribeiro (PSDB), Rogério Cruz (Solidariedade), Sandro Mabel (UB) e Vanderlan Cardoso (PSD).

MDB, PSDB e União Brasil são os partidos com mais filiados em Goiás; veja o ranking

O MDB é o partido com o maior número de filiados em Goiás, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legenda conta com 118.548 filiados, o que corresponde a 17,59% dos 674.081 goianos com filiações partidárias. Liderado pelo vice-governador Daniel Vilela, o partido é o único com mais de 100 mil membros no Estado.

O PSDB, cujo principal nome é o ex-governador Marconi Perillo, é a segunda maior sigla em número de filiados em Goiás, com 68.507 integrantes, representando 10,16% do total. Em terceiro lugar está o União Brasil, do governador Ronaldo Caiado, com 55.594 filiados (8,25%).

Na sequência, aparece o PP, com 53.805 filiações, o que corresponde a 7,98%. O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o quinto colocado, contando com 47.821 filiados em Goiás, o equivalente a 7,09% do total. Em sexto e sétimo lugar, respectivamente, estão o PRD, com 46.531 filiações (6,9% do total), e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 45.229 filiados (6,7%).

Completam o ranking dos dez maiores partidos de Goiás o Podemos, com 36.588 filiados; o PDT, com 27.146; e o PSB, com 20.810 filiados. Na outra ponta da lista, a legenda com o menor número de filiados é o PCO, com apenas 146 membros em todo o Estado.

Conheça 10 curiosidades das eleições brasileiras

O processo de escolha de representantes políticos pela sociedade brasileira avançou em diferentes aspectos ao longo da história. Entre eles, estão o combate às fraudes, a eleição de mulheres e a adoção de sistemas mais seguros e inclusivos.

O Curta Mais listou algumas curiosidades para você, leitor, conhecer boa parte da história do processo eleitoral do País. Confira:

Eleição das vilas
Os colonizadores portugueses tinham o costume de realizar votações para eleger quem iria governar as vilas e cidades que fundavam, obedecendo à tradição de escolher os administradores de seus povoados. Vários cargos eram preenchidos nesses pleitos, como vereador, juiz ordinário, procurador e outros oficiais.

No Brasil, a primeira eleição que se tem notícia ocorreu em 1532 com a definição dos membros do Conselho Municipal da Vila de São Vicente, atual São Paulo. Somente homens que pertenciam ao grupo dos “nobres de linhagem”, senhores de engenho e membros da alta burocracia miliar podiam votar naquela época.

Primeira legislação eleitoral
O tempo passou e o Brasil declarou independência de Portugal em 1822. Até seis anos depois, em 1828, as eleições para os governos municipais obedeceram às chamadas Ordenações do Reino, que eram as determinações legais emanadas do rei e adotadas em todas as regiões sob o domínio de Portugal.

No início todo a população podia votar. Porém, com o tempo, o voto passou a ser direito exclusivo de quem usufruía de maior poder aquisitivo, além do cumprimento de outras prerrogativas. Escravizados, mulheres, indígenas e assalariados não participavam.

Estados na regulação
A Constituição de 1891 criou o sistema presidencialista. Nele, presidente e vice-presidente deveriam ser eleitos por voto direto da população, por maioria absoluta de votos. Além disso, atribuiu ao Congresso Nacional a competência de legislar sobre o processo eleitoral para os cargos federais em todo o País, deixando aos estados a responsabilidade de regular as eleições estaduais e municipais. Por causa dessa autonomia, houve variação nas regras eleitorais entre os estados.

Primeira mulher prefeita
A primeira mulher à frente de uma prefeitura foi Alzira Soriano, eleita em 1928 para comandar o município de Lajes, no Rio Grande Norte, com 60% dos votos. Ela promoveu a construção de estradas, mercados públicos municipais e a melhoria da iluminação pública. Em 1930, perdeu o mandato por não concordar com o governo de Getúlio Vargas.

Código eleitoral
O ano de 1932 foi marcado pela chegada do Código Eleitoral, que mudou a história da democracia no Brasil. Regulou em todo o País as eleições federais, estaduais e municipais, além de ter criado a Justiça Eleitoral, uma justiça especializada para cuidar, exclusivamente, das eleições. Também foi responsável por estabelecer o voto secreto e o voto feminino facultativo e por adotar o sistema de representação proporcional.

Na época, o Código Eleitoral ajudou a acabar com as fraudes que ocorriam nas eleições desde a Primeira República e garantiu alguns requisitos de segurança. Entre eles, o título eleitoral previsto no regulamento daquele ano, que foi o primeiro a ter fotografia e a impressão digital do eleitor.

Nomeações de prefeitos
Em 1968, durante a ditadura militar o Ato Institucional nº 3 estabeleceu que os governadores fossem eleitos indiretamente pelas assembleias legislativas estaduais e que eles nomeassem os prefeitos das capitais, após respaldo das respectivas casas legislativas. Os prefeitos só podiam ser eleitos nas cidades que não fossem capitais e nos municípios que não fossem considerados de “segurança nacional”.

Redemocratização
Um dos marcos mais importantes foi a unificação do Cadastro Eleitoral, em 1985, no início da informatização do processo eleitoral. A partir de então, houve um aumento crescente na capacidade de combater erros não intencionais e fraudes.

A Constituição de 1988, por sua vez, determinou que o presidente da República e os governadores bem como prefeitos dos municípios com mais de 200 mil eleitores, fossem eleitos por maioria absoluta dos votos (metade mais um) ou em dois turnos, caso nenhum candidato alcançasse a votação mínima. Nos municípios com menos de 200 mil eleitores, os chefes do Executivo seriam eleitos, em turno único, por maioria simples.

Urna eletrônica
A implementação do voto eletrônico teve início nas eleições municipais de 1996. Na época, mais de 30 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, votaram por meio das urnas eletrônicas. Quatro anos depois, em 2000, foi realizado o primeiro pleito 100% informatizado no País.

Reeleição
Em 1997, a Emenda Constitucional (EC) nº 16, que permitiu a todos que ocupavam cargos no Poder Executivo concorrer à reeleição. O primeiro presidente da República a usar da prerrogativa foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Biometria
A biometria foi mais um passo na evolução da identificação do eleitor. Nas Eleições Municipais de 2008, a Justiça Eleitoral utilizou pela primeira vez as impressões digitais para identificar biometricamente o eleitorado nos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO).

Com o sucesso do projeto, em 2010, foi ampliado, em alguns municípios, o uso de urnas com aparelho de identificação biométrica. Nas Eleições Gerais daquele ano, mais de 1 milhão de eleitores de 60 municípios de 23 estados votaram após a identificação pela biometria. E, assim, a Justiça Eleitoral seguiu aumentando esse número.

Bolsonaro surpreende e cogita apoiar Caiado para presidente, revela O Globo

Reportagem publicada pelo jornal O Globo na noite desta terça-feira (28/05), relata que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode apoiar o governador Ronaldo Caiado (UB) na disputa pela Presidência da República em 2026. Segundo a publicação, o ex-chefe do Executivo deu sinais de que pode ser um “cabo eleitoral” do goiano numa eventual corrida pelo Palácio do Planalto.

De acordo com a reportagem, a resistência de Bolsonaro a Caiado “tem arrefecido a olhos vistos”. No início do ano, o governador chegou a tratar com o PL a possibilidade de se filiar ao partido, mas a negociação foi vetada pelo ex-presidente.

“Bolsonaro mostrava não ter superado o fato de o goiano, que é médico de formação, ter defendido o isolamento social e a vacinação durante a pandemia. Gestos recentes de Caiado, como a ida ao ato em defesa do ex-presidente em São Paulo, aproximaram os dois”, diz o texto.

Segundo o jornal, Jair Bolsonaro também tem sido aconselhado a fazer gestos públicos em direção a Caiado para sinalizar ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que possui outras opções no radar. “A ideia é não empoderar demais o ex-ministra da Infraestrutura”, afirma a reportagem.

A publicação relata, no entanto, que Caiado considera que Caiado está “antecipando demais a disputa ao já se colocar como pré-candidato ao Planalto”. Importante lembrar que o governador de Goiás já comunicou ao União Brasil que pretende disputar a Presidência em 2026.

O goiano tem intensificado agendas de repercussão nacional para tentar viabilizar sua candidatura. Caiado também passou a criticar, de forma incisiva, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Descubra qual é o menor colégio eleitoral de Goiás

A cidade de Anhanguera é o menor colégio eleitoral de Goiás, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O município conta com 1.632 eleitores, ou seja, 0,03% do eleitorado goiano.

Deste total, 860 (52,7%) são homens, enquanto 772 (47,3%) são mulheres. Solteiros representam 46% do eleitorado, enquanto casados são 43% do total. Os divorciados somam 8% e os viúvos 3%.

A faixa etária com o maior número de eleitores é a de 45 a 59 anos, com 388 eleitores (23,77% do total). Eleitores acima de 60 anos representam a segunda maior faixa etária: 360 (22,05%).

A terceira maior parcela do eleitorado é formada por pessoas de 35 a 44 anos, com 353 eleitores (21,62%). A menor faixa etária é dos jovens com idade entre 16 e 17 anos, com 36 eleitores (2,20%).

A cidade
Anhanguera fica localizada no sudeste goiano a cerca de 270 quilômetros de Goiânia. O município contam com mais de 55 km². Nele, os moradores têm como diversão as praças, um lago formado pelo represamento das águas dos rios Paranaíba e Pirapitinga. A cidade conta, ainda, com restaurante, bares e algumas fábricas.

 

Cresce o número de pessoas filiadas a partidos políticos em Goiás

O número de goianos filiados a partidos políticos cresceu 4,72% em 2024. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o levantamento, atualmente, são 672.519 pessoas filiadas em todo o Estado. Até dezembro do ano passado, o número era de 642.158.

Das 30 legendas existentes e que possuem registro junto ao TSE, a que possui maior quantidade de filiados é o MDB. A legenda presidida pelo vice-governador Daniel Vilela conta, atualmente, com 118.580 integrantes. Na sequência, aparece o PSDB do ex-governador Marconi Perillo, com 68.535 filiados.

O União Brasil, liderado pelo governador Ronaldo Caiado é o terceiro colocado no ranking, com 55.542 membros. A quarta colocação é do PP, com 53.724 pessoas.

Adversários
O PT, mesmo tendo como principal membro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu pouco em Goiás e ocupa a quinta posição na lista, com 47.368 filiados. Os esforços dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro também não ajudaram foram suficientes para que o PL ocupasse as primeiras posições no ranking de partidos goianos. A legenda ocupa a sétima colocação, com 44.797 integrantes. Antes, em sexto lugar, está o PRD, com 46.506 filiados.

Separados
Os partidos de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela podem ficar em palanques adversários em Anápolis. É que o MDB articula a indicação do candidato a vice na chapa de Márcio Corrêa (PL) à prefeitura. Entre os cotados para a vaga, está o vereador Leandro Ribeiro, que deixou o PP na janela partidária.

Detalhe
Um dos fatos mais inusitados da aliança entre os dois partidos em Anápolis é que Daniel Vilela deve ser candidato a governador em 2026 e deve ter o senador Wilder Morais, presidente do PL, como adversário. O parlamentar, inclusive, foi um dos responsáveis pela articulação que tirou Márcio Corrêa do MDB.

Climão
Na tentativa de dar um basta nas especulações de que o senador Vanderlan Cardoso (PSD) pode recuar da disputa pela Prefeitura de Goiânia, o deputado federal, Ismael Alexandrino, provocou o empresário e pré-candidato da base caiadista ao Paço Municipal. “Alguns ficam perguntando se a pré-candidatura a prefeito de Vanderlan é pra valer. Eles deveriam perguntar: ‘dura até quando a pré-candidatura do amigo Mabel’”, declarou em publicação nas redes sociais.

Insatisfeitos
Deputados estaduais do PL andam incomodados com as declarações de Sandro Mabel sobre uma possível aliança na corrida pelo Paço. O empresário não esconde de ninguém o desejo de ter um vice indicado pela legenda de Bolsonaro. No entanto, o partido tem o deputado federal Gustavo Gayer como pré-candidato a prefeito.

Em silêncio
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) segue sem fazer qualquer postagem de apoio à pré-campanha do jornalista Matheus Ribeiro à prefeitura. A falta de engajamento causa estranheza dentro e fora do partido, já que Marconi é presença constante nas redes sociais.

LEGISLATIVO:
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia aprovou projeto que proíbe o uso dos termos social e serviço em elevadores de prédios particulares da capital. A matéria estabelece punições em caso de descumprimento, como advertência e multa. A proposta é do vereador Léo José (Solidariedade).

Também na CCJ, foi aprovado projeto de lei complementar para responsabilizar a Prefeitura pela construção, manutenção e adaptação das calçadas nas vias públicas. Pela proposta, de autoria do vereador Paulo Magalhães (União Brasil), o Executivo terá que criar projeto próprio de padronização, atendendo a critérios estabelecidos em Lei Federal sobre acessibilidade.

Aliados, Caiado e Bolsonaro estarão em palanques opostos em Goiânia, Aparecida e Anápolis

Aliados, o governador Ronaldo Caiado (UB) já deixou claro que pretende contar com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer à Presidência da República em 2026. No entanto, pelo menos nas eleições municipais de 2024, os dois estarão em palanques opostos nos três maiores colégios eleitorais de Goiás.

Em Goiânia, o gestor estadual apoia a pré-candidatura do empresário Sandro Mabel (UB) à prefeitura. Bolsonaro, por sua vez, aposta no deputado federal Gustavo Gayer (PL) para concorrer ao cargo.

Situação semelhante ocorre em Aparecida de Goiânia, onde o prefeito Vilmar Mariano (UB) é o pré-candidato da base governista, enquanto o deputado federal Alcides Ribeiro (PL) é o nome do bolsonarismo. Os partidos de Caiado e Bolsonaro também vão se enfrentar em Anápolis. Eerizania Freitas (UB) é a pré-candidata apoiada pelo governador, ao passo que o suplente de deputado federal Márcio Corrêa, recém-filiado ao PL, conta com o respaldo do ex-presidente.

Reflexos
Nos bastidores, aliados de Caiado garantem que as eleições deste ano não vão prejudicar uma possível aliança entre o governador e Bolsonaro em 2026. No entanto, nomes mais alinhados ao bolsonarismo em Goiás afirmam que o governador não é o primeiro nome da fila para concorrer à presidência caso Bolsonaro continue inelegível.

Inusitado
O Partido da Mulher Brasileira (PMB) terá um homem como presidente em Goiânia. O articulador político Jorge Dias recebeu o convite diretamente da direção nacional e aceitou conduzir a legenda nas eleições de outubro.

Placar
Jorge Kajuru (PSB) foi o único senador goiano favorável ao projeto que recria o seguro para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT. Wilder Morais (PL) votou contra e Vanderlan Cardoso não participou da sessão, mas poderia ter votado de forma remota.

Animosidade
A saída da vereadora Aava Santiago da presidência do diretório do PSDB em Goiânia não foi tão amistosa quanto os tucanos tentam demonstrar. A parlamentar alega pediu para sair do comando da legenda para se dedicar à reeleição, mas, nos bastidores, existe um desconforto com sua falta de engajamento na pré-campanha do jornalista Matheus Ribeiro, que deve disputar a prefeitura pelo partido.

De cima
A coluna apurou que ordem para que Aava fosse destituída partiu do ex-governador e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo. Tucanos próximos do ex-chefe do Executivo garantem que a troca de comando já estava decidida há pelo menos dois meses, mas foi feita após o fim da janela partidária para impedir que a vereadora trocasse de legenda.

Separados
O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin podem também podem marchar em caminhos opostos em Goiânia. O PSB integra o bloco liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (UB), que já anunciou apoio a Sandro Mabel. O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, tem Adriana Accorsi como pré-candidata à prefeita.

Legislativo:
A Câmara de Goiânia aprovou, em definitivo, o projeto de lei que institui a corrida de rua como Patrimônio Cultural Imaterial de Goiânia.

Ainda na Câmara, está em tramitação o veto do prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) à emenda ao projeto da data-base de 2023 dos servidores públicos municipais.

Na Assembleia Legislativa, o Plenário chancelou o projeto de lei n° 2631/24, que institui o Dia Estadual do Técnico e Auxiliar em Saúde Bucal no Estado de Goiás, a ser comemorado anualmente no dia 8 de dezembro. A data tem como objetivo reconhecer e valorizar a contribuição desses profissionais para a promoção da saúde bucal da população goiana. O autor é o pedetista Dr. George Morais. Também foi aprovada a matéria que prevê, em Goiás, a instituição da Política Estadual de Conscientização Sobre o Puerpério.

Quem é Cármen Lúcia, sucessora de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral

A ministra Cármen Lúcia foi eleita na noite desta terça-feira (07/05), para o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no biênio 2024-2026. O ministro Nunes Marques ficará com a vice-presidência do tribunal. A posse será no início do mês de junho.

Carmén Lúcia substituirá Alexandre de Moraes na presidência da Corte e estará à frente da Justiça Eleitoral nas eleições municipais deste ano. Esta será a segunda vez que ela chefiará o TSE. Em 2012, a ministra tornou-se a primeira mulher na história do País a presidir a Justiça Eleitoral.

Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Cármen Lúcia, de 70 anos, é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2006, quando foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para substituir Nelson Jobim na Corte.

Graduada pela Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Cármen Lúcia é mestre em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora titular da PUC Minas.

Antes de ser ministra do STF, Cármen Lúcia exerceu a advocacia e, por concurso, tornou-se procuradora do Estado de Minas Gerais. Na década de 190, assumiu a Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Seccional de Minas Gerais.

Em 2009, já no STF, Cármen Lúcia tomou posse como ministra efetiva do TSE e, três anos depois, como presidente da Corte. Compôs o plenário da Justiça Eleitoral até 2013, sendo substituída pelo ministro Gilmar Mendes.

No biênio 2016-2018, foi presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Gustavo Gayer anuncia Fred Rodrigues como pré-candidato a vice-prefeito de Goiânia

O ex-deputado estadual Fred Rodrigues (PL) será o candidato a Vice-prefeito de Goiânia na chapa de Gustavo Gayer, também do PL. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29/04), em entrevista coletiva. “É alguém que entende o que eu falo e carrega os mesmos princípios”, afirmou Gayer.

A decisão coloca fim aos rumores de uma suposta desistência de Gayer para apoiar a pré-candidatura do empresário Sandro Mabel (União Brasil). Os boatos incomodaram diversas lideranças do partido. O Deputado estadual Delegado Eduardo Prado chegou a anunciar que seria o candidato do PL à prefeitura caso Gayer não concorresse.

Gayer é o primeiro pré-candidato à Prefeito a anunciar seu companheiro de chapa. Os demais postulantes seguem com articulações em busca de um vice. Sandro Mabel deve ter um nome indicado pelo bloco liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto (União Brasil).

Adriana Accorsi (PT) busca um Vice fora do campo da esquerda. Vanderlan Cardoso (PSD), por sua vez, ainda não sinalizou qualquer pretensão sobre seu futuro candidato a Vice.

Eleitor que não regularizar título até 8 de maio pode ter problemas com passaporte, concursos e empréstimos bancários

O eleitor brasileiro com irregularidades na Justiça Eleitoral pode ter problemas que vão além da impossibilidade de votar. Entre os principais empecilhos, está a proibição de obter documentos, como passaporte ou até mesmo carteira de identidade. A restrição ao passaporte, porém, não se aplica a brasileiros residentes no exterior que solicitem um novo documento ou identificação para retornar ao Brasil.

Sem o título de eleitor regularizado, todos aqueles que forem alfabetizados e tiverem idade entre 18 e 70 anos não poderão assumir cargo comissionado ou efetivo por aprovação em concurso público.

Para os estudantes com irregularidades no título eleitoral, não será possível ingressar em universidades ou renovar sua matrícula em instituições de ensino superior. Quem não regularizar a situação eleitoral também pode enfrentar problemas de ordem financeira, uma vez que não será possível obter empréstimo bancário em instituições públicas com crédito mantido pelo governo.

Prazo
O prazo para o eleitor solicitar a emissão do primeiro título, atualizar os dados cadastrais, regularizar a situação com a Justiça Eleitoral, ou até mesmo pedir transferência de domicílio eleitoral, terminará em 8 de maio. Além disso, a data é limite para quem precisa cadastrar gratuitamente a biometria no cartório eleitoral mais próximo.

Após essa data, o cadastro eleitoral estará fechado para a organização das eleições municipais deste ano. Caso a situação do eleitor esteja irregular, ele não poderá votar nas eleições de 6 de outubro, no primeiro turno, que elegerão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em mais de 5,5 mil municípios do país, com exceção do Distrito Federal, que não tem eleições municipais. O cadastro somente será reaberto após as eleições, em novembro deste ano.

Central de Atendimento ao Eleitor de Goiânia anuncia plantão de atendimento no feriado de 1º de maio

Com o prazo para cadastros eleitoral e regularização do título de eleitor chegando próximo do fim, a Central de Atendimento ao Eleitor de Goiânia anunciou que manterá o atendimento nesta quarta-feira (01/05), feriado do Dia do Trabalho. O atendimento excepcional será realizado das 7 às 17 horas.

Na ocasião, serão distribuídas senhas, por ordem de chegada, observada a capacidade limitada de atendimento. Nos dias úteis, até a data do fechamento do cadastro, dia 8 de maio, o atendimento será realizado das 8 às 18 horas.

A Central de Atendimento ao Eleitor de Goiânia fica localizada na Avenida T-1, com a Orestes Ribeiro (antiga T-52), no Setor Bueno.