Dicionário goiano atualizado para você falar (e entender) o bom e velho goianês

Goiás, localizado no coração do Brasil, é um estado rico em cultura, turismo e tradições. Além de sua culinária deliciosa e música sertaneja, Goiás também tem um vocabulário único cheio de expressões e gírias que refletem o jeitinho goiano de ser. Aqui está um “dicionário goianês” para quem quer se familiarizar com algumas dessas pérolas linguísticas:

Alugar: Conversa fiada.

Anéin (Ah, nein): Ah, não!

Apiar: Descer

Arredar: Arrastar, Tirar

Azulcrinar: Perturbar, encher o saco

Baculejo: Revista policial

Bão?: Tudo bem?

Bão demais da conta: Muito bom

Barracão: Casa

Baú ou Buzú: Ônibus coletivo

Caboclo: Rapaz

Catilanga: Mulher feia

Cê ta bão?: Forma informal e carinhosa de perguntar “Como vai você?” ou “Tudo bem?”

Chique no úrtimo: Uma expressão usada para descrever algo extremamente elegante ou sofisticado.

Corguim: Diminutivo de córrego

Custoso (a): Díficil, pessoa sapeca

Dar rata: Cometer uma gafe

De rocha: Algo ou alguém de confiança, sólido, firme.

Demais da conta: Muito, muito mesmo

Encabulado: Impressionado

Escomungado: Esquisito

Estrovar: Atrapalhar

Espia: Olha!

Estrupício: Feio, Horrível

Fera: Bom, Bonito

Ferrado: Encrencado, enrolado

Fí, Fio ou Fia: Filho (a), Menino (a)

Frevo: Festa, Multidão

Frito: Encrencado, enrolado.

Galinhada: Arroz com Galinha

Goiano do Pé Rachado: Natural do estado de Goiás

Grilar: Ficar bravo

Guariroba (gueroba): Espécie de palmito amargo

Larga: Deixa

Lascado: Encrencado, enrolado

Latada: Enrascada

Madurar: Amadurecer

Mala: Mau-elemento

Maria Izabel: Arroz com Carne de Sol

Massa: Bom, ótimo, excelente

Mocorongo: Bobo

Mocozá: Esconder

Num dô conta: Não consigo, Não sei fazer

Paia: Sem graça

Peia: Surra

Pelejar: Tentar

Pequi: Fruto típico de Goiás, usado na culinária. Nunca morda, por causa dos espinhos interno.

Pindaíba: Falta de dinheiro

Pit Dog: Sanduicheria em forma de trailer, comum em Goiânia

Pizêro: Bagunça

Pulá o corguim: Passar dos limites

Purgante: Chato, enjoado

Quando é fé: ‘De repente’, ou ‘até que’

Queijinho: Rotatória de trânsito

Que nem: Igual, idêntico

Rata: Fora

Ranca: tira, elimina

Rensga: Caraca; impressionante;

Ridico: Egoísta

Rodeia: Dar a volta

Tamborete: Banquinho de madeira

Tem base?: Pode uma coisa dessas?

Tirar água do joelho: Fazer xixi

Trem: Objeto, Coisa

Trupicar: Tropeçar

Tunda: Surra

Vazar: Ir embora do lugar

Geraldinho contador de causos

Geraldinho, maior contador de causos de Goiás ajudou a popularizar muitas expressões regionais. (Imagem: Divulgação)

Este pequeno guia oferece apenas uma amostra do rico vocabulário goiano. É importante ressaltar que, como em todas as regiões, o dialeto pode variar consideravelmente, e novas expressões surgem o tempo todo. O jeito goiano de falar é parte do charme do estado, demonstrando a simplicidade e a cordialidade da sua gente.

‘Goiano do pé rachado’ e o significado da expressão mais curiosa de Goiás

Quem já ouviu ou falou a frase: “sou goiano do pé rachado”, sabe bem que até a entonação muda para se referir à um nativo nascido no estado de Goiás. Uma frase que, de certa forma, representa o orgulho goiano, em ser natural de um estado que reúne tantas belezas, culturas e atrativos naturais e imateriais como o sotaque arrastado e a inigualável comida típica da terra. Mas, afinal, de onde vem a expressão tão usada por aqui?

Curta Mais pesquisou o assunto, conversou com gente das antigas e descobriu que a origem vem exatamente de uma marca registrada dos goianos: o clima que, na época de estiagem, bate recordes de calor e baixa umidade do ar.

Sim, o tempo seco, que atinge seu ápice nos meses de agosto e setembro, é o principal responsável pela pele ressecada e as “rachaduras” no corpo especialmente nos cotovelos, mão e… pé! Daí a expressão “goiano do pé rachado”.

Não se sabe quem inventou o bordão que acompanha gerações e nem quando ele surgiu, mas o fato é que quando você ouvir essa frase, estará cara a cara com um legítimo (e orgulhoso) goiano raiz.

Leia também: Dicionário goianês: gírias e expressões típicas dos goianos

Dicionário Goianês: conheça palavras e expressões típicas de Goiás

Em um País com o tamanho do Brasil é comum cada região ter suas expressões que representam seu jeitinho de falar. Em Goiás é preciso até dicionário específico de “goianês” para garantir um diálogo com esse povo custoso, mas ao mesmo tempo, bão demais da conta. 

Essa lista é um oferecimento das lojas novomundo.com

Confere aí: 

 

Alugar – conversa fiada 

Anéin – Ah, nein: Ah, não!

Arredar – arrastar/tirar

Apiar – Descer

Azucrinar – perturbar 

Baculejo – revista policial 

Bão? – Tudo bem?

Bão demais da conta – Muito bom

Barracão – Casa

Baú ou Buzú – Ônibus coletivo

Caboco– Rapaz

Catilanga – mulher feia 

Corguim – Diminutivo de córrego

Custoso – sapeca 

Dar rata – cometer uma gafe 

Demais da conta – Muito, muito mesmo

Encabulado – impressionado

Escomungado – Esquisito ou difícil 

Estrovar – atrapalhar 

Espia – olha!

Estrupício – Feio, Horrível

Ferrado – encrencado 

Fí, Fio ou Fia –  Filho (a), Menino (a)

Frevo – Festa, Multidão

Frito (louco/ligadão)

Galinhada – Arroz com Galinha

Goiano do Pé Rachado – Natural do estado de Goiás

Grilar – ficar bravo 

Gueroba – Guariroba: espécie de palmito amargo

Larga – deixa 

Latada – enrascada 

Lascado – encrencado, enrolado 

Madurar – amadurecer

Mala – mau-elemento

Mocorongo –  bobo 

Mocozar – esconder 

Maria Izabel – Arroz com Carne de Sol

Massa –  bom, ótimo, excelente

Num dô conta – Não consigo, Não sei fazer

Peia – surra 

Pelejar – tentar

Piqui – Pequi: Fruto típico de Goiás, usado na culinária. Nunca morda, por causa dos espinhos interno.

Pindaíba – falta de dinheiro

Pit Dog – Sanduicheria em forma de trailer, comum em Goiânia

Pizêro – Bagunça

Purgante – chato

Pular o corguim – Passar dos limites

Quando é fé – ‘De repente’, ou ‘até que’

Queijinho – Rotatória de trânsito

Que nem – Igual, idêntico

Ranca  – tira/elimina

Ridico – egoísta 

Rodeia – Dá volta 

Tamborete –  Banquinho de madeira

Tem base – pode isso? 

Tirar água do joelho – Fazer xixi

Trem – Objeto, Coisa

Trupicar – Tropeçar

Tunda – Surra

Vazar – Ir embora do lugar

 

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O que significa a gíria cringe

Se você tem usado as redes sociais nos últimos dias com certeza já se deparou com a expressão “cringe”, e consequentemente com a frequente dúvida: o que é “cringe”? A gíria virou motivo de embate entre os jovens da Geração Z, aqueles nascidos no final dos anos 90 até 2010, e os Millennials, nascidos entre o início dos anos 80 até meados dos anos 90, e tem gerado polêmica e questionamentos na definição do que pode, ou não, ser considerado “cringe”.

Depois de enfrentar aquela vergonha de estar por fora do assunto do momento, alguns famosos resolveram perder o medo e perguntaram aos seus seguidores qual o significado da expressão. A ex-BBB e apresentadora Ana Clara em um post em suas redes sociais declarou: “Pessoal perdão, eu não queria fazer essa pergunta, mas o que é cringe?”

Ao pé da letra, a gíria significa “vergonha alheia”. Nas redes sociais, ela é usada, basicamente, para se referir a algo que pode ser considerado  “cafona”, como alguma roupa, ou alguma atitude que não é tão divertida ou tão descolada quanto as pessoas acreditavam ser. A palavra é de origem inglesa e também é utilizada para se referir ao momento em que uma pessoa passa por situações desconfortáveis e constrangedoras. 

 

E como todo assunto que ganha destaque na internet, é claro que memes iriam surgir. A palavra “cringe” vem sendo utilizada de diversas formas e em diferentes cenários, com pessoas famosas, músicas e filmes, por exemplo. Para ajudar a solucionar as dúvidas sobre a conceituação da palavra, até alguns famosos entraram em cena. Ritchie, autor da música “Menina Veneno” fez um post em seu twitter onde dizia: “Cringe é um verbo inglês, não um adjetivo. Dizer q ‘fulano é cringe’ não faz sentido algum. No máximo, poderia se dizer que fulano é ‘cringeworthy’, (digno de desgosto, asco ou desprezo). De nada.  #justsaying.”

 

Eai, concordam com a explicação do músico? 

 

Cringe ou não, o que importa é que a grande repercussão da palavra na internet está associada a discussões entre as gerações Milennials e Z. Por terem pensamentos e gostos bastantes diferentes entre uma geração e outra, a palavra “cringe” vem sendo utilizada para questionar e se referir a desconfortos antigos. Nesse contexto, vários millennials passaram a se perguntar: “Será que eu sou cringe?”. Foi aí que os jovens da Geração Z começaram a dizer quais atitudes dos millennials eles consideravam “cringe”. Vamos à listinha:

  • Usar calça skinny

  • Rir com os emojis “

10 expressões que só quem é ‘goiano do pé rachado’ entende

Assim como cada região do país, Goiás tem seu dialeto próprio, aquelas expressões e gírias que a gente só escuta aqui, e que só quem é um verdadeiro “goiano do pé rachado” entende, não é mesmo? E apesar do Goianês ser bem parecido com o Mineirês, tem lá suas particularidades que o tornam único. Por isso, o Curta Mais resgatou 10 expressões tipicamente goianas, que todo mundo fala, mas só quem é goiano entende! 

 

Confira!

 

1- Goiano do pé rachado

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Claro que não dava pra começar por outra né? Essa é provavelmente a expressão mais usada no estado, e quer dizer que a pessoa é goiana de nascença, e com orgulho! Isso porque muitas pessoas, que vieram de outros estados há muitos anos, se consideram goianas de coração. Logo o ‘goiano do pé rachado’ surgiu como forma de identificar quem é goiano de verdade! 

 

2 – Pit Dog

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Tá aqui um trem que só o goiano tem. Patrimônio Cultural de Goiânia, os Pit Dogs são as famosas sanduicherias de rua, que geralmente ficam nas esquinas e fazem aquele x-tudo que todo mundo ama. 

 

3 – Pulou o corguim

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Conguim, no goianês, é o diminutivo de córrego. A expressão é usada para dizer que alguém passou dos limites. Também há a variação “pular o corguim de ré”, usada quando a pessoa “viaja na maionese” ou passa muito dos limites.

 

4 – Dar rata

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Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para ‘fazer merda’

 

5 – Quando é fé 

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Quando é fé é usada para contar um acontecimento repentino. Por exemplo: ‘Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.’ Em neo-goianês: Quandefé.

 

6 –  Rensga

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A gíria é usada para demonstrar que está impressionado. É como “uau”, “caramba”, “impressionante”. 

 

7 – Tem base?

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Tem base é o famoso “vê se pode uma coisa dessas”, em goianês. Exemplo: ‘Maria foi ao mercado sem máscara. Tem base?’

 

8 – Trem

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É até difícil definir trem, porque trem pode ser absolutamente tudo. É usado para se referir a qualquer coisa, por exemplo: “pega aquele trem ali pra mim“, “que trem lindo!”. 

 

9 – Queijim

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Não, não estamos falando do queijo da fazenda que você encontra na feira. Queijim aqui em Goiás é uma rotatória de trânsito. E olha que aqui tem muito, ein! 

 

10 – Bão demais da conta

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Essa expressão dispensa apresentação, o próprio nome já diz. É usada quando algo é muito bom, tipo o dicionário goianês, que é “bão demais da conta, sô”!

18 coisas e memes que só quem é goiano vai entender

‘Tomar uma na distriba’, ‘VIIIIIIIIIIILA’ e ‘Universidade Federal Puc de Goiás’: se você entende qualquer uma dessas expressões abaixo, sua carteirinha de goiano(a) está oficialmente renovada! Essas e outras frases são oriundas de memes ou coisas do cotidiano goiano que só vai entender quem cresceu por aqui. Confira:

1. “Compro Ouro”

Impossível ir no Centro de Goiânia e não encontrar algum idoso comprando ouro. Você provavelmente deve se lembrar deles desde criança, com um colete amarelo e um banquiha pelas calçadas.

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2. “U-NI-VER-SI-DA-DE”

Em em um grupo de WhatsApp, alunos do curso de agronomia da UFG discutiam sobre a volta às aulas à distância em meio à pandemia do novo coronavírus. Entretanto, ‘Augusto da agronomia’ (como ficou conhecido) acabou se exaltando e virando meme nas redes sociais.

Os mais criativos criaram diversos remix. Ouça:

3. “Universidade Federal Puc de Goiás”

Tradição em Goiânia é comemorar a aprovação no vestibular no Parque Vaca Brava. Durante a “festa”, os veteranos embebeadam os calouros, sujam os novos estudantes e os fazem pedir dinheiro no sinal. Entretanto, alguns passam dos limites com a bebida e acabam nem sabendo para qual universidade passaram.

Este é o caso do Caixeta Vitor, que na dúvida, misturou as duas universidades.

 “Eu, Caixeta Vitor, passei na Universidade Federal Puc de Goiás”. Se você ainda não conhecesse esse meme, assista ao vidéo abaixo.

4. Pegar o ‘eixão’

A linha “eixo anhanguera” existe em Goiânia na avenida de mesmo nome desde 1976. No entanto, foi a partir de 1998, que o famoso “eixão” se popularizou após importante reforma que deu os contornos do formato atual. Um grande corredor passa na principal via da cidade, em 19 estações elevadas, na modalidade BRT.

Mas quando precisamos usar um, não falamos ônibus, mas sim “pegar o eixão“.

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5. “PERIQUITO TÁ ROENDO O COCO DA GUARIROBA….”

O famoso programa “Frutos da Terra” de todos os domingos deixou marcas em toda uma geração com sua música de abertura. Se você não sabe cantar, pode revogar sua carteirinha de goiano!

6. A matemática ruim…

Você acha que a rua T36 é sucedida pela T37? Avança até a próxima esquina e na verdade a que você encontra é a… T38? Errado. Ali é a T4. Definitivamente, os urbanistas não batiam bem da cabeça ao designar as ruas da cidade.

ViadutoFoto: Marcos Aleotti

7. Quando você é roqueiro mas nasceu em Goiás

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Ainda existem pessoas no mundo que acreditam que só existe sertanejo em Goiás. Para você que acha que é a nossa capital só tem dupla sertaneja, saiba que Goiânia também é Rock City.

Veja aqui 30 bandas de rock goianas que vale a pena conhecer.

8. “Tomar uma na distriba”

Bares e botecos dividem a concorrência acirrada com as distribuidoras em Goiânia. Acontece que o goiano é tão acostumado a beber na porta destes estabelecimentos, que hoje em dia até festas são marcadas e cadeiras e mesas são fixadas para atender a quantidade do público. Pra quem não sabe, esse é um costume não tão comum em outros estados.

Nenhuma descrição de foto disponível.Foto: Distribuidora de Bebidas Ecologia

9. VIIIIIIIIIIIIIIILAAA

Você tá em um bar, um show, ou até mesmo na rua. De repente alguém solta um estrondoso “VIIIIIIIILAAAAA” sem motivo algum. Já aconteceu isso com você? Se não, pode viver direito que alguma coisa errada tem! 

A expressão não tem muito sentido de origem ou motivo, mas ela teve início nas vozes dos torcedores do Vila Nova Futebol Clube e hoje se tornou um meme até pra quem não gosta do esporte.

Menina · choro · adolescente · chamar · pessoa · gritando - foto stock ©  Oliver Floerke (armstark) (#886668) | Stockfresh

10. “Muito Vigor”

A divertida propaganda do Emoções Motel passou durante anos em Goiânia. Se você nunca viu, aqui está a oportunidade de ver o famigerado meme “Muito vigor”:

11. Stars Chic: A Loja da Criança

Publicitários se mordiam quando as propagandas da Stars Chic passavam na TV. Mas a verdade é que no geral todo mundo morria de rir com as “capenguices” dos comerciais. 

12. “Olha o carro da pamonha!”

A comida típica goiana teve seu maior distribuição a partir dos famosos ‘carros de pamonha’, que andam por todos os bairros vendendo a iguaria quentinha. “Pamonha de sal, pamonha de queijo…”

13. 1 litro é R$ 15 real

Em época de pequi, é bem comum encontrar em ruas no centro de Goiânia e também nas feiras livres da cidade pessoas vendendo o fruto. 

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14. Homem da Cobra

Dentre os diversos ambulantes de Goiânia, alguns se tornaram figuras conhecidas na capital, como o “Homem da Cobra”, que assustada todo mundo com uma cobra de brinquedo dentro de um saco e um apito na boca. Ele “batia” no animal e fazia vários barulhos. No final, ele pedia dinheiro na calçada e no sinaleiro.

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15. “Olha a boooosta”

Outro tipo de ambulante bastante conhecido em Goiânia era o que ficava na Feira da Lua ou Terminais de ônibus da cidade vendendo fezes de plástico.

Memes famosos:

16. Senhora? Senhora?

Edinair Moraes, em uma matéria da TV Anhanguera investigando o caso dos servidores fantasmas na Assembléia Legislativa do Estado, foi flagrada batendo o ponto e indo embora logo em seguida. Sua reação ao ser abordada pela reporter ficará para sempre em nossa memória.

Ela virou um meme nacional, mas também não poderia ficar de fora dessa.

17. Serjão Berranteiro, o corajoso “Matador de Onça” 

A épica entrevista do Serjão Berranteiro para a Band TV rendeu memes em 2016 que são repercutidos até hoje. 

Em 2017, o Serjão ganhou uma casa nova através da arrecadação de uma vakinha virtual.

18. ‘Engolida’ pelo portão’

Depois de quase ser “engolida” por um portão eletrônico, em Goiânia, e virar um meme nacional, a advogada Marilene Oliveira não poderia ficar de fora desta lista.

A repercussão foi tanta que memes foram criados e a Marilene virou até estrela de comercial:

21 expressões racistas que você usa e que precisam sair do seu vocabulário

Mulata, cabelo pixaim e ovelha negra não são termos tão legais assim de serem falados por aí. Na verdade, não tem nada de legal nisso. São expressões que fazem parte de um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas embutidas em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, a segregação ou o preconceito racial. 

Falas e hábitos pejorativos incorporados ao nosso cotidiano tendem a reforçar essa forma de racismo, visto que, promovem a exclusão e o preconceito mesmo que indiretamente.

A palavra racismo nasceu no século 20, mas ele existe muito antes disso. Antes, ele era normalizado e existiam até leis separativistas na sociedade. Os tempos mudaram, mas alguns hábitos e termos racistas perpetuaram com o passar dos anos e se encontram presentes até hoje na sociedade. Não a toa, o Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão.

Segundo Aluíso Black, presidente do Centro de Cidadania Negra do Estado de Goiás (CENEG-Goiás), devemos estimular o conhecimento das mazelas dessas expressões a fim de aniquilá-las do nosso cotidiano. “As expressões preconceituosas precisam ser banidas do vocabulário da nossa sociedade contemporânea“, diz.

No Brasil, cerca de 75,5% das vítimas de homicídio são negras, maior proporção da última década. A desigualdade social e o racismo estrutural ajudam a compor estes números. “As pessoas precisam entender que o racismo é um câncer que precisa ser extinto, pois cada dia que passa vidas são perdidas com essa prática“, desabafa.

Para Aluíso, para atos racistas não existe resposta a não ser judicialmente: “Não tem diálogo, tem a lei. É crime“.

FBI, CIA, comerciante e “Raul”: as teorias sobre a morte de Luther ...Martin Luther King Jr., um dos principais líderes negros na luta contra a discriminação racial nos EUA

O racismo estrutural no Brasil ainda é um mal a ser combatido. Você pode não perceber, mas com certeza você já usou algum termo racista e mal sabe o que ele significa. Tirá-los do nosso cotidiano e entender suas consequências, é uma simples tarefa que pode ajudar a mudar uma luta contra a discriminação racial.

E não basta não ser racista, é preciso ser antirracista e corrigir alguém ver alguma dessas expressões abaixo:

1. Adjetivar cabelos como ruim/pixaim/duro/de bombril, entre outros

São falas racistas mais usadas, principalmente na fase da infância, pelos colegas, no entanto elas se perpetuam até a vida adulta. Falar mal das características dos cabelos Afro também é racismo!

2. Mulata

A palavra se refere à mula, um animal do cruzamento de burro com égua. Na época da escravidão, muitas escravas eram abusadas pelos patrões e acabavam engravidando. As crianças eram chamadas de mulatas por serem filhos de um homem branco com uma mulher negra. Além disso, o termo objetifica ainda mais o corpo da mulher negra como uma mercadoria.

3. Denegrir

Utilizado para dizer que algo está sendo difamado por outra pessoa, mas segundo os dicionários, ‘denegrir’ significa ‘escurecer, tonar negro’, o que a torna extremamente racista.

grayscale photography of manFoto: Julian Myles/Unsplash

4. Mercado negro, lista negra, ovelha negra, entre outros.

Todas as vezes que alguém quer dizer que algo é ruim, usam o negro, como se representasse algo perjorativo, prejudicial, ilegal, etc.

5. ‘Não sou tuas negas’

Essa não precisa de muita explicação. Ela remete às mulheres negras escravizadas que sofriam estupros recorrentes de seus patrões. A frase implica que com as ‘nega’ pode tudo, são qualquer uma, etc.

6. ‘Nego’

Essa depende do contexto em que ela for introduzida. Como por exemplo alguém estar irritado com algo que outra pessoa falou e soltar um ‘Pra nego vir e falar isso, nao concordo’, inserindo o ‘nêgo’ como alguem que não tem voz ali, sua opinião não importa, entre outros.

selective focus photography of woman taking selfieFoto: Tess/Unsplash

7. Ter um ‘pé na cozinha’

A frase era usada para se referir às pessoas que não eram nem brancas e nem pretas, mas ‘pardas’. No século 18, a casa de famílias brancas tinham escravas trabalhando como cozinheiras e, muitas vezes, elas eram assediadas e estupradas por seus senhores, sendo comum que elas tivessem filhos da pele mais clara.

8. Barriga suja

Esse termo era utilizado para chamar as grávidas de filhos negros. É uma das falas mais desprezíveis.

9. Da cor do pecado

Apesar de ser usada como elogio, a origem da expressão não tem nada de bonito. Antigamente, ser negro, era considerado um pecado. Chamar alguém de ‘da cor do pecado’ faz alusão à pele negra como algo ruim.

grayscale photo of woman with curly hairFoto: Johnathan Kaufman / Unsplash

10. Fazer nas coxas

Durante a escravidão, os escravos moldavam as telhas em suas coxas, por conta disso elas possuem o formato de hoje. Como eles tinham corpos de diferentes formatos, as telhas não se encaixavam e, por isso, estariam ‘mal feitas’.

11. Criado Mudo

Essa vai pegar muitas de surpresa, mas acredite, a origem deste nome não é nada agradável. Uma das tarefas de escravos empregados, era a de segurar as coisas para seus senhoras. Estes, eram chamados de criados. Como eles não podiam falar, eram chamados de criados mudos.

12. Doméstica

A origem da palavra vem de domesticar escravos ou animais de estimação. Eles eram tratados igual animal: punições e até tortura para ‘domesticar’ os escravos. 

Civil rights march on Washington, D.CFoto: Library of Congress/Unsplash

13. Inveja branca

Na contramão de tudo que foi falado anteriormente, a ‘inveja branca’ significa uma inveja que não faz mal, ou seja, associando à cor branca a coisa boa.

14. ‘Amanhã é dia de branco’ – ‘Amanhã é dia de preto’

Os dois termos se referem a pessoas que vão trabalhar no dia seguinte. Porém o ‘branco’ se refere a um trabalho normal e o preto se refere a um trabalho duro, que exige muito desgaste, fazendo alusão aos escravos.

15. Serviço de preto

No século 19 os escravos eram considerados “burros e preguiçosos”, ou seja, não desempenhavam boas funções. Hoje, algumas pessoas usam esse termo para tarefas mal feitas, sendo uma expressão de cunho racista.

10a6da0e146df30621f6f38a694b6cb9.jpgFoto: Agência Brasil

16. Estampa étnica

No mundo da moda, os desenhos da África considerados ‘exóticos’ nas roupas passaram a ser chamados de ‘estampa étnica’ para generalizar a estamparia de origem africana, uma visão eurocêntrica em relação à outras regiões. Essas estampas tem nomes: kilim, Dutch Wax, Batik, entre outros. Usar o termo estampa étnica só significa dizer que ela foi criada por um grupo que compartilha as mesmas culturas e tradições.

17. ‘A dar com pau’

Os escravos dos navios negreiros preferiam morrer a embarcar, por conta disso realizavam greve de fome durante a travessia entre os continentes. Para obrigá-los a se alimentar, um ‘pau de comer’ foi criado para jogar angu, sopa e outras comidas pela boca. E foi aí que nasceu a expressão.

Os Cinco do Central Park - Philos.tvCena do julgamento dos ‘5 do Central Park’, onde cinco adolescentes e crianças negras são injustamente condenados pelo estupro em 1989 de uma mulher em Nova York

18. Meia tigela

Usada para caracterizar alguém ou algo que não é bom o suficiente para executar alguma tarefa, a expressão “meia tigela” vem de um sistema usado na monarquia portuguesa. Naquela época, os empregados recebiam sua alimentação dos patrões de acordo com a qualidade do serviço que faziam. Aquele que se saía melhor ganhava uma tigela cheia de comida. Porém, quem apresentava um trabalho mal feito, ganhava apenas meia tigela de comida. O mesmo aconteceu na escravidão.

19. Samba do crioulo doido

Título do samba que satirizava o ensino de História do Brasil nas escolas do país nos tempos da ditadura, composto por Sérgio Portp. Porém, a expressão debochada, que significa confusão ou trapalhada, reafirma um estereótipo e a discriminação aos negros.

20. Moreno(a)

Pessoas acreditam que chamar algum negro de negro, é ofensivo. Ofensivo é pensar que negro é ofensa. Mas isso vai de região para região, nos EUA é extremamente racista chamar por ‘negro’, a não ser que você seja um. Por conta disso, as pessoas usam ‘moreno’, o que é totalmente fora de contexto, como se amenizasse um incomodo. Mas o ideal é saber como o(a) negro(a) se sente em relação a isso. Racistas acreditam que chamar alguém de negro é ofensivo. Falar de outra forma, como “morena” ou “mulata”, embranquecendo a pessoa, “amenizaria” o “incômodo”.

21. ‘Negro(a) de traços finos’

É um olhar eurocêntrico aos negros. Se nao tivesse os traços finos, não seria bonito(a)? Não parece, mas é racismo.

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Fontes: Geledes, Acida Deon, Carta Capital, Gaúcha CH e o Curta Mais também entrou em contato com militantes negros para verificar o uso correto das expressões, além do próprio presidente do Centro de Cidadania de Goiás.

Termos e expressões em Inglês traduzidas para o bom e velho ‘goianês’

Não é de hoje que o Curta Mais ousa entrar no campo da linguística e trazer para você informações valiosas sobre a nossa língua e cultura. Já fizemos até um mini vocabulário de gírias e expressões goianas que você provavelmente se identificará, veja aqui: Dicionário Goianês. Expressões são recursos linguísticos muito importantes e seguem a peculiaridade de cada idioma. Dessa vez escolhemos alguns termos da língua Inglesa e adaptamos para linguagem cotidiana e típica “do Goiás”, para facilitar a compreensão. Confira a seleção:

 

It’s a whole mess: Tá um pizero

Ex.: This bathroom is a whole mess. / Esse banheiro tá um pizero.

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Annoying: Purgante

Ex.: Jonas is an annoying person! / Jonas é um purgante!

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Awesome/Amazing: Bão demais da conta

Ex.: This movie is awesome/amazing! / Esse filme é bão demais da conta!

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Broke: Pindaíba

Ex.: I’m broke. / Eu tô na pindaíba.

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Bullshit: Conversa fiada

Ex.: This story is a bullshit. / Isso é conversa fiada. Isso é conversa pra boi dormir.

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Suddenly: Quand’é fé

Ex.: I was walking and suddenly… / Eu tava andando e quand’é fé…

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Never heard of: Nunca nem vi

I’ve never heard of this store. / Nunca nem vi falar dessa loja.

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Take it easy: Fica sussa

Ex.: Take it easy bro. / Fica sussa mano.

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To get out: Vazar

Ex.: Get out of here! / Vaza daqui.

I’ll get out of here. / Eu vou vazar na braquiara.

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It’s raining Cats and dogs: Tá caindo um toró

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Oh my god/Oh my goodness: Armaria / Divino pai eterno

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Dude: fii/fio/fia

Ex.: Hey dude, are you going to the party tonight? / E aí fii, você vai na festa hoje à noite?

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Pissed off: Pistola

Ex.: Jonas is pissed off. / Jonas está muito pistola.

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Just like: Q’nem

Ex.: I have a cellphone just like yours. / Eu tenho um celular que nem o seu.

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Wow!: Rensga!

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It’s not my cup of tea: Não faz meu tipo

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By the way: Falanisso

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Whatever: Tanto faz

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Brainstorming: Toró de ideias

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Never mind: Deixa pra lá

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What’s up (não é o zap zap): E aí, bão ou não!?

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Chilly: Friozin bão

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I can’t do this: Dou conta não

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I have no clue: Não faço ideia

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To make a mistake: Dar rata

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Try hard: Pelejar

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For god/godness’ sake: Pelamor de Deus

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It’s a piece of cake: Isso é molezinha

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Storytelling: Contação de causo

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It’s up to you, dude: Cê que sabe, fii

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Once in a blue moon: Uma vez na vida

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To get mad: Grilar/Pistolar

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Imagens: Giphy/Reprodução

Casacorpo abre inscrições para aulas de música, dança e movimento a preços populares em Goiânia

A casacorpo, espaço coletivo acolhe artistas profissionais e amadores em Goiânia, abriu as inscrições para as atividades e aulas do 1º semestre de 2018. Todas são abertas ao público geral e têm inscrições a preços populares, de R$ 30 a R$ 80.

A casa oferece atividades de movimento corporal e produção musical específicas para crianças de 7 a 12 anos até residências temáticas para artistas e produtores culturais. A facilitação e orientação é feita por renomados profissionais de Goiânia, de outras cidades e estados como Brasília e São Paulo e até mesmo internacionais, como Buenos Aires.

A programação completa das atividades e seus respectivos prazos de inscrição podem ser conferidos pelo site ou pelo whatsapp (62) 9 8145 9717.

Confira abaixo as informações sobre as atividades e os seus respectivos valores e prazos de inscrições:

 

“Bloco do Lixo” Vivência Artística em música para crianças com grupo Vida Seca

Essa vivência é um convite para formação de um bloco de percussão com instrumentos e objetos sonoros oriundos do descarte (lixo e sucata). Com a construção de instrumentos simples, brinquedos de roda e percussão corporal, aborda-ser de forma curiosa o universo sonoro, afinal, o que é música?

2ª feira • 17:30 – 19:00

Investimento mensal: R$ 30

Informações e inscrições: (62) 9 8145 9717 (whatsapp) e [email protected]

 

“Dança de dançar” Vivência Artística para crianças com ¿por quá? grupo que dança

Um convite para explorar maneiras de dançar e de se dançar. Com uma abordagem lúdica e curiosa pesquisar o mover-se a partir de vários ritmos já existentes, além de outros inventados. Com uma postura atenta e afirmativa conquistar uma autonomia criativa em dança localizada no jeito comum de dançar.

4ª feira • 17:30 – 19:00

Investimento mensal: R$ 30

Informações e inscrições: (62) 9 8145 9717 (whatsapp) e [email protected]

 

“CORE Energetics” Grupo de Movimento para adultos

O foco do trabalho é a ampliação da consciência através do trabalho de desbloqueio corporal. Acreditamos que o corpo é o lugar onde tudo acontece. Estar no corpo é estar no presente, na realidade, na real possibilidade de realizar o necessário… mudanças, cura, cuidado e acolhimento.

5ª feira • 10:00 – 11:30

Investimento mensal: R$ 30

Informações e inscrições: (62) 9 8145 9717 (whatsapp) e [email protected]

 

“Corpo Fluxo” Vivência em Dança Contemporânea para adultos com Érica Bearlz

Estudo prático e teórico de princípios e elementos básicos de movimento que potencializem o corpo como objeto de investigação e criação de sentidos poéticos. Desenvolvimento de habilidades técnicas e criativas referentes aos diversos elementos da dança.

5ª feira • 19:00 – 21:30

Investimento mensal: R$ 30

Informações e inscrições: (62) 9 8145 9717 (whatsapp) e [email protected]

 

RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS

Residência COMUNICANTE _laboratório em comunicação cultural_ com Pareia – Comunicação e Cultura (DF)

O laboratório Comunicante reflete sobre como arte e a cultura estão firmando raízes e se adaptando às novas tecnologias. Ele propõe uma união saudável entre o fazer profissional da Assessoria de Comunicação e Imprensa às singularidades do campo artístico e cultural: compartilhar o passo a passo de uma assessoria de comunicação voltada a projetos e grupos culturais, oferecendo teoria e prática, debatendo a mídia, a arte e a cultura, a profissão e sustentabilidade econômica.

Período: 2 a 4 de março

Inscrições: Finalizadas

 

Residência DiGestão Artística _encontro imersivo para artistas-produtores e gestores-artistas_ com Marcos Lotufo (GO), Natália Louzada (GO) e Salomé Bejarano (ARG)

Mapear, conhecer e compartilhar a diversidade de experiências autônomas de gestão/produção no âmbito artístico e cultural. Escuta, intercâmbio e discussão de estratégias, técnicas e experiências de gestão de diversas iniciativas, assim como lugares de distanciamento e de aproximação nas táticas adotadas para sobrevivência em um mundo com estruturas rígidas. Conviver, acolher, criar e nutrir.

Período: 16 a 18 de março

Inscrições: até 27/02 – convocatória e inscrições pelo site: www.casacorpo.art.br/chama

Residência Círculos Criativos _metodologias abertas para fluir, colaborar e realizar_ com André Martinez (SP)

A residência propõe um percurso de exercícios e reflexões, individuais e coletivos, que convidam a um autoempreendorismo sustentado em práticas cocriativas.

Público-alvo: Gestores, produtores e empreendedores criativos, culturais e sociais. Artistas e educadores. Profissionais do universo corporativo que busquem práticas mais originais, criativas e colaborativas.

Período: 6 a 8 de abril

Inscrições: até 06/03 – convocatória e inscrições pelo site: www.casacorpo.art.br/chama

Gírias que só o goiano sabe o real significado

Em um país com o tamanho do Brasil é comum cada cantinho ter sua característica específica. E apesar de Goiânia ter muita gente de fora, a cidade conta com gírias que podem confundir quem não mora aqui.

Por isso preparamos um ‘Dicionário Goianês – Português’ pra não deixar mais dúvidas. Vem ver:

 

Alugar (conversa fiada)

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Arredar (arrastar/tirar)

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Azucrinar (perturbar)

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Baculejo (revista policial)

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Catilanga (mulher feia)

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Custoso (sapeca)

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Dar rata (pagar mico)

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Encabulado (impressionado)

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Estrovar (atrapalhar)

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Ferrado (encrencado)

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Frito (louco/ligadão)

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Grilar (ficar bravo)

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Latada (enrascada)

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Mala (mau elemento)

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Mocorongo (bobo)

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Mocozar (esconder)

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Peia (surra)

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Pindaíba (falta de dinheiro)

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Purgante (chato)

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Rancar (tirar/eliminar)

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Ridico (egoísta)

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Tem base? (pode isso?)

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E aí, ficou faltando alguma palavra? Escreva nos comentários e não esqueça de compartilhar com seus amigos. 🙂

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14 expressões que denunciam que você é goiano

Uma das maiores características do goiano é seu modo de falar. Quem mora por aqui sabe que algumas expressões são únicas na hora de dar ênfase na conversa, e até mesmo de mostrar a identidade através da fala.

Então se você nasceu por aqui, com certeza vai se identificar (e nem vai precisar de explicação) com essa listinha.

 

Acho paia

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Coisa / Trem

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Pega aquela coisa embaixo do trem 

 

Véi

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Tocar o ombro é opcional…

 

Encabulado

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Chega dói

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Pior

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Com variação de ‘pior, né?’

 

Nó / Vixe

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Ou o mais dramático ‘NUUUUU’

 

Tem base?

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Rensga

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Dar rata

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De com força

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Ou quá?

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Judiação

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Uai

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Expressões lusitanas que confundem qualquer brasileiro

Muita gente não sabe, mas apesar de Portugal e Brasil terem como idioma oficial o português, as expressões locais podem ser bem diferentes. E não adianta falar que já ouviu português falar só porque acompanhou o bonitão Ricardo Pereira nas novelas da Globo. Acredite, ao vivo e a cores sua cabeça vai embaralhar.

Se você está planejando uma viagem para a Portugal ou conheceu algum lusitano e não quer passar vergonha, confira essa lista de expressões que podem significar algo bem diferente por aqui.

 

Olha que rapariga gira!

Não fique com raiva se ouvir isso de alguém. Rapariga significa mulher e gira significa legal. Estranho? Você ainda não viu nada.

 

Este gajo é bué da fixe!

Você pode até conhecer a expressão gajo, mas duvido que entendeu o restante da frase. Bué da fixe é uma gíria portuguesa usada para definir algo “muito legal”, “muito bacana”. O significado de bué vem do umbundu, língua angolana, e significa “muito”. A palavra é tão utilizada que já foi introduzida no dicionário português (de Portugal, claro). Fixe significa legal, sinônimo de bacana, maneiro, o “cool” do inglês. O “da” não tem um significado, é só como se fala a expressão, pode ou não ser usada.

 

Em qual zona passa este autocarro?

Essa é mais fácil. A palavra zona é sinônimo de região e autocarro é o nosso ônibus.

 

Cuidado com os atacadores!

Pode ficar calmo, você não está prestes a ser atacado. O máximo que pode acontecer é você levar um tombinho. Atacadores são cadarços. Vai entender?!

 

Não atravesse fora da passadeira.

Passadeira em Portugal não tem nada a ver com quem passa roupa. A palavra significa faixa de pedestre, mas atenção se ouvir passadeira elétrica, aí o significado é bem diferente. Se for elétrica então é esteira, aquela de se exercitar mesmo.

 

Tu és reformado?

Ninguém está perguntando se você já fez cirurgia plástica ou algo assim. Os reformados de Portugal são os aposentados do Brasil.

 

Utilizou o autoclismo?

Dúvida que adivinha essa. Autoclismo é descarga.

 

 

Confira mais essas:

 

Acostamento (no Brasil) – berma (em Portugal)

Apontador (no Brasil) – afia-lápis (em Portugal)

Bombeiro (no Brasil) – canalizador (em Portugal)

Bonde (no Brasil) – eléctrico (em Portugal)

Bunda (no Brasil) – rabo ou cu (em Portugal)

Camiseta (no Brasil) – camisola (em Portugal)

Calcinha (no Brasil) – Cueca (em Portugal)

Cavanhaque (no Brasil) – pêra (em Portugal)

Descarga (no Brasil) – autoclismo (em Portugal)

Esparadrapo (no Brasil) – adesivo (em Portugal)

Estepe (no Brasil) – pneu sobresselente (em Portugal)

Fila (no Brasil) – bicha (em Portugal)

Goleiro (no Brasil) – guarda-redes (em Portugal)

Grampeador (no Brasil) – agrafador (em Portugal)

Parada (no Brasil) – paragem (em Portugal)

Privada (no Brasil) – retrete ou sanita (em Portugal)

Sorvete (no Brasil) – gelado (em Portugal)

Terno (no Brasil) – fato (em Portugal)

Trem (no Brasil) – comboio (em Portugal)

20 palavras e expressões que são a cara de Goiânia

Postado em 16/08/2015 17h40

 

Feche os olhos e pense em Goiânia. O que aparece na sua frente? Um ‘trem’ qualquer? Um ‘Pit Dog’ com um sanduba caloricamente delicioso? Um ‘churrasquim’ com os amigos ou um ‘friozim’ de 20 graus? Quais são as gírias e expressões que mais caracterizam os moradores e a cultura da cidade?

Curta Mais foi em busca de inspiração no bate papo informal com os próprios colegas da redação, no burburinho dos botecos e nas conversas corriqueiras do dia a dia na cidade. Tentamos aqui traduzir um pouco do jeitinho goiano de ser. Expressões e seus significados que são verdadeiras novidades pra quem chega na capital goiana pela primeira vez. Para os novatos na terra, um aviso: depois que acostuma a falar assim, nunca mais esquece. Mas, de boa? O trem é bão demais da conta e tem sim seu charme.

 

1. Custoso: pessoa ou situação difícil, complicada. Ex: “ô trem custoso esse menino”.

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“Isso vai ser custoso demais, moço!”

 

2. Trem: pra você que não entendeu bem a frase acima, “trem” em goianês pode ser aplicado a tudo. Ex: “trem bonito”, “trem custoso”, “trem bão” etc.

Ps: os mineiros vão reivindicar a autoria, mas Goiás é quase Minas e Minas é quase Goiás.

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O trem original.

 

3. Queijim (queijinho): não, não estamos falando de gastronomia. Queijim é rotatória de trânsito (e temos muitas por aqui). Se alguém lhe der uma informação assim “vai reto toda vida, quando chegar no queijim você vira no sinal”, fique tranquilo; “toda vida” dura cinco minutos, “queijim” é a rotatória e “sinal” é semáforo. A propósito, se acostume a ouvir tudo no diminutivo por aqui, “bunitim”, “arrozim”, “baratim”, “carrim”, “cafezim”…

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Um dos 8273183842734 exemplares de queijim de Goiânia.

 

4. “Uai, sô”: acredite, você vai ouvir muito isso em Goiânia e achar que está em Minas Gerais, mas já explicamos isso antes. A expressão mineira-goiana serve pra começar ou terminar qualquer frase (às vezes cabe até no meio dela ou sozinha). Um “uai, sô” seguido de um olhar, pode dizer mais que muitas palavras.

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“Uai, sô, cadê o trem que eu deixei aqui?”

 

5. “Bão demais da conta“: neste caso, a frase virou uma coisa só e por isso incluímos na lista, se é “bão demais da conta”, é excelente!  Se alguém te afirmar isso, fecha os olhos e se joga porque a coisa é boa mesmo. Se aplica a lugares, pessoas, comida, produtos etc. Ex: “esse restaurante é bão demais da conta”, “pensa num trem bão demais da conta”.

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“Chope bão demais da conta, moço!”

 

6. Friozim: temperatura entre 18 e 28 graus (acima disso, é o tempo normal por aqui). Se você é do Sul ou Sudeste, pode até rir disso, mas frio aqui é raridade e quando o termômetro cai um pouquinho, é a chance de usar aquela blusa cheirando a naftalina escondida há tempo no fundo do armário.

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De boa curtindo o friozim de Goiânia.

 

7. Buzú ou baú: ônibus. Ex: “bora pegar o buzú que para naquele ponto ali”. Ah! Pra não ficar nenhuma dúvida,”ponto” é a parada do ônibus.

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Acho que vou esperar o próximo.

 

8. Quebrado / liso / na pindaíba: falido, sem dinheiro. Em tempos de crise, a expressão teve que entrar pra essa lista. Ex: – bora sair hoje? – dô conta não, tô ‘quebrado, tô ‘liso’, ‘na pindaíba’.

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9. Churrasquim: goiano que é goiano adora carrrrne (com erre puxado mesmo). Reúna a turma, a cerva (cerveja) gelada, carvão, picanha com capa de gordura, mandioca, feijão e arroz tropeiro. Ah! E pega mais cerva no posto ali da esquina.

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“Ê, churrasquim bão demais da conta!”

  

10. Gente boa: se a primeira impressão é a que fica, a chance de você se encantar por um(a) goianiense é enorme. A marca da cidade é a hospitalidade, a simpatia. Não se assuste se você estiver sozinho em um dos vários bares da cidade e uma galera da mesa ao lado puxar conversa. Provavelmente você vai acabar fazendo novos amigos.

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Amizade de boteco, quem nunca?

 

11. Roça: se no litoral o povo vai pra praia, em Goiânia, quando o stress da cidade grande aperta, o jeito é dar uma fugidinha pra roça. No caso, roça pode ser uma chácara, sítio ou mesmo uma fazenda simples ou com jeitão de resort.

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Fogão de lenha, e uma rede na varanda…

 

12. Galinhada: se você imaginou um monte de galinhas reunidas em um encontro anual do segmento, esqueça! Galinhada é um tradicional e delicioso prato da cozinha local. Misture arroz, açafrão, galinha e, claro, o pequi nosso de cada dia, e temos a galinhada genuinamente goiana.

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Galinhada diliça assim só no Goiás.

  

13. Pit Dog: um pet shop especializado em Pitbull? Um canil? Uma raça de cachorro que late “uai”? Nada disso, com vocês mais um produto genuinamente goianiense, o Pit Dog. Trata-se de uma sanduicheria em forma de trailer, presente em quase toda esquina movimentada da cidade. Goiânia se orgulha de ser a terra natal do pit dog – nossa mais famosa comida de rua que bota no chinelo muito food truck.

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Food truck pra quê?

  

14. “Que nem”: as duas palavras significam uma só, “igual”. Ex: “esse carro é ‘que nem’ aquele” ou “você tá ‘que nem’ seu pai”.

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Separados no nascimento que nem Ruth e Raquel.

 

15. “Dô conta não”: mais um agrupamento de palavras presente no vocabulário goianiense. Significa: “não consigo”, “não sei fazer” ou “sem paciência”. Ex: “Dô conta de chegar esse horário não” ou “sabe aquele cara? Dô conta não!”.

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“Dô conta desse trem, não!”

  

16.“Tem base?”: goiano que é goiano fala isso a cada 20 palavras. Na tradução mais literal seria “pode uma coisa dessa?”

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“Tem base isso, Arnaldo?”

  

17. “Dar rata”: cometer uma gafe. Ex: “cê tá me passando vergonha, para de dar rata” ou “errou de novo seu rateiro?”

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Todo mundo já deu rata nessa vida.

 

18. “Ah neim”: ah não… Se vier acompanhado de um longo ‘ah neeeeiiimm, sai de perto!

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“Ah neeeeeim, de novo esse trem? Dô conta não!”

  

19. “Do pé rachado”: goiano legitimamente goiano. Se no Rio de Janeiro, o carioca é da gema, aqui, quem nasceu em Goiânia ou Goiás, é ‘goiano do pé rachado’ com muito orgulho, sô!

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“Nóis é da roça e do pé rachado, sô.”

  

20. “Quando é fé”: ‘tava’ pensando em outras expressões bastante comuns por aqui, mas ‘quando é fé’ o celular tocou e eu tive que fechar o texto agora mesmo.

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“De boa curtindo aqui quando é fé me aparece um humano.”

 

 

Confira mais expressões tipicamente goianas no nosso Dicionário Goianês.

Por Marcelo Albuquerque, editor do Curta Mais. Um capixaba radicado em Goiás desde os 10 anos e mais um goiano do pé rachado adotado pela terra mais acolhedora do Brasil.