Manifestantes comemoram o aniversário do golpe militar de 64 com carreata em Goiânia

Este domingo (31 de março) marca os 55 anos do início do golpe militar que depôs Jango, dando início a um regime de exceção que se estendeu até 1985. Durante estes 21 anos, não houve eleição direta para presidente, o Congresso chegou a ser fechado e houve censura à imprensa. Segundo dados da Comissão de Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – e, até hoje, só 33 corpos foram encontrados. Na última segunda-feira, o porta-voz Otávio Rêgo Barros instruiu, em nome de Jair Bolsonaro, que o ministério da Defesa faça as ‘comemorações devidas’ na data. Na quinta, o próprio Bolsonaro disse que a ideia não é celebrar e sim ‘rememorar’ o período. Atos em alusão ao golpe de 31 de março chegaram a ser proibidos por liminar, mas a Justiça Federal derrubou a decisão. 

Alguns manifestantes de Goiânia demonstram apoio ao golpe de 64 com a realização de uma carreata ao som do hino nacional. Um homem no alto falante ainda diz “Viva as Forças Armadas”. Ainda segundo nossa leitora que nos enviou o vídeo (confira abaixo), os manifestantes chamam o dia de hoje como “o segundo dia de independência do Brasil”.

 
 
 
 
 
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Manifestantes próximo à praça cívica realizam carreata comemorando “o segundo dia de independência do brasil, em 1964”.

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Caetano Veloso sobre o momento político no Brasil: ‘cenário é o mesmo do golpe de 64’

Um dos maiores nomes da música brasileira, Caetano Veloso gravou participação no programa “Altas Horas”, que vai ao ar no próximo sábado (26). No bate-papo, o cantor expressou seu posicionamento sem rodeios.

Caetano foi bem claro ao afirmar que a manifestação de 13 de março é legítima. No entanto, ele põe em dúvida a força da marcha perante o governo do PT. E compara o cenário atual à instauração do regime militar em 1964, quando as elites e militares derrubaram o presidente Jango. “A manifestação não é suficientemente diferente da que levou ao golpe de 64″, argumenta.

Os ânimos estão exaltadose os acontecimentos, sendo atropelados, ele sinaliza. “Precisamos ter calma para olhar os acontecimentos. Agora não temos uma ditadura, mas o Brasil é muito desigual. E toda manifestação, por tentar sair disso, enfrenta a oposição da elite. Eu desconfio.”

(Com informações de IG – Blog “Vem, Gente”)