Artistas levam apoio a Dilma em ato contra impeachment

A presidente Dilma Roussef chegou ao Salão Leste do Palácio do Planalto acompanhada da atriz Letícia Sabatella, da cineasta Anna Muylaert, da cantora Beth Carvalho e do escritor Raduan Nassar, entre outros artistas.

Batizado de ato “Pela Legalidade e em Defesa da Democracia”, o encontro aconteceu nesta quinta-feira (31) e reuniu na plateia, artistas, intelectuais, lideranças políticas e militantes ligaodos ao Partido dos Trabalhadores.

Em sua fala, Dilma alertou que, apesar de diferenças políticas e partidárias entre os presentes, todos estavam ali pela defesa da democracia e em respeito ao voto. A mandatária voltou a frisar também que o processo de impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. “O nome golpe dói demais em alguns, por isso as propostas feitas sistematicamente para que eu renuncie, porque sabem que é constrangedor esse processo”, frisou.

Na ocasião, a presidente agradeceu aos muitos manifestos recebidos em defesa da democracia. “Todos aqui têm distintas filiações partidárias, outros não têm, outros posições contrárias ao governo, muitos nem mesmo votaram em mim, não integram os 54 milhões de votos que recebi. Isto não tem a menor importância, o que tem importância é que todos votaram nas eleições, todos participaram do processo democrático”, destacou a presidente.

Dilma

Dilma em momento de descontração com a atriz Letícia Sabatela.

Entre os participantes também estão o escritor Fernando Morais, os atores Antônio Pitanga, Osmar Prado e Sérgio Mamberti, o produtor cultural Pablo Capilé, idealizador do coletivo Fora do Eixo, e Antônio Carlos dos Santos, conhecido como Vovô do Ilê Ayê. 

A cineasta Anna Muylaert, diretora do filme “Que Horas Ela Volta”, destacou que, mesmo sob ataques, a presidente Dilma não cogitou uma atitude arbitrária. Para ela, o que está se tentando com o impeachment é atacar um governo que busca formar cidadãos. “Dizem que vão manter os projetos sociais, mas a impressão que tenho é que eles querem manter os privilégios.”

A atriz Letícia Sabatella disse que estão tentando tomar o poder na marra. “Criaram um clima de ódio, de irmão contra o irmão”, disse durante seu discurso. Letícia fez questão de dizer que não tem partido, e classificou as manobras pelo impeachment como um plano “maquiavélico”. Para ela, o tentam tirar Dilma do poder por seus acertos, e não pelos erros.  “Conheci o Congresso, o Senado, e sei  o quanto há de boicote contra a transformação social do Brasil. A gente tem que andar para a frente, não para trás“.

Alguns dos artistas que participaram da reunião, também gravaram um vídeo com o mesmo tema. Famosos como Monica Iozzi, Letícia Sabatella, Laerte e Chico César, pedem a “defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e contra o golpe”. Assista:

Em vídeo, divulgado recentemente, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a figura do impeachment esta prevista na constituição e não pode ser considerado golpe. Assista na íntegra:

 

Caetano Veloso sobre o momento político no Brasil: ‘cenário é o mesmo do golpe de 64’

Um dos maiores nomes da música brasileira, Caetano Veloso gravou participação no programa “Altas Horas”, que vai ao ar no próximo sábado (26). No bate-papo, o cantor expressou seu posicionamento sem rodeios.

Caetano foi bem claro ao afirmar que a manifestação de 13 de março é legítima. No entanto, ele põe em dúvida a força da marcha perante o governo do PT. E compara o cenário atual à instauração do regime militar em 1964, quando as elites e militares derrubaram o presidente Jango. “A manifestação não é suficientemente diferente da que levou ao golpe de 64″, argumenta.

Os ânimos estão exaltadose os acontecimentos, sendo atropelados, ele sinaliza. “Precisamos ter calma para olhar os acontecimentos. Agora não temos uma ditadura, mas o Brasil é muito desigual. E toda manifestação, por tentar sair disso, enfrenta a oposição da elite. Eu desconfio.”

(Com informações de IG – Blog “Vem, Gente”)

Musical sobre Chico Buarque é interrompido ao vivo após ator xingar Lula e Dilma; veja o vídeo e ouça os áudios

Durante a apresentação do espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, o ator e diretor Claudio Botelho chamou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de “ladrões”, o que provocou a ira de parte da plateia, que entoou gritos de “não vai ter golpe”.

O episódio ocorreu na noite de sábado (19), em Belo Horizonte e fez com que a peça terminasse antes do horário programado.

Em resposta à reação da platéia, Botelho retrucou: “Vamos terminar o espetáculo e ver se não vai ter golpe”. Resultado: mais vaias.

A direção da peça decidiu então suspender a sessão na hora e cancelou a apresentação proramada para este domingo.

Em nota, o Sesc Palladium afirma que não concorda com a posição de Claudio Botelho e que respeita a opinião do público.

Abaixo, a íntegra do comunicado do Sesc Palladium, de Belo Horizonte:

“Em decorrência da manifestação espontânea do diretor e ator do espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque em  90 Minutos” e em função dos desdobramentos ocasionados por tal atitude, a apresentação de ontem (19/03) foi interrompida e a de hoje (20/03) cancelada.

O Sesc em Minas não corrobora com as manifestações políticas de cunho pessoal e respeita as diversas opiniões de seu público, sempre priorizando a segurança de todos.

Lamentamos o ocorrido e os transtornos gerados”.

Veja o vídeo do momento em que a plateia se voltou contra o ator:

Conversa nos bastidores vaza na internet

Um áudio divulgado na internet mostra Botelho conversando com a atriz Soraya Ravenle, sua colega de elenco. A conversa, tensa, segue nos bastidores da peça após a sua interrupção, ainda no Sesc Palladium.

Durante a discussão, Soraya tenta acalmar Botelho e dizer que ele não poderia ter provocado a plateia naquele tom em uma semana de tensão política no país. É nesse momento que o diretor solta um comentário racista: “Um ator não pode ser peitado por um negro… Um ator que está em cena é um rei! Não pode ser peitado. Não pode ser peitado por um negro, por um filho da p*** que está na plateia. Não pode. Não pode ser peitado. Eu estava fazendo uma ficção.”

Confira aqui o áudio vazado nos bastidores do teatro.

 

Claudio Botelho se defende após polêmica

O ator e diretor Claudio Botelho se defendeu da polêmica que causou. Segundo o mineiro, ele usou uma fala de seu personagem, diretor de um grupo de teatro mambembe, para improvisar em cima da situação política do país. Em entrevista ao jornal GLOBO, Botelho disse ter se sentido “censurado”.

“Faço esse espetáculo há dois anos, tem um momento em que meu personagem chega numa cidade imaginária e vê que ninguém vai ao teatro porque é o último capítulo da novela das oito. Nessa hora, sempre faço um “caquinho” com o que está acontecendo no Brasil. Já falei sobre o (presidente da câmara Eduardo) Cunha, por exemplo, e sempre fui aplaudido, sempre riram, sempre entenderam como piada. Ontem eu disse: “Será que o pessoal ficou em casa para ouvir que algum ex-presidente foi preso? Ou ficaram para ver se uma presidente recebeu o impeachment?”, explicou Botelho.

O ator continua: “As vaias foram crescendo, virando uma comoção. Começaram a berrar “não vai ter golpe”, mas demorei uns minutos pra entender. No primeiro momento, eu caí na gargalhada, demorei a entender que não era uma brincadeira. Afinal, eu não falei de golpe, não falei de nada.
O público começou a descer em direção ao palco, com punhos em riste, me chamando de coxinha, expressão que sempre me faz rir, além de direitista, fascista. Começou a ficar violento. Quando vi que o pessoal não ia parar e entendi que eles não estavam gostando, sugeri que fossem à bilheteria pegar o dinheiro de volta. Mas eles não foram. Daí o restante da plateia começou a gritar para o pessoal que estava reclamando ir embora”.

Botelho contou que não quis ouvir o áudio da discussão que teve com a colega de trabalho Soraya Ravenle nos bastidores do musical. Ele nao sabia que estava sendo gravado, e acionou seus advogados.

“Acho mesmo que o público foi fascista. O que aconteceu foi censura”, concluiu.

Nota de Chico Buarque

Chico Buarque se manifestou por meio de seus assessores, retirando a autorização para Botelho usar suas canções em musicais. Segundo o ator e diretor, a sessão marcada para este domingo, em Belo Horizonte, e também cancelada, seria mesmo a última da turnê.

Saiba quais os famosos participaram das manifestações em apoio a Lula e ao governo Dilma

O Brasil está dividido. As redes sociais viraram terreno de críticas e debates partidários. No meio artístico, famosos também resolveram mostrar suas caras ou contra ou a favor do governo.

Nas manifestações a favor do governo, na última sexta-feira (18), em várias cidades do país, muitos famosos se posicionaram nas redes sociais. Em São Paulo, o ex-presidente Lula e o prefeito Fernando Haddad participaram do ato na Avenida Paulista, que reuniu cerca de 95 000 pessoas, segundo o Datafolha. 

Veja a seguir alguns artistas que participaram por todo o país:

cantor

O cantor Otto foi às ruas manifestar apoio ao PT.

leticia

A atriz Letícia Sabatela se juntou aos militantes petistas no Rio de Janeiro.

gregorio 

O humorista Gregório Duvivier também foi visto na Paulista. 

 

é tudo Brasil. a avenida não tem dono e a alma não tem cor.

Uma foto publicada por Chico César (@oficialchicocesar) em

 

Recife hoje! O povo brasileiro deu o recado com emoção! Não vai ter golpe!

Uma foto publicada por Paulo Betti (@paulobetti) em

 

Com amor, amigos, com amor a gente chega lá! #naovaitergolpe

Uma foto publicada por @johnnymassaro em

 

 

Estes são outros famosos que gravaram o vídeo “Não Vai ter Golpe”:

#VemPraDemocraciahttps://t.co/YRWqA97Uev

— jornalistaslivres (@j_livres) 18 de março de 2016