Agência da ONU estima que aproximadamente 2 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia

O número de pessoas que fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa provavelmente já chegou a entre 2,1 milhões e 2,2 milhões de pessoas, disse, nesta quarta-feira (9), o chefe da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, disse em uma entrevista coletiva durante uma visita a Estocolmo que “agora é hora de tentar ajudar na fronteira”, em vez de discutir sobre a divisão dos refugiados entre países.

Grandi acrescentou que a Moldávia, que não é membro da União Europeia, em particular, era muito vulnerável na situação atual.

 

Imagem: KACPER PEMPEL (REUTERS)

Avião sairá de Anápolis para buscar brasileiros refugiados da Ucrânia

A aeronave KC-390 Millennium deve decolar da Base Aérea de Anápolis na segunda-feira (7/3) para buscar os brasileiros que deixaram a Ucrânia em razão do ataque russo ao País. A informação sobre a decolagem foi divulgada nesta quinta-feira (3/3) pelo Ministério da Defesa. No trajeto de ida, o avião vai transportar mais de 11 toneladas de material de ajuda humanitária. 

De acordo com o governo federal, a previsão é que o avião pouse em Varsóvia, na Polônia. A cidade reúne um grande número de brasileiros que deixaram o território ucraniano. A previsão é que a aeronave volte ao Brasil na quinta-feira (10/3). 

 

Imagem: Base Aérea de Anápolis

Airbnb oferece hospedagem gratuita para 100 mil refugiados da Ucrânia

A plataforma de hospedagem Airbnb anunciou a disponibilização de hospedagens gratuitas de curto prazo para cerca de 100 mil refugiados da Ucrânia em países vizinhos, por meio de sua organização sem fins lucrativos destinada a pessoas que fogem de crises em todo o mundo.

Os custos serão pagos pelo Fundo de Refugiados da empresa, que existe desde 2012. A plataforma ainda diz que os ucranianos poderão contar com o auxílio dos anfitriões, que disponibilizam suas casas para recebê-los em diversas partes do mundo.

Os diretores da empresa e de sua ONG, chamada Airbnb.org, enviaram cartas aos governos da Polônia, Alemanha, Hungria e Romênia, entre outros países europeus, para facilitar “a recepção de refugiados dentro de suas fronteiras”, segundo um comunicado à imprensa.

A ONG abrigou, recentemente, 21 mil refugiados afegãos e, nos últimos cinco anos, ligou um total de 54 mil refugiados e requerentes de asilo de outros países, incluindo Síria e Venezuela, a hospedagens temporárias, segundo nota da entidade.

Outras grandes empresas também vêm se movimentando em ações voltadas para a Ucrânia. A Verizon, gigante da telecomunicação, disse que não realizará cobranças de chamadas feitas para o país. A Virgin Media O2, sediada em Londres, também anunciou que removeu as cobranças pelo uso de dados móveis em todo o território ucraniano.

Desde o início da invasão pela Rússia na última quinta, ao menos 368.000 pessoas fugiram do país e cruzaram a fronteira rumo a Polônia, Hungria, Romênia e Moldávia, segundo cálculo do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

 

Imagem: Pixabay

Airbnb vai hospedar 20 mil refugiados afegãos de graça

A empresa Airbnb afirmou que vai fornecer moradia gratuita para 20 mil refugiados do Afeganistão que conseguiram escapar do país, tomado pelo Talibã. A empresa trabalhará em estreita colaboração com ONGs e seu braço sem fins lucrativos, o Airbnb.org, que fornece moradia para pessoas necessitadas após desastres naturais e outras crises.

O CEO do Airbnb, Brian Chesky, fez o anúncio em seu perfil no Twitter nesta terça-feira (24). “O deslocamento e a necessidade de acomodação de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias do nosso tempo. Sentimos a responsabilidade e queremos ajudar”, contou em de seus tweets.



 

De acordo com reportagem do CNN Business, ainda não há mais informações de quanto tempo os refugiados ficarão alojados, ou por quanto tempo a empresa financiará suas estadias.

Milhares de pessoas tentaram deixar o Afeganistão nos últimos dias depois que a capital do país, Cabul, caiu nas mãos do Talibã. Muitos afegãos chegaram ao aeroporto da cidade na esperança de embarcar em voos de evacuação operados pelos Estados Unidos e outros governos.

ONGs, grupos religiosos e governos locais nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países se comprometeram a ajudar os refugiados afegãos. Chesky pediu para a comunidade empresarial fazer o mesmo. “Espero que isso inspire outros líderes empresariais a fazer o mesmo. Não há tempo a perder”, concluiu.



 

Imagem: Reprodução

 

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Jesus aparece a refugiados durante travessia do Mar Egeu e acalma tempestade, afirma missionário

Um grupo de imigrantes refugiados garante ter revivido uma das cenas mais famosas da Bíblia, quando Jesus andou sobre o mar, de acordo com o relato de um integrante de um projeto social que registra a saga das pessoas em fuga da violência no Oriente Médio.

Erick Schenkel, diretor-executivo da Jesus Film Project – organização sócio missionária –  revelou que em uma viagem pelo Mar Egeu, em direção à Grécia, os barcos enfrentavam um mar revolto, e de repente, Jesus surgiu no meio da tempestade e acalmou águas, salvando sua vida.

“Um grupo de refugiados que fogem do conflito no Oriente Médio foi bloqueado em vários barcos. Eles estavam tentando atravessar o Mar Egeu em direção à Grécia”, contou Schenkel em um relato publicado God Report e repercutido no Christian Post.

As águas estavam extremamente agitadas e perigosas, e alguns dos barcos nesta pequena armada naufragaram. Os refugiados estavam com medo, assim como companheiros de viagem de Jesus estavam assustados, conforme descreve o evangelho de Marcos 4:37 sobre a travessia de Jesus e seus discípulos sobre o Mar da Galileia: “Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água”.

“Mas as pessoas em um barco clamaram a Deus. De repente, uma ‘figura divina que brilha apareceu no barco’. O barco inteiro sabia que era Jesus”, relatou Schenkel, acrescentando que de forma repentina, a tempestade se acalmou: “A partir desse ponto, o mar ficou calmo e tranquilo, e eles finalmente atracaram em segurança”.

No relato bíblico, Jesus “se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou, e fez-se completa bonança”, e na ocasião, os discípulos, perplexos, questionavam: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”

Os refugiados estavam tão convencidos de que a figura celeste era verdadeiramente Deus, que todos eles queriam se tornar seguidores de Jesus, de acordo com o relato. Semanas depois, eles se reuniram em um grupo de discipulado, e compartilharam a história de sua travessia pelo Mar Egeu com seu professor de Bíblia, um ex-jihadista que se converteu ao Evangelho.

“As milhares de famílias de refugiados iraquianos e sírios que sobreviveram à caminhada por terra e mar devem agora passar suas noites em prédios abandonados, marquises, garagens, espaços abertos ou tendas. Em campos sem eletricidade, eles muitas vezes vivem no escuro”, revelou Schenkel.

A organização Jesus Film Project está distribuindo painéis de energia solar com lâmpadas de LED ao longo dos campos de refugiados, e elas incluem um leitor de áudio embutido e alto-falante com 200 horas de memória de áudio sobre o filme “Jesus”.

“Um voluntário não teve tempo para explicar a um refugiado que havia um reprodutor de áudio contido na lâmpada. No dia seguinte, o refugiado, alegre, disse ao voluntário: ‘Você não apenas deu-me luz, você me deu a luz do mundo! ’ Esse trabalhador disse que a necessidade é enorme e crescente”, concluiu Schenkel.

Novo recorde

O ano de 2015 estabeleceu um recorde amargo, com 65,3 milhões de refugiados e deslocados obrigados a deixar suas casas ou seus países de origem em consequência das guerras ou como vítimas de perseguições, anunciou a Agência da ONU para os Refugiados.

Desde 2011, quando começou a guerra na Síria, o número aumenta ano após ano, de acordo com as estatísticas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). O número registrou alta de 9,7% na comparação com 2014, depois de uma estabilidade entre 1996 e 2011.

Esta é a primeira vez que a quantidade de deslocados superou 60 milhões de pessoas, número equivalente à população do Reino Unido.

refugiados

Barco lotado de refugiados

 

Garota de 14 anos na Síria se dedica a estudar e educar refugiados na Jordânia

Muitas vezes, no conforto de nossas casas, não percebemos como algumas coisas tão simples e essenciais para nós são encaradas como verdadeiros sonhos, oportunidades quase únicas para quem enfrenta uma realidade muito mais difícil que a nossa. Na Jordânia, uma menina síria de 14 anos se dedica a estudar e também a educar os integrantes do acampamento de refugiados Azraq, no meio do deserto.

Na rotina de Muzon al-Meliha, logo às 10 da manhã ela não tem tempo para pensar nas coisas que perdeu pelo caminho e segue para as suas aulas de inglês e informática. E o fato de viver em uma pequena vila improvisada no árido jordaniano não é motivo para desanimar, não.

Busca por mais direitos e educação para as mulheres chamou a atenção da ONU. (Reprodução)

Busca por mais direitos e educação para as mulheres chamou a atenção da ONU.

A família de Muzon deixou a Síria em 2013 devido aos conflitos civis no país. Atualmente, há um mês, quando tiveram a oportunidade de ir embora do acampamento, a sua tia foi quem a ajudou a convencer todos a deixar a menina ficar no local e continuar os seus estudos.

“Nós deveríamos ter a chance de estudar em qualquer lugar, a qualquer hora”, diz a garota. “Eu não considero o acampamento um obstáculo. Quando eu vim para a Jordânia, achei que não continuaria meus estudos. Mas ir à escola aqui é o que mantém as minhas esperanças.”Muzon e sua colega durante a aula de informática. (Reprodução)

Muzon e sua colega durante a aula de informática. (Reprodução)

A garota conta a respeito das tradições de onde ela vem e como elas afetam negativamente o futuro das mulheres. “Mesmo que algumas meninas queiram estudar, as suas famílias preferem que elas se casem. Aqui, no acampamento, cada vez mais famílias casam as suas filhas. Acham que isso assegura um futuro para elas mais do que a educação.”

“Se você se casa e não tem educação ou conhecimento, você nunca vai conseguir resolver os problemas, ajudar a si mesma ou a seus filhos. Sinceramente, eu coloquei isso [estudar] como o meu objetivo na vida.”

Ela bateu uma bolinha com Malala, paquistanesa que venceu o Nobel da Paz. Literalmente! (Reprodução)

Ela bateu uma bolinha com Malala, paquistanesa que venceu o Nobel da Paz. Literalmente!

A perseverança da menina rendeu até uma alcunha da qual ela gosta muito: “Malala da Síria”, em referência à paquistanesa Malala Yousafzai, vencedora do Nobel da Paz. As duas inclusive se encontraram em Azraq e trocaram figurinhas recentemente.

“Quando as pessoas me chamam de Malala, eu sinto que eu estou realizando um trabalho importante e que as pessoas acreditam nele. Ela me ensinou que, independente dos obstáculos que enfrentamos na vida, podemos passar por eles”, acrescenta. “Malala não ficou em silêncio e levantou a sua voz pelos seus direitos.”'Eu aprendi tudo com meus pais, eles me ensinaram a ter respeito.' (Reprodução)

‘Eu aprendi tudo com meus pais, eles me ensinaram a ter respeito.’ (Reprodução)

Sem perder em momento algum o olhar profundo e determinado, ela fala como se a sua jornada estivesse apenas começando. “Mesmo sabendo que sou jovem, eu sei que posso fazer mais do que estou fazendo aqui no acampamento. Não só aqui, como no mundo todo. Educação é tudo na vida, e tendo educação você entende porque ela é tão importante. Nós temos esperança, nós vamos construir uma Síria muito melhor do que ela era”, encerra.

Para conhecer mais sobre Muzon al-Meliha e como é a sua vida no acampamento Azraq, na Jordânia, veja o vídeo abaixo (em inglês):

Via Yahoo.