‘Quando a Marília saiu de casa hoje ninguém sabia que ela não voltaria mais’

Assim que soube da morte da cantora Marília Mendonça, a jornalista Mariana Brito compartilhou uma bela reflexão sobre a fragilidade da vida. O textou tem alcançado enorme repercussão.

Confira a mensagem na íntegra:

 

Você já parou para pensar nisso?

Sério mesmo. Você já pensou?

Que quando alguém que você ama sair pela porta pode nunca mais voltar?

Seu marido quando vai cedo para o trabalho;

Seus filhos quando vão para a escola;

Sua mãe quando vai ao mercado do outro lado da rua.

Pode ser que eles voltem em poucas horas, como é o esperado. Mas pode ser que não retornem nunca mais.

Como estava a relação de vocês antes da porta fechar? Você disse o quanto amava aquela pessoa? Ou você brigou, xingou porque a toalha estava molhada em cima da cama, a tarefa de casa não foi feita ou a louça estava suja na pia?

Quando soube da notícia da morte da Marília, há pouco, pensei bastante nisso. Lembrei de quantas vezes o Bruno saiu chateado comigo depois de ter ouvido tanta coisa ruim, de quantas vezes fiquei dias sem falar com minha mãe em consequência de uma discussão banal. De quando fiquei meses — muitos — sem falar com o meu pai por birra.

Graças a Deus, todos eles estão aqui.

E se não estivessem? E se eles não tivessem voltado nunca mais? Como eu estaria? Que sentimento estaria carregando comigo agora?

Sei lá. Pensa nisso.

 

Não quero te dar “lição” alguma. Só quero que você pense nisso como eu também estou pensando. E aí, se você achar que algo precisa ser feito depois de ter pensado bastante, faça. Afinal, um dia eles realmente vão sair pela porta… e não vão abri-la mais uma vez.

 




Google permite copiar texto escrito à mão e enviar direto para o computador

O Google Lens, ferramenta de reconhecimento de imagem por meio da câmera do celular, agora permite que se copie um texto escrito à mão e envie para o computador digitalmente. Antes era permitido a digitalização apenas para o próprio celular, agora pode enviar para o computador também.

Pensando nos estudantes e profissionais que precisam tirar fotos de páginas de cadernos e anotações, a atualização foi feita para aumentar a produtividade.

Para usar é bem simples: basta focar a câmera Lens no texto, selecioná-la e usar a opção “Copiar meu computador”. Feito isso, você pode colá-lo em uma janela aberta no Google Chrome no seu computador. Tanto o telefone quanto o computador precisam estar conectados pela mesma conta de usuário, além do navegador Chrome instalado no computador ser o mais recente possível.

O aplicativo Google Lens está disponível no Play Store e App Store.

Quem deixou meus pais envelhecerem?

Meus pais não são velhos.

Quer dizer, velho é um conceito relativo.

Aos olhos da minha avó, são muito moços.

Aos olhos dos amigos deles, são normais.

Aos olhos das minhas sobrinhas, são muito velhos.

Aos meus olhos, estão envelhecendo.

Não sei se lentamente, se rápido demais ou se no tempo certo.

Mas sempre me causando alguma estranheza.

Lembro-me de quando minha mãe completou 60 anos. Aquele número me assustou.

Os 59 não pareciam muito, mas os 60 pareciam um rolo compressor que se aproximava.

Daqui uns anos ela fará seus 70 e eu espero não tomar um susto tão grande dessa vez.

Afinal, são apenas números.

Parece-me que a maior dificuldade é aprendermos a conciliar nosso espírito de filho adulto com o progressivo envelhecimento deles.

Estávamos habituados à falsa ideia que reina no peito de toda criança de que eles eram invencíveis.

As gripes deles não eram nada, as dores deles não eram nada.

As nossas é que eram graves, importantes e urgentes.

E de repente o quadro se inverte.

Começamos a nos preocupar- frequentemente de forma exagerada- com tudo o que diz respeito a eles.

A simples tosse deles já nos parece um estranho sintoma de uma doença grave e não uma mera reação à poeira.

Alguns passos mais lentos dados por eles já não nos parecem calma, mas sim uma incômoda limitação física.

Uma conta não paga no dia do vencimento nos parece fruto de esquecimento e desorganização e não um simples atraso como tantos dos nossos.

Num dado momento já não sabemos se são eles que estão de fato vivendo as sequelas da velhice que se aproxima ou se somos nós que estamos excessivamente tensos, por começarmos a sentir o indescritível medo da hipótese de perdê-los- mesmo que isso ainda possa levar 30 anos.

Frequentemente nos irritamos com nossos pais, como se eles não estivessem tendo o comportamento adequado ou como se não se esforçassem o bastante para manterem-se jovens, vigorosos e ativos, como gostaríamos que eles fossem eternos.

De vez em quando esbravejamos e damos broncas neles como se estivéssemos dentro de um espelho invertido da nossa infância.

Na verdade, imagino eu, nossa fúria não é contra eles.

É contra o tempo.

O mesmo tempo que cura, ensina e resolve é o tempo que avança como ameaça implacável.

A nossa vontade é gritar “Chega, tempo! Já basta!

60 já está bom!

65 no máximo!

70, não mais do que isso!

Não avance, não avance mais!”.

E, erroneamente, canalizamos nos nossos pais esse inconformismo.

O fato é que às vezes a lentidão, o esquecimento e as limitações são, de fato, frutos da idade.

Outras vezes são apenas frutos da rotina, tão naturais quanto os nossos equívocos.

Seja qual for a circunstância, eles nunca merecem ter que lidar com a nossa angústia.

Eles já lidaram com os nossos medos todos de monstros, de palhaços, de abelhas, de escuro, de provas de matemática ao longo da vida.

Eles nos treinaram, nos fortaleceram, nos tornaram adultos.

E não é justo que logo agora eles tenham que lidar com as nossas frustrações.

Eles merecem que sejamos mais generosos agora.

Mais paciência e menos irritação.

Menos preocupação e mais apoio.

Mais companheirismo e menos acusações.

Menos neurose e mais realismo.

Mais afeto e menos cobranças.

Eles só estão envelhecendo.

E sabe do que mais?

Nós também.

E é melhor fazermos isso juntos, da melhor forma.

POR RUTH MANUS

Este texto sobre a morte do personal Jannos Souza está emocionando internautas em todo Brasil

A morte do profissional ainda causa comoção nas redes sociais. O Personal Trainer faleceu nesta semana vítima de um acidente de trânsito em Goiânia. Desta vez, Paulo Gentil, uma das maiores referências da educação física no Brasil, escreveu uma carta emocionante em seu Facebook e levou à lágrimas pessoas que faziam parte do cotidiano do Jannos.

Na postagem o amigo lembrou o quando Jannos era não só um profissional dedicado que dava aulas com amor, mais um grande amigo que mudou vidas, inspirou estagiários, motivou profissionais, cativou alunos.

Em um dos trechos Paulo descreve o vazio deixado pela partida inesperada do personal “E assim, sem nos preparar, a vida nos leva o sorriso que fazia parte de nossos dias. Simplesmente, sem aviso, sem despedidas, sem as merecidas honras, Jannos não estará lá amanhã…”. Gentil ressaltou ainda que o professou modificou a vida das pessoas que conviviam com ele fazendo o que mais amava: sendo professor.

Até o fechamento desta matéria, a postagem tinha mais de 2 mil curtidas, 91 comentários e 65 compartilhamentos.

Confira a postagem na íntegra:

Esse cara trabalhou em uma sala de musculação por mais de 15 anos. Enquanto todo mundo largava a sala, para ser apenas personal trainer, ele batia no peito e dizia “eu gosto é disso, do contato com o aluno”. Ele fazia isso de uma maneira tão brilhante e apaixonada que convenceu a todos que ele tinha umas das funções mais importantes do Mundo. Com isso ele inspirou estagiários, motivou profissionais, cativou alunos, mudou vidas. Com isso ele conseguiu sua independência financeira, a possibilidade de se aposentar antes dos 40 anos. Sabe o que ele fez? Continuou dando aula! Não apenas por amor, mas com amor!

Até que ontem, quando Jannos ia almoçar, a vida nos pregou uma peça. Dessas peças sem graça que servem para nos lembrar que uma vida gloriosa pode terminar de uma maneira injusta. Em vez de envelhecer e receber os merecidos louros pela sua passagem no Mundo, a vida pode acabar com sua moto colidindo na traseira de um motorista que mudava de faixa para falar ao celular. Em vez de olharmos para o céu e vermos anjos carregando quem agora será um dos seus, recebemos uma mensagem no celular… E assim, sem nos preparar, a vida nos leva o sorriso que fazia parte de nossos dias. Simplesmente, sem aviso, sem despedidas, sem as merecidas honras, Jannos não estará lá amanhã…

Meus perfis de redes sociais são o mais impessoal possível. Mas hoje não dá… Ontem relutei para ir ao velório do Jannos Souza. Talvez todos relutamos. Mas fomos! E passadas das 23 horas no meio da semana, centenas de pessoas estavam lá, incrédulas. Uma academia com milhares de alunos e uma estrutura gigantesca simplesmente parou. Milhares de pessoas não conseguiam seguir adiante, não treinavam, não trabalhavam, não sorriam… de repente todos perceberam que havia um vazio enorme, que Jannos não estava lá. E aí nos tocamos que o Mundo era tão bacana com ele que jamais pensamos na possibilidade de perdê-lo. Uma pena que o perdemos, uma pena que o mundo o perdeu…. e que fique a lição de quem espera fazer coisas grandiosas, pois Jannos nos mostrou que as “pequenas” coisas do dia a dia se acumulam e acabam provocando uma corrente incontrolável e imensurável. Naquele velório não se ouviu nada épico, mas todos lembravam do sorriso, do amor e da dedicação de quem, sem querer, sem perceber, modificou o mundo fazendo o que mais amava: sendo professor!

Sim, as flores continuam a crescer, a vida vai seguir, apenas nos deixe chorar um pouco. É todo que nos restou.

(Paulo Gentil)

Leia também: Professores e alunos de academia em Goiânia fazem homenagem emocionante ao personal trainer Jannos Souza

Fernanda Gentil publica texto emocionante em homenagem aos colegas mortos no voo da Chapecoense

A jornalista Fernanda Gentil usou seu perfil no Facebook para se pronunciar sobre o ocorrido e dar verdadeiras lições de vida. Entre os mortos estão alguns de seus colegas de trabalho.

Na publicação, Fernanda lembra as qualidades dos amigos, como eram no dia dia e a emoção das últimas palavras trocadas com eles.

“O Gui Van der Laars, o Ari Junior e o Guilherme Marques, por exemplo, não vão estar mais na redação. Não vão nos brindar mais com os sorrisos deles, com as brincadeiras, com o talento, com a leveza com a qual levavam a vida”, diz em um trecho do post.

Em outra parte, ela continua o texto emocionante: “Da dor nos resta tirar uma lição muito importante: falar enquanto há tempo – falar em vida. Abraçar em vida. Amar em vida. Perdoar em vida. Porque tudo isso é viver a vida. Falar todas as coisas bonitas que falamos pra vocês hoje, para muitas outras pessoas que ainda estão aqui e podem ler/ouvir.”

Confira a publicação na íntegra:

“Mais uma vez a vida fez planos pra gente, e não a gente pra ela… quis ela, sabe-se lá por qual motivo, que esses jogadores, tripulantes e jornalistas tivessem hoje seus sonhos interrompidos, quando o plano deles era apenas seguir. Seguir para um jogo, uma matéria, um destino. Seguir e, sem dúvidas, voltar. Voltar para suas casas, seus trabalhos, suas famílias… mas não vão. A maioria não vai… o Gui Van der Laars, o Ari Junior e o Guilherme Marques, por exemplo, não vão estar mais na redação. Não vão nos brindar mais com os sorrisos deles, com as brincadeiras, com o talento, com a leveza com a qual levavam a vida. E a vida deles não era menos especial que a minha ou a sua, muito pelo contrário! Laars é pai de dois, e o terceiro vai nascer em menos de um mês. Guilherme Marques uma revelação, novo, cheio de vida e sorrisos pra distribuir. Os dois fizeram aniversário semana passada, assim como eu. Por sorte, fazemos em datas diferentes, assim consegui abraçá-los em mais de um dia. E em todos eles trocamos os melhores votos possíveis. Ari era um lord! Espirituoso, talentoso, um homem-sorriso. E hoje, todos esses (e muitos outros) caras fenomenais se foram… e então por que não pode acontecer com a gente? Claro que pode. A vida, antes de ir, ela não manda aviso não! Não comunica, não liga, não tem whatsapp. Aliás, a última mensagem do Gui pra mim no whatsapp semana passada foi “conta comigo, vou estar sempre aqui.” Que dor, Gui… você disse que estaria mas não está. E olha, lutei muito pra não acreditar que vocês realmente não estariam mais. Fiz conta, refiz, chequei, li a lista, procurei, fingi que não vi. Procurei de novo, fechei um olho, re-re-refiz as contas, e vi a lista de novo… vocês continuavam lá. Depois da confirmação da tragédia, vem a dor. E da dor nos resta tirar uma lição muito importante: falar enquanto há tempo – falar em vida. Abraçar em vida. Amar em vida. Perdoar em vida. Porque tudo isso é viver a vida. Falar todas as coisas bonitas que falamos pra vocês hoje, para muitas outras pessoas que ainda estão aqui e podem ler/ouvir. Aliás vocês mal se despediram da gente e já ensinaram tantas coisas… tinham que ver o que os clubes brasileiros e do mundo todo fizeram! Todos postando o escudo da Chape! Jogadores mandando recados, fazendo minuto de silêncio! Autoridades decretando luto! Vocês hoje ensinaram que o que importa é a vida, não um jogo, um time, uma cor, uma raça, uma competição. Ensinaram que um título pode sim ser decidido fora de campo; nas nuvens, no céu, num lugar bem melhor que esse aqui, e hoje ele foi: pode avisar aí em cima que “o Atletico, num grande ato de solidariedade, vai dar o título da Sul-Americana para a Chapecoense” (Gui, essa pode ser a frase de abertura do seu vt, eu te empresto a ideia :)). O Ari eu sei que vai fazer as imagens mais lindas da vida dele, e o Laars vai caprichar nas exclusivas pro Esporte Espetacular desse domingo – que aliás vai ser o programa mais difícil da minha vida. Não aprendi em curso ou faculdade nenhuns a imparcialidade ou frieza jornalísticas necessárias para apresentar num contexto desses – e espero nunca aprender. Prefiro o calor e o sentimento humanos. Prefiro acreditar que o buraco que se abriu no peito de todos hoje trouxe à tona muitas reflexões pessoais, e eu sei que trouxe. Vê se não é assim: a gente pensa em amar mais, julgar menos, nos declarar mais, reclamar menos, agradecer mais, se importar menos, agredir menos, viver mais… e em questão de dias, esse “efeito” passa. Só que a gente não pode esquecer que em questões de dias, a vida também passa. Então esse efeito tem que durar. Então por vocês três, por tantos outros que estavam nesse avião, e, principalmente, pelos amigos e famílias que perderam alguém querido, espero que a nossa reflexão nos faça mudar de verdade; e que dessa vez esse “efeito” dure exatamente o mesmo tempo que a saudade de vocês vai durar – pra sempre.” 

Repórter da Record Goiás quebra o silêncio um mês após a morte da filha em carta comovente

Uma carta escrita com o coração está emocionando internautas em Goiânia e de várias outras partes.

Nesta segunda-feira (17), um mês após perder a filha Aurora em um trágico acidente doméstico (a bebê de 7 meses morreu ao cair da cama), a jornalista Mariane Ferreira escreveu dois textos que estão comovendo internautas, amigos e fãs da repórter da TV Record Goiás. Em um deles, assinado por ela, o marido e os dois filhos, uma lista de agradecimentos.

Na outra publicação, a mãe quebra o silêncio e abre o coração para falar da filha extamente um mês após a tragédia. A carta de despedida intitulada “Mãe de Anjo” começa com um desabafo: “Hoje completam 30 dias sem eu te pegar no colo, te abraçar, te acalentar, te amamentar, te ver sorrir e chorar (…) Foram os piores dias da minha vida”.

Em um dos trechos mais tocantes, Mariane escreve: “A mamãe te esperou tanto minha Aurora, mas aos meus olhos você brilhou rápido demais até chegar o dia perfeito e você foi morar com o Papai do Céu. Se foram os piores 30 dias foram os melhores 7 meses que passei ao seu lado”.

E continua: “Hoje a vontade dEle não faz nenhum sentido na minha vida mas a mamãe sempre falou pra muita gente que é boa, perfeita e agradável e assim eu acredito”.

Há um mês, a pequena Aurora, de 7 meses, morreu ao cair da cama em sua casa, em Goiânia. A repórter da Record Goiás postou a mensagem em sua página no Facebook às 8 horas da manhã desta segunda-feira (17) e sensibilizou amigos e fãs que a acompanham na rede social.

Querida entre colegas, Mariane, de 39 anos, fazia questão de contar aos amigos mais próximos a alegria de ser mãe pela terceira vez.

Confira o texto na íntegra:

MÃE DE ANJO

HOJE COMPLETAM 30 DIAS SEM EU TE PEGAR NO COLO, TE ABRAÇAR, TE ACALENTAR , TE AMAMENTAR , TE VER SORRIR E CHORAR///
NÃO TENHO DÚVIDA QUE FORAM OS PIORES DA MINHA VIDA.
A MAMÃE TE ESPEROU TANTO MINHA AURORA, MAS AOS MEUS OLHOS VOCÊ BRILHOU RÁPIDO DEMAIS ATÉ CHEGAR O DIA PERFEITO E VOCÊ FOI MORAR COM O PAPAI DO CÉU.
SE FORAM OS PIORES 30 DIAS FORAM OS MELHORES 7 MESES QUE PASSEI AO SEU LADO//
AMADURECI DE UM DIA PARA O OUTRO.
APRENDI QUE A ETERNIDADE É HOJE.
AGRADEÇO TANTO A DEUS POR TER ME DADO VOCÊ , POR TER TE AMADO INTENSAMENTE , POR VIVER AO SEU LADO O TEMPO QUE PRA DEUS FOI SUFICIENTE PARA QUE CUMPRISSE O SEU PROPÓSITO NESSA TERRA.
HOJE A VONTADE DELE NÃO FAZ NENHUM SENTIDO NA MINHA VIDA MAS A MAMÃE SEMPRE FALOU PRA MUITA GENTE QUE É BOA PERFEITA E AGRADÁVEL E ASSIM EU ACREDITO.
VOCÊ ESTÁ EM UM LUGAR QUE NEM OLHOS VIRAM NEM OUVIDOS OUVIRAM NEM JAMAIS PENETROU EM CORAÇÃO HUMANO O QUE FOI PREPARADO PARA OS QUE AMAM A DEUS.
COMO UM ANJO NÃO AMARIA…..VOCÊ MERECEU MINHA PRINCESA , CONQUISTOU A COROA DA VIDA E UM DIA TE ENCONTRAREI E SABERÁS QUE AQUI NESSE PEITO TODAS AS BATIDAS DO MEU CORAÇÃO PULSARAM POR VOCÊ ATÉ O ÚLTIMO DIA DA MINHA VIDA.
NA NOSSA CASA VOCÊ CONTINUA VIVA EM NOSSOS CORAÇÕES.
O PAPAI O CALEBE E O BEN TAMBÉM ESTÃO ANSIOSOS PARA O ENCONTRO COM VOCÊ LOLA. TANTA SAUDADE PORQUE VOCÊ FOI A MAIOR EXPRESSÃO DO AMOR NAS NOSSAS VIDAS.

TE AMO FILHA.

MARIANE FERREIRA 

Zeca Camargo se despede do gato de estimação em texto emocionante no Facebook

O jornalista Zeca Camargo emocionou seus seguidores após uma comovente mensagem publicada no seu Facebook em homenagem ao seu gato de estimação. “Você que vem acompanhando a homenagem que estou fazendo a um grande companheiro — meu Gatuno, que está morrendo –, talvez tenha reparado que faz alguns dias que não escrevo. Sim, é isso que você está imaginando: ele piorou, e muito“, escreveu Zeca Camargo no post feito no último sábado e já compartilhado por milhares de pessoas.

Confira o texto na íntegra:

Gatuno – Parte 24 – A despedida (Parte 1)

Você que vem acompanhando a homenagem que estou fazendo a um grande companheiro – meu Gatuno, que está morrendo -, talvez tenha reparado que faz alguns dias que não escrevo… Sim, é isso que você está imaginando: ele piorou – e muito. Incrível como a essa altura, 48 horas fazem total diferença na saúde do bichinho… Estou sofrendo de vê-lo ir embora – já não há mais esperança, eu sei, e preciso administrar isso. Não é fácil. Vê-lo andar com as patas de trás tremelicando, como se essas mesmas pernas que agora parecem não reconhecer o chão que pisam um dia não tivesse saltado alturas inimagináveis – isso dói. Vê-lo abrir a boca e, no lugar de um miado forte e vigoroso – que muitas vezes já me acordou no meio da noite pedindo comida (e me levando ao limite da irritação eheh) -, ouvir um frágil som rouco, fininho e titubeante… isso dói. Pegá-lo no colo e ver que ele já não consegue sustentar nem sua cabeça – ela, sem forças, cai automaticamente para trás, incapaz de segurar aqueles olhos que, nessa distância tão próxima, já me fixaram por tantos anos com uma força inquisidora – ah, isso dói. Limpar entre os “dedos” de suas patas com um lenço umedecido os restos dos seus excrementos, porque ele já está debilitado demais pra se preocupar com a sua higiene e anda por cima do que ele mesmo acabou de fazer depois de “ir ao banheiro” (e olha que estamos falando de um dos animais mais asseados da natureza!) – isso também dói. Mas o mais doído de tudo é olhar nos seus enormes olhos – que parecem estar ainda mais dilatados nesses últimos dias – e não encontrar esperança. Parece que ele sabe o que está acontecendo com isso – sabe que são seus momentos finais. E sabe que estou me despedindo dele. Ultimamente temos nos encarado por vários minutos, em silêncio. Secretamente, estou pedindo para ele ficar mais um pouco comigo – pra ele não ir embora tão depressa (apesar de termos convivido por mais de 17 anos, nunca parece que existe a hora certa de ir, né?). Mas sei que esse é um pedido egoísta – que ele está sofrendo, e que é, a essa altura, irreversível. E que talvez ele descanse melhor se ele simplesmente… for. Meu Gatuno não faz ideia da falta que ele vai fazer na minha vida – ou talvez saiba, talvez ele queria me dizer que também sentira falta de mim quando não estivermos mais juntos. Há tantas coisas que a gente não fala numa relação de amor – e isso entre humanos, imagina com os bichos. Mas me reconforta saber que este amor está lá. Ou melhor, está aqui, no meu colo – dormindo no meu lado, com seu corpo largado como se nenhum músculo mais tivesse energia para fazer um movimento. São nossas últimas noites juntos – e eu vou fazer de cada uma delas a mais confortável da sua vida, meu amigo querido. Você vai embora – mas vai com a certeza de que foi (e sempre será) muito amado…
#GatunoDoZeca
 

Juiz goiano afirma que servidor público não é ladrão e texto viraliza na internet

O juiz Eduardo Perez de Oliveira do Tribunal de Justiça de Goiás, fez um desabafo em sua página pessoal no Facebook após as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que compara o exercício de servidores públicos concursados e políticos corruptos.

“Eu de vez em quando falo que as pessoas achincalham muito a política, mas a posição mais honesta é a do político, sabe por quê? Por que todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e tá com um emprego garantido para o resto da vida”, declarou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pronunciamento que fez em desagravo à denúncia do Ministério Público Federal.

O texto do magistrado goiano intitulado “Servidores Públicos não são ladrões” e publicado nesta sexta-feira (19), teve repercussão nacional e foi destaque em jornais como Folha de São Paulo. No Facebook, o “textão” já tinha sido compartilhado por mais de 2.500 pessoas até o fechamento desta matéria.

Confira abaixo o texto na íntegra:

Servidores Públicos não são ladrões

Para meu espanto, hoje me deparei com uma frase supostamente dita pelo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, a saber:

“O político, por mais ladrão que seja, todo ano tem que enfrentar o povo, sair na rua e pedir voto. O funcionário público não. Ele faz concurso e fica lá, com o cargo garantido, tranquilo”

Eu fiquei em dúvida se era verdade, já que tem tanta mentira por aí sendo espalhada. Chegaram a inventar, vejam só, que os procuradores tinham dito não possuir provas contra o Sr. Luiz Inácio, somente convicção, o que é uma tremenda inverdade. Não se pode mesmo acreditar em tudo na internet.

Verdade ou mentira, fiquei aqui pensando se essa frase faz sentido.

Eu estou Juiz de Direito, aprovado em concurso público, também em outros cargos antes de lograr esta graça. Como a memória da gente é falha, eu me esforcei para lembrar como foi o processo.

Conferi, cuidadosamente, se eu não tinha sido financiado por alguma empreiteira. Também verifiquei se eu não tinha obtido meu cargo desviando dinheiro de alguma empresa pública, fazendo aí um caixa 2 para me apoiar. Pode ser a idade, mas não me veio à memória disso ter acontecido.

O que me recordo é do esforço dos meus avós, dos meus pais e dos meus familiares, mas muito esforço mesmo, para garantir educação, sem luxos. Também não me é familiar ter participado de esquemas ou ajustes partidários. Não dava tempo, saindo de casa para trabalhar às sete da manhã e voltando às nove, dez horas da noite, só com o horário do almoço para abrir os livros e enfrentar o escárnio.

Eu lembro de ter estudado muito, da frustração em razão do pouco tempo, das dúvidas se algum dia eu chegaria lá. Eu me recordo bem do dia da minha prova oral, num estado onde não conhecia ninguém, tremendo diante dos examinadores de uma banca absolutamente imparcial presidida pelo Desembargador Leandro Crispim.

Quem sabe estaria mais calmo se eu tivesse feito coligação, se uma mão lavasse a outra, se algum ajuste, talvez aquele esquema… Mas não daria certo. Veja você que eu estava prestando um concurso público e até a fase oral eu não tinha rosto, e a banca (que injustiça!) também era formada quase que absolutamente por gente concursada, magistrados aprovados em um concurso semelhante.

Não iria adiantar caixa 2, apoio parlamentar, conversa de bastidor. Eu estava ali para ser examinado imparcialmente pelos meus conhecimentos. Era só Deus e eu.

Vai ver, pensei, que meu caso é um daqueles fora da curva, uma das tais histórias malucas. Quem sabe a regra não fosse a interferência política e econômica nos concursos?

Conversei com vários colegas juízes e, fato estranho, todos confirmaram que não fizeram caixa dois, nem coligação, nem tiveram conversas de bastidores. Estudaram, com muito esforço, alguns com privação, e foram aprovados em um concurso impessoal e imparcial.

Para não dizer que é coisa de juiz, essa tal elite, falei com meus amigos procuradores, promotores, escreventes, oficiais de justiça, policiais civis e militares, delegados, professores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e tantos outros aprovados em concurso público de provas e títulos.

Todos deram a mesma resposta: lograram êxito após muito estudo, de forma limpa e transparente.

“Mas nenhuma empreiterazinha?”, insisti. “Quem sabe alguma verba de empresa pública?”. Não. Foi estudo mesmo.

O mais curioso é que todos tiveram que apresentar certidão de antecedentes criminais, logo, nenhum podia ser ladrão. Nem ladrão, nem outra coisa. Algumas carreiras fazem sindicância de vida pregressa. Ai do candidato que não possui um passado ético, com certeza não entraria pela estreita porta do concurso público.

Aproveitei e, ainda meditando sobre a frase, me peguei pensando se todo ano, ou melhor, a cada quatro anos (alguns, oito), eu precisava enfrentar o povo.

Realmente, se o Sr. Luiz Inácio disse isso, ele está certo. Eu não enfrento o povo anualmente. Aliás, eu não enfrento o povo. Não tenho medo da minha gente, nem litígio com ela. Eu sou povo também. Pode parecer surpresa, mas concursado faz parte da nação.

Eu não enfrento, eu atendo. Eu recebo preso. Eu recebo mãe de preso, pai, vó, filhos, esposa de preso. Recebo conselheiro tutelar. Recebo advogado. Recebo as partes também. Ouço a vítima do crime, ou, em situações mais tristes, os que sobreviveram a ela. Eu vejo o agrícola que vai pedir para aposentar. Vejo o cidadão que não tem medicamento, a mãe que busca escola pro filho, o neto que busca uma vaga de UTI pro avô.

Eu cansei de ver o piso do fórum gasto de passar tanto calçado, de chinelo usado a sapato caro, de gente que vê no Judiciário seu único porto seguro. Gente que não conseguiu vaga em escola, em creche. Que não conseguiu remédio. Que se acidentou na estrada esburacada. Que trabalhou nesse calor inclemente do Centro-Oeste por quarenta anos ou mais, com a pele curtida de sol, e quando foi pedir aposentadoria disseram a ele que não tinha prova. Não sou quiromante, mas eu aprendi a ler a mão e o rosto desse povo. Aprendi a falar a língua deles, não porque eles vão votar em mim, mas porque é minha obrigação para aplicar a lei.

Essa mesma gente que os políticos enfrentam (enfrentam, vejam vocês!), segundo a tal frase, eu atendo todo dia. É meu dever, e com que prazer eu realizo esse dever!

Eu atendo essa gente que vem acreditando há décadas nesses políticos que, como um fenômeno natural, aparecem apenas de forma episódica e em determinadas épocas. Um povo que acreditou que teria saúde, educação, segurança, lazer, trabalho, aposentadoria, dignidade e tantos direitos básicos só por ser gente, mas não tem.

Esse mesmo povo que vota, que deposita na urna sua esperança, a recolhe depois despedaçada, cola o que dá e procura o promotor ou o defensor público, servidores concursados, quando não um nobre advogado dativo ou pro bono, para pedir ao juiz esse direito sonegado. São os concursados que garantem esse direito.

São os juízes que aplicam a lei criada pelos políticos eleitos para o Legislativo, e nessas horas em que a lei é dura e talvez não tão justa, quando devemos fazer valer o seu império, só nos resta ouvir e consolar.

Juízes, é preciso dizer, não são máquinas, porque nessas engrenagens desprovidas de coração que formam o sistema, é a nossa alma que colocamos entre os dentes do engenho para aplacar seu cruel atrito.

E quando estamos sozinhos, nós sofremos, nós choramos, porque lidamos também com a desgraça do povo, do nosso povo, do povo do qual fazemos parte e que não enfrentamos, mas atendemos.

Perguntei aos meus amigos promotores, defensores, escreventes, analistas, oficiais de justiça, professores, policiais, guardas civis metropolitanos, agentes carcerários, bombeiros, militares, médicos, agentes de saúde, enfermeiros e tantos outros, se eles por acaso enfrentavam o povo, mas me disseram que esse povo eles faziam era atender.

É também a alma deles que lubrifica essa máquina atroz que é o sistema.

É à custa da alma do concursado que o Estado se humaniza. Que o digam nossas famílias, nossos amigos… que digamos nós, quando abrimos mão de tanta coisa para cumprir nossa missão, quando para socorrer um estranho muitas vezes alguém próximo a nós precisa esperar.

Forçoso que se concorde, nós não enfrentamos o povo a cada dois, quatro anos. Nós o atendemos dia e noite, nós olhamos seu rosto, tentamos aplacar sua angústia em um país em que tudo falta, quando um médico e sua equipe não tem nem gaze no hospital público.

E fazemos isso porque amamos nossa profissão, seja ela qual for, não porque precisamos de votos. Nós chegamos onde chegamos com dedicação, não com esquemas, e sem lesar o patrimônio público ou a fé da nação.

São servidores públicos concursados que estão descobrindo as fraudes que corroem nosso Brasil, do menor município à capital do país, e serão servidores públicos concursados a julgar tais abusos. São servidores públicos concursados que patrulham nossas ruas, que atendem em nossos hospitais, que ensinam nossas crianças.

Nós não precisamos prometer nada para o povo, nós agimos.

Realmente, é preciso temer pessoas que possuem um compromisso com a ética, não com valores espúrios.

Com informações da Assessoria de Comunicação da ASMEGO

A emocionante mensagem dos índios sobre Domingos Montagner

Após receberem a informação da morte de Domingos Montagner, vítima de afogamento no rio São Francisco, em Sergipe, índios que gravaram cenas com o ator em “Velho Chico” afirmaram que estão de luto e fizeram um ritual.

“Por que estão querendo trazer a alma dele de volta? Ele nasceu de novo, hoje, se tornou um novo protetor do rio São Francisco, que estava tão esquecido, porque esse rio não pode morrer”. A novela contou mistérios do rio e esse é foi mais um desses. Mas ele se tornou um ser de luz, pois a água não tira a vida, dá a vida e fiquem felizes pela alma dele, pois quando ele entrou no rio, se despediu do corpo e da alma, nasceu em um mundo melhor. Algum dia, os brancos irão entender isso, então temos que fazer um ritual para que os brancos entendam, que ele está bem, que ele, agora, é um protetor do rio São Francisco”, disseram os índios, em texto enviado ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Globo.

Numa infeliz coincidência, Santo, personagem de Montagner em “Velho Chico”, chegou a ser dado como morto na novela após sofrer um atentando e desaparecer no rio São Francisco. Na trama, ele foi encontrado por índios e “ressuscitado” com um beijo da amada, Tereza (Camila Pitanga).

O ator Domingos Montagner, que interpretava Santo na novela “Velho Chico”, morreu afogado nesta quinta-feira (15) após um mergulho no rio São Francisco, que serve de cenário para a trama, informou a TV Globo. O ator de 54 anos estava desaparecido desde as 14h30 e teve o corpo encontrado por volta das 18h, preso nas pedras a 18 metros de profundidade, perto da Usina de Xingó, em Sergipe.

Montagner havia gravado cenas da novela pela manhã e como tinha o dia de folga foi com a colega Camila Pitanga almoçar na cidade de Canindé do São Francisco. Segundo o delegado de Canindé, Antônio Francisco Oliveira Filho, Pitanga revelou em depoimento que, depois de almoçar, ela e Montagner resolveram mergulhar no rio, num local conhecido como prainha do Canindé. (Com informações de UOL)
A
O ator entre índios nativos durante as gravações da novela.

71 erros de português que você precisa deletar dos seus e-mails

Um e-mail bem redigido é meio caminho andado e um belo cartão de visita para qualquer tipo de contato. O blog do gerenciador de projetos RunRun elaborou uma lista indispensável para quem quer impressionar com uma mensagem bem escrita.

Os 71 erros de português e dúvidas ortográficas mais comuns em e-mails fazem parte da lista abaixo. Mais do que esclarecer suas dúvidas, você vai se espantar com algumas expressões que usa, mas que estão fora da norma gramatical. Guarde esta lista, caso se esqueça de algo, e aproveite para a compartilhar com seus colegas! 

 

a) Depende do contexto

1. Ao invés de / Em vez de

“Em vez de” é usado como substituição. Ex: São Paulo em vez de BH.

“Ao invés de” é usado como oposição. Ex: Grande ao invés de pequeno.

2. De encontro a / Ao encontro de

“Ao encontro de” expressa harmonia. Ex: Obrigada! Sua ajuda veio ao encontro do que eu precisava.

“De encontro a” expressa embate. Ex: Brigaram porque a opinião dele ia de encontro ao que ela acreditava.

3. Através de / Por meio de

“Por meio de” é o mesmo que “por intermédio”. Ex: Conseguimos por meio de muito trabalho.

“Através de” expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

4. Em princípio / A princípio

“A princípio” equivale a “no início”. Ex: A princípio, achei que não seria capaz.

“Em princípio” equivale a “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

5. Se não / Senão

“Senão” significa “caso contrário” ou “a não ser”. Ex: Me avise, senão vou esquecer. Não fez senão o prometido.

“Se não” é usado para expressar uma condição. Ex: Se não puder, nos avise antes.

6. Retificar / Ratificar

“Ratificar” é o mesmo que confirmar. Ex: Os dados ratificaram a previsão.

“Retificar” é o mesmo que corrigir, emendar. Ex: Vou retificar os dados da empresa.

7. À medida que / Na medida em que

“Na medida em que” equivale a “porque”. Ex: Cancelamos a reunião na medida em que a negociação havia sido adiada.

“À medida que” mostra relação de proporção. Ex: A produtividade aumenta à medida que a equipe usa a ferramenta.

8. Eminente / Iminente

“Eminente” significa “excelente”. Ex: É uma professora eminente.

“Iminente” significa deverá acontecer em breve. Ex: O sucesso do projeto é iminente.

9. Bastante / Bastantes

“Bastante” concorda com o substantivo. Só não concorda com adjetivos e advérbios. Por isso se diz “Há bastantes e-mails” e “Andei bastante rápido”.

10. Sessão / Seção

“Sessão” com “ss” quer dizer o tempo de um evento. Ex: Sessão de cinema, ou sessão de acupuntura.

“Seção” com “ç” quer dizer “departamento” ou “divisão”. Ex: A seção de arte moderna do museu, ou a seção de carnes do supermercado.

11. Tachar / Taxar

“Tachar” com “ch” é “censurar”, “rotular”. Ex: Foi tachado de louco.

“Taxar” com “x” é receber taxa, imposto. Ex: Grandes fortunas serão taxadas.

12. Trás / Traz

“Trás” só existe na expressão “Para trás”.

Se você está se referindo ao verbo “trazer”, lembre-se da letra z nele e use sempre “traz”.

13. Descrição / Discrição

“Descrição” é o detalhamento de algo. Ex: Não havia uma descrição clara do trabalho.

“Discrição” é a qualidade do que é discreto, não chamativo. Ex: É bom ter discrição durante a negociação.

14. Afim / A fim de 

“A fim de” indica ideia de finalidade. Ex: Irei ao evento a fim de praticar o networking.

“Afim” é um adjetivo, o mesmo que “semelhante”. Ex: Temos ideias afins.

15. Desapercebido / Despercebido

“Despercebido” significa “sem atenção”. Ex: A mudança passou despercebida.

“Desapercebido” significa desprovido, desprevenido. Ex: Estava desapercebido de dinheiro.

16. De mais / Demais

“Demais” significa “excessivamente”. Também pode significar “os outros”, na expressão “os demais”.

“De mais” se opõe a “de menos”. Ex: Uns têm privilégios de mais; outros de menos.

17. Tão pouco / Tampouco

Tampouco corresponde a “também não”, “nem sequer”. Ex: Ele não fez o que pedi, tampouco o que você pediu.

Tão pouco corresponde a “muito pouco”. Ex: O fim de semana foi delicioso, mas durou tão pouco.

18. Mau / Mal

Mal opõe-se a bem. Ex: Acordo mal-humorada. Estava malfeito.

Mau opõe-se a bom. Ex: Hoje é um mau dia para conversarmos.

19. Obrigado / Obrigada

Homens dizem “obrigado”. Mulheres dizem “obrigada”.

20. Descriminar / Discriminar

“Discriminar” significa “separar” e também “discernir”. Ex: Discriminar por orientação sexual é desprezível. As notas fiscais já foram discriminadas.

“Descriminar” significa “inocentar” e também “descriminalizar”. Ex: A juíza descriminou o réu.

21. A cerca de / Acerca de

“Acerca de” é o mesmo que “a respeito de”. Ex: Deveríamos discutir mais acerca de política. Já “a cerca de” indica aproximação. Ex: Moro a cerca de 3Km daqui.

b) A forma correta é a segunda

22. Responder o e-mail / Responder ao e-mail

Lembre-se que o sentido é “dar resposta a alguém”, portanto, sempre acompanha a preposição “a”.

23. Seguem as imagens em anexo / Seguem anexas as imagens

Para a maior parte dos linguistas, é preferível adotar a expressão “no anexo”, ou ainda, usar a palavra “anexo” como adjetivo, concordando com número e gênero do substantivo a que se refere. No exemplo, o substantivo “imagens” está no feminino e no plural, gerando, portanto, “anexas”.

24. Visar o objetivo / Visar ao objetivo

O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição “a”. No entanto, quando ele está junto de outro verbo, dispensa-se a preposição. Ex: Visamos viajar para o exterior este ano.

25. Precisar de fazer / Precisar fazer

Assim como o verbo anterior, “precisar” só vem junto da preposição “de” quando há um substantivo. Ex: Precisamos de mais foco. Precisavam tirar umas férias.

26. Media a reunião / Medeia a reunião

Lembre-se dos outros verbos irregulares com final “-iar”: ansiar, incendiar e odiar. Por maior que seja seu ódio, você não diz: “Eu odio”.

27. Interviu, interviram / Interveio, intervieram

O verbo “intervir”, assim como “convir”, se conjuga como o verbo “vir”.

28. Quando dispor / Quando dispuser

O verbo “dispor”, assim como “repor”, “propor” se conjuga como o verbo “pôr”.

29. Preveu, preveram / Previu, previram

O verbo “prever”, assim como “rever”, se conjuga como o verbo “ver”.

30. Tinha chego, Tinha trago / Tinha chegado, Tinha trazido

“Chego” e “trago” só existem na expressões “Eu chego” e “Eu trago”.

31. Foi imprimido, Tinha impresso / Foi impresso, Tinha imprimido

O verbo ser pede o particípio irregular, que não termina em -do. Por isso se diz “foi impresso” e não “foi imprimido”. O verbo ter pede o particípio regular. Por isso se diz “tinha acendido” e não “tinha aceso”.

32. A curto, médio, longo prazo / Em curto, médio, longo prazo

A expressão exige a preposição “em”.

33. Por hora / Por ora

A palavra “ora” não só existe como significa “agora”.

34. Quando ver / Quando vir

“Quando vir” se refere ao verbo ver no futuro e na condicional. Ex: Quando eu te vir, vou te dar um abraço apertado! Além disso, “quando ver” não existe.

35. Eu quiz / Eu quis

A menos que você se refira a um quiz (aqui estão vários!), escreva “quis”.

36. A nível de / Com relação a

“A nível de” é uma expressão coringa, que não tem sentido próprio. Procure substituir, por ex., “a nível de Brasil” por “a nível nacional”, ou ainda melhor, por “com relação ao Brasil”. Em outros casos, a expressão é inútil. Em vez de dizer “problemas a nível de foco”, diga apenas “problemas de foco”.

37. Benvindo / Bem-vindo

Mesmo após a última reforma ortográfica, a palavra continua sendo grafada com hífen.

38. Esquecer da reunião / Esquecer-se da reunião

O verbo “esquecer” só é usado com a preposição “de” quando vem acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos…). O mesmo vale para o verbo “lembrar”.

39. Fazem dez anos / Faz dez anos

No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” só é usado no singular.

40. A dois anos / Há dois anos ou Dois anos atrás

Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar apenas tempo futuro ou distância. Ex: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

41. Haviam muitos, Vão haver muitos / Havia muitos, Vai haver muitos

No sentido de existir, o verbo “haver” fica sempre no singular. Já nas locuções verbais, ele concorda com o sujeito. Ex: Elas haviam feito um ótimo trabalho.

42. Estamos quite / Estamos quites

“Quite” deve concordar com o sujeito a que se refere. Ex: Estou quite com você.

43. Aonde está / Onde está

“Onde” se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. “Aonde” é formado pela preposição “a”, porque indica movimento. Quem vai vai a algum lugar. Nessa mesma lógica, não existe a expressão “daonde”, pois quem vem vem de algum lugar. Existe apenas “de onde”.

44. Assistir a palestra / Assistir à palestra

O verbo assistir, no sentido de ver, exige a preposição “a”. Caso contrário, significa “ajudar”. Ex: A enfermeira assistiu o paciente por horas.

45. Admite-se vendedores / Admitem-se vendedores

Quem admite admite “algo”. Quando isso ocorre, o verbo é chamado de transitivo direto. Direto porque não há preposição entre ele e o objeto da frase, como acontece por exemplo na frase “Precisa-se de vendedores”, em que há a preposição “de”. Assim sendo, quando o verbo é transitivo direto, ele concorda com o sujeito da oração, que no nosso exemplo é “vendedores”, no plural. Portanto, “Admitem-se vendedores”.

46. Precisam-se de vendedores/ Precisa-se de vendedores

Quem precisa precisa “de algo”. Isso classifica o verbo “precisar” como transitivo indireto. Quando isso ocorre, o verbo fica no singular.

47. Implicar em retrabalho / Implicar retrabalho

O verbo “implicar” tem sentido de “requerer” e também de “acarretar” e, em ambos casos, não admite preposição.

48. Somos em cinco / Somos cinco

Não se usa a preposição “em” nessa expressão.

49. Entre eu e você / Entre mim e você

“Entre eu” só pode ser usado antes de um verbo no infinitivo. Ex.: “Passou-se um bom tempo entre eu começar o trabalho e você me ajudar.”

50. Eles tem / Eles têm

Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. Vêm, Convêm e Retêm

51. Chegar em São Paulo / Chegar a São Paulo

Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

52. Preferir… do que / Preferir… a

A regência do verbo preferir é com a preposição “a” e não “do que”.

53. Meio-dia e meio / Meio-dia e meia

O correto é meio-dia e meia, pois o numeral fracionário concorda em gênero com a palavra hora.

54. Meia ansiosa / Meio ansiosa

A menos que você esteja dizendo que a meia do seu pé está ansiosa, o correto é no masculino, sempre que quiser dizer “um pouco”. No sentido de “metade”, concorde com o substantivo. Ex: Meia hora, meia xícara de chá.

55. Menas / Menos

“Menas” não existe.

56. Perca de tempo / Perda de tempo

“Perca” é verbo. Ex: Não quero que você perca sua fé em mim. “Perda” é substantivo. Foi uma perda incalculável.

c) Abandonando pleonasmos

57. Na minha opinião pessoal = Na minha opinião

58. Repetir de novo = Repetir

59. Multidão de gente = Multidão

60. Encarar de frente = Encarar

61. Duas metades iguais = Metades

62. Preferir mais = Preferir

63. Há anos atrás = Há anos ou Anos atrás

d) Descomplicando o uso da crase

Motivo de erros de português há gerações, a crase é simplesmente quando duas letras se fundem numa só: a preposição “a” e o artigo feminino “a”.

Algumas pessoas inclusive preferem ler “à” como “a a”. Tendo isso em mente, fica bem mais fácil entender quando a crase é necessária.

Veja alguns erros:

64. De segunda à sexta / De segunda a sexta

Você está dizendo “De segunda até sexta” e não “De segunda até a sexta”. Portanto, não há duas vezes o “a”. Logo, não faz sentido haver crase.

65. Das 17 até às 18h / Das 17 às 18h

É o mesmo caso que acabamos de explicar.

66. À partir de / A partir de

Nenhum verbo exige crase antes.

67. À prazo / A prazo

Prazo é uma palavra masculina e, portanto, não acompanha o artigo feminino “a”, necessário para haver crase.

68. Refiro-me aquilo / Refiro-me àquilo

As palavras “aquilo” e “aquele”, masculinas, levam acento quando provêm da fusão do “a” preposição com a letra “a” de “aquilo”. Ex: Refiro-me àquilo que você disse na reunião ontem.

69. Disse à você / Disse a você

Não ocorre crase antes de pronome pessoais (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles, elas), uma vez que nenhum deles vem acompanhado do artigo feminino “a”.

70. A vista, a disposição, a beira, a espera, a base / À, à, à, à, à

Sem o acento grave, todas essas expressões são apenas substantivos.

71. Vou à Curitiba, Vou a Bahia / Vou a Curitiba, Vou à Bahia

Quando estiver se referindo a cidades e países, lembre-se: Vou a, volte de… Crase pra quê? Vou a, volta da… Crase há! No exemplo: Vou a Curitiba (porque volto dE Curitiba) vs. Vou à Bahia (porque volto dA Bahia)

Leila Cordeiro publica texto comovente no Facebook sobre o marido Eliakim Araújo

Antes de Fátima Bernardes e William Bonner, um casal já havia marcado a história do telejornalismo brasileiro:

Eliakim Araújo e Leila Cordeiro foram o primeiro casal a comandar um telejornal no Brasil. Em 1983, os dois foram âncoras do Jornal da Globo, além de outros noticiários em emissoras como SBT e a extinta TV Machete. A notícia da morte do jornalista, divulgada no domingo (17), comoveu internautas em todo o país.

Leila e Eliakim moravam na Flórida, Estados Unidos, onde trabalhavam um canal de notícias local para o público de língua portuguesa. O jornalista tratava um câncer no pâncreas, doença diagnosticada há cerca de um mês e não resistiu à quimioterapia.

No Facebook, Leila publicou um emocionante post sobre sua relação com Eliakim que emocionou seus seguidores.

Senti de alguma maneira que ele estava indo embora. Tirei a aliança da mão dele que começava a ficar inchada e disse que a penduraria no meu cordão, pois mais tarde quando ele voltasse pra casa eu o pediria em casamento de novo“, escreve, em um trecho.

“Queridos amigos, está difícil viver sem ele, muito difícil. É como se eu tivesse perdido a metade do meu corpo.”

Leia a íntegra:

“Há 45 dias abandonei minhas postagens aqui no Facebook para lutar na pior batalha de nossas vidas, contra um câncer inesperado que surgiu avassalador no pâncreas do Eliakim , com metástase para o fígado e vias biliares. Começava ali a guerra. Ele me pediu para manter a doença fora das páginas de sites e jornais, pois ele acreditava que iria sair dessa e que voltaria a aparecer saudável como antes.

Foram muitos exames, resultados desesperadores e altos e baixos na saúde dele. Ao começar a quimioterapia também vieram os efeitos colaterais, mas o importante é que ele sempre acreditou, até o último instante, que ficaria curado. Jamais deixei que ele perdesse a esperança, mesmo quando ele parecia perdê-la. Jamais deixei de estar ao lado dele um segundo sequer. Abandonei a minha vida para salvar a dele, ou pelo menos , tentar prolongá-la.

Foram os piores 45 dias da minha vida. Parecia que um tsunami tinha passado em cima da gente. Mas em nenhum momento nos revoltamos contra a situação. Afinal, não podíamos perder tempo com sentimentos negativos. Meu consolo é que o nosso amor foi ainda mais consolidado nesse período de aflição. Todos os dias trocávamos palavras de carinho e fazíamos planos para o futuro. Eu sabia que eles não iriam acontecer, mas jamais deixei que ele descobrisse isso.

Foi tudo muito rápido. Entre idas e vindas ao hospital, onde foi transferido três vezes para a UTI. Mas na última vez, ele não conseguiu voltar para casa. Neste último sábado passei o dia inteiro com ele no hospital, o que aliás era minha rotina, mas foi diferente. Senti de alguma maneira que ele estava indo embora. Tirei a aliança da mão dele que começava a ficar inchada e disse que a penduraria no meu cordão, pois mais tarde quando ele voltasse pra casa eu o pediria em casamento de novo.

Infelizmente, na madrugada de domingo aconteceu o que todos nós temíamos. Ele começou a passar mal no quarto do hospital e foi logo transferido para a UTI para respirar por aparelhos. Por incrível que pareça, ele não entrou em coma, foi sedado, mas para surpresa das enfermeiras ele tentou arrancar o tubo de respiração duas vezes. Elas desesperadas colocaram de novo o equipamento mas não conseguiram sedá-lo. Aí, surgiu a dúvida se ele queria arrancar porque estava desistindo da vida ou simplesmente porque o tal tubo o estava incomodando. Não pensamos duas vezes, Ana nossa filha e eu, perguntamos a ele ainda nos seus últimos momentos de lucidez se ele queria que mantivéssemos o tubo e ele respondeu com um tímido movimento afirmativo de cabeça. Perguntamos se ele queria lutar mais pra ficar mais tempo entre nós, e ele novamente afirmou com um balanço ainda mais devagar de cabeça dizendo que sim.

Por isso, o mantivemos entubado até o seu último suspiro de luta pela vida. Ali pudemos nos despedir dele. A enfermeira disse que o nosso querido estava nos ouvindo ainda.Por isso, nos demos as mãos, nossos filhos Alexandre, Frederico, Ana , Lucas e eu, e cada um se despediu dele à sua maneira. Sempre despejando sobre o nosso Eliakim todo o amor que sentimos por ele. E assim ele se foi. Ouvimos o silêncio do bip da máquina, o silêncio da vida de Eliakim Araujo, que terminou como começou, cercado de muito amor e carinho.

Eis aqui a nossa história. Infelizmente bem diferente daquela que vivemos intensamente nesses 32 anos, mas assim mesmo, vitoriosa. Afinal, ele não chegou a sentir os efeitos totais e devastadores dessa terrível doença. Ele se foi tendo sofrido um pouco, mas não a ponto de perder a esperança de sobreviver.

Queridos amigos, está difícil viver sem ele, muito difícil. É como se eu tivesse perdido a metade do meu corpo. Mas vou recuperá-lo em homenagem ao meu amor. Fiquei muito feliz e tenho certeza de que ele também ao ver aqui e em outras redes sociais tantas homenagens, tantas palavras de amor, respeito e amizade por ele. Muito obrigada a todos por tudo.

Estou com a alma lavada ao ver o reconhecimento do público a esse grande homem e profissional. Obrigada aos amigos, à família pelo apoio e principalmente ao Fantastic 4, o quarteto dos irmãos que tem estado comigo o tempo todo.

Hoje temos uma tarefa terrível. Encomendar a cremação do corpo de Eliakim. (ô coisa difícil de dizer!!!!!) Não faremos velório de corpo presente. Ele detestaria isso. Me dizia que não queria que as pessoas o vissem tão debilitado. Por isso, a cerimônia em homenagem a ele será na beira da praia de Fort Lauderdale, onde vivemos durante dois anos e meio uma fase de sonho, talvez um presente de Deus ao nosso guerreiro, como se o estivesse preparando para o adeus dessa vida.

Um pequeno grupo formado pelos filhos e amigos, vamos jogar suas cinzas no mar, vestidos de branco, cada um com a oração e a mensagem que queira enviar ao nosso Eliakim, com bolas brancas que levarão cada pedacinho do nosso grande amor até a eternidade. Estou chorando muito ao escrever isso, mas ao mesmo tempo estou me consolando por ver que todo esse nosso imenso amor gerou frutos e viralizou, inundando corações e mentes, para provar que o amor pode tudo, até suportar uma separação inesperada e dolorida. Sei que continuamos juntos e assim estaremos para sempre.

Quero agradecer também à linda e emocionante homenagem do Fantástico ao nosso grande guerreiro e mestre. Meu amor, tudo isso foi pra você!!!”

 

Texto sobre autorização de privacidade do Facebook é boato

Um dos mais antigos boatos da internet está de volta.

O textão que circula há alguns anos no Facebook com uma declaração em que o usuário proíbe o uso de qualquer conteúdo postado por ele pela rede social voltou a ser bastante publicado nos últimos dias – uma medida sem qualquer efeito prático, segundo a empresa e especialistas.

Desde que surgiu pela primeira vez, o post já ganhou diferentes versões, todas com a mesma essência: declara o perfil como privado e veta a “divulgação, cópia, distribuição ou qualquer outra ação” de imagens, informações ou publicações, “tanto do passado como do futuro”, pelo Facebook e organizações controladas pela empresa.

A razão disso seria o fato da rede social ter passado a ter suas ações negociadas em bolsa. “O Facebook agora é uma entidade de capital aberto”, explica o texto, o que denuncia há quanto tempo ele é divulgado no site, já que a companhia abriu seu capital em 2012.

Por fim, afirma que não, ao não publicá-lo em seu perfil, a pessoa está “tacitamente” permitindo o uso de suas publicações.

O problema é que, ao se cadastrar no site e aceitar seus termos de uso, o usuário deu uma autorização explícita para o Facebook usar comercialmente os dados de seu usuário. E a publicação de uma declaração como esta não invalida a aceitação dessas condições.

“Não existe isso de consentimento tácito. Todo ambiente digital tem suas próprias regras, normas que governam seu uso. Todo usuário aceitou esses termos de uso. Declarações pessoais feitas pelos usuários não se sobrepõem aos termos de uso da plataforma”, afirma Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“Por isso, não publicar o textão tem o mesmo efeito de publicá-lo: nenhum. Salvo o aborrecimento dos amigos que precisam ficar lendo essas declarações de independência autoral sem qualquer base.”

No campo “Direitos e Responsabilidades” de seus termos, a rede social diz que o usuário retém os direitos de propriedade intelectual dos conteúdos que posta, mas, ao publicá-los em seu perfil, dá ao Facebook uma licença para usá-los e mostrá-los dentro de seu sistema.

À BBC Brasil, a rede social disse que “sempre circulam rumores de que o Facebook está fazendo mudanças relacionadas à propriedade da informação e do conteúdo que as pessoas postam na plataforma. Isso é falso.”

“Qualquer um que utilize o Facebook é dono de seu conteúdo e controla a informação que posta, como deixamos claro em nossos termos de serviço. Toda pessoa na plataforma controla como seu conteúdo e sua informação são compartilhados. Essa é e sempre foi a nossa política.”

O texto abaixo tem sido copiado e colado por vários usuários:

textão

Autorização
O fato de suas ações serem negociadas em bolsa não afeta esse contrato aceito pelos usuários ao abrirem suas contas. “O Facebook ter virado empresa de capital aberto não muda em nada no que diz respeito aos termos de uso aceitos pelos seus usuários”, diz Souza.

Ele explica que, em relação a direitos autorais, é comum haver uma cláusula determinando que o que for postado pode vir a ser usado pela empresa que explora a rede social.

Geralmente, trata-se de uma licença global, não remunerada e não exclusiva que permite que a companhia possa usar as fotos esse conteúdo publicado online.

“Por (essa licença) ser não exclusiva, o usuário permanece como titular dos direitos sobre suas criações, mas, ao aceitar os termos de uso, autoriza que a empresa também use aquilo que ele coloca na plataforma”, diz o especialista.

“Então não adianta postar declarações unilaterais, que não estão de acordo com os termos de uso nem amparadas por qualquer previsão legal que daria a elas o poder de revogar os termos que foram previamente acordados pelo usuário ao entrar na rede social.”

Identificando um boato
Mas esse não se trata do único boato que circula no site. Outro recorrente afirma que a rede social passaria a cobrar para manter um perfil como uma página privada, caso a mensagem não seja publicada nele. E também já foi negado pela empresa.

Mas como, então, identificar estes boatos e não ser enganado? Thiago Tavares, especialista em Direito da Informática e presidente da ONG Safernet, dá algumas dicas:

Pergunte-se de onde veio a informação: muitos textos não costumam citar fontes, dificultando saber se é confiável. Não clique em eventuais links e busque em sites oficiais e de notícias para checar detalhes, como as leis mencionadas na mensagem sobre privacidade de dados: a “UCC 1 1-308-308 1-103” não existe, por exemplo, e o Estatuto de Roma existe, mas não trata de redes sociais.

Leia os termos de compromisso: é trabalhoso, mas essencial ao se cadastrar em um site. Se já os aceitou, leia novamente para relembrar. No caso do Facebook, é informado que seus dados podem ser usados comercialmente e compartilhados com serviços atrelados à rede, como jogos e sites de compras. Nenhum texto publicado no perfil anula esta autorização. Foi uma condição aceita para participar da rede.

Visite a seção de “configurações”: no seu perfil, você pode mudar as configurações de privacidade e decidir quem, da sua rede de amigos e do público em geral, consegue ver seus dados e postagens e escolher que tipo de anúncios você não deseja receber, ainda que a empresa mantenha com ela os dados usados para saber quem você é e do que você gosta.

Baixe seus próprios dados: por meio da seção “Geral” das configurações do Facebook, você pode obter uma cópia dos dados que a rede possui sobre você. É uma maneira prática de entender o que exatamente o site sabe sobre você e ter uma noção de o quão exposto está. (Via G1)

Marcos Mion escreve texto emocionante sobre o filho autista no Dia da Conscientização Sobre o Autismo

Marcos Mion (36 anos) comoveu seus seguidores com um texto publicado em sua página oficial no Facebook.

Na publicação, Mion aproveitou o Dia Conscientização Sobre o Autismo, 2 de abril, e fez uma homenagem ao seu filho mais velho Romeu, de 9 anos, que é autista.

Acostumado a postar mensagens para desconstruir as ideias negativas que muitos têm a respeito do autismo, Mion utilizou mais uma vez sua página na rede social e começa dizendo: “Pq não dizemos que é o dia da ‘luta contra’? Pq autismo não é uma doença, é uma condição”, afirma.

O apresentador do programa Legendários da TV Record, é casado com Suzana, e também é pai de Stefano, de 3 anos, e de Donatella, de 5.

Leia o texto na íntegra:

2 de Abril.
Hoje é o Dia da Conscientização Sobre o Autismo.

Pq não dizemos que é o dia da “luta contra”? Pq autismo não é uma doença, é uma condição. A falta de informação gera um medo e o preconceito. Por isso, hoje é dia de gritar pro mundo todo: SOU MUITO FELIZ E ABENÇOADO POR DEUS POR TER A HONRA DE CONVIVER COM O ROMEO, meu filho que está no espectro autista. Como sempre falo, somos muito mais felizes do que quem olha torto ou não “deseja o mesmo pra si”, pois vivemos com um anjo iluminado por Deus que nos trás a pureza e o amor TODOS OS DIAS! Vcs tem noção o privilégio disso?? Se vc tem um autista na sua família, parabéns!! Vc tb é um dos escolhidos!! Já somos mais de 2 milhões de famílias!

  

2 de Abril. .Hoje é o Dia da Conscientização Sobre o Autismo

10 segredos para uma redação nota 10

Curta Mais convidou um dos mais renomados professores de redação de Goiânia para elaborar uma lista sobre os passos para criar a redação perfeita. Tony Gomes, professor do Colégio Dinâmico, reuniu aqui o que, segundo ele, é essencial em um texto capaz de garantir elogios e nota máxima ao autor. 

1 – Leia a coletânea com calma: a partir dela você terá os elementos norteadores que serão o pontapé inicial para a produção textual. Para isso, sublinhe as palavras-chave;

2 – Focalize-se na frase tema: o seu texto tem que responder à proposta de redação, atente-se para atingir o tema e não o assunto. O tema é delimitado de dentro do assunto, que é mais abrangente;

3 – Faça um ótimo pontapé inicial: diferentemente do que diz algumas fontes, a tese, no ENEM, precisa estar visível na introdução. Para isso, use elementos coesivos (no entanto; dessa forma) que facilitem a leitura do corretor;

4 – Desenvolva sem perder o rumo: a tese, apresentada na introdução, será o elemento principal do texto e deve ser respondida ao longo do desenvolvimento. O seu objetivo é dizer porque o problema (tese) ocorre.

5 – Conclua detalhadamente: o maior erro de alguns alunos é não solucionar o que foi debatido no desenvolvimento. Tudo relaciona às causas apresentadas ao longo do texto. É imprescindível que exponha o agente, a ação e como ela deve ser realizada. O edital pede para que a intervenção seja compartilhada, não obriga o vestibulando a fazer 3 propostas de intervenção;

6 – Um erro gráfico, no máximo dois: não reincida os erros. Isso demonstra que você cometeu um erro por lapso ou descuido, mas que demonstra domínio de linguagem;

7 – Leia um pouco de tudo: o tempo para leitura, durante os estudos, é escasso. Porém, não pode se alienar perante os fatos noticiados, principalmente no Brasil;

8 – Utilize áreas de outros conhecimentos: é comum os alunos utilizarem somente conhecimentos da área de Humanas e esquecem de Biológicas e Exatas;

9 – Elementos coesivos: estude-os, ou busque uma lista dos principais, para utilizá-los evitando repeti-los ao longo do texto. Eles ajudarão a progressão textual das ideias;

10 -Mantenha a calma: quando estamos estressados ou nervosos, é comum que esqueçamos das ótimas ideias e dos conhecimentos construídos ao longo da formação e caímos no senso comum ou na cópia da coletânea.

Mais do que seguir as dicas, você deve se dedicar em treinar produzindo ótimos textos. A Redação é uma das poucas disciplinas que o acompanhará em todo a sua vida profissional.

 

Tony Gomes

Professor de Redação do Colégio Dinâmico

Idealizador do Instablog @textualidade

Tony

Professor Tony: “A Redação é uma das poucas disciplinas que o acompanhará em todo a sua vida profissional”.

Flamboyants: uma crônica de Rubem Alves

Texto de Rubem Alves extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP), onde o escritor mantinha uma coluna bissemanal.

Sobre o autor: Rubem Azevedo Alves foi um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis.

Árvore

Flamboyant no Setor Marista em Goiânia (Foto: Marcelo Albuquerque)

Árvore

Flamboyant no Setor Bueno em Goiânia (Foto: Marcelo Albuquerque)

 

Os Flamboyants

A manhã estava linda: céu azul, ventinho fresco. Infelizmente, muitas obrigações me aguardavam. Coisas que eu tinha de fazer. Aí, lembrei-me do menino-filósofo chamado Nietzsche que dizia que ficar em casa estudando, quando tudo é lindo lá fora, é uma evidência de estupidez. Mandei as obrigações às favas e fui caminhar na lagoa do Taquaral.

Bem, não fui mesmo caminhar. Meu desejo não era médico, caminhar para combater o colesterol. Caminhar, para mim, é uma desculpa para ver, para cheirar, para ouvir… Caminho para levar meus sentidos a dar um passeio. Tanta coisa: os patos, os gansos, os eucaliptos, as libélulas, a brisa acarinhando a pele — os pensamentos esquecidos dos deveres. Sem pensar, porque, como disse Caeiro, “pensar é estar doente dos olhos”. Aí, quando já me preparava para ir embora, já no carro, vejo um amigo. Paramos. Papeamos. Ele, com uma máquina fotográfica. Andava por lá, fotografando. Não tenho autorização para dizer o nome dele. Vou chamá-lo de Romeu, aquele que amava a Julieta. Me confidenciou: “Vou fazer uma surpresa para a Julieta. Ela adora os flamboyants. E eles estão maravilhosos. Vou fazer um álbum de fotografias de flamboyants para ela… Você não quer vir até a nossa casa para tomar um cafezinho?”

Fui. Mas ele me advertiu: “Não diga nada para ela. É surpresa…” Esta história tem sua continuação um pouco abaixo. Recomeço em outro lugar.

As crianças da 3ª série do Parthenon, escola linda, me convidaram para uma visita. Elas tinham estado fazendo um trabalho sobre um livrinho que escrevi, O Gambá Que Não Sabia Sorrir. Queriam me mostrar. Foi uma gostosura. É uma felicidade sentir-se amado pelas crianças. Eu me senti feliz. Aí aconteceu uma coisa que não estava no programa. Uma menininha, na hora das perguntas, disse que ela havia lido a minha crônica Se Eu Tiver Apenas Um Ano a Mais de Vida…

Espantei-me ao saber que uma menina de nove anos lia minhas crônicas. Lia e gostava. Lia e entendia. Aí ela acrescentou: “Recortei a crônica e trouxe para a professora…” Confirmou-se aquilo de que eu sempre suspeitara: as crianças são mais sábias que os adultos. Porque o fato é que muitos adultos ficaram espantados e não quiseram brincar de fazer de contas que eles tinham apenas um ano a mais para viver. Ficaram com medo. Acharam mórbido.

As crianças, inconscientemente, sabem que a vida é coisa muito frágil, feito uma bolha de sabão. Minha filha Raquel tinha apenas dois anos. Eram seis horas da manhã. Eu estava dormindo. Ela saiu da caminha dela e veio me acordar. Veio me acordar porque ela estava lutando com uma idéia que a fazia sofrer. Sacudiu-me, eu acordei, sorri para ela, e ela me disse: “Papai, quando você morrer você vai sentir saudades?” Eu fiquei pasmo, sem saber o que dizer. Mas aí ela me salvou: “Não chore porque eu vou abraçar você…”

As crianças sabem que a vida é marcada por perdas. As pessoas morrem, partem. Partindo, devem sentir saudades — porque a vida é tão boa! Por isso, o que nos resta fazer é abraçar o que amamos enquanto a bolha não estoura.

Os adultos não sabem disso porque foram educados. Um dos objetivos da educação é fazer-nos esquecer da morte. Você conhece alguma escola em que se fale sobre a morte com os alunos? É preciso esquecer da morte para levar a sério os deveres. Esquecidos da morte, a bolha de sabão vira esfera de aço. Inconscientes da morte aceitamos como naturais as cargas de repressão, sofrimento e frustração que a realidade social nos impõe. Quem sabe que a vida é bolha de sabão passa a desconfiar dos deveres… E, como disse Walt Whitmann, “quem anda duzentos metros sem vontade, anda seguindo o próprio funeral, vestindo a própria mortalha”.

O pessoal da poesia está levando a sério a brincadeira. Eu mesmo já fiz vários cortes drásticos em compromissos que assumi. Eram esferas de aço. Transformei-os em bolhas de sabão e os estourei. Pois o pessoal da poesia decidiu que, no programa de um ano de vida apenas, num dos nossos encontros não haveria leitura de poesia: haveria brinquedos e brincadeiras. Cada um trataria de desenterrar os brinquedos que os deveres haviam enterrado.

Obedeci. Abri o meu baú de brinquedos. Piões, corrupios, bilboquês, iô-iôs e uma infinidade de outros brinquedos que não têm nome. Seria indigno que eu levasse piões e não soubesse rodá-los. Peguei um pião e uma fieira e fui praticar. Estava rodando o pião no meu jardim quando um cliente chegou. Olhou-me espantado. Ele não imaginava que psicanalistas rodassem piões. Psicanalista é pessoa séria, ser do dever. Pião é coisa de criança, ser do prazer.

Acho que meus colegas psicanalistas concordariam com meu paciente. A teoria diz que um cliente nada deve saber da vida do psicanalista. O psicanalista deve ser apenas um espaço vazio, tela onde o paciente projeta suas identificações. Mas a minha vocação é a heresia. Ando na direção contrária. “Você sabe rodar piões?”, eu perguntei. Ele não sabia. Acho que ficou com inveja. A sessão de terapia foi sobre isso. E ele me disse que um dos seus maiores problemas era o medo do ridículo. Crianças são ridículas. Adultos não são ridículos. Aí conversamos sobre uma coisa sobre a qual eu nunca havia pensado: que, talvez, uma das funções da terapia seja fazer com que as pessoas não tenham medo das coisas que os “outros” definem como ridículo. Quem não tem medo do ridículo está livre do olhar dos outros.

Preparei o encontro de poesia de um jeito diferente. Nada de sopas sofisticadas. Fui procurar macarrão de letrinha, coisa de criança. Não encontrei. Encontrei estrelinhas. Fiz sopa de estrelinhas. E toda festa de criança tem de ter cachorro-quente. Fiz molho de cachorro-quente. E nada de vinho. Criança não gosta de vinho. Gosta é de guaraná.

Foi uma alegria, todo mundo brincando: iô-iôs, piões, corrupios, bilboquês, quebra-cabeças, pererecas (aquelas bolas coloridas na ponta de um elástico)… Rimos a mais não poder. Todo mundo ficou leve. Aí tive uma idéia que muito me divertiu: que na sala de visitas das casas houvesse um baú de brinquedos. Quando a conversa fica chata, a gente abre o baú de brinquedos e faz o convite: “Não gostaria de brincar com corrupio?” E a gente começa a brincar com o corrupio e a rir. A visita fica pasma. Não entende. “Quem sabe, ao invés do corrupio, um bilboquê?” E a gente brinca com o bilboquê. Aí a gente estende o brinquedo para a visita e diz: “Por favor, nada de acanhamentos! Experimente. Você vai gostar…” São duas as possibilidades. Primeira: a visita brinca e gosta e dá risadas. Segunda: ela acha que somos ridículos e trata de se despedir para nunca mais voltar…

Pois a Julieta — aquela do Romeu — me trouxe uma pipa de presente. Vou empinar a pipa em algum gramado da Unicamp. E aí ela nos contou da surpresa que lhe fizera o Romeu. Fotografias de flamboyants vermelhos — que coisa mais romântica! Árvores em chamas, incendiadas! Cada apaixonado é um flamboyant vermelho! E nos contou das coisas que o Romeu tivera que fazer para que ela não descobrisse o que ele estava preparando.

Mas o mais bonito foi o que ele lhe disse, na entrega do presente. Não sei se foi isso mesmo que ele disse. Sei que foi mais ou menos assim: “Sabe, Julieta, aquela história de ter um ano apenas a mais para viver… Pensei que você gostava de flamboyants e que você ficaria feliz com um álbum de flamboyants. E concluí que, se eu tiver um ano apenas a mais para viver, o que quero é fazer as coisas que farão você feliz…”

Um ano apenas a mais para viver: aí os sentimentos se tornam puros. As palavras que devem ser ditas, devem ser ditas agora. Os atos que devem ser feitos, devem ser feitos agora. Quem acha que vai viver muito tempo fica deixando tudo para depois. A vida ainda não começou. Vai começar depois da construção da casa, depois da educação dos filhos, depois da segurança financeira, depois da aposentadoria…

As flores dos flamboyants, dentro de poucos dias, terão caído. Assim é a vida. É preciso viver enquanto a chama do amor está queimando…

rubem

Rubem Alves