5 doenças que devem ser foco de atenção no período chuvoso

De acordo com os dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 1.657.814 casos prováveis de dengue até o dia 15 de março, neste ano. Além disso, 491 mortes foram confirmadas pela doença, e outros 889 óbitos estão sob investigação.

O coeficiente de incidência da dengue é de 816,4 casos por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que há epidemia quando esse número ultrapassa 300.Quanto ao gênero, a porcentagem de pessoas possivelmente infectadas corresponde a 44,5% para homens e 55,5% para mulheres.

Porém, não é apenas a dengue que cresce no período chuvoso. Outras doenças também devem ser motivo de atenção: A seguir, conheça cinco doenças prevalentes desta época do ano e as medidas para evitá-las.

 

  1. Leptospirose: A leptospirose é uma doença causada pelo contato com fezes e urina de roedores. Com o aumento das chuvas, especialmente nos locais onde ocorrem alagamentos ou enchentes, há uma chance maior de contaminação. Este ano, apenas no Rio de Janeiro, já foram confirmados 302 casos da doença.  A principal dica é evitar o contato com a água suja, sobretudo nas vias urbanas. Sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular, falta de apetite e náuseas ou mesmo vômitos, são incidentes após a contaminação. Ao sinal deles, procure um posto de saúde ou uma unidade de pronto atendimento com urgência. A doença pode evoluir causando complicações como miocardite, pancreatite, anemia e insuficiência renal.
  2. Dengue: De acordo com a Dra. Raíssa de Moraes, médica infectologista da Afya, a dengue é uma das doenças que mais aumentam durante o verão. A estação traz consigo chuva, umidade e calor, ambiente apropriado para a procriação do mosquito Aedes aegypti. “Para se prevenir, é necessário evitar manter água parada em qualquer local. Com as chuvas constantes, deve-se redobrar a vigilância para espaços que podem acumular resíduos, como garrafas, pneus e vasos de plantas”, diz a médica. Dado o último balanço de diagnósticos – com 1,5 milhão casos no país até o momento – a especialista também recomenda o uso de repelentes e mosquiteiros para evitar o contato com o mosquito. Além dos cuidados com a limpeza de locais onde larvas podem se reproduzir, é necessário se atentar aos sintomas da doença: febre alta, manchas vermelhas, dor muscular, dor de cabeça, no fundo dos olhos e perda de apetite.

3. Viroses: Além dos períodos de calor intenso, o verão pode ser, muitas vezes, sinônimo de viroses, sobretudo as gastrointestinais, que acometem o sistema digestivo causando diarreia e enjoo. O quadro aparece após contato com o adenovírus e o enterovírus, que são transmissíveis pela interação com superfícies, águas e alimentos. “Entre as principais dicas para prevenir a virose estão: lavar as mãos constantemente e redobrar o cuidado com a higiene, manter a hidratação com a ingestão de água e tomar cuidado no consumo de alimentos, sobretudo altamente manipulados ou frescos. É imprescindível procurar conservar os alimentos corretamente,” recomenda Dra. Raíssa.

4. Hepatite A: Causada pelo vírus (HAV), a hepatite A é uma infecção viral que atinge o fígado e que tem picos de diagnóstico no verão, uma vez que é transmitido após o contato com água, bebida ou alimento, bem como interação com fluidos de uma pessoa infectada.  Aqui, a regra se mantém: é recomendado higienizar os alimentos para diminuir as chances de contágio. O mesmo vale para a água que for consumida, ela deve ser filtrada e própria para o uso. Outra forma de prevenção é evitando praias, lagoas e cachoeiras com indícios de poluição.

5. Bicho geográfico (Larva migrans): A Larva migrans, também conhecida como bicho geográfico, é uma infecção que atinge adultos e crianças e ocorre após o contato direto da pele com as larvas infectantes existentes no solo contaminado por fezes de animais, seja areia, terra ou grama. Mais comum no verão, os parasitas do gênero Ancylostoma se beneficiam do ambiente úmido para reprodução. Para evitar a doença, o mais recomendado é evitar andar descalço em ambientes molhados.

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