Quantos times brasileiros já venceram a Libertadores?
Descubra quais os times que lideram a lista de campeões da Libertadores

O Botafogo é o mais novo time brasileiro a integrar a lista de campeões da Libertadores. Com a vitória sobre o Atlético Mineiro na final disputada em Buenos Aires, a equipe carioca conquistou o troféu continental pela primeira vez em sua história. De quebra, o Glorioso tornou-se o 12º time do Brasil a ser campeão do torneio. E muitos torcedores já estão utilizando o cupom KTO para apostar em um novo sucesso do país na próxima edição.
Desde o início da Libertadores, o Brasil é o país com o maior número de campeões. Ao todo, 12 times daqui somam 24 troféus. Em número de conquistas, apenas a Argentina está à frente, com 25 títulos, distribuídos por “apenas” oito equipes.
Fora o Botafogo, os brasileiros que já conquistaram a Libertadores são: Santos (3), São Paulo (3), Palmeiras (3), Flamengo (3), Grêmio (3), Cruzeiro (2), Internacional (2), Atlético Mineiro (1), Fluminense (1), Vasco (1) e Corinthians (1).
A grande maioria desses títulos foi conquistada após os anos 1990, quando os times brasileiros, enfim, passaram a valorizar a Copa Libertadores. Antes disso, frequentemente as equipes daqui utilizavam times reservas ou mesmo se recusavam a participar do torneio.
Domínio brasileiro
Se a ascensão brasileira começou na década de 1990, o domínio absoluto foi conquistado nos últimos anos. Isso porque, desde 2019, apenas times daqui vencem a Libertadores.
Naquele ano, o Flamengo derrotou o River Plate na primeira final disputada em jogo único e iniciou uma série de conquistas brasileiras.
Na sequência vieram os títulos de: Palmeiras (2020 e 2021), Flamengo (2022), Fluminense (2023) e Botafogo (2024). Ou seja, foram seis conquistas seguidas, algo que jamais havia ocorrido antes.
Antes dessa hegemonia brasileira, nenhum país havia conquistado mais do que quatro edições seguidas da Libertadores. Isso aconteceu uma vez no tetracampeonato consecutivo do Independiente, em 1972, 1973, 1974, 1975, outra vez com as vitórias do Racing (1967) e Estudiantes de La Plata (1968, 1969, 1970) e uma terceira de 2010 a 2013, com Internacional, Santos, Corinthians e Atlético Mineiro.
Nos últimos anos, portanto, o Brasil tornou-se o primeiro país a vencer cinco edições seguidas e ampliou esse domínio para seis com a recente conquista do Botafogo.
SAFs e abismo financeiro
A causa da hegemonia brasileira é o abismo financeiro que, hoje, separa os times daqui de seus concorrentes sul-americanos. Uma dessas causas é a popularização das SAFs no Brasil.
Com a chegada deste modelo de negócio ao país, muito dinheiro passou a ser injetado nos clubes. Basta ver que os dois finalistas desta edição da Libertadores, Botafogo e Atlético Mineiro, são SAFs.
O Atlético Mineiro adotou o modelo de clube empresa em 2023 com a chegada do grupo 4R’s, formado pelos empresários Ruben e Rafael Menin, Renato Salvador e Ricardo Guimarães.
Já o Glorioso foi comprado pelo americano John Textor em 2022 e, de lá para cá, mudou completamente de patamar, voltando a brigar por títulos importantes.
Além disso, muitos clubes passaram a ter uma gestão realmente profissional, como Palmeiras e Flamengo, que, mesmo sem terem se tornado SAFs, conseguem movimentar muito dinheiro e montar elencos fortes.
Hegemonia deve ser mantida
Com o fortalecimento do futebol brasileiro e os demais países do continente estagnados, a hegemonia brasileira na Libertadores deverá ser mantida nos próximos anos.
Isso, é claro, não significa que outros times não possam ser campeões, uma vez que em um torneio como a Libertadores, disputada no formato mata-mata, zebras sempre podem acontecer.
De todo modo, os times do Brasil deverão continuar dominando a competição. E isso tem incomodado muito a imprensa estrangeira, já que o torneio virou uma espécie de Copa do Brasil.
Vejamos, portanto, o que acontecerá ao longo dos próximos anos e se outros países, enfim, também entrarão no universo das SAFs, o que poderá voltar a deixar a Libertadores competitiva.
