Governo libera venda de remédios em supermercados; veja o que muda

Otávio Augusto Ribeiro
Por Otávio Augusto Ribeiro
Governo libera venda de remédios em supermercados; veja o que muda
Foto: Divulgação

Uma ida ao supermercado pode, em breve, resolver mais do que a lista de compras. Pode também incluir cuidados básicos de saúde. A mudança já começou a acontecer. E tende a transformar a rotina de milhões de brasileiros.

advertising

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos dentro de supermercados. No entanto, a medida não libera a comercialização de forma irrestrita. Pelo contrário. Ela estabelece regras claras e mantém exigências sanitárias rigorosas.

supermercado

Foto: Divulgação

advertising

O que muda na prática

A princípio, supermercados passam a poder instalar farmácias em seus espaços. Porém, esses ambientes não podem funcionar como uma extensão comum das gôndolas. Ou seja, medicamentos não poderão ser expostos ao lado de alimentos ou produtos de higiene.

Além disso, a área destinada à venda de remédios deve ser totalmente separada. Precisa funcionar como uma farmácia tradicional. Portanto, terá regras próprias, controle técnico e fiscalização específica.

Foto: Divulgação

Outro ponto importante é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico durante todo o funcionamento. Esse profissional será responsável por orientar clientes. E também por garantir a dispensação correta dos medicamentos.

advertising

Leia também: Festival da Chica Doida confirma shows de Jota Quest e Léo Santana em Goiás

Medicamentos controlados seguem regras rígidas em supermercados

A nova lei também permite a venda de medicamentos controlados. No entanto, as exigências continuam as mesmas. Será necessário apresentar receita médica. E, em muitos casos, o documento ficará retido.

Além disso, a entrega desses produtos deve seguir protocolos específicos. Se o pagamento ocorrer fora da área da farmácia, o medicamento precisa ser transportado de forma lacrada. Sendo assim, o controle permanece rigoroso.

Quem pode operar essas farmácias

Outro ponto definido pela legislação diz respeito à operação. O espaço pode ser administrado pelo próprio supermercado. Ou, ainda, por uma rede de farmácias já autorizada.

Na prática, isso abre espaço para parcerias. E também para novos modelos de negócio dentro do varejo.

Foto: Divulgação

O que dizem especialistas do setor

Entidades do setor farmacêutico avaliaram a versão final da lei como um avanço em relação às propostas iniciais. Isso porque versões anteriores permitiam a venda direta em gôndolas, sem controle técnico.

Para representantes do setor, a exigência de farmacêutico e o cumprimento das normas sanitárias evitam a banalização dos medicamentos. Ou seja, reforçam que esses produtos não devem ser tratados como itens comuns de consumo.

Impacto no dia a dia

Enfim, a mudança tende a facilitar o acesso a medicamentos. Principalmente em regiões onde há menos farmácias. Ao mesmo tempo, mantém um equilíbrio entre conveniência e segurança.

Para o consumidor, o efeito é direto. Mais praticidade. Mais opções. E, sobretudo, a possibilidade de resolver diferentes necessidades em um único lugar.

Em um cenário em que conveniência se torna cada vez mais valorizada, a nova lei aponta para um varejo mais integrado. E, ao mesmo tempo, mais atento à saúde pública.

Siga o Curta Mais no Google News

Receba nosso conteúdo em primeira mão

★ Seguir

Newsletter

Receba as melhores dicas e notícias da cidade na palma da mão!

    Qual a nota desse conteúdo?

    De 1 a 10, diga o quanto você curtiu essa leitura:

    PublicidadePublicidade
    PublicidadePublicidade